About Fashion

AINDA NO CLIMA DO POST ANTERIOR

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Vi esses videozinhos super legais falando sobre a geração/era remix lá no Gema e resolvi compartilhar aqui porque super vale a pena, olha só:

Written by Luigi Torre

September 2nd, 2011 at 2:55 pm

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O ETERNO DILEMA DAS CÓPIAS

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Provavelmente vou levar algumas pedradas por esse assunto, mas acho que vale a pena falar (mais) um pouco disso. É que achei um tanto absurda a acusação feita pela galeria Fortes Vilaça à Maria Bonita Extra, alegando as vitrines da marca estariam plagiando a obra do artista plástico Ernesto Neto. Ok, sem dúvida os trabalhos tem lá seu grau de semelhança, mas e daí? Qual o sentido de toda essa discussão sobre autoria e originalidade hoje?

Eu diria que nenhuma, mas enfim…

O fato é que o assunto não é novidade, principalmente no mundo da moda. Cópias e o combate a elas têm sido umas das principais batalhas entre os mais conservadores da indústria – ainda mais depois do crescimento do fast fashion. Recentemente, o tema voltou render pautas, devido a mais uma etapa no processo de avaliação e aprovação de uma lei americana que busca proteger criações de estilistas e marcas daquele país.

Em 2007, a revista Piauí publicou uma matéria apontando um outro tipo de cópia, mais para inpisração-homenagem, por parte dos estilistas brasileiros. E ainda hoje, parece que o passatempo favorito de alguns chegados em moda é ficar encontrando quem copiou quem, ou quem fez o que primeiro. “Pura falta do que fazer”, como disse Erika Palomino em matéria sobre cópias na revista KEY, em 2008.

Na moda, criatividade não sai de uma caixa vazia. Toda evolução e crescimento desta indústria advém da criatividade construída a partir de tudo aquilo que a precede. O sistema de moda como um todo é, hoje, baseado no fluxo livre de criatividade. Em apropriações e recriações em busca do apuro técnico e estético. O que não dá é fulano fazer uma cópia idêntica ou se reapropriar sem buscar ir um mínimo além do original e sair se vendendo como criador da coisa toda. Mas em caso contrário… Pócopiá.

Na Era Digital (não curto muito essa expressão, mas deixa pra lá), com toda sua saturação de informação, os limites que diferenciavam o velho do novo desaparecem. Qualquer discussão nesse sentido se torna, então, no mínimo, desinteressante. Procurar autenticidade ou originalidade no meio de uma cultura de avanços altamente tecnológicos a cada instante, e de reapropriações e reciclagens desenfreadas, é perder o ponto do que é realmente ser criativo. Quando tudo que é informativo é imediato, acessível e aberto à livre interpretação e manipulação, o que realmente importa é o modo e a dinâmico como passado, presente e futuro se encontram em um ponto em comum. Ou, como escreveu o editor da 032c Jorg Koch, “o que realmente importa é a dinâmica que surge da convergência o conhecer, do esquecer, do lembrar e do prever.”

Written by Luigi Torre

August 25th, 2011 at 4:34 pm

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LYCRA FUTURE DESIGNERS E UM POUQUINHO MAIS

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Eu sempre começo com um sentimento, com uma intuição – e por isso, hoje eu não preciso mais viajar. Eu consigo achar tudo na internet. Eu acho mais inspirador pensar sobre algo ou determinado lugar, do que ir lá de fato. Aí, eu pego essa Idea e trabalho com ela, levo para outro lugar para que todas as referências desapareçam. Quando você está num desfile, você sente algo, mas não tem os elementos escancarados na sua cara. Você só quer que um sabor permaneça. Não é sobre o tema, é sobre as roupas. – Lucas Ossendrijver, na 032c.

Desde que li isso, logo antes da temporada de moda, fiquei com essa ideia martelando na cabeça. E no fim, é exatamente isso mesmo, né? Bem mais interessante assistir do que um desfile onde as referências saem gritando seu lugar de origem, é aquela onde elas apenas um gostinho de onde vieram ou motivo por estarem ali.

Aí, na semana passada, voltei a ficar com isso martelando na cabeça por conta do Concurso LYCRA Future Designers (projeto da marca dedicado a promover novos estilistas de todo Brasil), do qual fui dos jurados na categoria jeanswear (tinham ainda lingerie e moda praia). Ao todos foram 38 looks avaliados, dos quais apenas 3 traziam algo semelhante a tais características. A grande maioria mostrava, além de pouquíssima criatividade, temas e explorações de ideias extremamente rasas e óbvias.

Looks de David Lee e Danielly Narimato © Divulgação

Não foi à toa que boa parte dos 6 finalistas, foram aqueles poucos que souberam equacionar um tema interessante, com uma relação bem pessoal com aquilo. Como foi o caso do cearense David Lee, com seu look inspirado nos jangadeiros – um vestido de aspecto 2 em 1, todo em jeans e com pitadas de alfaiataria, em que nenhum dos elementos parecia gritar por atenção ou dominar o look por completo. Ou então, o vestido inspirado em superstições (borboletas, gatos pretos, escadas etc), da paranaense Danielly Narimato, em que embora traduzidos em suas formas literais, os elementos dispunham-se de maneira a evocar apenas lembranças do tema.

Hoje, mais do que nunca, a moda precisa emocionar. Precisa ter sentimento, paixão, ou qualquer outra emoção que coloque alguma verdade naquilo que está se mostrando. Com o amplo acesso a informação que temos hoje em dia, uma simples ideia, uma referência incrível, já não basta mais. É preciso buscar conexões exteriores que agreguem valor, de preferência emocional, assim tornando a roupa desejável, ou algo relevante.

+ saiba mais sobre o Lycra Future Designers e veja todos os seminifalistas

Written by Luigi Torre

August 20th, 2011 at 5:02 pm

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SEX IS AN EMOTION IN MOTION // U+MAG SEX ISSUE

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+ U+MAG

Written by Luigi Torre

August 15th, 2011 at 6:52 pm

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@CRIATIVAONLINE: LADY LIKE TORPICALIENTE

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Written by Luigi Torre

August 8th, 2011 at 5:43 pm

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KARL LAGERFELD PARA MACY’S

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Olha, não estava ligando muito para coleção que o Karl Lagerfeld fez para Macy’s. Mas aí, entediado que estou nesse fim da tarde fui ver as fotos de alguns looks da divulgados e, posso falar, meio que curti… Bem a cara dele, com pegada masculina, meio gráfico e até com um gostinho Chanel em algumas peças mais clássiquinhas. Ao todo são 45 itens com preços entre US$ 50 e US$ 70, que começam a ser vendidas no dia 31 de agosto em todas as 235 lojas Macy’s e também on-line. Será que entrega no Brasil? Fiquei com preguiça de pesquisar…

Written by Luigi Torre

August 3rd, 2011 at 7:43 pm

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JIL SANDER MASC. VERÃO 2012 E O CONTEMPORÂNEO

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O verão 2012 masculino da Jil Sander não foi uma das coleções mais felizes da marca, tampouco uma das mais simples. Muito provavelmente por parecer mais uma coleção do próprio Raf Simons do que algo que se identifique com a identidade minimalista e sóbria daquela marca. Tentando comprimir em 15min de desfile o estilo de praticamente meio século, Raf Siomns, com suas constantes experimentações em busca de novas proporções e modelagens para o terno contemporâneo, acabou se afastando do universo Jil Sander.

Uma bermuda meio evasê de cintura super alta, com blazer 90’s de três botões + coturno de píton, ou calça 40’s toda largona, com jaqueta meio 70’s justinha, + uma boa dose de elementos esportivos e de movimentos de cultura jovem, não é bem o que se espera da grife alemã, né?

Porém, há algo de muito interessante no modo como Simons se re-apropria de elementos dos anos 1940, 1980 e 1990 sem necessariamente se prender a nenhuma década ou sequer parecer de alguma maneira nostálgico. Por mais que possamos identificar pontos de referência do passado, é a tensão entre querer se prender e se distanciar do nosso tempo que gera um efeito final é da mais pura atualidade.

Pouco antes da temporada de moda nacional começar, estava lendo a última edição 032c, e logo no editorial, o diretor da revista, Jorg Koch fala justamente sobre isso, sobre o significado e conceito de contemporâneo, e deste constante conflito entre o tempo de hoje, de ontem e de amanhã. Faz todo sentido! Olha só:

Achar o novo no velho, e o velho no novo, é o mantra da 032c há algum tempo, mas essas categorias casuais começaram a entrar colapso na era digital e da saturação de informação – diferenciar o velho do novo não é mais interessante; procurar autenticidade ou originalidade no meio de uma cultura não só de avanços altamente tecnológicos, mas também de re-apropriações e reciclagens, é perder o ponto do que é realmente ser criativo. Quando tudo que é informativo é imediato, acessível e aberto à livre interpretação e manipulação, o que realmente importa é a dinâmica que surge da convergência o conhecer, do esquecer, do lembrar e do prever.”

Written by Luigi Torre

August 2nd, 2011 at 6:37 pm

OBSESSÃO (FUNDAMENTO) DO DIA

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E já que dona Madonna, muito chata, não me deixa embedar os vídeos aqui, tem mais esse e esse para assistir também!

Written by Luigi Torre

August 1st, 2011 at 1:00 pm

PRADA INVERNO 2011

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Written by Luigi Torre

August 1st, 2011 at 12:51 pm

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AS NOVAS CAMISETAS DA GIVENCHY

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Acabou de chegar no meu e-mail e acho que já quero todas…

São as camisetas do inverno 2011 de Givenhcy, que devem chegar às lojas da marca (e e-stores, amém) no começo de setembro. Enfim, tem toda aquela pegada de cultura de rua que Riccardo Tisci sempre trabalhou nas suas coleções masculinas desde que assumiu a linha em 2009.

O que eu mais gosto nas camisetas da marca (bem mais do que as estampas) é a modelagem – meio alongoadas, com mangas também um pouco mais compridas (dá para dobrar/enrolar para quem prefere elas mais curtas), sem necessariamente ser oversized. Assim, dependendo do tamanho que você compra, cada peça tem um caimento diferente.

Written by Luigi Torre

July 29th, 2011 at 10:32 am

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