Sep 29





Uma coisa Azzedine Alaia encontra Gianni Versace, que encontra Thierry Mugler que faz uma visitinha para John Galliano na sua última coleção de alta costura para Dior. Foi assim o desfile de Dolce & Gabbana, misturando referências dos papas do sexy dos anos 80, com muito sexy appeal e S&M. Mas não foi só uma reprodução de looks clássicos do anos 80, a dupla olhou para o passado para ir para o futuro.
E foi assim que as modelos desfilavam sobre uma passarela de vidro com suas micro saias presas na cintura bem alta com mega cinturões brilhantes, com seus vestidos e tops corseletados, tecidos brilhantes e metálicos, corsets de metal e couro e, no final, com os vestidos, túnicas e blusas bem amplos mega estampados. Incrível.
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Sep 29



Fotos por Marcio Madeira/Vogue.com
Depois de ouvir Robert Polet, diretor do Grupo Gucci, exaltando que o que importa mesmo na moda é a venda, foi quase um alívio ver que nem todo mundo pensa assim. Kar Lagerfeld, buscando incessantemente o novo, peitou o comercialismo com sua coleção de verão para a Fendi. O mais interessante é que não teve nenhuma mega piração em conceito ou algo do tipo, apenas o uso de alguns tecidos pouco utilizados e uma leitura das tendências da temporada sobre a ótica de Lagerfeld.
O estilista usou materiais e tecidos sintéticos e tecnológicos como silicone preto, látex e um couro prateado cortado a laser. Lagerfeld conseguiu dar um toque de alta-costura nos detalhes de suas roupas, mas sem cais na feminilidade de babados e laços que tem tanto aparecido. Sua referência aos anos 60 estava na famosa Era dos Espaço (Space Age) retratada pelas estampas geométricas e os tecidos com aparência metálica. O sexy era responsável por fazer referência aos anos 80, e o sportwear vinha nas jaquetas de couro cortadas a laser. As cores eram poucas: preto, branco, cinza, prateada, cru e rosa. E a silhueta a la Edie Sedgwick era curtíssima e com a cintura bem marcada.
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Sep 29



Fotos por Marcio Madeira/Vogue.com
Essa tendência do sportwear está caindo perfeitamente em algumas coleções, a da Max Mara é um ótimo exemplo. Uma série dos casacos bem sport - que tem aparecido aos montes em outros desfiles – vinham em diversas formas: alguns mais ajustados na cintura, outros de proporções bem grandes, uns com muitos bolsos, outros com mangas ¾, alguns compridos parecendo vestidos e até como boleros. Essas jaquetas eram de diferentes tecidos também, alguns bem sintéticos parecendo plástico. As cores usadas também foram as da temporada: creme, branco, preto, cru, verde musgo, dourado e prateado. A tendência anos 80 aparece ao longo do desfile, principalmente nas estampas, mas também em alguns looks, como o blazer sobre a saia tulipa de cintura bem alta.
A noite de Max Mara é brilhante, literalmente. Uma série de vestidos em tecidos brilhantes – muito lamé – em dourado, prata e cobre eram dobrados e drapeados o máximo possível. Além de todo brilho dos tecidos, as alças também vinham com aplicações de pequenos espelhos.
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Sep 29



Fotos por Marcio Madeira/Vogue.com
Em sua segunda coleção para Pucci, Matthew Williamson foi buscar nos arquivos da marca e na cena underground de Londres suas inspirações. O resultado foi ótimo. Todas as tendências estavam lá: as cores pretas, brancas, os metalizados, as formas trapézio, os mini a la anos 60, e os tecidos brilhantes como o vinil. E como não pode faltar, as clássicas estampas Pucci que todo mundo conhece. Estas vinham em roxo, turquesa, laranja e rosa.
Da cena londrina vieram os legggins e os tops bem justinhos, lembrando a silhueta de fins de anos 80 e começo de 90. Muitos babados, drapeados e mangas morcego também ajudaram a dar um toque mais 60´s para a coleção que misturou bem o estilo da marca com o do estilista.
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Sep 29


Fotos por Marcio Madeira/Vogue.com
Minimalista, sofisticado e moderno são alguns adjetivos que se pode usar para caracterizar a coleção de verão da Jil Sander. Ao invés de ficar focado nos swinging 60´s ou no sexy dos anos 80, Raff Simons se concentrou na alfaiataria, re-modernizando suas peças através de mínimos detalhes, que no final, fazem toda a diferença. Ajustando alguns lugares, soltando outros e regulando os comprimentos, Simons conseguiu dar um ar bem mais atual e jovial para as chatas peças de alfaiatarias comum que pouco se diferenciam uma das outras. Exemplos: as saias curtas, bem ajustadas ao corpo com camisas para dentro também perfeitamente ajustadas, calças bem secas com jaquetas precisamente mais afastadas do corpo, deixando à mostra somente um pouco da gola da camisa. Tudo em cores bem fortes como amarelo e azul. A cara da Jil Sander – lembrando muito algumas de suas coleções dos anos 90 – com toda modernidade de Raff Simons.
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Sep 28




Turssardi fez seu primeiro desfile com as criações da Gaya Trussardi, que entrou no lugar de sua irmã Beatrice, agora diretora da empresa. Sete anos após a morte de Nicola Trussardi, Gaya apresentou uma coleção mega certa. Estava tudo bem descontraído, relaxed, e muito sofisticado, a cara do verão. O sportwear estava sempre presente como referência nos vestidos bem soltos e curtos, de seda ou jérsei na maioria. Os volumes foram muito bem trabalhados, de forma bem discreta, com os cintos que davam duas ou três voltas na cintura. O couro também apareceu nas jaquetas e nas bolsas, também aparecendo num vestido preto incrível.
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Sep 28





Acho que nem preciso dizer que foi para os anos 60 que Frida Giannini olhou para criar a coleção de verão da Gucci, né? É uma nova fase para a marca, já com dois anos sem Tom Ford, responsável por relançá-la no meio jet-set, com suas criações mega sexys. Agora, celebrando 85 anos, com um pouco menos de sexy appeal, mas não sem nenhum, Giannini está mais focada no consumo, ou melhor, nas vendas.
Todas as peças e formas tendências dessa temporada estavam lá: as túnicas, as calças de alfaiataria mais larguinhas, os vestidos trapézio, os babados e os sapatos e botinhas baixas. O desfile começou com uma série de casacos curtinhos com faixas em vermelho, roxo e laranja nas golas, mangas e barras. Os vestidos bem soltos e as túnicas eram ornamentados com estampas geométricas, geralmente em forma de hexágono. A cintura vinha quase sempre marcada por cinturões enormes, incríveis. Os acessórios também merecem destaque, as bolsas com quadradinhos de espelho e os sapatos e botinhas prateados bem baixinhos. Uma coleção muito boa, mas nada que a gente nunca tenha visto na Gucci.
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Sep 28




Gaetano Navarra com certeza pensou no futuro para sua coleção de verão. Isso porque tecidos sintéticos como o vinil, lamé e plástico apareceram aos montes em seu desfile. Sempre combinados com tops ou vestidos mais soltos, as vezes sobrepostos a outras saias, blusas ou camisas. Para ornamentar seus looks, o estilista aplicou pedras de vidro de diferentes formas ora de forma discreta, nas mangas ou barras, ora sobre toda uma superfície da roupa. Para contrastar com o futurismo trazido pelos tecidos brilhantes e com aparência metálica, Navarra usou algumas referências da era vitoriana, colocando muitos babados em suas roupas. As cores usadas por ele foram basicamente o branco, preto, cinza, rosa bem claro e verde.
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Sep 28




O tema era Midsummer Night´s Dream, algo como Sonho de uma Noite de Verão. E o que melhor do que flores para um tema como este? E foi assim que Antonio Marras fez seu desfile, como muitas estampas de rosas e petúnia sobre seus vestidos, alguns bem vitorianos outros já na década 20. Toda essa meiguice e feminilidade foi quebrada com a entrada dos looks com peças de alfaiataria masculina bem justos.
Achei um pouco desconexo esses looks meio andróginos no meio de todas aquelas flores bem girly, que também não gostei muito de algumas, achei um pouco too much. Mas enfim, é só minha opinião.
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