Os participantes do Porjeto Lab, À Dor Amores, por Marcita Amores e Verônica Amores; Nizt, por Karina Maltez e Lígia Carnicelli; Maíra Mendes; Raphael Volk; Augusto Coutinho, Raquel Gaeta e Patricia Gerber não desfilam suas coleções. Ao invés, expões suas criações em vídeos produzidos pelo Supergas. Além do Porjeto Lab, Paulo Carvas, Deoclys Bezerra e Madalena, por Carol Martins, também não desfilam nesta edição.
Há ainda participações especiais, como as marcas convidadas Briza, Clã e Coletivo. Outros estreantes na casa de criadores são Tássia Murad, no line-up oficial e André Phergon no Projeto Lab. Os estilistas Humberto Guaracy e Ivã Ribeiro migram do Projeto Lab para o line-up oficial do evento.
Assim as modelos entravam na passarela sobre suas altas plataformas, arrastando sacos de pedras preso à um pedaço de madeira, vestindo vestidos tomara-que-caia com saias assimétricas - mais curtas na frente e mais compridas atrás – recheadas de tule. Os decotes dos vestidos vinham em bustiês mais justos ou em tomara que caia, com um recorte bem abusado nas costas.
Moshe também apresentou sua coleção no primeiro dia da Casa de Criadores. Sua coleção foi um encontro entre seu estilo sport e referências ao Studio 54, lendário clube de NY. E com uma inspiraçãp como essa quem melhor para abrir o desfile do que Rudolf Piper, produtor original da casa nova iorquina. Repetindo o que fazia na porta do Studio 54, Rudolf escolhia quem entraria na boate, ou melhor, na passarela.
Moshe, definitivamente, estava mirando comercial, mas nem por isso deixou de fazer uma boa apresentação. Apostando no comprimento curto para o homem, Moshe se joga nos shortinhos e faz um bom trabalho ao misturar elementos da alfaiataria com elementos do sportwear.
Blazers desestruturados vinham combinados com shorts mais curtos – tendência que apareceu aos montes na semana de moda masculina internacional -, tecidos mais clássicos como o xadrez príncipe de Gales, ou brocados, combinados com moletom e tecidos sintéticos.
Os macacões também merecem destaque, tanto o com mangas, como os sem em moletom e com alça em gancho.
Marcelu Ferraz parece estar amadurecendo em suas criações. Depois de uma coleção inspirada em super-heroinas e figuras míticas, o estilista faz um approach mais comercial, para uma mulher menos fantasiosa do que da última coleção.
Monocromático, trabalhando somente com branco, preto e cinza, Marcelu se inspira no lifestyle dos balneários, trazendo referências náuticas para sua coleção. Muitas listras, ora bem grandes, ora pequenas, estampavam seus vestidos de malha amplos, as vezes bem fluidos. Muitos decotes e recortes, dando um ar mais sensual para coleção. Peças listradas eram sobrepostas a peças lisas de paetês pretos, levando um certo glamour para as roupas.
Weider Silveiro teve a estilista Alix Grés e musa SM Valentina de Guido Crepax para sua coleção de verão, que veio cheia de emoção, num clima subversivo, escuro e pesado. Num mix de romântico com fetichista Weider se concentra no trabalho de texturas e recortes de tecidos.
Seus vestidos – todos curtos – vinham sempre em vermelho, preto ou cinza, plissados pregueados ou com recortes em couro ou vinil. Cordas amarradas ao redor do corpo das modelos, assim como as flores que saiam de suas bocas, davam um tom de submissão e SM para as roupas.
A silhueta variava bastante, ora mais afastada do corpo com um pouco mais de volume, ora mais justa, como no look todo preto com calça de vinil (incrível btw).
O coletivo P’tit trouxe uma coleção bem leve para o verão 2007, neste 20ª edição da Casa de Ciradores. As modelos desfilavam e dançavam descontraidamente com seus vestidos, blusas, shorts e sais em tecidos bem frescos, numa silhueta bem relaxed, mais afastada do corpo, mas sempre tudo bem curtinho - afinal é tendência. As estampas com motivos florais e sobreposições destas com tecidos planos coloridos trouxeram uma certa feminilidade meiga para a coleção.
A assimetria e sobreposições de camadas foram os pontos altos do desfile. O destaque são para os looks meio embrulho, à la Comme des Garçons, que resumiam bem a proposta do trio: leveza, descontração, jovialidade com diferencial.
Gustavo Silvestre levou sua coleção para fora da passarela. A apresentação de suas criações aconteceu nas suítes do hotel Renaissance. As modelos ficam dispersas pelos quartos, jogadas na cama, no show, sentadas ou paradas no meio quarto, exibindo as roupas que atestaram a paixão artesanal do estilista. Com muito patch-work e recortes, o verão 2007 de Gustavo Silvestre vem cheio de túnicas, vestido, macacões e short tudo bem curtinho.
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November 2nd, 2006 at 12:05 am
Bacanérrimo! T
Temos muitas coisa incomum tbm j´adore tudo q vc comenta!!!! Boas dicas!!!!
Cissa