. NEW YEAR’S RESOLUTION .

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Fim de ano chegou. É época de infinitas listas, retrospectivas e, claro, resoluções. As famosas New Year’s Resolution que todo mundo adora fazer. Promessas, desejos e vontades de tudo aquilo que queremos fazer, ver e acontecer no ano seguinte.

No site da Vogue UK, ao invés das notícias diárias do meio da moda, cada dia uma nova resolução era colocada. Resoluções de fashionistas e grandes nome da moda, como Paul Smith, Antonio Berardi e Alice Temperley. Foi daí, que tirei a idéia de fazer esse post.

2006 foi um ano muito bom para a comunidade dos fashion blogs, não só do Brasil, como do mundo todo. Credenciais para cobrir as semanas de moda internacional e uma matéria na Vogue Francesa, são apenas alguns dos exemplos da visibilidade e potencial desta comunidade virtual.

E 2007 promete ser tão bom quanto, senão melhor. Principalmente, para nós fashion bloggers brasileiros. Por isso ai vai o que cada um de nós espera e deseja para o ano que vem.

“Em 2007, eu pretendo aprender mais. Descobrir novas tribos. Conhecer novas pessoas e estilos. Fazer amigos. Viajar mais. Estudar mais. E claro, ouvir e tentar entender a salvação do rock que será lançada em 2007. Ah! E como o ano tem terminação 7 e 7 significa perfeição. Que 2007 seja perfeito pra todo mundo!”, deseja Romeu, da U_magazine, que promete crescer ainda mais no ano seguinte.

Aprender e estudar parece ser uma necessidade nessa era da informação. Assim a new year’s resolution da Fe, da Oficina da Estilo, vem no mesmo estilo: “Eu quero muito no próximo ano estudar mais – estudar mesmo, fazer cursos, ler livros inteiros do início ao fim na ordem (sempre leio partes e nunca acabo nada…), não só em moda. Vou voltar pro francês e talvez até comece a estudar fotografia (vontade antiiiiga!). E vou voltar pra ginástica e vou comer melhor, se Deus quiser – que eu assisti o filme do Al Gore e vou preparar minhas pernocas pra usar tudo curtinho.”

A Cirs, também da Oficina de Estilo, tem planos ainda maiores para 2007. Ela pretende engravidar, e para isso vai para de fumar e emagrecer um pouquinho.

Já a Gabi, do Design Blog fez uma listinha com suas resoluções para 2007:

“1. Acordar mais cedo para não entardecer o meu dia.
2. Libertar minhas amarras sem apertar as de ninguém.
3. Respirar fundo quando me faltar o ar.
4. Ouvir uma música nova por vez.
5. Olhar mais para o céu e para os lados.
6. Experimentar algo diferente, todos os dias.”

Mas ela não foi a única que listou suas resoluções. O André Felipe, da ag 407, também fez uma lista:

“1. Vou intensificar minhas práticas esportivas, depois de ir ao médico fazer um checkup (faz pra lá de 5 anos em que eu não piso em um, tenho horror de sala de espera de médico. Além disso, nesse ano eu faço 35);

2. Vou acabar a reforma do meu apartamento, que ainda está meio inabitável;

3. Vou emoldurar os duzentos posters/fotos/gravuras que estão mofando em casa;

4. Vou dar um jeito no meu toca-discos, além de arrumar uma acomodação digna pra minha coleção de vinis originais de jazz;

5. Vou voltar a tocar Sax - já fui quase profissional, mas faz 5 anos que eu não toco;

6. Vou fazer um book dos meus trabalhos de design gráfico, que eu ensaio há 3 anos;

7. Vou dar um jeito de trabalhar mais (inevitável) e ao mesmo tempo ficar mais com minha mulher e meus filhos (imprescindível);
8. Vou ser menos do contra (libriano tem disso: sempre ver o outro lado) porque isso é um saco;
9. Vou continuar tentando manter a calma, a serenidade, as contas em dia, e o cartão dentro dos limites!”

E por fim, eu quero que em 2007 eu consiga estudar mais, conhecer mais gente legal e interessante como conheci nesse ano, ler ainda mais, aprender muito e mais, e também conseguir voltar a treinar direito.

É isso ai. Desejo a todos que lêem, comentam, incentivam esse blog, um ótimo 2007, e que todas suas new year’s resolutions aconteçam.

Luigi T.

. FUTURO SUSTENTÁVEL .

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O Fashion Rio e a SPFW ainda nem começaram e já começa-se a ouvir falar sobre o futurismo – tema que promete ser uma das principais tendências para o inverno 2007, aqui no Brasil. Assim que esses eventos começarem o tema vai se tornar ainda mais falado, aparecendo em diversos meios de comunicação, sem contar nas várias coleções de marcas participantes de tais eventos. Mas o que significa esse desejo de fugir para o futuro? E como é esse futuro que tanto se busca alcançar?

Nos anos 60, quando tivemos, pela primeira vez, a tendência para o futurismo, com o Space Age, o futuro era branco, com formas suaves, simples e arredondadas, mega tecnológico e bem jovem.

. PACO RABANNE .

A moda, sempre com espelho de uma sociedade, refletiu bem essa tendência. Os modelos de Pierre Cardin, André Courrèges e Paco Rabanne, entre outros, trouxeram linhas puras, comprimentos curtos e materiais não convencionais para época, como o plástico, vinil, látex e até metal.

Na década de 80, o futurismo teve um pequeno revival com o estilista Thierry Mugler a frente, com suas mulheres cibernéticas em seu modelo Robot-Couture, apresentado na coleção outono/inverno 1995/96 - tem o video ai em cima.

Nas últimas semanas de moda internacionais, principalmente Paris e Milão, o tema futurismo veio à tona novamente. Segundo Anna Wintour, editora da Vogue America – em post que já coloquei aqui – era de se esperar que a moda apresentasse escapes para o cenário nada animador que vivemos hoje. E se hoje não estamos bem, melhor mesmo idealizar um futuro mais acolhedor.

. BALENCIAGA VERÃO 2007 .
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Duas grandes frentes traduziram esse sonho pelo futuro. Os que o imaginaram com referências ao Space Age dos anos 60, tiveram uma forte influência da estética futurista, com linhas puras, materiais sintéticos. Imaginam um futuro tecnológico, robotizado. Um futuro em que termos que fugir para o espaço, para não enfrentarmos os estragos que fizemos por aqui.

. ALEXANDER MCQUEEN VERÃO 2007 .

Outros já imaginaram um futuro mais orgânico e natural. Com fortes inspirações bucólicas, com muitas referências ao campo e às flores. E tendo em vista a crescente onda de sustentabilidade que se faz cada vez mais presente e vem influenciando a indústria da moda, com tecidos 100% orgânicos e modos de produção ecologicamente responsáveis, acho que é esta a frente que deve vir com força para nosso inverno 2007.

Afinal, fugir para o espaço não é um opção viável.

. L .


Fotos por Marcio Madeira/Style.com

. PROGRAMA DE FÉRIAS .

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Eu prometi para mim mesmo que ia me dar umas férias geral – inclusive do blog – nesta semana entre o natal e o ano-novo. Mas quem disse que eu consigo? Então, como nada acontece nessa época do ano e não tem nada muito bombástico para falar, resolvi fazer algumas indicações, para quem não tem muito o que fazer nas férias.

Para começar, é sempre bom ler um pouco. Ainda mais agora que temos mais tempo, e estamos mais calmos. Para quem não muito chegado em livros, recomendo a coluna da Alexandra Farah que introduz o Filme Fashion Futurismo, um especial do site Filme Fashion, que já antecipa o que promete ser mega tendência no próximo Fashion Rio e SPFW, assim como foi nos desfiles de verão do planeta fashion.

Mas um bom livro é indispensável. Por isso o post do blog da Oficina de Estilo, com várias recomendações de leitura fashion para as férias, é excelente. Tem até o livro da jornalista Lílian Pacce, Pelo Mundo da Moda, um dos meus presentes de natal e que já comecei a ler. É incrível, super recomendação!

Para quem quer relaxar e não se aventurar fora de casa nessas chuvas torrenciais que andam caindo por aqui vai uma lista de filmes com figurino incrível, ou que, pelo menos tem algo de interessante - dica do leitor do ABOUT FASHION, Heleno:

. LIGAÇÕES PERIGOSAS (1988),

. LADRÃO DE CASACA (1956),

. JANELA INDISCRETA (1954),

. A BELA DA TARDE (1967),

. GRANDES ESPERANÇAS (1996),

. A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM (1967),

. A RAINHA MARGOT (1995),

. O LEÃO NO INVERNO (1967),

. CABARET (1972),

. BLADE RUNNER (1982),

. BONEQUINHA DE LUXO (1964) e SABRINA (1954) – ambos tem o figurino assinado

por Hubert de Givenchy,

. O TALENTOSO RIPLEY (1999),

. O Beijo (1929),

. REDE DE INTRIGAS (1976),

. ELIZABETH (1999),

Para os cinéfilos, adoradores de figurinos incríveis, tem uma prévia do que os esperam no começo do ano que vem, com Dreamgirls e Factory Girl, aqui.

E para terminar, tem uma lista com as 50 músicas mais legais de 2006 no site Erika Palomino, é só clicar e se divertir.

. L .

. ESCAPE .

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Lembra aquele post que Fe, da Oficina de Estilo, fez sobre a entrevista da Anna Wintour para Barbara Walters? Aquele que falava sobre como a moda é reflexo de tudo o que acontece na sociedade?

Então, prestem atenção no que Mrs. Wintour fala no videozinho ai de cima, para explicar de onde vem toda explosão de cores e leveza das coleções de verão, desfiladas na última semana de moda de NY.

Anna Wintour fala que quando a se tem jornais e programas de televisão cheio de notícias nada animadoras, as pessoas acabam recorrendo a outras formas de expressão em busca de alguma esperança.

Assim, a moda além de servir como reflexo de uma sociedade, também é sua válvula de escape, onde as emoções e sentimentos, não só daquilo que acontece, mas daquilo que se espera acontecer são revelados e extravasados.


Os desfiles de Marc Jacobs, da Louis Vuitton, YSL com todo apelo bucólico, e até os mais futuristas como Balenciaga, Lanvin e Hussein Chalayan, no fundo expressam o desejo de sair desta para uma melhor. Seja correndo para o campo e jardins floridos, seja voando para o espaço e para um futuro melhor.

. L .

Fotos por Marcio Madeira/Style.com

. EXCLUSIVIDADE E BLOGSFERA .

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Com mais e mais jovens criando verdadeira aversão a cultura dos shoppings centers, uma busca incessante pelo novo, diferente, inovador e exclusivo está dominando o mercado do street-wear.

Ao invés das “modinhas”, das roupas iguais, marcas deste mercado com extremo potencial de expansão, como Urban Outfitter, 10. Deep e Union, focam-se em um estilo distinto, com elementos únicos e muitos detalhes difíceis de serem copiados.

Hoje a cultura de rua começa apresentar sinais de saturação do mercado de massas. Pessoas consideradas “style conscious” (estilo consciente), vêem a moda como uma forma de auto-expressão e até auto-invenção. Para eles o luxo deixou de ser sinônimo apenas daquilo que é caro. Hoje o luxo é muito mais uma questão de exclusividade, raridade, do que mero valor.

Esse entusiasmo com a exclusividade começou no fim da década de 80 e começo de 90, quando os clubkids queriam se vestir de um jeito único, diferente dos demais. Mas a tendência passou, reinando uma grande homogeneidade na moda da segunda metade dos anos 90 até os dias de hoje.

Movimentos como o nu-rave em Londres, a excêntrica cena noturna da NY, re-acendida pelos MisShapes, dão sinal de um “revival” desta onda “dress up”.

Mas se antes as referências e novidades vinham das ruas e da cena noturna, hoje há mais uma fonte lançadora de tendências: a internet. Blogs de moda e sites de relacionamento como o MySpace vêm tomando papel tem grande importância na moda, e no lançamento de tendências.

Algumas marcas voltadas para esse mercado do stree-wear chegam a gastar pouquíssimo com publicidade, basta que suas peças apareçam em algum blog, site ou revista mais descolada, para que haja um boom nas vendas.

A própria loja de departamento americana, Barneys, que revenden produtos de algumas marcas de stree-wear, afirma que nem chegam a colocar as peças em catálogos, anúncios ou até mesmo nas vitrines, pois o boca em boca ou a Internet faz todo o serviço.

Mas e ai? Será que aqui no Brasil a gente já vive assim? Pelo que vejo, são poucos os que buscam realmente usar a moda e as roupas como forma de se auto-expressar. Ou ainda que buscam expor seu estilo ou personalidade.

E os blogs? Será que por aqui já somos considerados lançadores de tendência? Será que todo o potencial de visibilidade, marketing, e divulgação que os diversos blog de moda já é reconhecido? Lá fora eu sei que já. Não foi a toa que mais de 40 blogs foram credenciados para cobrir a semana de moda de NY. E também não foi em vão que a Vogue francesa publicou uma matéria sobre a blogsfera – dica do Romeuu da U_Magzine, no blog da ag 407. Mas e em solo nacional? Nosso potencial já é reconhecido?

. L .

. MODA & ARTE .

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Não é nada ultra moderno a relação que a moda estabelece com a arte, ou vice-versa. Antigamente diversos estilistas tiveram grandes nomes da arte como inspiração. Elsa Schiapareli com Salvador Dali e Yves Saint Laurent com Mondrian, são apenas alguns exemplos.

Mas além do que mera identificação estética, alguns estilistas modernos aproximam seu modo de criação com os fundamentos da arte moderna e contemporânea. Martin Margiela e Jean Charels Castelbajac, são alguns deles.


Nascido na Bélgica, em 1957, Martin Margiela formou-se como estilista e até 1982 trabalhou como profissional autônomo na área, antes de estagiar com o estilista Jean Paul Gaultier, em Paris.

Margiela trabalhou para grandes marcas francesas até abrir sua própria marca em 1989, quando seu modo irreverente de criar e apresentar moda lhe trouxe uma grande atenção de profissionais e da mídia especializada.

Atualmente Margiela é conhecido por suas roupas quase “ready made”. E é aqui que sua relação com o movimento dadaísta se torna mais evidente.
Assim como os dadaístas pegavam objetos prontos para criar suas obras – vide Urinol e a roda de bicicleta de DuChamp – o estilista belga parte de roupas prontas para elaborar suas complexas construções, resultando em roupas totalmente diferentes das originais.

Como exemplo temos o vestido feito a partir de golas de pele removidas de casacos e jaquetas de épocas diferentes. Com um trabalho 100% manual – desde a remoção das pelas até a costura do vestido – Martin Margiela não altera em nada a forma ou aparência das peças utilizadas. Seu processo de criação simples se baseia em apenas algumas costuras, unindo partes ou peças inteiras já existentes.

O mesmo processo se repete em várias criações, como o vestido de gravatas borboleta, e a calça e blusa feitas a partir de cintos de couro removidos de trentch-coats.

Assim, é como se o artista ao desconstruir peças já existentes, fizesse uso da anti-moda, para criar uma nova moda. Do mesmo modo como os dadaístas usavamm a arte para combater a arte.


Jean Charles, por sua vez, nasceu em 1949, na França, onde passou sua infância estudando em um colégio militar muito severo, cercado por cores apagadas e pessoas sérias.

Sua característica profissional mais marcante é a construção de produtos de moda com conceitos de protesto e rejeição a determinados ícones do mundo da moda, como por exemplo, o uso de peles para casacos.

Mas quando se trata de lucrar com suas roupas, Jean Charles deixa de lado o protesto, e se inspira na pop arte.

Utilizando-se de elementos da cultura de massas – como as clássicas latas da sopa Campbell e as garrafas da Coca-Cola – e de ícones de cultura pop em suas coleções, Jean Charles já até chegou a fazer parcerias com alguns artistas da pop arte.

Sempre estampando estes elementos pops em suas criações, que podem abranger o “ready-to-wear” e ao mesmo tempo uma estética de figurino, o estilista se apropria de elementos midiáticos para atingir seu público, do mesmo modo como grandes artistas pop o fizeram.

. L .

. CENA ARTÍSTICA IRANIANA .

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Já conhece a cena artística iraniana? Não? Eu também não conhecia até ver o link postado pelo André Felipe, no blog da ag 407, sobre um blog cheio de informações e fotos sobre a arte iraniana.

Bem interessante notar como os artistas locais retratam todo ambiente, físico, cultural, social, religioso e político, por meio de diferentes formas artísticas.

Vale a pena conferir.

. L .

. MAIS UM NOVO TALENTO .

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Lembra na London Fashion Week, quando Gareth Pugh entrou para os agradecimentos finais de seu desfile com a camiseta de estampa “Get Yer Freak On Giles Deacon” e este com “UHU Garteh Pugh”? Esse foi o primeiro momento da House of Holland sobre os holofotes da moda. E a partir da próxima London Fashion Week, este mesmo holofotes vão iluminar muito mais do que duas camisetas.

É que o estilista Henry Holland, acaba de ser convidado a fazer parte do Fashion East – projeto responsável por injetar novos talentos na moda. Foi de lá que saíram grandes nomes da jovem frota de estilistas britânicos, como Giles Deacon, Mario Schwab e Gareth Pugh.

Desde a aparição de suas camisetas na London Fashion Week, suas estampas fazendo rimas com nomes da moda inglesa tornaram-se verdadeira febre entre fashionistas e celebridades, como Gwen Stefani, Sienna Miller e Lindsay Lohan. Hoje o estilista já conta com pontos de venda na Barneys, Seven NY e no Dover Street Market – ponto de vendas hypado em Londres.

Para saber mais sobre a House of Holland clique aqui.

. L .

. DESIGN DE SUSTENTABILIDADE .

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Logo que surgiu, lá trás com o aparecimento da Bau Haus, o design tinha uma simples proposta: tornar objetos mais bonitos, renovando-os de tempos em tempos, sempre com um fator muito forte: a sedução. A sedução para incentivar as pessoas a sempre trocarem o velho pelo novo, mesmo que a diferença entre este e aquele fosse pura e simplesmente estética.

Segundo o filósofo e sociólogo Gilles Lipovestky, essa lógica da sedução e efemeridade – a qual a moda já dominava bem antes do aparecimento do design – foi de extrema importância para a formação do homem hiper-moderno. Sempre em busca do novo, este homem vai se desapegando de certos valores e tradições, ficando mais aberto a inovações e mais receptivo a mudanças.

Muita crítica já se vez a todo esse esquema: induz o consumismo exacerbado, hedonismo e capitalismo selvagem. Mas parece que o design vem driblando seus ataques de forma excelente. Tão bem que em Janeiro de 2006 fez seu debut no Fórum Mundial de Economia, em Davos.

Para aqueles que acreditam que o design não serve para nada além de alimentar a lógica capitalista e consumista, melhor pensar de novo. Segundo matéria publicada no International Herald Tribune, muitos designers vem utilizando suas habilidades para ajudar outras pessoas. “Arquitetos experimentam novas tipos de construções de emergência para as vítimas do furacão Katrina. Os designers trabalham no US$100 – laptop para o projeto One Laptop per Child (Um LapTop por criança)”. Este são apenas alguns exemplos de como o design pode ser usado de forma responsável.

Mas com toda crise do meio ambiente em que vivemos hoje, o design tem um grande desafio à frente, uma fez que seu sucesso depende em incentivar as pessoas a descartarem o velho pelo novo – uma lógica nada ecologicamente responsável, na maioria das vezes. Para isso, designers apostam na exclusividade de seus trabalhos e também e atribuir-lhes mais significados.

A capa do livro “Worldchangin” – que tem um site incrível, que conheci graças à indicação do blog da ag 407 – é um dos melhores exemplos. O designer Stefan Sagmeister criou uma caixa com vários furos, na qual o livro é inserido. Conforme a luz passa pelas perfurações, uma nova forma é estampada na capa, tornando quase que única. Outras técnicas de customização também são muito usadas para tornar trabalhos distintos e também fazer com que durem mais.


E assim como a moda, o design pode servir como espelho da sociedade. Os recentes acontecimento catastróficos, e ações humanas abomináveis, culminaram numa estética obscura, sombria, com estilo neo-gótico.



Na moda, tivemos as coleções da Dior, por John Galliano, e Undercorver de Jun Takahashi, como principal expoente desta tendência. No design tivemos as louças com caveiras e armas do Sutdio Job, as silhuetas tremidas dos móveis Clay por Maarten, por exemplo.

Até mesmo os computadores e gadgets eletrônicos foram influenciados por toda essa obscuridade. iPods, celulares, aparelhos de som, e até o clássico Apple MacBook, ganharam versões pretas.

. L .

. VOGUE BEHIND THE SCENES .

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Uma semana após ser entrevistada por Barbara Walters – quem não viu, pode ver aqui – como parte do especial “10 Most Fascinating People of 2006” (10 Pessoas mais fascinantes de 2006), a mega editora da Vogue America se prepara para gravar mais um documentário sobre sua carreira brilhante.
Produzido pela A&E Indie Films e com direção de R.J. Cutler, o filme vai relatar o “making-off” da famosa edição de setembro da revista. Ao contrário do outro documentário em que Anna Wintour é a figura principal, Cutler afirma que este não vai ser um perfil de sua vida pessoal, mas sim um retrato do “backstage” da Vogue e de todo meio da alta moda e alta costura.

Logo em Janeiro a equipe filmagem chega no prédio da Condé Nast, na Times Square, e fica por lá por 8 meses, acompanhado passo a passo tudo o que acontece dentro da revista.

. L .

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