Antigamente, quando uma pessoa ia a uma festa new-wave, tinha que se vestir no estilo new-wave, e o mesmo acontecia com os góticos, punks, e outras tribos urbanas. Mas hoje as coisas estão um pouco, ou melhor, bem diferentes.
Depois do boom da música eletrônica, o dresscode na noite foi sendo deixado de lado. Hoje qualquer um pode freqüentar qualquer tipo de casa-noturna independente do jeito que está vestido. Some-se a isso o fato da moda ter se tornado mais eclética e o bombardeio de informações que foi crescendo ao longo do tempo. Tudo isso permitiu que o indivíduo se desvinculasse das adequações tradicionais a uma determinada tribo. Hoje, não é mais preciso fazer parte de um grupo ou simpatizar com seus fundamentos e conceitos, para poder se vestir como tal ou aderir elementos do vestuário de uma tribo ao seu estilo pessoal. Mera identificação estética já basta.
Visando acostumar o público com a experiência e a necessidade de roupas temáticas para as noites, o projeto busca expor fetiches, e sentimentos, através da roupa. E não é justamente esse o papel da moda? Exteriorizar o nosso interior, o subjetivo?
O dresscode se faz aqui necessário, como forma filtrar todos aqueles indivíduos que não compartilham o espírito de uma festa fetichista. Embora vinil ou couro preto sejam suficientes para acesso a festa, um evento moderno de fetiche é mais sobre fantasia e transformação, é expor seus fetiches e sentimentos mais íntimos, explorando suas mais profundas vontades, e refletindo-as com criatividade em seu visual.
Como forma de incentivar as pessoas a saírem da casa montadas, foram estipulados os seguintes preços: R$ 15,00 se você arrasar na montação, se for mais básico, mas todo de preto fica R$ 25,00. Agora, se for mega básico, e nem todo de preto, vai ter que arcar com R$ 50,00 de entrada.
O Plastic Dreams fica à Alameda Itu 1548.
. L .

December 31st, 2006 at 8:07 pm
Adorei da forma como foi escrito. Morei muito tempo em Londres e lá frequentei muitas festas fetichistas que exatamente refletiam essa variável atitude por parte dos frequentadores entre aqueles que encaravam como uma festa tradicional à fantasia e aqueles que realmente estavam ali para viver, curtir e exibir seus fetiches e encontrar seus equivalentes. Fiquei curioso quanto a esta noite no Plastic Dreams, valeu pela dica.
January 17th, 2007 at 9:56 pm
Olá. Minha primeira história (verídica) está postada fresquinha no meu blog. Abs.