Logo que surgiu, lá trás com o aparecimento da Bau Haus, o design tinha uma simples proposta: tornar objetos mais bonitos, renovando-os de tempos em tempos, sempre com um fator muito forte: a sedução. A sedução para incentivar as pessoas a sempre trocarem o velho pelo novo, mesmo que a diferença entre este e aquele fosse pura e simplesmente estética.
Segundo o filósofo e sociólogo Gilles Lipovestky, essa lógica da sedução e efemeridade – a qual a moda já dominava bem antes do aparecimento do design – foi de extrema importância para a formação do homem hiper-moderno. Sempre em busca do novo, este homem vai se desapegando de certos valores e tradições, ficando mais aberto a inovações e mais receptivo a mudanças.
Muita crítica já se vez a todo esse esquema: induz o consumismo exacerbado, hedonismo e capitalismo selvagem. Mas parece que o design vem driblando seus ataques de forma excelente. Tão bem que em Janeiro de 2006 fez seu debut no Fórum Mundial de Economia, em Davos.
Para aqueles que acreditam que o design não serve para nada além de alimentar a lógica capitalista e consumista, melhor pensar de novo. Segundo matéria publicada no International Herald Tribune, muitos designers vem utilizando suas habilidades para ajudar outras pessoas. “Arquitetos experimentam novas tipos de construções de emergência para as vítimas do furacão Katrina. Os designers trabalham no US$100 – laptop para o projeto One Laptop per Child (Um LapTop por criança)”. Este são apenas alguns exemplos de como o design pode ser usado de forma responsável.
Mas com toda crise do meio ambiente em que vivemos hoje, o design tem um grande desafio à frente, uma fez que seu sucesso depende em incentivar as pessoas a descartarem o velho pelo novo – uma lógica nada ecologicamente responsável, na maioria das vezes. Para isso, designers apostam na exclusividade de seus trabalhos e também e atribuir-lhes mais significados.
A capa do livro “Worldchangin” – que tem um
site incrível, que conheci graças à indicação do blog da
ag 407 – é um dos melhores exemplos. O designer Stefan Sagmeister criou uma caixa com vários furos, na qual o livro é inserido. Conforme a luz passa pelas perfurações, uma nova forma é estampada na capa, tornando quase que única. Outras técnicas de customização também são muito usadas para tornar trabalhos distintos e também fazer com que durem mais.

E assim como a moda, o design pode servir como espelho da sociedade. Os recentes acontecimento catastróficos, e ações humanas abomináveis, culminaram numa estética obscura, sombria, com estilo neo-gótico.


Na moda, tivemos as coleções da Dior, por John Galliano, e Undercorver de Jun Takahashi, como principal expoente desta tendência. No design tivemos as louças com caveiras e armas do Sutdio Job, as silhuetas tremidas dos móveis Clay por Maarten, por exemplo.
Até mesmo os computadores e gadgets eletrônicos foram influenciados por toda essa obscuridade. iPods, celulares, aparelhos de som, e até o clássico Apple MacBook, ganharam versões pretas.
. L .
December 19th, 2006 at 3:30 pm
Oi Luigi, adorei conhecer você e o seu blog! Já te coloquei na minha lista de referências nacionais e no meu feed reader. Bjs.
December 19th, 2006 at 8:53 pm
Luigi! Muito bacana o seu blog… já tá na minha lista. :-))
January 20th, 2007 at 10:21 pm
Olá Luigi… li o seu post, e tenho que dizer que o que você escreveu, apesar de eu concordar com vários pontos de vista (e entender muito pouco do mundo da moda como tu entendes) gostaria de dizer que pelo menos em uma das tuas afirmações, estas incorreto.
A Bauhaus esteve - pelo menos em termos conceituais - muito longe de ser uma escola estetizadora. Acho que Gropius leria horrorizado o que você escreveu. Teria mais o que comentar, mas estou sem tempo. Adorei o blog, voltarei mais vezes.
January 21st, 2007 at 4:39 am
Oi Elinha! Obrigado pelo comentário, e que bom que gostou do blog. Sobre a Bauhaus, acho que não me expressei direito, ou vc me entendeu mal, pois não quis falar sobre ela, e sim sobre o design de modo geral. Só mencionei que seu surgimento tem forte ligagação com a escola.
September 23rd, 2007 at 4:27 am
O design dos notebooks da Apple são mais
simples e monótonos se comparados a todos os demais do mercado… Por que fazem sucesso?