. EXCLUSIVIDADE E BLOGSFERA .

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Com mais e mais jovens criando verdadeira aversão a cultura dos shoppings centers, uma busca incessante pelo novo, diferente, inovador e exclusivo está dominando o mercado do street-wear.

Ao invés das “modinhas”, das roupas iguais, marcas deste mercado com extremo potencial de expansão, como Urban Outfitter, 10. Deep e Union, focam-se em um estilo distinto, com elementos únicos e muitos detalhes difíceis de serem copiados.

Hoje a cultura de rua começa apresentar sinais de saturação do mercado de massas. Pessoas consideradas “style conscious” (estilo consciente), vêem a moda como uma forma de auto-expressão e até auto-invenção. Para eles o luxo deixou de ser sinônimo apenas daquilo que é caro. Hoje o luxo é muito mais uma questão de exclusividade, raridade, do que mero valor.

Esse entusiasmo com a exclusividade começou no fim da década de 80 e começo de 90, quando os clubkids queriam se vestir de um jeito único, diferente dos demais. Mas a tendência passou, reinando uma grande homogeneidade na moda da segunda metade dos anos 90 até os dias de hoje.

Movimentos como o nu-rave em Londres, a excêntrica cena noturna da NY, re-acendida pelos MisShapes, dão sinal de um “revival” desta onda “dress up”.

Mas se antes as referências e novidades vinham das ruas e da cena noturna, hoje há mais uma fonte lançadora de tendências: a internet. Blogs de moda e sites de relacionamento como o MySpace vêm tomando papel tem grande importância na moda, e no lançamento de tendências.

Algumas marcas voltadas para esse mercado do stree-wear chegam a gastar pouquíssimo com publicidade, basta que suas peças apareçam em algum blog, site ou revista mais descolada, para que haja um boom nas vendas.

A própria loja de departamento americana, Barneys, que revenden produtos de algumas marcas de stree-wear, afirma que nem chegam a colocar as peças em catálogos, anúncios ou até mesmo nas vitrines, pois o boca em boca ou a Internet faz todo o serviço.

Mas e ai? Será que aqui no Brasil a gente já vive assim? Pelo que vejo, são poucos os que buscam realmente usar a moda e as roupas como forma de se auto-expressar. Ou ainda que buscam expor seu estilo ou personalidade.

E os blogs? Será que por aqui já somos considerados lançadores de tendência? Será que todo o potencial de visibilidade, marketing, e divulgação que os diversos blog de moda já é reconhecido? Lá fora eu sei que já. Não foi a toa que mais de 40 blogs foram credenciados para cobrir a semana de moda de NY. E também não foi em vão que a Vogue francesa publicou uma matéria sobre a blogsfera – dica do Romeuu da U_Magzine, no blog da ag 407. Mas e em solo nacional? Nosso potencial já é reconhecido?

. L .

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