. MARIA ANTONIETA .

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Acabei de chegar do último Sarau Filme Fashion de 2006 – organizado pela jornalista Alexandra Farah -, com a exibição do filme “Maria Antonieta”, onde encontrei as amigas Fe e Cris, do blog Oficina de Estilo. O filme é incrível, tem um figurino arrasante assinado por Milena Canonero – que tem todos os filme de Stanley Kubrick no currículo, além de “Doze Homens e um Segredo” e “Carruagens de Fogo” – e uma direção maravilhosa de Sofia Coppola, que empresta seu olhar único para retratar história de uma das rainhas mais famosas de toda história. Uma pena eu ter saído antes do filme acabar, por causa do estacionamento truqueiro que fechava as 22h… Mas enfim, valeu a pena mesmo assim.

Prometida ao príncipe Luís XVI (Jason Schwartzman) aos quatorze anos, sem conseguir consumar seu casamento pelos sete anos seguintes e isolada em seus aposentos, Maria Antonieta (Kirsten Dunst) é criticada por sua postura hedonista e cobrada pela corte a gerar um herdeiro para o trono.

Entediada, mal-amada e esnobada, ela passa tardes bebendo champagne, se divertindo com suas damas de companhia, comprando e se dando festas animadíssimas.

Sofia Coppola consegue fugir de todo clichê que um filme de época pode ter, trazendo para um contexto bem atual, todos os dramas e acontecimentos da jovem rainha. A diretora acaba tratando a personagem da história como uma pessoa normal, permitindo uma maior identificação do público. “Imaginei como uma adolescente atual reagiria a esta situação hoje”, disse Sofia.

A trilha sonora com hits dos anos 80 e 90 – incrível btw, quero muito o cd AGORA - ajuda, e muito, a trazer toda a história para uma realidade mais próxima. As próprias formas com que a jovem rainha fugia de suas aflições e dramas – festas regadas à champagne, compras e uma série de mimos - acabam se relacionando com escapismos modernos, deixando a figura da personagem ainda mais próxima de qualquer um de nós.

Do ponto de vista histórico o filme é muito interessante, já que desmistifica a história da “rainha louca”, que na verdade, de louca não tinha nada. Sem contar que Sofia nos convida a ver de perto todos os costumes e tradições da época, e a salas do Palácio de Versalhes que ficam fechadas para visitação do público.

Maria Antonieta viveu no auge do período do Rococó, onde a ornamentação mais que exagerada era regra. E isso dá para ver claramente no filme, com as jóias mega rebuscadas, os vestidos bem volumosos com anquinhas laterais – típicas deste período – cheios de brocados, bordados, camadas e aplicações de jóias.

Mas a maior contribuição de Maria Antonieta para a moda da época, foi para a ornamentação de cabeça. É bem interessante notar como que ela começa a “ousar” mais nos penteados, deixando-os cada vez mais volumosos e mais enfeitados. E os enfeites, por sua vez, eram cada vez mais exuberantes, como cestas de frutas, moinhos de vento, borboletas e passarinhos, como mostra bem no filme.

A moda masculina também tem bastante visibilidade no filme. Os culottes justos até os joelhos, camisas, coletes e casacas bordados, meias brancas e sapatos de saltos caracterizam bem o vestuário para os homens da época.

Além de um ótimo entretenimento, uma história encantadora e um roteiro incrível, “Maria Antonieta” é uma verdadeira aula de história.

Maria Antonieta” estréia em 16 de março de 2007.

. L .

. LUTO NA MODA MASCULINA .

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. CLOAK VERÃO 2007 .

. CLOAK INVERNO 2006-07 .

É que o estilista russo, Alexandre Plokhov, da Cloak, anunciou na última sexta (15.12.06) que vai fechar a marca após o esgotamento do estoque da coleção de verão 2007.

Criada em 2000, a Cloak se tornou uma das marcas masculinas mais desejadas entre modernos, fashionistas e rockers. Misturando excelente alfaiataria, com linhas bem fortes e detalhes militares, Alexandre Plokhov conseguiu um resultado único, sempre com um quê obscuro, moderno e retro ao mesmo tempo.

Em 2004, o estilista ficou em segundo lugar no CFDA/Vogue Fashion Fund, prêmio para novos talentos na moda americana, recebendo US$50.000,00.

Os motivos pelo encerramento das atividades da Cloak ainda são desconhecidos, porém a disputa entre os sócios e as vendas tiveram participação certa na decisão.
Em entrevista ao site men.style.com Alexandre Plokhovo disse que já pensava em fechar a marca à um ano, mas que a decisão financeira foi tomada duas semanas atrás.

. L .

. PERNAS DE FORA .

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O verão nem chegou oficialmente e as altas temperaturas já indicam que a próxima estação será de muito calor. O aquecimento global é um assunto que tem sido pauta de inúmeras matérias, artigos, vídeos, programa e até de filme – “An Inconvenient Truth” do ex-vice presidente dos EUA Al Gore.

Lendo o post feito pela Cris, do blog Oficina de Estilo, sobre o impacto das mudanças climáticas na indústria da moda – produção de novas peças semanalmente, literalmente de acordo com o clima, modelagens mais folgadas, tecidos mais leves e tecnológicos e mais pele à mostra, com fendas, recortes e encurtamento das barras de saias e shorts – acabei percebendo que muito já se falou, mas sempre tendo a moda feminina como foco principal.

Ok, então as meninas vestem seus vestidos curtíssimos arrasantes e saem lindas com suas saias esvoaçantes. Mas e os meninos? Como é que ficamos nessa história toda? Algumas das medidas tomadas pelas meninas para driblar o calor excessivo também valem para os homens: modelagens mais soltinhas, tecidos mais leves… Mas e quanto a pele de fora?

. MAXIME PERELMUTER .

. MARIO QUEIROZ .

. OSKLEN .

. CAVALERA .
Não foram poucos os desfiles, tanto internacionais, quanto nacionais, em que os shorts curtinhos – às vezes bem curtinho mesmo – apareceram. E parece que de lá não saíram.
Devido à grande resistência da maior parte do público masculino em aderir novas peças – ou nem isso, apenas novos comprimentos ou formas – ao seu jeito de vestir, são pouquíssimas as lojas em que disponibilizam esta peça em suas araras.

Muito já se falou sobre como muitas regras, ou melhor, convenções da moda e do modo de se vestir já caíram por terra nos últimos anos. Mas quando se foca na moda masculina o andar da carruagem é bem mais lento – para não dizer quase parando.

Será que falta informação de moda? Cultura de moda? Ou falta abrir a cabeça, perceber que, como disse Jean Paul Gaultier, “a masculinidade não está na aparência”? Falta se desapegar de certas convenções do vestir e prol do conforto e da liberdade?

. L .

Fotos Agência Fotosite/SPFW.com.br

. ANGLOMANIA .

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Há uma certa dominação do estilo britânico sobre as coleções masculinas de inverno no planeta fashion. Não só em suas formas, mas também nos tecidos, estampas e modo de se vestir, a tendência britânica é quase que dominante nas coleções apresentadas nas semanas de moda masculina para o inverno 2006-07.

. DSQUARED .

. BURBERRY .

. PRINGLE OF SCOTLAND .

A Inglaterra, ou Londres para ser mais preciso, já foi ditadora de tendências e a principal responsável por grandes revoluções no vestuário masculino nos século XIX e XX. Agora toda essa excelência aparece de novo em diversas coleções. Até mesmo os italianos – clássicos rivais do estilo britânico –, como Salvatore Ferragamo, se renderam à homenagear este estilo único.

Liderados pela britânica Burberry, que rejuvenceu e trouxe ares de modernidade para a sóbria alfaiataria britânica, diversos outros grandes nomes da moda seguiram esta mega tendência.

. BURBERRY .

. ALEXANDER MCQUEEN .

O sóbrio e austero estilo britânico aparece em duas frentes na moda masculina. Uma mais luxuosa e refinada e outra mais rústica e mais sport. A luxuosa se dá com a releitura da clássica alfaiataria britânica tendo, Burberry e Alexander McQueen à frente.

. DSQUARED .

. ALEXANDER MCQUEEN .

A vertente mais rústica e sport, mas nem por isso menos elegante e sofisticada, se foca mais em roupas para o dia-a-dia, para serem usadas ao ar livre. Para isso esportes típicos da Inglaterra foram escolhidos como inspiração para algumas coleções, como o hipismo e pólo para Dsquared e a caça para McQueen.

. L .

Fotos por Marcio Madeira/Style.com
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. FETICHE .

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Num momento quando o dresscode na noite é algo quase que totalmente esquecido, surge o projeto Luxúria. Idealizado pelo excêntrico estilista Heitor Werneck, o projeto tem como proposta principal trazer o dresscode de volta para a noite paulistana. Assim, acontece amanhã (16.12.06), no Plastic Dreams – extinto massivo – a terceira edição do projeto.

Antigamente, quando uma pessoa ia a uma festa new-wave, tinha que se vestir no estilo new-wave, e o mesmo acontecia com os góticos, punks, e outras tribos urbanas. Mas hoje as coisas estão um pouco, ou melhor, bem diferentes.

Depois do boom da música eletrônica, o dresscode na noite foi sendo deixado de lado. Hoje qualquer um pode freqüentar qualquer tipo de casa-noturna independente do jeito que está vestido. Some-se a isso o fato da moda ter se tornado mais eclética e o bombardeio de informações que foi crescendo ao longo do tempo. Tudo isso permitiu que o indivíduo se desvinculasse das adequações tradicionais a uma determinada tribo. Hoje, não é mais preciso fazer parte de um grupo ou simpatizar com seus fundamentos e conceitos, para poder se vestir como tal ou aderir elementos do vestuário de uma tribo ao seu estilo pessoal. Mera identificação estética já basta.

Visando acostumar o público com a experiência e a necessidade de roupas temáticas para as noites, o projeto busca expor fetiches, e sentimentos, através da roupa. E não é justamente esse o papel da moda? Exteriorizar o nosso interior, o subjetivo?

O dresscode se faz aqui necessário, como forma filtrar todos aqueles indivíduos que não compartilham o espírito de uma festa fetichista. Embora vinil ou couro preto sejam suficientes para acesso a festa, um evento moderno de fetiche é mais sobre fantasia e transformação, é expor seus fetiches e sentimentos mais íntimos, explorando suas mais profundas vontades, e refletindo-as com criatividade em seu visual.

Como forma de incentivar as pessoas a saírem da casa montadas, foram estipulados os seguintes preços: R$ 15,00 se você arrasar na montação, se for mais básico, mas todo de preto fica R$ 25,00. Agora, se for mega básico, e nem todo de preto, vai ter que arcar com R$ 50,00 de entrada.

O Plastic Dreams fica à Alameda Itu 1548.

. L .

. K KARL LAGERFELD .

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Parece que o kaiser Karl Lagerfeld não se cansa. Depois de todo aquele tumulto em torno da ação que moveu contra o livro, “The Beautiful Fall”, sobre os excessos da moda nos anos 70 e principalmente a vida dele e de Yves Saint Laurent, Karl vem com mais uma novidade. Como se não bastasse as coleções para Chanel, Fendi e sua própria marca Lagerfeld, o estilista agora vai lançar mais uma marca focada no denim. K Karl Lagerfeld é o nome da marca que terá um logo forte nos botões e etiquetas.

Comparado a suas outras marcas, K Karl Lagerfeld será mais acessível financeiramente falando – não que vá ser muito barato -, com camisetas custando por volta R$206,00 e jeans em diferentes cortes e acabamentos entre R$353,00 e R$648,00.

O lançamento da primeira coleção – outono/inverno 2007-8 - está previsto para janeiro de 2007, entre os dias 17 e 19 na Bread & Butter em Barcelona.

. L .

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. MUDANÇAS .

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. PHILOSOPHY DI ALBERTA FERRETI S/S07 .

Primeiro foi Miuccia Prada levando a Miu Miu para Paris, em seguida veio Giogrio Armani com a Emporio Armani em Londres, e Z Zegna viajando para NY. Sem contar no troca-troca entre Marc Jacobs, que passa a desfilar sua segunda marca Marc by Marc Jacbos em Londres, e Daniella Helayel, da Issa, que foi para NY. Agora chegou a vez da Philosophy di Alberta Ferreti, segunda marca de Alberta Ferreiti.

Aconselhada pela editora da Vouge América, Anna Wintour, Ferreti decidiu levar sua segunda marca para Big Apple. Porém ainda não está nada definido, locação, datas, nem mesmo se a mudança vai ocorrer.

Ferreti, que já se familiarizou com o mercado dos EUA, considera sua decisão estratégica, mostrando que suas criações, assim como sua marca é para uma mulher internacional.

A marca principal, Alberta Ferreti continua se apresentando em Milão.

. L .

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. VIVIENNE WESTWOOD NOS CINEMAS .

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A mãe do Punk, a estilista Vivienne Westwood, terá um filme sobre sua vida. O filme produzido pela Columbia Pictures deve ser rodado entre março e abril, tendo a estilista sempre por perto. Diz até que quem representará Mrs. Westwood será a atriz Kate Winslet.

Fazendo um link com o post anterior sobre outro post feito pelas meninas do blog da Oficina de Estilo, Vivienne Westwood é umas das melhores estilistas que representa a influência de fenômenos sociais na moda.

Muito antes do movimento punk ter estourado, Vivienne já sentia esta tendência e começava e refletir isso em suas criações. Olhar para rua, para o que está acontecendo no mundo, sempre foi uma das características mais marcantes do trabalho de Westwood. Muita vezes, ou melhor, quase sempre, a estilista olha para o passado, para retratar de forma moderna, questões mais do que atuais e conflitos sociais correntes.


O exemplo mais recente foi sua coleção de verão 2006, onde estampou a seguinte frase em suas criações: “I AM NOT A TERRORIST, please don’t arrest me”. Na ocasião a estilista se uniu a uma organização em prol ao direito de Hábeas Corpus, num momento em que o mundo – e principalmente Londres que acabara de ter sofrido um ataque – caçava possível terroristas.

Para quem não conhece a história deste incrível criadora, no site dela tem uma biografia bem legal, com muitos fotos de Vivienne no começo de sua carreira e de desfiles históricos.

. L .

Fotos por Marcio Madeira/Vogue.com

. ANNA WINTOUR BY OFICINA DE ESTILO .

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Muito bom o post que as meninas do blog Oficina de Estilo fizeram. Não só por colocar um videozinho babado da poderosa editoda da Vogue America, Anna Wintour, fonte de inspiração do filme Diabo Veste Prada, e antes disso, do livro homônimo. Mas pelo tema que a Fernanda põe em pauta.

Não vou falar mais senão estraga! Passa lá e deixe seu comentário! Eu já deixei o meu!

. L .

. BEATRIZ MILHAZES & TASCHEN .

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Benedikt Taschen – isso mesmo, da mega editora descolex Taschen – em parceria com o designer Philippe Starck chamaram a artista plástica brasileira Beatriz Milhazes para pintar as paredes da nova loja de Nova Iorque.

Ao total foram 39 murais, cada um medindo 3,7m de altura, ilustrados com flores, círculos, espirais e mandalas, tudo meio psicodélico, bem colorido, do jeito dos trabalhos de Beatriz.

Além de um ambiente super agradável, a loja ainda conta com 15 000 livros e o novíssimo “Taschen TV” – uma série especial de vídeos que vão ficar à mostra no interior da loja.

. L .

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