. O DIABO FALA PRADA .

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Herchovitch foi o primeiro aqui no Brasil, depois veio o duo Dolce & Gabbana, emprestando seus nomes e estilo para celulares. Agora chegou a vez da Prada, que se juntou com a sul coreana LG para produzir o telefone celular mais avançado, e sobretudo, mas fashionable!

Mas ao contrário do já vinha sendo feito com outros nomes da moda, a Padra não vai estilizar um aparelho já existente, como aconteceu com o Motorola V3 e Dolce & Gabbana. A idéia é criar um telefone totalmente novo como característica bem fortes e um estilo único.

A LG já promete um aparelho de extrema sofisticação e tecnologia de ponta, com uma interface sensível ao toque para eliminar o teclado convencional.

O telefone fashion deve chegar as lojas européias no começo de 2007, indo em seguida para Ásia e Coréia do Sul.

. L .

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. OTTO STUPAKOFF .

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Acontece hoje na Pequena Galeria 18, no Rio de Janeiro, o lançamento do livro Otto Stupakoff. O livro relata a carreira desde incrível fotógrafo Brasileiro, com todos seus altos e baixos, abrangendo a grande variedade de seus trabalhos.

Otto Stupakoff foi o primeiro fotógrafo brasileiro a fazer uma fotografia de moda no Brasil, num época em que a moda nacional se resumia – quase toda – a pura e simples cópia de modelos estrangeiros. A seguir segue reprodução de matéria publicada no Estado de São Paulo sobre o fotógrafo paulistano.

“ Por Antonio Gonçalves Filho

Otto Stupakoff vive como uma bússola enlouquecida. Já dormiu nos melhores e mais luxuosos hotéis do mundo e também nos piores mafuás. Já jantou na casa de Yves Saint-Laurent, mas também comeu o pão que o diabo amassou. Já fotografou grandes estrelas como Katherine Ross , assim como anônimos vietnamitas massacrados nos anos 1960. Em síntese: a carreira pendular do fotógrafo paulistano Otto Stupakoff já o levou ao horror e à beleza em seu estado puro. Foi o primeiro profissional a fotografar uma modelo brasileira num tempo em que a palavra moda nem era balbuciada no Brasil. Por tudo isso, Otto Stupakoff está sendo homenageado com um livro que conta sua carreira pela editora Cosac Naify, coordenado pelos editores Charles Cosac e Augusto Massi. O lançamento de Otto Stupakoff (192 págs., R$ 75) será hoje, às 19h30, na Pequena Galeria 18 (Av. Atlântica, 1.782), no Rio.

O livro, organizado pela editora em co-edição com a Pequena Galeria 18 e o Instituto Nacional de Moda e Design (in-Mod), resume meio século de carreira do fotógrafo que, aos 71 anos, decidiu voltar ao Brasil após 40 anos rodando pelo mundo. É o segundo publicado este ano. Em março, ele lançou pela editora HarperCollins & Reagan Books, de Nova York, Rioerótico - a Fotografia Sensual de Otto Stupakoff. Do assunto ele entende bem. Stupakoff registrou o ano zero da bossa nova, a transformação de um Brasil arcaico, que cantava grosso, num país moderno e industrializado que se escandalizava com o biquíni e a voz suave de João Gilberto.

Por falar em biquíni, foi nessa época que ele conheceu a pioneira garota de Ipanema Duda Cavalcanti, que andava pelas praias cariocas com uma dessas peças minúsculas presa com um cinto de caubói. É justamente Duda a personagem da primeira foto de moda do Brasil, feita no crepúsculo dos anos 1950. Ela aparece vestida por Denner na casa de Heitor de Prazeres. Isso num tempo em que modelo era chamada de manequim e Alceu Penna desenhava figurinos para O Cruzeiro.

Toda essa história Otto conta na entrevista concedida ao organizador do livro, Rubens Fernandes Júnior, ao diretor editorial da Cosac Naify, Augusto Massi, e ao jornalista Álvaro Machado. Além de revelar sua filiação estética, que deve muito a pintores como Balthus, o fotógrafo relembra sua amizade com outros grandes profissionais da área (entre eles Diane Arbus) e as broncas que levava da falecida editora de arte carioca Bea Feitler quando essa era diretora da Harper’s Bazaar. Com Bea, Otto aprendeu sua lição fundamental: recusar um trabalho quando não sente nada em relação a ele.

Como dizem seus modelos, Otto tem um olhar que cativa, e isso talvez explique o retrato mais doce de Antonio Carlos Jobim que um fotógrafo fez quando a bossa nova estava no berço, em 1957, reproduzida nesta página. Ou o despojamento de Jack Nicholson, flagrado em 1972 quando era apenas um ator que rodava filmes de baixo orçamento com seu amigo Bob Rafaelson (naquele ano, ambos filmavam O Dia dos Loucos/The King of Marvin Gardens). E o que dizer da foto de Truman Capote com sua obsessão por pesos de papel, feita no ano (1970) em que o autor de A Sangue Frio amargava sua separação do parceiro Jack Dunphy? Só o sensível Otto Stupakoff para captar o olhar desiludido e o gesto inseguro de Capote ao segurar o peso de papel numa casa bem mobiliada e vazia.

O fotógrafo brasileiro passou grande parte de sua vida nos EUA, onde começou a estudar fotografia aos 17 anos. Conheceu personalidades, foi amigo de muitas (Carmen Miranda, entre elas) e até ensinou o coreógrafo e cineasta Bob Fosse (Cabaret) a preparar uma caipirinha. E, apesar de ter trabalhado por cinco anos para a Vogue (edições francesa, inglesa, italiana e alemã), fez questão de enveredar por outros caminhos além da moda, arriscando o pescoço para fotografar. Foi o caso, por exemplo, da sua detenção e de seu filho Bico nas selvas de Battambang por soldados do Khmer Rouge, quando fotografava o genocídio no Camboja.

Stupakoff não corresponde exatamente ao estereótipo do fotojornalista, mas suas aventuras o levaram quatro vezes ao Ártico. No Pólo Norte, aprendeu com um ‘inuit’ a caçar focas com arpão. Ao mesmo tempo fotografou personalidades em início de carreira (anos 1970), entre elas o dramaturgo inglês Tom Stoppard (Shakespeare Apaixonado) e o compositor canadense Leonard Cohen (Hallelluyah). Vida pendular é isso.”

. L .

. VIDA LONGA .

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Desde o surgimento do prêt-à-porter, muitos vêm apostando no fim da alta-costura. Mais recentemente com o aparecimento do fast-fashion e da crescente customização das roupas, a alta-costura viu seus dias contados. Mas será que é isso mesmo?

Para participar a alta-costura, uma casa de moda ou um estilista tem de cumprir uma séria de exigências, que, hoje em dia, acaba nem sendo tão vantajoso para a marca.

O termo alta-costura além de fazer referência a qualquer criação e trabalhos de alta-moda, feitos sob medida para o consumidor, é, antes de tudo, um nome protegido por lei, criado pelo Chambre Syndicale de la Haute Couture, sediado em Paris. Assim, segundo as regras somente as casas e estilistas selecionados anualmente por uma comissão, podem usar o termo “alta-costura” para caracterizar suas coleções.

Os critérios aos quais as casas de moda têm que se adequar a fim de serem selecionadas para fazer parte do seleto grupo da alta-costura foi definido pelo Chambre Syndicale de la Haute Couture em 1945 e atualizado em 1992. Ter um mínimo de 15 empregados no ateliê, e apresentar suas coleções, com no mínimo 35 look para o dia e para noite, para a imprensa, em Paris, a cada estação, são umas das principais exigências.

Uma peça de alta-costura é sempre feita sob medida para um consumidor específico, com tecidos de alta-qualidade – sempre muito caro -, costurado com extrema atenção aos mínimos detalhes e acabamentos, sempre levando muito tempo e praticamente tudo feito à mão. Adicione a tudo isso toda opulência e luxo que vem agregado à uma peça de alta-costura.

Com todas essas exigências, trabalho, e tempo, e o pouco retorno deste restrito mercado de luxo, fez, ou melhor, faz, com que muitos estilistas acabem se focando apenas nas coleções do prêt-à-porter, que vendem bem mais, e dão bem menos trabalho.


. CHANEL COUTURE .

Somando tudo isso com o já citado crescimento do fast-fashion e do império do ready-to-wear, as apostas na morte da alta-costura já começaram a ser feitas. Porém no último desfile, de inverno 2006, o kaiser da moda, Karl Lagerfeld, fez com que a Chanel desse um sinal de esperança. Inserindo o jeans num ramo onde imperam tecidos nobres e finos, Lagerfeld trousse ares do jovialidade para a alta-cosutra. Com linguagem moderna, e não menos luxuosa e sofisticada, o estilista foi capaz de re-orientar os rumos deste seleto grupo.

Além disso, a Chanel ainda comprou sete ateliês - incluindo o clássico brodador Lesage, a sapataria Massaro e a casa de jóias Goossens - para impedir toda tradição de luxo e detalhado e impecável trabalho manual da alta-costura se extinguisse.

. MARTIN MARGIELA .

. BOUDICCA .

. GUSTAVO LINS .

Parece que a partir de então o Chambre Syndicale de la Haute Couture está com planos de remodelar a cara da alta-costura. Além das casas que fazem parte oficialmente da alta-costura, como Chanel, Jean Paul Gaultier e Givenchy por exemplo, novos estilistas com linguagem mais inovadora e moderna foram convidados para apresentar suas coleções nos próximos desfiles – de 22.01 à 25.01.

Dentre todos os convidados escolhidos pela diretoria do Chambre Syndicale de la Haute Couture, os que ganham mais destaques são Martin Margiela, Boudicca e o brasileiro Gustavo Lins.

Assim, Martin Margiela com suas criações a partir de roupas e objetos usados e velhos, Boudicca com suas construções volumosas, e Gustavo Lins com suas roupas de acabamento impecável, inspiradas em formas arquitetônicas e em grandes nomes da moda como Azzedine Alaïa e Issey Miake, prometem trazer novos ares para a alta-cosutra.

. L .

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Fotos por Marcio Madeira/Style.com

. DRAMINHA .

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Diz que Helmut Lang está brigado com o NY Times. Sua antipatia pelos críticos do jornal americano não é coisa nova. Já em 2001 Lang proibiu a entrada de qualquer repórter do jornal em seu desfile.

Segundo o WWD, Lang se ofendeu com uma matéria publicada recentemente na seção de moda do NY Times, que o definia com incapaz de ser subortinado de qualquer empresa e sem o menor apelo comercial – talvez seja por isso que suas criações eram tão incríveis, não é mesmo?

Mas ultimamente até que Helmut Lang tem estado em alta na imprensa. Depois de uma série de fotos bem sexy, com Lang vestindo nada além de uma cueca, tiradas por ele mesmo para a revista holandesa Butt, ainda foi capa da revista Fantastic Man.

Só vamos torcer que todo esse draminha com o NY Times não prejudique mais sua carreira, e algum possível come back.

. L .

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. M BY MADONNA .

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Depois do romance de Kate Moss com a TopShop, chegou a vez de Madonna e a H&M. Isso mesmo, Madonna vai criar uma linha de roupas para a gigante sueca. A coleção que receberá o nome de M by Madonna, vai ser criada em parceira entre a cantora e a diretora de criação da H&M, Maragret van den Bosch.

A linha está prevista para chegar nas lojas em março do ano que vem. Madonna nunca escondeu seu gosto pela moda ao longo de sua carreira, muito pelo contrário, sempre se mostrou bem próxima, quando não parte, do mundo fashion. Já chegou a participar de campanhas para grandes marcas, como Versace, e até já fechou um desfile de seu querido Jean Paul Gaultier – sem contar nos vários editorais em diversas revistas de moda.

Diz que sua linha vai ser bem sua cara, seguindo seu estilo e tudo mais. Vamos esperar e ver o que vem pela frente. Será que vamos ver os famosos busiter e cones à la Gualtier, ou corsets e colan lilás, pendurados nas araras da H&M? Agora falando sério, só vamos esperar para que essa linha não seja um fracasso de vendas como foi a de roupas esportivas que fez para a marca no começo do ano.

. L .

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. SPFW SÓ PARA MAIORES DE 16 .

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Acabei de ler no site Erika Palomino matéria contando da nova restrição a modelos com mais de 16 anos e cujas agências apresentarem laudo médico atestando que estão todas e todos saudáveis, para a próxima e futuras edições do SPFW.

Assim a organização do evento pretende mostrar que se preocupa com a saúde das modelos e mostra que a moda não é a única culpada nessa história toda.

Segundo o site EP, “A decisão foi tomada depois de uma semana de reuniões entre a organização da SPFW e as principais agências de modelos no Brasil.”

De um ponto de vista saudável tudo isso é ótimo, já que é uma forma de dar um toque para as meninas que acham que comer uma folha de alface por dia é o truque para ficar incrível.

Para as agências, a decisão não é de todo ruim, uma vez que a maioria das meninas menores de 16 anos, são modelos de cachê C – o mais barato -, assim, por mais que as agências deixem de lucrar, continuam com suas maiores “fontes de renda” em jogo.

Quem não deve estar gostando muito dessa história – além das modelos menores de 16 anos e as nem tão saudáveis – são alguns novos e pequenos estilistas que apresentam suas coleções na SPFW. As modelos de cachê C acabavam sendo a opção mais em conta para eles, e como estas estarão em menor quantidade, vão ter que correr atrás do “prejuízo”. Mas nada que bons contatos e relacionamentos com as agências não resolvam.

Além da matéria do site EP, o site do próprio SPFW também publicou nota sobre o tema.

. L .

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. PARA QUE SE CONFORMAR .

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. SONIA RYKIEL S/S07 .
Fotos por Marcio Madeira/Style.com

Bem legal a autobiografia da estilista Sonia Rykiel no jornal britânico The Sunday Times. Lá a estilista que se fez com um grande nome da moda entre as décadas de 60 e 70 – mais na última do que na primeira – conta que nunca pensou em ser estilista e que não via nada de mais na moda. Muito pelo contrário, Sonia conta que era bem largadona e moleca, que só queria saber de andar de bicicleta e apanhar maças na macieira, quando era criança.

Seu encontro com a moda se deu devido a seu marido que tinha uma loja de roupas em Paris. O prêt-à-porter estava nascendo ainda e seu marido vendia roupas quase inovadoras em tecidos finos e luxuosos.

A estilista ainda conta como começou a se interessar por moda e como se tornou a rainha do tricô, indo parar na capa da Elle, e abrindo sua loja em 1968.

A princípio Sonia não levava seus negócios muito a sério, abrindo e fechando a loja quando bem entendia, sendo fofa com os clientes num dia e fazendo carão em outros.

Sonia conta que sempre se interessou por cores em seus trabalhos – com o azul cintilante e o fúcsia sendo suas preferidas, aparecendo em quase todas suas coleções – e que gosta de misturar cores vibrantes com outras mais claras e tons pastéis. “Eu gosto de contrastes interessantes” conta a estilista.

“Por que se conformar? Eu quebro todas as regras”, escreve Sonia. Ela conta que vai sempre na contra-mão das tendências principais – tudo bem que isso não foi muito o que aconteceu no seu último desfile, o de verão 2007 – quando todo mundo estava usando roupas modestas, mais comportadas, Sonia vinha com suas cores vibrantes e roupas mega justas. Sem falar nos dizeres provocativos que a estilista adora estampar em suas roupas.

Rykiel conta ainda que tira inspiração de praticamente tudo, da rua, da arte, da música, de qualquer lugar.

A autobiografia também conta como foi o encontro de Sonia com Andy Warhol, Karl Lagerfeld e Malcom McLaren. Vale a pena passar lá e ler na íntegra.

Nesta última temporada de desfiles internacional Sonia Rykiel apresentou sua coleção de verão 2007 em Paris. Começando com uma série de looks listrados em branco e preto, arrematados com um laço, passando para uma séria de maiôs e depois looks pretos transparentes, em organza, chegando no grande destaque, q os looks de tricô, muito bem trabalhados. Vestidos bem curtinhos, tomara-que-caia, trapézios, tudo numa silhueta bem soltinha, com ar meio 60’s.

. L .

. PUNK ORGÂNICO .

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Já estava na hora de dar uma pouco de concorrência para seus Manolos, né? Então que tal começar a penas em LD Tuttle – a nova marca de sapatos que promete fazer muito sucesso. A estilista Tiffany Tuttle, junto com seu marido é a responsável pela marca de sapatos feitos na Itália. Os trabalho únicos de LD Tuttle beiram o esquisito e estranho, mas com um toque de elegância e sofisticação. É um “punk orgânico” como disse Tiffany para a Vogue UK. E é bem isso, um toque de obscuro, quase punk, misturado com uma sofisticação e requinte. De sapatilhas com tiras e trabalhos em couro á saltos com cobra, croco e aplicações de metais.

Os sapatos chegam ás lojas do hemisfério norte em fevereiro, e parece que devem acabar rapidinho.

. L .

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. FINALMENTE .

. DESFILES . 1 Comment »

Demorou mas chegou! As fotos do desfile de formatura dos alunos da faculdade Santa Marcelina acabaram de chegar.


. MARCIO ITO .

. JULIANA FONSECA .

. CRISTIANE PAIVA .
. CLAUDIA MINE .

. ANA PAULA TIEKO .

. VIVIAN RODRIGUES .

Leia a análise aqui.
. L .

. CATÁLOGO VIRTUAL .

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Enquanto as fotos de desfile de formatura dos alunos da Santa Marcelina não vem, recomendo a leitura da matéria “Site de fotos vira catálogo para novos estilistas”, publicada no jornal O Estado de São Paulo, hoje, 04.12.06. Como o próprio nome da reportagem diz, o assunto tratado são os fotologs de moda que servem como verdadeiros catálogos de moda. Segue reprodução da matéria:

Site de fotos vira catálogo para novos estilistas

Grifes novas apostam em fotologs para atrair clientes descolados

Natália Zonta

A maioria deles não desfila em nenhuma semana de moda, mas faz sucesso entre os descolados. Por meio do fotolog, site onde se pode criar uma página e postar fotos gratuitamente, novos estilistas e recém-formados em faculdades de Moda estão vendendo peças.

Quem vê hoje a loja da marca Apego, nos Jardins, não imagina que tudo começou com um fotolog. As estilistas Monayana Pinheiro, de 26 anos, e Patrícia Almeida, de 24, se uniram depois da formatura, em 2004. No ano seguinte, começaram a fazer suas peças.’Não tínhamos muito para investir. Por isso, montamos o fotolog. Deu muito resultado’, diz Monayana.

Logo os pedidos aumentaram - mais de três por dia. ‘Damos o número da nossa conta e mandamos a roupa pelos Correios’, explicou. Mesmo com a loja aberta e site pronto, as meninas não aposentam o fotolog. ‘É mais dinâmico e ainda vendemos por lá’, disse Monayana.

A grife Amonstro, que já desfilou no Amni Hot Spot, uma semana de moda para novos estilistas, tem trajetória parecida. O fotolog de Helena Pimenta, de 29 anos, e Livia Torres, de 25, ajudou em 2005, no começo das vendas. ‘Os primeiros clientes apareceram pela internet’, diz Helena. Em 2007, as duas vão abrir um showroom no bairro do Sumaré, zona oeste de São Paulo. Hoje, elas produzem cerca de 500 peças por mês.

E há ainda estilistas que mesmo com nome mais conhecido vendem por fotolog. Luciana Tolentino, de 29 anos, dona da marca Virgin Again, na Galeria Ouro Fino, na Rua Augusta, faz questão de mostrar os produtos assim. ‘Montar uma home page é muito caro e o resultado é mais rápido assim’, explicou.

DIFERENCIAL

Quem aposta nos novos estilistas e compra peças pelos fotologs busca produtos diferentes. A arquiteta Aline Zeminer, de 24 anos, que mora em São Paulo, não abre mão de comprar roupas da Piorsk, de Fortaleza, que descobriu pelo fotolog. ‘Os estilistas novos fazem coisas que não se encontra em shoppings.’

Para ela, o único receio foi não receber o pedido. Por isso, buscou referências. Para não ter problemas, a maioria das marcas pega as medidas do comprador.

A estudante Ana Paula Matta, de 20 anos, mora no Rio e também compra na Piorski e em outras marcas paulistanas. Ela literalmente atualiza o guarda-roupa pela internet. ‘Quando preciso de dinheiro, coloco fotos das minhas roupas antigas no fotolog. Faço um brechó on line’, brincou. Segundo ela, dá certo. ‘Em menos de dez minutos consigo vender tudo. Minha página é popular’, afirma. A maioria das peças dos estilistas novos é mais barata do que as de grifes. Os preços variam entre R$ 30,00 e R$ 200,00.

O fotolog da Piorsk, da estilista Adriana Piorsk, de 22 anos, é um dos mais produzidos. ‘Com o dinheiro que consegui contratei três costureiras. Mando roupas até para Espanha e Portugal’, conta. Já a grife Ash, dos amigos Guil Macedo e Silva e Roberto Leme, ambos de 26 anos, também recebe tratamento especial. ‘Faço parcerias com ilustradores para a página ficar mais bonita’, diz Guil.

Endereço dos fotologs:

www.fotolog.com/ash,

www.fotolog.com/amonstro,

www.fotolog.com/apego,

www.fotolog.com/virgin_again e

www.fotolog.com/piorski

. L .

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