. PARIS DAY#3 .

. DESFILES . No Comments »

Depois de viajar para o futuro e para o espaço, Nicolas Ghesquière, na Balenciaga, retorna a terra e se apaixona pela diversidade cultural e pelo streetwear. Tudo isso foi traduzido em uma de suas coleções mais jovens, repleta de símbolos, estampas, tecidos e roupas típicas de certas regiões do mundo - principalmente do oriente.

Os vestido, mega estampados vinham bem soltos sobre o corpo, em contraposição aos balzes com ar retro que se ajustavam bem a silhueta feminina, assim como as calças que vinham mais largas na coxa e apertavam a perna - total oriente. Os casacos, com cinturão marcando bem a cintura, vinham em boas sobreposições. E tudo sobre grossas meias-calça coloridas, cinza em cores fluo.

Depois foi a vez de Junya Watanabe mostrar sua coleção para o inverno 2008. E se suas mulheres flertavam com a estética dandy no verão, agora elas preferem ares mais aventureiros, o das motocicletas. Mas não vá pensando só em jaquetas de couro, com grandes zíperes frontais. Estas estavam presente, e em peso, mas vinham combinadas com peças mais femininas, com bons vestidos com motivos florais, chemises, e blusinhas, tudo num silhueta mais afastada do corpo. Mas como estamos falando de um criador japonês, que nunca escondeu sua paixão pela cultura punk e ungerground, Watanbe repuxou, enrolou, descontruiu e reconstriu suas peças, atribuindo a elas bom ar moderno.

As peças em couro são as que chamam mais atenção. Com ziperes frontais marcantes, Watanabe manipulou o couro com maestria, dobrando-o, modelando-o e estruturando-o em ótimas formas. Ora bem justos ao corpo, ora mais afastados, vinham desconstruídos ou combinados com peças de materiais mais leve, como o jérsei e o algodão.

Mas quem melhor para falar de punk, do sua própria mãe, Vivienne Westwood. A estilista, que deu origem a todo o movimento - pelo menos na estética - apresentou ontem sua coleção de inverno 2008. Logo no primeiro look, estampas de pinturas rupestres já dizam que nesta estação, a mulher de Vivienne volta para suas origens, assim como a própria estilista, revisitando peças clássicas de suas coleções passadas. Capas, vestidos amplos e volumosos, peças rasgadas, descontruções e moulage encheram a passarela à medida que as mulheres da caverna de Westwood apareciam.

Ora solta ora mega justa. A silhueta oscilava entre estes dois pólos, seja nos vestidos ou peças mais volumosas em moulage, ou nos bons corstets e ombreiras quadradas. Um desfile que agradava a todos. Não só peças conceituais demais, como também peças mais simples, dotadas de grande sofisticação e elegância, como nos vestidos de ceitm, e nas saias e camisas, mais justas ao corpo.

E parece que John Galliano gostou da elegância que surpreendeu os fashionistas em sua coleção de verão. O inverno da Dior, vem como uma homenagem ao grande criador francês, repleto de elegância e sofisticação. A sobriedade que veio forte na coleção passada, vem mais amenizada nesta, com as cores vibrantes - rosa e verde, principalmente - e com os ótimos volumes trabalhados por Galliano.

Uma coleção só de saias e vestidos, nenhuma calça. Com cintura marcada - bem característico de Dior - as peças vinham com ótimos plissados, drapês e dobraduras. Uma versão mais simplificada do que o estilista apresentou no seu desfile de alta-costura, inspirado na ópera Madema Butterfly. A elegância, o ar glamuroso dos anos 40 faz sentido para a grife, afinal são marcas de seu fundador, Christian Dior, mas não é a cara de Galliano, que sempre trabalhou temas mais subvertidos.

Ann Demeulemeester continua explorando sua estética romântica dark, agora vindo bem mais andrógina, com algumas referências históricas. Tudo em preto e branco, Demeulemeester adiciona mais volume em suas roupas, como nas saias bubbles. Tiras e camadas também aprecem fortes na coleção, que traz muitos blazers e casacas do vestuário masculino.

Rei Kawakubo, à frente da Comme des Garçons, apresentou uma coleção cheia de simbolismos. Para o inverno 2008, a estilista optou por explorar o universo lúdico e infantil feminino. Dai vem as cores mais femininas, como os roas e o violetas, em camisas com aplicações de mini camisetinhas e blusinhas de bebê na frente, as orelhas de Mickey e de coelho. Mas aos poucos a infantilidade vai perdendo o ar lúdico - ou não, depende do olhar de cada um - ao ponto que Kawakubo vai inserindo referências do guarda roupa masculino e recorte de tecidos preto nas cores mais suaves. Calças mega justas, vinham com mãos (luvas) presas no quadril, assim como os casacos mais volumosos e longos vinham como mãos sobre o colo e a barriga.

E quem fechou o dia foi ninguém menos que o Enfant Terrbile, Jean Paul Gaultier. Depois de todo um verão no sport-glam, parece que o estilista sentiu falta do luxo e elegância de tecidos mais clássicos. Para o inverno 2008, Gaultier investe em tartans, muita pele, couro e anográ. Com fortes referências masculinas, em looks quase andróginos, suas modelos vinham de kilts de tartan, camisa e gravata, sob ótimos balzers com a parta de traz levemente mais comprida. Os xadrezes dominam a passarela no começo, mas depois abrem espaço para cores lisas. Roxo, amarelo, marrom e preto, vinham em lã, tweed e muito couro. E é claro, tudo sobre a estética dark, típica de Gaultier.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

. PARIS VANGUARDISTA .

. DESFILES . No Comments »

Pode-se dizer que o terceiro dia - mais com cara de segundo - da semana de moda de Paris foi dedicado aos novos estilistas, ou criadores de vanguarda. Os designers que mostraram suas coleções no dia de ontem, são as principais fontes de inovação da moda hoje. São eles os responsáveis por impulsionar a indústria para frenete, e, ainda mais importante, revolucionar, ou modernizar o jeito como nos vestimos e enxergamos a moda hoje.

Um deles é o belga Martin Margiela, muito conhecido por seu incrível trabalho de “reciclagem” de roupas ou objetos vintages. No ready-to-wear, é atribuído a Margiela a volta das ombreiras, ou melhor, aos ombros bem estruturados. Quase que sempre presente em suas coleções, elas vieram bem marcantes na coleção de verão 2007. Agora, para o inverno 2008, a presença desta estrutura muito usada nos anos 40 e depois mais ainda nos anos 80, foi um dos pontos mais importantes da coleção. Num primeiro momento o olhar ia direto para os largos ombros dos blazers, vestidos e camisetas das modelos, depois o que vinha chamar atenção era a cintura alta e marcada das boas saias mais justas e calças skinny ou de modelagem mais solta. As formas mais geometrizadas, que atingem o ápice nas ótimas capas totalmente quadradas, vão abrindo espaço para formas mais arredondas, em experimentações nos boleros volumosos, que envolviam os ombros das modelos. A cartela de cores também vem bem interessante: brancos e pretos são contrastados com roas e verde fluorescentes.

Depois foi a vez do japonês Jun Takahashi, da Undercover, apresentar seu inverno 2008. Depois das múmias punks do inverno passado, o estilista aposta no futuro. Não, nada de metalizados, anos 60, space age - talvez um pouco, nas formas puras - Courreges, Pierre Cardin, ou melhor este último sim, mas de um jeito nada cliché. O futuro para Takahashi vem nos tecidos - mega tendência!!! - desenvolvidos pela NASA, estes tecidos tecnológicos mantêm o corpo refrescado quando a temperatura está alta, e o aquece quando está frio. Assim, suas peles, tricôs, moletons e veludos, vinham literalmente inteligentes. Talvez por isso as bolsas em forma de cérebros? Acho que aqui, mas do que em qualquer outro lugar a frase: “A moda é o cérebro por fora”, se encaixa perfeitamente.

No geral, a coleção veio em tons neutros - branco, preto, cinza, bege - numa silhueta levemente afastada do corpo, com bastantes recortes em formas simples, arredondadas. Comprimento curto sempre, as vezes sob longos e volumosos casacos, ou combinados com meias-calça de lã grossa. Algumas saias contavam ainda com trabalho de textura - em losangos - em forte referência as criações futurista de Pierre Cardin, nos anos 60.

A dupla Viktor Horsting e Rolf Snoeren são os responsáveis por uma das marcas mais vanguardista - ok, hoje em dia nem tanto, como antigamente -, a Viktor&Rolf. Os desfiles performáticos eram uma constante em suas apresentações. As roupas não ficavam atrás. A dupla já chegou a vestir suas modelos em papelão e até em roupas de cabeça para baixo, mas nada se compara ao o que o Viktor e Rolf fizeram - e com as modelos também - para o invero 2008. As modelos eram verdadeiras passarelas ambulantes, andando com spots de luz, e caixas de som, tudo junto com a roupa, que muitas vezes vinham como que penduradas ou seguradas peles estruturas de metal.

As roupas em si não eram nada revolucionário, muito pelo contrário. A fonte de inspiração foi o folclore holandês - país de origem da dupla -, com direito até a damanquinho de madeira. Mas estes, assim como todas as roupas no geral vinham com ar mais moderno, muito bem cortados e acabados, como de costume. Vestidos e casacos em A, saias e camisas mais justinhas no corpo, tudo com a cintura bem marcada, e tudo bem comportado.

E quem encerrou o dia das vanguardas em Paris foi o outro japonês, agora Yohji Yamamoto. Desta vez, indo para um lado mais logomania em seu inverno 2008. De um jeito bem parecido com os monogramas da Louis Vuitton, Yamamto insireriu dois Y (yy) com mais outros dois desenhos em peças de couro ou cetim. O prórprio desfile abriu com look todo estampado, e mala idem. A seguir Ymamato troca os logos por poás e depois mistura as duas estampas. Além das clássicas referências masculinas, características do trabalho de Yamamoto, o estilista apresentou bons vestidos de barra acimétrica com bastante sobreposições de camadas. A silhueta vinha bem reta, sem marcar muito o corpo, ou com a cintura mais marcada e sai mega armada.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

. PARIS DAY #1 .

. DESFILES . No Comments »

A semana de moda de Milão terminou na sexta, com o desfile da Versace. E como, todo mundo já sabe, depois de Milão, vem Paris. A Semana de Moda mais importante e conhecida do mundo, começou devagar no domingo (25.02), afinal não há desfile que bata o tapete vermelho do Oscar, que aconteceu ontem também. Os melhores look (e piores também) e as principais tendências deste mega desfile de moda estão no FilmeFashion.

Mas não é de Oscar que vou falar aqui, e sim de alguns desfiles que aconteceram no primeiro dia da semana de Paris. Rick Owens, foi um deles. O estilista, é conhecido por fazer moda de vanguarda, mas sem deixar o luxo e sofisticação para trás. Basicamente em em tons de cinza e preto, Owens se focou no trabalho de volumes e texturas para seu inverno 2008. Seus bons casacos e jaquetas, num primeiro momento, vinham mais soltos sobre o corpo, com golas amplas e bem estruturadas em couro. Ao longo do desfile as jaquetas vão se ajustando ao corpo, ao passo que os comprimentos também vão diminuindo. As saias e calças e saias acabam ficando em segundo plano, vindo quase todos iguais durante todo o desfile. Mas tudo bem, afinal o trabalho na parte de cima foi incrível. O volume sempre onipresente nos casacos, vinha em caudas, maxi golas e lapelas, capuzes e nos forros de pele. As texturas, por sua vez, vinham nas franjas, frisados e aspecto desgastado da lã.

Outra grife que apresentou sua coleção para o inverno 2008 ontem foi a Balmain. Seu fundador, Pierre Balmain foi sucesso nos anos 50 por lançar uma nova imagem para a mulher francesa. Depois de seu falecimento muitos já passaram pele marca, inclusive Oscar de la Renta, que assinou a coleção de alta costura durante 10 anos. Hoje que responde pela criação da marca é Christophe Decarnin. Nesta coleção, o estilista vez um apanhado de referências, dentre as quais os anos 80 - leia-se Alaïa - e armaduras tem papel de destaque, para traduzir em uma linguagem sofisticada, e totalmente voltada para noite. Micros vestidos, vinham bem ajustados ao corpo, com ênfase na cintura bem marca. Tomara-que-caia foi o detoque principal escolhido por Decarin, que abusou dos brilhos e metalizados. Além dos vestdidinhos sexys, o estilista ainda apresenta alguns longos mais fluídos e calças boot cut.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

. VERSACE .

. DESFILES . No Comments »

Quem imaginou que Donatella Versace, que logo que assumiu a marca deixada por seu irmão pirou nos excessos, fosse apresentar umas das melhores coleções neo-minimalistas desta semana de moda de Milão? Desde o verão passado, Donatella começou a se controlar mais em suas coleções, sem abusar do sexy – que virava vulgar na maioria das vezes -, sem muitas cores gritantes e ai por diante. Mas foi em sua coleção para o inverno 2008 que a irmã caçula de Gianni Versace – que consagrou a marca nos anos 80 – atingiu o ápice de nova up-coming trend, do neo-minimalismo. Do verão 2007 veio a estética 80’s ainda bem forte, mas agora os vestidos mais esvoaçantes e tecidos leves, são substituídos por formas rígidas, tecidos pesados e volumes bem contidos. Aqui a ênfase vem nos quadris. Assim como Giles Deacon, na Daks, Donatella estruturou seus vestidos, deixando-os em leve forma de sino. A cintura, sempre marcada, vinham em perfeita harmonia com a silhueta mais ajustada ao corpo. Os metalizados e brilhantes foram ponto importante do desfile, aparecendo sem excessos na hora e locais exatos, assim como os decotes e recortes mais ousados.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

. GIANFRANCO FERRÉ .

. DESFILES . No Comments »

Gianfranco Ferré abriu seu desfile com um look masculino, já indicando que a androgenia ia ser um elemento forte para seu inverno 2008. Bom, pelo menos três primeiros looks. Depois foi marcando a cintura, soltando as formas, ampliando as mangas, ao ponto de seus blazers virarem ótimos quimonos. Depois Ferré vai para uma linha mais sport e utilitarista, ajustando as roupas ao corpo novamente, e aplicando vários bolsos nas jaquetas, saias e calças. As peles dividem espaço com nylons e couros nas jaquetas volumosas mais encorpadas. Aos poucos os metalizados e brilhantes começam a aparecer. Primeiro tímidos em barras, golas e aplicações bem localizadas, depois já preenchendo peças inteiras como calças e casacos. Para encerrar, Ferre deixa a masculinidade de lado, a apresente brilhantes vestidos de seda hiper grossa, longos e curtos, estes bem melhores do que os mais compridos.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

. PUCCI .

. DESFILES . No Comments »

Na Pucci, o inglês Mathew Williamson, em sua terceira coleção para a grife – antes dele, era o francês Christian Lacroix que assinava o estilo da marca -, continua seu trabalho tentando re-inventar a psicodelia criada por Emilio Pucci, que consagrou a marca como uma das mais prestigiados nos anos 50 e 60. E é justamente referindo-se à esta última década, e também a seguinte, os anos 70, que Williamson apresentou sua coleção para o inverno 2008. O desfile já anima só por sair do mar de pretos, cinzas e marrons que costuma dominar as coleções de inverno. O inglês abriu o desfile com cinco looks em laranja e rosa: vestidos túnicos, saias curtinhas e casacos em A, em forte apelo 60’s. Depois as estampas clássicas da marca começam a aparecer, em tons de rosa, lilás, roxo, amarelo, marrom e turquesa. Orgânicas ou geométricas as estampas vem em saias e vestidos ora mais próximos ao corpo, ora bem soltos, como nos amplos kaftans. Williamson também investe em looks mais sóbreos, como os ternos de veludos, as calças de camurça (70’s total) e nas peles, que as vezes ganhavam tingimento em cores vibrantes.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

. ALESSANDRO DELL’AQUA .

. DESFILES . No Comments »

Alessandro Dell’aqua quis dar um toque sport para sua coleção de inverno 2008. E conseguiu. Entrando de cabeça naquela tendência do sport chic, o estilista apresentou vários looks em silhueta bem ajustado ao corpo em branco, cinza, preto e vermelho. O futurismo da coleção passada aparece tímido agora, somente em algumas peças com aplicações de cristais ou metais, abrindo espaço para tecidos do universo esportivo, como neoprene, moletom e nylon. Estes vinham em ótimas jaquetas bem ajustadas ao corpo, ou aplicadas sob ou sobre os vestidos. Sem estampas, Dell’aqua foca nas formas, quase sempre geométricas, traduzindo-as em recortes, ou tiras que envolviam as modelos em micros vestidos mega justos à lá Christopher Kane.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

. DAKS .

. DESFILES . No Comments »

O dia de ontem contou com uma estréia nas passarelas de Milão: a do estilista britânico Giles Deacon. Não, ele não apresentou de novo sua coleção na Milano Moda Dona. É que agora, Deacon assina o estilo da clássica marca inglesa Daks. Conhecida por vestir a tempos os mais refinados homens da Inglaterra, assim como suas mulheres, a marca investe em novos ares para trazer modernidade à grife, e quem sabe, atingir um público maior.

Segundo Deacon, esta é uma coleção para uma businesswoman que ao mesmo tempo que exige sofisticação em suas roupas, não dispensa uma pitada de modernidade. Para isso Deacon abusa da alfaiataria, se jogando na tendência das referências masculinas. Mas aqui, seu tailleurs vêm com modelagem distinta, com cintura bem marcada, em blazers acinturados, mais ajustados ao corpo. Na parte de baixo as calças vêm levemente mais soltas, e mais curtas, acabando acima do tronozelo. A ênfase é nos quadris bem estruturados, de formas arredondadas. Deacon também propõe looks mais femininos como bons vestidos de cetim com aplicações de pedras. E como afinal é uma coleção de um britânico que adora volumes, o estilista insere elementos de seu próprio universo – para não falar de sua própria coleção – como os maxi tricôs oversized, mega echarpes de cetim em patch enroladas nos ombros, e saias bem volumosas com babados e camadas.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

. DOLCE&GABBANA .

. DESFILES . No Comments »

Um dos desfiles mais esperados de Milão, o da Dolce & Gabbana, contou com a übermodel Gisele Bündchen. A top não desfilava para Stefano Gabbana e Domenico Dolce desde 2003. Agora, com o lançamento do perfume The One, que assina junto com a dupla, Gisele volta à passarela da marca.

No verão passado a dupla flertou com os anos 80, Thierry Mugler e Azedinne Alaïa. Agora, as disco girls sexy da dupla, estão mais para dominatrix. As referências aos anos 80 continuam, sobretudo nas formas e volumes. Os metalizados também permanecem, sendo ponto forte dos desfiles. Quase todos os looks desfilados eram brilhantes. Lamês, cetins, couro, vinil e até aplicações de paetês e cristais. Os elementos S&M estão nos acessórios, desde altíssimos estiletos com saltos de metal até a cinturões com cadeado, máscaras e chicotinhos. Os longos da segunda parte do desfiles trazerem ares mais comportados, ou melhor, menos abusados, já que a transparência aparece em quase todos eles.

Veja no FilmeFashion o vídeo do desfile na íntegra.

. L .

. MARNI .

. DESFILES . No Comments »

Consuelo Castiglioni vem fazendo um ótimo trabalho na Marni, tornando a marca uma das mais “moderninhas” e desejadas grife dos dias de hoje. Na coleção passada, para o verão 2007, Castiglioni foi alvo de inúmeros elogios por mixar de forma esperta elementos do sportwear com seus vestidos e túnicas de modelagem mais soltinha. Para o inverno 2008, a estilista dá continuidade ao seu pensamento do verão. O sport chic, ou qualquer outro nome que classifique essa nova forma de vestir, permanece na nova coleção. Mas Castiglioni quer mais, vai buscar ainda mais elementos e novos materiais para criar seus ótimos looks. Em modelagem e silhueta similar ao verão 2007, as roupas vêm mais afastadas do corpo, com aspecto bem confortável. A cintura continua bem marcada, assim como os leggings sob as saias e vestidos. O que tem de novo? As sobreposições bem pensadas, de trenches, jaquetas, malhas e vestidos, as cores vibrantes que quebram a monotonia dos beges, marrons, cinzas e pretos e o uso de materiais como o PVC, nylon e neoprene, de forma harmônica com tecidos e peças clássicas.

. L .

Fotos por Marcio Madeira
Original WP Theme by N.Design Studio, darkened and improved by richl.com. oknaplus
Entries RSS Comments RSS Log in