
“Na moda, vanguarda traduz as idéias que ainda não foram assimiladas pelo grande público e que trazem grandes novidades em seu conteúdo” – Marco Sabino, Dicionário da Moda.
Vanguarda é o oposto do comercial. Não necessariamente o conceitual, mas aquilo que traz uma idéia de inovação, que ninguém, ou quase ninguém, está usando ou apto para usar.
Tudo isso para comentar um exercício que um conhecido aplicou em uma aula para alunos de um curso de moda aqui de São Paulo. O exercício era bem simples, dividir as marcas nacionais em três grupos: clássicas, atuais e de vanguarda. As duas primeiras foram uma beleza. Listas e mais listas de nomes de grifes e estilistas do eixo Rio-SP.
Quando chegou a vez das marcas de vanguarda, a coisa ficou bem diferente. Ao contrário do mercado internacional, a lista de marcas ou estilistas vanguardista beirou a nulidade. Pois é, isso mostra bem para onde nosso mercado de moda é dirigido e qual é, de fato, o perfil do consumidor brasileiro. E mais alarmante ainda é que apesar de ter uma das mais promissoras indústrias de moda do mundo, o grosso dela, ainda vive do mimetismo do que é apresentado nas semanas de moda internacionais.
Enfim, o que quero saber aqui é quais marcas nacionais são para você, leitor, de fato de vanguarda, e por que. Vamos lá, comente ai, que depois eu falo quais vieram para mim!
. L .
March 19th, 2007 at 7:44 pm
marcos sbino é um genio que foi tudooooo de bom nos anos 80, mas a falta do conhecimento sobre administração de negócios acabou com a moda carioca … uma pena… enfim ganhamos com o link dele e agora com este livro ;)) vão-se os aneis e ficam os dedos rsrsrs