. WE BUY DESIGNERS, NOT TRENDS .

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Looks Balenciaga e Lanvin, inverno 2007/08

Saiu uma matéria da Cathy Horyn ontem no jornal New York Times fazendo um resumo das semanas de moda internacionais. Melhores desfiles, principais tendências, must-have, tudo lá. Mas o que é mais interessante é uma citação da Julie Gilhart, diretora de moda da Barneys New York, conceituada loja de departamento: “We buy designers, not trends” (Compramos estilistas e não tendências).

Ainda na mesma matéria Cathy Horyn dá vários exemplos para comprovar a tese, que ela mesma apóia. As coleções de Raf Simons, para Jil Sander e de Alber Elbaz, para Lanvin, são os exemplos de designers que fizeram com que seu próprio estilo – ou da marca para qual trabalham – prevaleçam sobre as tendências da temporada.

Não que isso vem sendo uma constante nas semanas de moda. A própria Lanvin acabou se rendendo ao futurismo no verão passado, apresentando uma das melhores versões da tendência. Nicolas Ghesquiére, para Balenciaga, que vez uma das coleções mais “individuais” da temporada, também apostou no futurismo na coleção passada. Mas nesta última temporada de moda em particular, onde a maiorias dos designers decidiram voltar para a realidade depois de uma viagem no espaço, o estilo próprio acabou falando mais alto. E não por acaso, nas melhores coleções desta estação. Balenciaga, Yves Saint Laurent, Miu Miu, Prada, Louis Vuitton, Undercover e Lanvin todas buscaram dar mais valor a um estilo específico – do estilista ou da marca.

Há quem diga que é o fim das tendências – pelo menos de moda -, mas na minha opinião é apenas o desejo por um “statement of their own”, nas palavras de Julie Gilhart. Ou seja, um desejo por uma maior individualidade no vestir, por mais maquiada que esta possa ser. As calças de cintura alta e alargadas abaixo do joelho da Givenchy, são ótimos exemplos. Apesar do império do skinny – já em decadência no meu ver – continuar exercendo sua soberania no mercado, por isso o desejo de se destacar usando algo totalmente diferente, mas ainda sofisticado e moderno.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

6 Responses to “. WE BUY DESIGNERS, NOT TRENDS .”

  1. Alberto Pereira Jr. Says:

    Não há estilista que consiga sobreviver fazendo das tendências da estação sua moda.. Com certeza um toque autoral é necessário para se fazer destacar.

  2. Daniel Amarhal Says:

    Luigi, seu Blog é maravilhoso, prova disso é que resolvi listar os meus 5 preferidos… e claro que o seu está entre eles!
    Veja lá no The Satis/fashion!!!

  3. santa mistura Says:

    é estranho estes depoimentos absolutistas, fatalistas, ou sei lá… radicais talves rsrsrs comprar um designer é um luxo de 1 determinado nicho de mercado , o grande mercado b-c-d compra trends sim ;)) vc não acha??

  4. Luigi Says:

    Então, concordo com vc é que comprar desinger é um “luxo” de um determinado nicho do mercado, mas não acho que este nicho seja restrito ao mercado de luxo. E também não acho que o grande mercado c-d (o b ainda pode, sim, comprar designer, não de luxo, mas linhas mais baratas) compre tendências. No meu ver, apenas uma pequena parcela do mercados c-d estão realmente aptos às tendências. Na sua maioria acabam optando por peças mais básicas, mais atemporais.

    Bjos e obrigado pelo comentário!!

  5. Glauco Sabino Says:

    Ai, Luigi, comentário besta: como assim calças skinny já estão em decadência?!?!?! Fala isso não! Acabei de gastar uma nota em uma novinha… hehehehehehe.

  6. CONVERSA DE ELEVADOR « . ABOUT FASHION . Says:

    [...] logo que terminou a temporada de moda internacional, em março, quando fiz um post falando que sem destacou mais foram aqueles estilistas que se voltaram para os próprios universos [...]

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