
Com certeza todo mundo mais ligado ao meio da moda já ouviu falar do estilista inglês Gareth Pugh. Um dos responsáveis por atrair novamente os olhos do mundo fashion para a London Fashion Week – que vinha bem apagada -, foi ele quem colocou vestidos iluminados na passarela, criou volumes e formas inusitadas e exageradas, tirando quase que totalmente o desenho da silhueta humana.
Ótimas criticas, chuva de elogios e até visita da Anna Wintour – uma de suas maiores admiradoras – no backstage não são suficientes para dar uma vida glamourosa para o jovem estilista. Apesar de todo frisson de suas coleções, o inglês, que sonhava em ser dançarino, diz nunca ter vendido uma única peça. É graças ao patrocínio e apoio que recebe do projeto New Generation da TopSho, que Pugh consegue viver e confeccionar suas criações.
Mas nem por isso Pugh deixa seu conceito e estilo de lado. Ok, concordo com tudo mundo quando dizem que em sua última coleção (inverno 2007/08), Pugh veio com apelo mais comercial. Mas discordo totalmente quando o criticam por estar deixando o lado financeiro falar mais alto. Sim, sua coleção de inverno 2007/08 veio mais “usável”, mas longe de ser comercial. Ao meu ver, esta coleção foi prova viva de que Pugh está longe de se render ao comercial, as mesmices e regras de tendência.
“I’m going to do for catsuits what Calvin Klein did for pants.“, disse Pugh em entrevista a Vogue UK. Aí fica claro que o que ele realmente deseja é levar a moda para frente. É inovar o mercado, a indústria e, por que não, o modo como nos vestimos hoje. Assim, Gareth Pugh se coloca entre os mais inovadores, modernos e vanguardistas criadores de moda. É só torcer para ele não cansar de tentar!
. L .
P.S.: para quem não sabe o que Calvin Klein fez com as calças – e principalmente o jeans -, foi ele um dos primeiros a introduzir o conceito de jeans de marca. Foi ele quem conseguiu elevar o status da até então, barata calça jeans.
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