
Segunda-feira (26/3) começou a seqüência de palestras e workshops, que se estendem até sexta (30/3), ministradas pela diretora do Sutdio Berçot, Marie Rucki, que veio a São Paulo à convite da Escola São Paulo.
O ABOUT FASHION esteve lá nas duas primeiras palestras que tiraram fashionistas, estudantes de moda e gente interessada no assunto bem cedo da cama. As 9h da manhã Marie Rucki já se encontrava na frente de uma das salas de cinema Cinemark Iguatemi – onde acontecem as palestras – pronta para iniciar a conversa, ou melhor, monólogo, como ela mesmo brincou.
O tema abordado no primeiro dia foi o rumo da moda. Mas para entendermos o caminho é preciso olhar para trás, para onde a moda tem suas origens. Assim, faço da Biti minhas palavras: “para começar a entender deste metiér (o da moda), é preciso ter uma boa base, muita informação e cultura de moda.” É preciso olhar, conhecer e entender o passado, as origens do termo e significado da palavra moda e a própria história deste meio.
Mas enfim, para onde caminha a moda? Segundo Rucki, para uma lado mais esportivo, mais descontraído, mais sólido e sem muitos detalhes. “Menos detalhes e mais volumes, mais chic e menos glamour”, nas palavras da professora.
E é justamente isso que observamos nas últimas coleções. Silhuetas cada vez mais soltas, formas mais amplas, sempre prezando o conforto. Esquemas de cores, ao invés de estampas e aquela e aquela historia do sport-chic que já falamos aqui.
Mudanças? Poucas e quase que imperceptíveis aos olhos leigos. Para Rucki a última grande revolução na moda, aconteceu nos anos 60, com a minissaia, que refletiu numa profunda mudança comportamental. Hoje a moda é estática, as poucas invenções se dão de forma quase que invisíveis e milimetricamente, mas ao longo do tempo acabam por mudar uma silhueta. É mais uma questão de novas proporções, do que de novas roupas. Sem contar nas inovações têxteis, nos tecidos tecnológicos que vêm ganhando espaço a cada estação.
Informação, mídia e imprensa
Ainda no primeiro dia, Madame Rucki já começou a preparar o terreno para próximo tema a ser abordado: “A relação das pessoas com a mídia”. Reconhecendo que com a internet a informação de moda ficou mais acessível, Rucki alerta para o perigo que a má interpretação e a falta de conhecimento basilar pode gerar. “A rapidez da informação disseminada pela internet gera confusão. É preciso entender e decodificar as imagens que se vê”.
A internet é uma ótima ferramenta do ponto de vista informativo. As fotos que vemos na internet tem o único objetivo de informar, ao contrário dos editorias de moda de revistas, que estabelecem uma relação com o observador através da comunicações. As fotos nestes editorias contém expressão e estilo específico, que são transmitidos através da imagem.
Segundo Rucki, uma boa revista de moda é aquela que produz/mostra a moda, ao mesmo tempo que cria sua própria. Assim, a mídia impressa tem papel importantíssimo na criação de moda. Para Rukci, os desfiles são apenas o fechamento de tudo o que foi lançado e mostrado pelas revistas de moda. Estas servem de base para os estilistas e diretores de arte confeccionarem suas coleções, proporcionando inspirações, noções de cores, silhuetas e formas.
Marie Rucki deixou bem claro que é preciso identificar-se com aquilo que lemos. É preciso fazer uma escolha dentre as revistas, para sabermos qual se aproxima mais do estilo pessoal de cada um. Só assim, ao meu ver, é que a relação pessoal que uma imagem de moda estabelece com seu observador, poderá ser realmente bem assimilada e absorvida.
No mesmo dia, Rucki ainda falou das importância das celebridades para a imagem das marcas e sobre as modelos. Mas isso é assunto de outro post que sai daqui a pouco no FilmeFashion.
. L .
October 30th, 2007 at 12:29 pm
[...] Marie Rucki, quando esteve no BR, disse que a última grande revolução da moda foi a mini-saia. Portanto, tudo que a gente vê desde então aocntecendo nas vitrines é reedição de alguma outra [...]