. MUSTACHE .

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A moda masculina nacional anda em baixa faz um bom tempo. São poucas as marcas que investem em looks mais descolados e modernos sem jogar os preços para valores astronômicos. Se um homem hoje pretende se vestir de um jeito realmente distinto dificilmente vai ter sucesso sem uma boa pesquisa, visita à várias lojas e uma boa quantia de dinheiro.

E foi justamente sentindo esta lacuna que surgiu a Mustache, marca focada no público masculino, fundada por Willian Moreira e Marcio Cassares – ex-estagiários da Karlla Girotto, e ex-assistentes de Rita Wainer . “O desejo de complementar nossos próprios guarda-roupas nos fez iniciar o projeto Mustache”, comenta Willian.

As referências são várias: cinema, livros, músicas, mas principalmente gente da vida real, da rua. “A nossa inquietação vem das ruas, o foco e maior inspiração continua sendo meninos interessantes, a vontade de vestir todos eles que estão espalhados por ai, na cidade. Meninos incríveis, chiques, elegantes, os subversivos e os que fazem a diferença, os que se destacam das demais pessoas quando vemos passando por aí”, comenta Willian.


O melhor disso tudo é que a marca representa a vontade de ser homem, sem clichês. Com boa alfaiataria e acabamento impecável a coleção verão 2007 ganha ótimo trabalho de textura, cores e estampas, sempre valorizando e respeitando as formas do corpo masculina. As principais peças são as bermudas de alfaiataria e colete cavado com lapela – incrível! -, mas as demais – calças skinny, camisetas pólo, moletons com decota cavado – não ficam nada atrás.

A nova coleção – inverno 2008 – que deve chegar às lojas no fim de Março, “está mais pensada e elaborada, ainda com skinny e alfaiataria, e mais t-shirts básicas, texturas, sobreposições, xadrezes, cores e estampas incríveis, além da camisaria, que não tínhamos na coleção anterior.”

Com produto desta qualidade e look para lá de descolado já era de se esperar uma boa recepção do público. As peças que ficaram a venda no Brechó Juisy By Licquor foram todas vendidas. Hoje a Mustache pode ser encontrada na Oui – onde ainda tem algumas peças da coleção de verão – e a partir do fim de Março na Pala Pala Next Door, já com a nova coleção.

A Pala Pala fica à Alameda Lorena, 2138 Jardins;
a Oui à Rua Cristiano Viana, 119, Pinheiros.
E o Brechó Jusiy By Licquor à Alameda Tietê, 43, loja 06, Jardins.

. L .

. REAL WORLD .

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Paris acabou pondo fim a quase 7 semanas de desfiles – FashionRio, SPFW, NY, Londres, Milão e Paris, sem contar nas duas semanas de moda masculina que aconteceram junto com os evento nacionais. Anos 40, androginia, formas estruturadas, tecidos rígidos, silhueta mais ajustada ao corpo, anos 80, cintura alta e bem marcada, cinturões, corsets, ombros marcantes, túnicas e calças, estiveram presentes em quase todas as coleções. Mas, acertou mesmo quem olhou para rua e para as mulheres reais neste inverno 2008.

John Galliano fez um dos desfiles mais exuberantes desta temporada. Em verdadeira ode ao estilo da casa, re-visitando looks clássicos, com olhar sempre atual. McQueen, sempre performático, buscou novas silhuetas, experimentando com formas, volumes e texturas, enquanto Emanuel Ungaro levou suas mulheres para noite.

Todos lindos, maravilhosos… na a passarela. O foco desta estação estava no que era prático para vida real, nas influências em que o street-wear e a cultura urbana exerce sobre a moda. Não que isso signifique menos glamour, sofisticação ou coleções mega comercias, mas roupas possam ser facilmente assimiladas por gente real, e não apenas freqüentadores de red-carpets.


Nicolas Ghésquiere, na Balenciaga foi quem encabeçou esta tendência. Os blazers e jaquetas militares acinturados, as calças secas ou com a coxa mais solta, o mix de estampas étnicas nos vestidos e os sapatos ultra modernos, traziam um hibridismo perfeito do casual com o chic.

Na mesma linha temos Stella McCartney que parece entender perfeitamente o conceito de conforto, usável e sofisticação e Paulo Melim Andersson, em seu debut na Chloé. Apesar de se distanciar um pouco do estilo da marca, o estilista apresentou boa coleção em perfeita sintonia com a vida real, com boas referências do sport-wear.


O sport-wear também aparece na coleção de Dries Van Noten, que agora busca praticidade em formas orientais. E por falar em praticidade, Marc Jacobs simplificou a silhueta da mulher Louis Vuitton relembrando suas primeiras coleções para a grife.

Outra marca que passou por remodulações foi a Chanel, sob o comando do kaiser Karl Lagerfeld. Com bom perfume jovem, a coleção inverno 2008 vêm com silhueta reformulada e sobreposições, focada na praticidade e conforto da mulher real. Foi esta mesma mulher que Miuccia Prada buscou na Miu Miu, fazendo forte critica aos excessos e artificialidades com a qual é representada pela mídia.


E sem deixar o luxo de lado, Stefano Pilati traduziu elementos e tendências das ruas para uma coleção sofisticada e elegante, sem destoar do estilo da marca. De corte impecável e formas perfeitas, Pilati leva a grife para uma nova fase, onde o luxo e a praticidade convivem em total harmonia.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

. ÁGUA PARA O VERÃO .

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Como todo mundo já deve estar sabendo, o SPFW já marcou data para sua próxima edição e até já elegeu um tema para ela. O evento, que agora acontece de 13 a 19 de junho, continua focado no assunto da sustentabilidade, o que levou a escolher a água como temática da edição verão 2008.

Na edição passada, o SPFW tomou nossas ricas flortestas e matas, como ponto de partida para uma série de ações de visavam ressaltar e preservar toda a (bio)diversidade do Brasil. Em parceria com a ONG Iniciativa Verde, o SPFW tornou-se o primeiro evento de moda, no mundo todo, a ser totalmente carbon free, ou seja, neutro em carbono.

Para neutralizar não só as emissões de carbono geradas pelo evento, mas também pelo jornal SPFW, pelo site e pela 3a edição da revista ffwMag, o SPFW se comprometeu a plantar 4.290 árvores, área de recuperação da Mata Atlântica no estado de São Paulo. O plantio deve começar em outubro, e todo o processo de crescimento das árvores poderão ser acompanhadas pelo site da ONG The Green Initiative.

. JOHN GALLIANO .

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Um dos desfiles mais elogiados na semana de moda de Paris, é o de John Galliano. Se na Dior sua coleção gerou algumas controvérsias entre os editores – uns exaltaram seu trabalho em retomar a linguagem estética de Christian Dior, enquanto outros o criticavam por isso, depois de ter apresentado coleções muito mais no seu próprio estilo – na sua própria linha, as opiniões foram unânimes.

Foi uma coleção onde se pode ver a essência do trabalho do estilista, com todas suas principais características, que ficaram bem marcadas desde que se apresentou em Paris pela primeira vez, no começo da década de 90.

Galliano nos leva a uma viagem no tempo, direto para os anos 20, para uma seia com convidados, no mínimo distintos. De make dramático e pálido, com cabelos ondulados e aspeto seco, as modelos trazem desde ótimos vestidos mais retos – estilo art decó, dos anos 20 – até precisas peças de alfaiataria com bordados de flores. O estilista mostra que amadureceu quando apresenta seus clássicos trabalhos em volumes, agora, dotados de muita sofisticação, com babados e cortes em viés.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

. ALEXANDER McQUEEN .

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O dia de ontem, em Paris, foi fechado com chave de ouro. Alexander McQueen levou os fashionitas para uma espécie de estádio, onde apresentou sua coleção para o inverno 2008. O tema da coleção? Bruxaria e antigas religiões – da cultura egípcia da antiguidade até o druidas da Ingletarra – que McQueen estudou após descobrir que um de seus antepassados morreu enforcado, acusado de praticar bruxaria.

McQueen já tende naturalmente para caminhos sombrios e obscuros, e agora com um tema desses atingiu seu ponto máximo. Sobre um pentagrama vermelho, pintado sobre um chão de areia preta, suas modelos caminhavam com make egípcio, sob uma enorme pirâmide invertida, pendurada no teto. McQueen aposta em formas e tecidos rígidos, bem estruturados. Buscando novas silhuetas, o britânico experimenta com volumes, texturas e formas. Cintura marcada sempre. Formas corseletadas – paixão do estilista – estão por toda a parte, com direito até a reprodução do clássico corset em forma de busto e barriga criado por Issey Miake. Mas Mcqueen vai além, alonga-o para cima, tornando uma máscara, ou melhor, verdadeira armadura.

Formas mais arredondadas também tem papel importante nesta busca por novas formas e silhueta. A alfaiataria também não fica de fora – afinal é o campo onde McQueen atua com excelência – vindo como toda a coleção bem estruturada, em cores escuras, com alguns metalizados.

Na última parte do desfile, chega a vez dos longos, com boas aplicações de paetês e ótimo trabalhos de textura.

. L .

. PARIS: TRICÔ, DESIGN E VOLUMES .

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Se no verão passado Sonia Rykiel já apresentou excelente trabalho com tricô, no inverno a estilista francesa fez a festa. Literalmente, pois suas modelos andavam com tamanha descontração e expressão de felicidade em seus rostos, que pareciam estar numa festa. É raro ultimamente ver alguma modelo sorrindo na passarela, mas para Rykiel raro é ver alguma delas não sorrindo.

A estilista abre o desfile logo com o que faz melhor, responsável por seu sucesso: os tricôs. Amplos e volumosas, vêm drapeados, e dobrados, com laços e flores arremantado-o os looks. Depois Rykiel vai simplificando os looks, sofisticados trench-coats com lapelas ampliadas, vestidos com babados, pregas e drapês dividem espaço com cardigans alongados e maxi-pulls. A alfaiataria é outro highlight da coleção: saias lápis, calças mais soltas com suspensório e blazers. Mas Rykiel não deixa a feminilidade de fora – mesmo porque até o mais andróginos de seus look são super femininos -, apresentando bons vestidos bem soltinhos, com babados, dobraduras em forma de flores e muita transparência.

E foi num mix de referências, aparentemente sem nenhuma conexão que Giambattista Valli apresentou seu inverno 2008. É até um pouco assustador ouvir que uma coleção veio inspirada nos trabalhos do artista Rembrandt, do arquiteto Le Corbusier e na atriz mexicana Maria Felix. Mas o resultado não decepciona. Valli conseguiu ministrar bem todas estas referência para criar uma coleção sóbria, mas ao mesmo tempo emotiva. De Rembrandt vieram as formas mais arredondas das roupas e as estampas mais orgânicas. Do arquiteto, as linhas e formas geométricas que estampavam vestidos quase minimalistas. E da atriz vem referências a cultura mexicana, os pingentes de coração e as dobraduras que remetem as flores. Assim, Valli mostra seus ternos com calça de boca mais ampla, blazer encorpado, saias retas ou lápis, vestidos de gola alta com aplicações de cristais Swarovski, casacos compridos em forma de sino, com formas puras, mostrando.

Um ar romântico e ao mesmo tempo forte vem com a mulher de Rue du Mail, de Martine Sitbon, que retorna as passarelas parisiense depois de quase três anos afastada. O inverno de Sitbon tem duas frentes, umas mais estruturada e outra mais solta. Na primeira prevalecem os looks mais ajustados ao corpo, e as peças de out-wear, quase sempre em cetim grosso, preto ou bege. Já nas peças mais soltas, os vestidos são o ponto alto, bem solto, vêm com interessante trabalho de volumes, seja nos drapês ou em formas amplas como as mangas morcego ou em forma de sino.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

. JEAN-CHARLES DE CASTELBAJAC .

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Desde os anos 60, a cultura pop e o universo lúdico tem sido referenciado por inúmeros criadores e designers de moda. Um dos principais adoradores destes dois campos de inspiração é o marroquino Jean-Charles de Castelbajac. Depois de passar por casas como Kenzo e Chantal Thomas, o estilista abriu sua própria marca fazendo muito sucesso durante a década de 80. Sempre se apropriando de elementos pop e lúdicos, Castelbajac ficou conhecido por apresentar coleções inovadoras e divertidas, mas ao mesmo tempo carregadas de criticas sociais.

Ontem, logo após o desfile nevado da Chanel, Jean-Charles de Castelbajac, ou JCDC, apresentou sua coleção para o inverno 2008. Mais comportado do que de costume, Castelbajac ainda brinca com suas estampas pop, desta vez vindo direto da música e de filmes de terror. Rostos de Michel Jackson, e John Travolta em “Embalos de Sábado a Anoite” vêm em estampas brilhantes, em vestidos-túnica bem soltinhos. Pequenas guitarras e caveiras também estampam peças mais justas, como as calças e saias que abrem o desfile.

Dos filmes de terror vêm os chapéus, boleros, estampas e casacos de pele em forma de monstro, com diretinho até a dentes pontiagudos – tudo sempre muito lúdico. Cores vibrantes como pink dividem espaço com tons mais neutros e metelaziados, assim como volumes bem exagerados – vide as maxi mangas bufantes – vêm com peças mais secas.

. L .

. CHANEL .

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Hoje o dia em Paris começou com neve. Bom, pelo menos na branquíssima e nublada passareal – ou ringue de patinação – da Chanel. Nublada porque no teto, haviam nuvens brancas penduras. E depois de um verão em que as partes de baixo mal existiam, Karl Lagerfeld encompridou tudo no inverno 2008. As barras das saias não sobem mais do que um palmo do joelho e as pouquíssimas que passam deste comprimento vêm sobre meia-calças opacas ou calças bem secas.

É impressionante como Karl Lagerfeld consegue modernizar e revolucionar a marca fundada por Coco Chanel, e ainda sim manter a assinatura da grife nítida. Estava tudo lá, os tweeds, os tailleurs, jérsei, aplicações de jóias, tudo no estilo Chanel. Mas o que mais emociona nesta coleção é como Lagerfeld trabalhou cores, numa marca em que ficou conhecida por se focar sempre no preto e no branco, quando muito no azul marinho. Agora vem com turquesa, vermelho, rosa, roxo, bordo. Lisos ou xadrezes, vêm em vestidos saias, balzers, sobretudos e até nas bostas de salto baixinho com o clássico bico bicolor da Chanel. As sobreposições são um dos pontos fortes do desfile. Trabalhadas com sofisticação vêm em túnicas e vestidos sobre bermudas e estas sobre calças mais secas. Além das botas e sapatos bicolores, marca geistrada da grife, outro acessório muito interresnta são as golas de acrílico que arrematavam os looks desta coleção.

Os pretos, clássicos da marca, aparecem mais forte no final, em vestido um pouco mais longos, com laços, sobreposições de tule e organza.

Tem vídeo do desfile no FilmeFashion.

. L .

. PARIS: INOVAÇÕES .

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Novo talento a vista na semana de Paris. Seu nome é Haider Ackermann. O estilista nascido na Colômbia e criado na Bélgica, apresentou ontem sua coleção de inverno 2008, agradando os exigentes editores que atenderam ao seu desfile. A alfaiataria foi o ponto forte do seu desfile, carregado de referencias étnicas e orientais. Com muitas sobreposições Ackermann trabalhou transferências de penses, drapeados e pregas em couro, camurça e veludo, sem falar nos ótimos vestidos de jérsei. O estilista vez com que tecidos pesados e rígidos se dobrassem como se fossem dos mais maleáveis. Túnicas, quimonos, camisas, jaquetas e blazers, era retorcidos, drapeados ou remodelados.

A silhueta porposta por Ackermann varia bastante. As calças vêm em sua maioria skinny, com destaque para as de couro envrnizadas, sob amplas túnicas ou blazer mais ajustados, moldando bem o corpo de suas modelos. As cores eram frias e opacas, cinza, preto, marrom, bege e um azul bem forte para contrastar. Uma boa coleção para um novo designer, vamos ver no que vai dar.

Já na Yves Saint Laurent, a marca pode não ser nova, nem o estilista que assina sua criação, mas a coleção inverno 2008, com certeza é. Nova no sentido de introduzir a grife guiada por Stefano Pilati para uma nova fase, onde as referências históricas do mestre ficam menos evidentes – mas nem por isso menos presentes – a ares de inovação com influências mais modernas passam a ser o carro chefe.

Aqui Pilati traduziu elementos e tendências das ruas para uma coleção sofisticada e elegante, sem destoar do estilo da marca. Os volumes, principalmente dos casacos, foram os grandes destaques. Oversized, mas sem parecer exagerado, Pilati afastou-os do corpo, deixando-os em formas arredondadas, escondendo as ótimas saias retas ou tulipas, que vinham combinadas com blusas e camisas, quase sempre em tons de cinza e preto. Referências masculinas por toda a parte. Blazers, tailleurs, ternos e smokings – super YSL – vinham remodelados em formas de vestidos curtos, mas sem exageros. Destaque para os blazeres de smoking do final do desfile que vinham como ótimos vestidos em A.

As referências a YSL vieram nos capuzes remetendo as coleções étnicas do mestre, nos looks masculinos, afinal foi o mestre quem criou o smoking feminino, e nas peças com estampa e textura de croco, rementendo a polêmcia coleção que YSL fez para Dior nos anos 60.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

. DO ECO-FRIRENDLY AO NEO-RAVE .

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O dia de ontem, em Paris, começou em clima eco-friendly, com fashionistas, amantes de pele, e membros da ong PeTA, convivendo harmoniozamente sobre o mesmo estabelecimento. É que o primeiro desfile do quinto dia da semana de moda de Paris, foi da estilista Stella McCartney, totalmente contra o uso de pele animal na moda.

O inverno 2008 de Setella segue o mesmo fundamento do seu verão quanto as formas: soltas. A estilista já deixou claro que suas roupas são, acima de tudo, confortáveis caindo sobre o corpo, sem o marcar muito. E foi assim que apresentou sua última coleção: com bons vestidos em A bem soltinhos sobre casacos de pele sintética, trench-coats, jaquetas e capas mais over-sized. Os macaquinhos e salopetes do verão passado, aqui morfam em macacões e tecido bem fino e leve, somente com a calça mais sequinha. Aliás, estas eram as únicas peças que se aproximavam mais do corpo. O desfile vai melhor quando a estilista deixa suas peles de lado, que acabam por carregar de mais o look.

O sportwear é outro elemento importante nesta coleção. Além de alguns casacos, muitas peças em lã e tricô - os oversizeds são incríveis - remetem a este universo. Stella sempre gostou de brincar com estampas de bixos. Agora aposta no urso polar, que aparece nas várias malhas de lã, para estampar sua coleção.

Em seguida foi a vez da marca francesa Cacharel. Para o inverno 2008, a grife propões misturar tecidos mais orgânicos como o algodão e lã, com outros mais sintéticos, como o vinil. O desfile abre, lembrando muito o que vimos na coleção de Alexandre Herchcovitch, vestido soltinho com motivo floral, seguido por saia igual combinada com top em tecido brilhante, muito parecido com o vinil. E assim segue o desfile, com muitas sobreposições, formas mais amplas e silhueta solta, em tons de marrom, cinza, preto e azul. Algumas referências masculinas pontuam o desfile, ficando mais forte na última parte, com looks mais formais em preto.

Peter Dundas, diretor de criação de Emanuel Ungaro, resolveu levar suas mulheres direto para a Boom Box, hypada boate londrina, meca do neo-rave. Dundas apostou na tendência dos anos 80 para seu inverno 2008, encurtando ao extremo as bainhas de suas sais, ajustando a silhueta ao corpo, marcando a cintura e ressaltando os ombros. Além disso, Dundas também experimentou no volumes com jaquetas “puffas”, que foram hit na temporada de Londres. O oversized também é importante aqui, vindo em bom trabalho nos casacos com fivelas de plástico. Como o neo-rave foi inspiração, as cores vibrantes não podiam faltar. Mas aqui Dunda se segura, jogando apenas alguns azuis e roxos elétricos, em contraste com o mar de cinzas e pretos. As peles ultra-volumosas são a solução para quem não está muito afim de mostrar quase toda a perna. Mas para as mais ousadas, os vestidos lisos com plissados e drapês, funcionam mais do que os de paetês.

. L .

Fotos por Marcio Madeira
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