. LUIS VITON .

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Fotos por Alexandra Farah/Glamurama

Óculos Prada por R$70,00, óculos de sol Rayban Aviator por R$20,00, bolsa de matelassê Marc Jacobs por R$450,00, bolsa Louis Vuitton de canvas, coleção verão 2007, por R$120,00, carteira Miu Miu de matelassê com ferragens por R$215,00. Não, os preços baixos não são reflexos de uma grande liquidação e sim valores cheios dos produtos à venda no shopping Stand Center, em São Paulo.

Conhecido como a meca dos “gadgets”, o shopping funciona à 10 anos em plena Avenida Paulista, servindo como referência quando o assunto é preço baixo em artigos eletrônicos. Importante ressaltar que apesar da grande quantidade de produtos pirateados e falsificados, nem tudo se enquadra nesses padrões. Este foi um dos principais pontos que levou a justiça federal a indeferir o pedido de fechamento do shopping, por parte do Ministério Público Federal, Advocacia Geral da União e Ministério Público Estadual.

Apesar de grande parte dos 10 milhões de reais mensais de faturamento vir da venda de artigos eletrônicos, as réplicas – como as vendedoras das lojas chamam os produtos falsificados – de artigos de moda são outro grande atrativo e, principalmente para o público feminino. “Sempre que venho ao Stand Center, dou uma paradinha para ver as bolsas. Outro dia até levei uma”, conta Roberta, recepcionista de eventos da FIESP.

São cerca de 3 lojas que vendem artigos de moda falsificados, em sua maioria acessórios em couro, como bolsas e carteiras, sempre de marcas de luxo internacionais. Os preços variam de acordo com o modelo, material utilizado – couro legítimo ou sintético – e, é claro, a proximidade estética com o produto original. Em média, os produtos não são dos mais baratos. Uma bolsa de couro sintético enrugado, Prada, coleção outono/inverno 2006, sai por R$800,00, um quarto do valor de uma legítima. Claro que com um pouco de barganha se consegue ótimos descontos.

“Porque todas minhas amigas têm”, conta Giovanna, estudante do colégio Dante Alighieri, que acaba de comprar uma bolsa de jeans, estampada com monogramas da Louis Vuitton e não vê nenhum problema em comprar produtos falsificados, “ninguém vai saber que não é verdadeira”, comenta.

“Quando uma pessoa compra um item falsificado, é porque se identifica com o conceito da marca, mas não tem condições para bancar uma peça legítima”, conta Gustavo Matavelli, professor de moda da Faculdade de Moda do Senac. É um objeto de desejo, que satisfaz a vontade de um pessoa em pertencer a determinado grupo, ou de mostrar um suposto status social.

“Talvez seja falta de conhecimento e informação, porque gastando o mesmo, ou um pouco mais eu compro um produto de uma marca nacional de qualidade superior à uma falsificação, além de estimular o mercado de moda nacional”, diz Cristina Gabrielli, consultora de imagem. Ou seja falta um olhar mais exploratório do consumidor brasileiro, uma maior pesquisa do que temos a disposição na moda brasileira, mas isso só vale para aquelas pessoas que não estão comprando uma Prada por pura ostentação de marca, mas sim por ter um design arrojado e visual sedutor.

Há quem veja um lado positivo nas falsificações. Do ponto de vista do estilista, significa um grande aceitação a apreciação do público consumidor. “O lado bom das cópias e que mostram o quanto meu trabalho é reconhecido e o quanto as pessoas gostam do que eu faço”, conta Pat Falcão, designer de jóias.

Para a consultora de moda, Costanza Pascolato, em entrevista para o Fashion Marketing, o grande número de cópias, e até por parte das grandes redes de fast fashion como Zara e H&M, significa que a moda caminha para uma maior democratização. Assim, afirmar que a indústria da moda, sofre uma crise, não é 100% verdade. A moda de luxo, essa sim, que está em crise, já que está sendo copiada aos montes pelas redes de fast fashion e outras marcas mais acessíveis.

Ao mesmo tempo, a França, onde grande parte da economia provém da moda de luxo é relutante a tal previsão. Para proteger este seleto, mas poderoso mercado, entrou recentemente em vigor uma lei que estipula o pagamento de multas de até 300 mil euros ou 3 anos de prisão, para quem for pego portando um item falsificado.

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Texto reprodução de uma matéria minha para um trabalho da faculdade.

9 Responses to “. LUIS VITON .”

  1. romeuuu Says:

    Eu acho que querendo ou não, todo mundo tem alguma coisa falsificada hahahah. Lendo esse post eu lembrei de um editorial da finada revista Simples com peças do mercado negro. Muito bom! Abs Luigi, sucesso na casa nova!

  2. Fernanda Says:

    arrasa de casa nova! e o post é amazing! vamos passear lá juntos qualquer hora?? te adoro, saudades!

  3. Biti Averbach Says:

    Parabéns pela casa nova! Tá linda!
    Queria lembrar um outro aspecto da falsificação que é a máfia. Muitos produtos piratas são feitos com mão de obra escrava, sonegação de impostos e etc.

  4. alex Says:

    congrats pela casa nova.

  5. Gabi Alfano Says:

    Adorei ter visto o nome do meu atual professor dando uma opnião sobre tal assunto. Seu blog arrasaaaaaa…
    um grande beijo.

  6. adrianoebano Says:

    bolsas pra minha namorada linda pequenina

  7. juliana Says:

    gostaria de saber onde eu encontro bolsas de marcas falsificadas para revender

  8. Aline Says:

    olá,

    Gostaria de saber como faço para revender réplicas de bolsas de marca?

    estou a espera de resposta.

    obrigada.

  9. Odenice Araujo Braga Says:

    gostaria de receber a visita de um representante de óculos , no Shopem Libertymool na loja Le hapeau. Grata Odenice Braga

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