FEELING BLUE

. NOTAS ., . TENDÊNCIA ., Yves Klein 1 Comment »

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Como parte de seus estudo de cores, o artista francês Yves Klein desenvolveu um tonalidade de azul, que em 1958 veio incorporar seu trabalho como elemento principal. Era a própria cor assumindo forma de arte. Desde então Klein ficou conhecido por seus trabalho monocromáticos – quase sempre no que ficou conhecido como Internation Klein Blue (IKB) no meio artístico – incluindo performances, como na qual pintou modelos nuas de azul e as fez desfilar por uma passarela.

Daí para frente o azul Yves Klein transcendeu das paredes das galerias direto para as ruas e passarelas mundo afora. A cor foi mega hit nos anos 80 e no início dos 90 – principalmente com a cena new-wave -, e agora com esse mega revival dessas duas décadas, o azul Yves Klein está de volta com força total.

Basta olharmos paras as passarelas internacionais e nacionais – se bem que por aqui a cor ainda não apareceu com tanto peso assim – para se ter uma idéia de como essa tonalidade de azul está por toda a parte. A cor começou a dar sinal de vida já nos desfile para o verão 2007, ganhando ainda mais força nas coleções de inverno 2007/08.

Com a cena new-rave ganhando cada vez mais adeptos, a cor também invadiu as ruas mais descoladas do mundo. Basta uma rápida olhada por sites de streetstyle gringos, que dá logo para ver alguma peça nesse tom azul elétrico. Aqui, em Toronto, o azul Yves Klein é item indispensável para o uniforme dos modernos – calça skinny em cores forte ou cinza, camiseta gola v, ultra decotada e tênis de cano alto por cima da calça.

AUGUSTA AVENUE

. NOTAS ., Toronto 1 Comment »

09-07-07_1432.jpg Aqui também tá? Só que ao invés de rua, a Augusta daqui é avenida! E fica bem no meio da Queen West Fashion District, o bairro fashionista aqui de Toronto, quase que como o Soho em Londres. Cheio de lojinhas pequeninhas e outras maiores como American Apparel e H&M, a região é ponto de encontro para modernos e gente da moda. De noite, os barzinhos e clubes da região fervem com as melhores montações fashion da cidade.

EM BUSCA DA BICHA PERDIDA

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Toda bee já passou alguma vez na sua vida pela a experiência – agradável ou não – de ter um perfil num site de relacionamento gay, tipo gaydar, disponível e afins. Pois é, e quem já passou por lá também já reparou que tem pencas de perfis falando assim: “não afeminando e nem curto”. Andei reparando desde que cheguei aqui, e acho que em São Paulo também é bem assim, mas esteticamente falando, hoje em dia é preciso ter um gaydar apuradíssimo para dizer se um homem é gay ou não.

As bees estão se vestindo praticamente igual aos homens heteros, agindo igual e, as vezes, até fazendo os mesmo programas. O famoso “não afeminado e nem curto” mostra também que os gays estão em busca de atitudes mais “de macho” nos seus parceiros. Ai, me pergunto: Cadê a bichinha poc? Cadê a bee mais feminina? Aquele homem delicado e sensível? Entrou em extinção?

Leia mais aqui.

QUAL A DIFERENÇA?

. OPINIÃO ., . TENDÊNCIA . 3 Comments »

Qualquer um que freqüente os famosos sites/blogs de streestyle, principalmente os que buscam estilos mais jovens e ousados, como Face Hunter, o de Helsinki, o Descolex nos seus posts voltados ao assunto, e alguns outros, sabe que os anos 80 estão com tudo. Tanto que as referências à esta década já vem aparecendo nas principais passarelas do mundo e também nas páginas das maiores e mais influentes publicações de moda já fazem umas duas estações.

Ok, até ai tudo bem. Mas fora os excessos demasiados que reinaram na década de 80, e que agora ganham versões mais sutis, o que realmente mudou de lá para cá? Antes de responder vale lembrar que foi nos anos 80 que todo o conceito de streetwear ganhou força, principalmente com o movimento punk que vivia seu auge no início de década. Depois vieram os diversos outros grupos, tribos, sub-cultura estética e musical, cada um com suas característica peculiares.

Hoje, estas características já não são exclusivas de grupos determinados. Como o Oliveros disse, vivemos na era do supermercado de estilos, onde é possível garimpar elementos de diversas sub culturas para formar um estilo pessoal, único. Mas este não é o assunto deste post.

Enfim, voltando a pergunta que fiz lá em cima, a principal diferença entre o que se via nas ruas dos anos 80 e agora, é que quase todos os looks agora vêm acompanhados do mais variados e tecnológicos gadgets. De iPods à celulares, agora, mais do que nunca, os gadgets ultra tecnológicos fazem parte do vestuário de qualquer um, dos mais modernos aos mais clássicos.

É que não parei para tirar foto, mas 8 em cada 10 pessoas que vejo andando nas ruas por aqui, estão com fones de ouvido, iPod ou qualquer outro mp3 player na mão ou no bolso, sem contar nos blackberrys ou telefones incríveis que estão sempre em uso, em qualquer lugar da cidade – ah, e nos óculos estilo Wayfarers que TODO moderno tem aqui, mas isso fica para outro post.

NEW POINT OF BLOGVIEW

. NOTAS . 1 Comment »

O BlogView começou neste domingo uma nova fase. Para quem ainda não sabe, o blog coletivo começou com a cobertura da Casa de Criadores, seguido pelo Fashion Rio e SPFW. O ojetivo era, ou melhor, é tratar da moda com um enfoque diferente, como o próprio subtítulo do blog diz, propondo uma visão múltipla sobre o assunto. E literalmente. Quem já passou por lá sabe, mas as análises de desfiles ou qualquer texto mais reflexivo contam com a opinião de todos os blogueiros.

Ao todo são 7 blogs que fazem o BlogView, e agora que a temporada de moda acabou decidimos adotar outro formato para dar continuidade ao projeto que está dando super certo. Agora, vamos ter colunas diárias, cada uma assinada por um blog.

  • Domingos, tem o Ricardo Oliveros, do Fora de Moda, falando das relaçõs entre moda e arte
  • Segundas, Luigi Torre – euzinho – vou falar de moda masculina, seja em desfiles, coleções, rua ou apenas refletir sobre o guarda roupa masculino.
  • De terça, a Fê Resende e a Cris Zanetti, da Oficina de Estilo, falam de moda aplicada na vida real
  • Quartas, o Glauco Sabino, do Descolex, traz sua visão esperta sobre cultura street e comportamento
  • Quintas Olívia Hanssen, do OH!, antenadíssima com tudo o que rola no mundinho fashion, nos brindar com notinhas e novidades
  • Sextas é dia de Moda Sem Frescura, da Biti Averbach, com ótimas conexões entre moda, arte, fotografia, música e muito mais.
  • Aos sábados, Laura Artigas, do Moda pra Ler, vai mostrar mais de suas incríveis entrevistas.

MOVING ON

. DESFILES ., Moda Masculina, Raf Simons, Verão 2008 No Comments »

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Fotos por Marcio Madeira

Não me lembro se foi em setembro ou outubro de 2006, quando Miuccia Prada comoveu fashionistas do mundo inteiro com sua coleção para o verão 2007, de micro vestidos – ou seriam maxi camisetas e blusas? – e mochilas gigantes nas costas. Ontem, no terceiro dia da semana de moda masculina, algo muito similar aconteceu no desfile de Raf Simons.

A inspiração de Simons foi os mochileiros, aquele grupo de pessoas que roda o mundo apenas com uma mochila nas costas. Mas claro que tudo sobre a visão na clichê do estilistas belga. Teve até um conceito de “sair de casa” na geração internet. Quando muitos parecem viver somente no mundo virtual, Simons faz um apelo para desligar os computadores e ver o mundo com seus próprios olhos. Daí a idéia dos mochileiros viajantes.

Os mochilões nas costas, os micro shorts, as vezes com camada dupla e em cores diferentes, as botas inspiradas nas papetes e sandálias típica de qualquer mochileiro, tudo veio reconfigurado para um homem moderno sem medo de quebrar tabus e convenções. Enquanto a barra dos shorts sobem para cima da meia cocha, ou ganham volumes bufantes, o comprimento das camisetas e maxipulls, malhas e parkas se alongas as vezes até o joelho, ou até meia cocha. Tudo ainda com boa pesquisa e utilização de tecidos tecnológicos.

Gostei de ver Simons passando para o que parece ser uma nova fase. Antes, ele vinha seguindo uma linha mais minimalista, bem parecido com o trabalho que faz na Jil Sander, com bastante peças clássicas, mas ainda sim bem moderno. Agora ele toma rumos mais casuais e de certo modo mais agressivo. Mais voltado para o sportwear, experimenta mais com proporções e tecidos, dando uma linguagem mais contemporânea e descolada para suas roupas.

DIA DE ALFAIATARIA

. DESFILES ., Comme des Garçons, Junya Watanabe, Kris van Assche, Moda Masculina, Verão 2008 No Comments »

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Fotos por Marcio Madeira

 No segundo dia da semana de moda de Paris a alfaiataria foi o ponto de encontro – ou seria partida? Acho que mais partida… – dos três melhores desfiles do dia. Rei Kawakubo, na Comme des Garçons, Junya Watanabe e Kris van Assche apresentaram sobres leituras, ou melhor, releituras de peças clássicas do guarda roupa masculino. Algo em comum? As calças curtas, tipo pula-brejo, com barra um pouco acima do tornozelo. A peça, que deu sinal de vida já nas coleções do verão passado (2007), agora vem com tudo e em todas as coleções apresentadas até agora, tanto em Milão como em Paris. Efeito Thom Brown – um dos primeiros estilistas à subir as barras das calças dos ternos, fazendo disto sua assinatura. Será que pega? Se alguns looks já ficam “estranhos” na passarela, na vida real acredito que será mais complicado, mas não impossível. Já tem até foto no The Sartorialist.

Na Comme des Garçons, a sobreposição de camadas foi o ponto alto da coleção. Algumas reais e outras ilusórias. O que parecia três balzers ou camisas sobrepostos, em tamanhos crescentes, na verdade era uma peça só. No fundo era Rei Kawakubo mostrando o que faz melhor, e o que, em parte, deu sucesso ao seu nome: brincar com proporções. A diferença é que agora são três proporções num look só, que no final vira uma proporção única, por si só. Interessante também notar a coordenação de estampas e cores, principalmente os xadrezes e listrados mais para o fim do desfile. Algo que parece impossível no dia-a-dia, acaba funcionando super na passarela, com diferentes cores e padronagens de xadrez sobrepostas.

Já para Junya Watanabe a alfaitaria ganhe versão regionalista, com ternos ou apenas blazers e bermudas mais ajustados ao corpo, lembrando muito a silhueta de trabalhadores rurais do passado. As vezes bem “jeca”, como dizem por ai ainda, com bermuda de alfaiataria com cintura bem alta, blazer com mangas mais curtas que o normal, e meia três quartos toda puxada para cima. O interessante aqui é o trabalho de tecidos, alguns com aspectos de amassados e velhos. Diz que algumas camisas eram da Brooks Brothers, mas que passaram por um intenso processo de lavagem até ficarem com cara de encolhida e bem desgastada.

Kris van Assche sempre fez da alfaiataria um dos pontos altos de seu trabalho. Em seu sexto desfile Kris experimenta com novas proporções, sempre com bastante referências ao sportwear – outra característica de seu trabalho. Ajustando ou soltando algumas peças, Kris mantém-se fiell ao seu estilo, mas não injeta muito novidade nesta coleção. Quase sempre nos tons de cinza, mistura também sintéticos com naturais. Vale lembrar, que Kris van Assche é o novo nome por trás da criação da Dior Homme, depois que Hedi Slimane deixou o posto. Vamos ver o que nos espera lá.

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