Marni

. DESFILES ., Marni, Milão, Verão 2008 No Comments »

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Já faz umas duas estações que a Marni vem apostando em matérias tecnológicos, de aparência plástica e brilhante. O verão 2008 da marca, não foi diferente. Ou melhor, foi sim, já que tais matérias assumiram uma posição menos chocante do que antes, sendo usados de forma muito mais elegante e sofisticada junto com outros tecidos mais finos, sempre em cores marcantes – verde água, tons de azul, roxo, mostarda, cinzas, marrons, amarelo e até um pouco de laranja bem forte.

A silhueta, apesar de mais afastada do corpo é sempre bem “body conscious”, ou seja, segue sempre as linhas do corpo. Os matérias sintéticos, com apelo mais futurístico aparecem na coleção sobre forma de bons vestidos/túnicas bem quadradões, sem marcar muito o corpo. Essa silhueta continua quase que intocável mesmo quando o look é composto por duas peças, com saias bem quadradas (na maioria em tecidos tecnológicos) e blusas mais retas também.

Consuelo Castiglioni, estilista da marca, é a responsável por levar a marca de uma posição vista como mais alternativa para o mainstream não só da moda italiana como de todo planeta fashion. O verão 2007 da marca foi considerado uma das melhoras coleções da temporada, fazendo excelente uso do sportwear e já de matérias tecnológicos. Estes vieram a ganhar ainda mais força na coleção passada (inverno 2007/08), e agora ganham ares mais harmoniosos e menos chocantes. Prova de que Castiglioni continua no caminho certo, sem perder a mão e cair em clichês comerciais.

Not so quiet revolution

. DESFILES ., Jil Sander, Milão, Raf Simons, Verão 2008 1 Comment »

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Ok, o desfile da Prada é sempre o que causa mais frisson durante a semana de Milão, mas para mim, o maior destaque de ontem foi a coleção para o verão 2008 da Jil Sander, assinada pelo estilista belga Raf Simons. Para quem não sabe, Simons assumiu o posto de diretor de criação da marca há dois anos atrás, ficando responsável por reinventar a clássica silhueta minimalista assim como a famosa alfaiataria da marca. E até então, o estilista vêm mostrando sucesso em sua tarefa, re-erguendo o status da grife, para uma das mais prestigiadas dos dias de hoje.

Sem cair em clichês minimalistas dos anos 90, Simons tem conseguido modernizar itens clássicos da marca, assim como a própria silhueta Jil Sander, sem perder por completo a assinatura e características essenciais da grife. “A quiet revolution”, como foi publicado na i-D, é o melhor termo para definir com o belga vem fazendo com a Jil Sander.

Para o verão 2008 essa “revolução silenciosa”, não foi tão silenciosa assim. Simons parece dar uma alavancada com essa coleção, experimentando com novas formas, proporções e cores para além da monocromia minimalista que marcou a grife na década passada. Qualquer um mais interessado em moda sabe do bom e velho truque de proporção: justo em baixo, solto e compridinho em cima e vice versa.

Simons usa e abusa deste recurso com expertise. Encolhendo os clássicos blazers Jil Sander até virarem boleros sobre blusas justas e alongadas até os quadris, com calças mais soltas e amplas. Ou alongando a parte de cima ou deixando-as bem fluídas sobre calças ultra justas. Os vestidos também são ponto forte da coleção. Cheio de camadas de tecidos leves, Simon também brinca com transparências, revelando algumas partes do corpo de forma sensual e totalmente nova para a mulher Jil Sander.

Prada

. DESFILES ., Milão, Prada, Verão 2008 No Comments »

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Conversando uma vez com um amigo Dj, ele me contou que quando se está tocando chega uma hora em que você se vê sem saída. A música cresceu tanto que não há mais para onde ir, senão quebrar – meio que drasticamente – o ritmo acelerado. E foi mais ou menos – numa comparação bem porca – o que aconteceu no desfile da Prada, ontem em Milão.

Miuccia Prada sempre apresentou coleções fortes, sempre causando impacto e até agressivas de certo modo. Porém, o verão 2008 foi a coleção responsável por quebra toda essa força – não que está coleção não seja boa e cheia de significados e interpretações, tão característicos nos trabalhos desta estilistas. Agora, o tom é mais calmo, quase que bucólico, retomando fundamentos da Art Noveu, com um quê meio anos 70.

Aquela estética pijamas da coleção masculina continua, principalmente nos looks de tricô mais ajustados ao corpo, às vezes até me macacões. Mas o que chama atenção de verdade são as formas curvilíneas, a maciez e leveza dos tecidos, assim como suas transparências – que junto com recortes arredondados traziam ares eróticos para a coleção. As cores também eram suaves, com muitos tons de verde, azul e cinza. Estampas de flores, fadas e outros temas naturais remetiam à ilustrações de contos de fada. Enquanto outras mais corridas, como os xadrezes ficavam responsáveis por trazer referências da década de 70.

Apesar de mais leve e suave do que as últimas coleções, Prada continua a explorar um lado menos comercial da moda, trabalhando com estéticas consideradas feias, com o estranho e com proporções que nem sempre são consideradas as que mais favorecem o corpo feminino. Tudo isso devido a complexa visão que a estilista tem sobre a mulher e toda a feminilidade nos dias de hoje.

Rapidinhas de Milão

. DESFILES ., Alesssando Dell'Aqua, Burberry, D&G, Gianfranco Ferré, Giorgio Armani, Milão, Verão 2008 No Comments »

Depois da semana de Londres, vem a de Milão. Acho que isso todo mundo já sabe… Enfim, a terceira etapa da temporada de moda começou no fim de semana bem pianinho e só foi ganhar força ontem (24/09). Até então nada de muito extraordinário, nem novo. Mas mesmo assim boas coleções, como coleção nipônica-sensual-moderna de Alessandro Dell’Aqua. Fazendo bom uso de elementos típicos japoneses, como os quimonos e obis (aquelas faixas largas na cintura) e de materiais mais sintéticos como vinil e borracha junto com outros mais clássicos e finos, como plumas, forros de tule, organza e chiffon.

Apostando numa silhueta mais próxima ao corpo – bem anos 90 -, assim como Dell’Aqua, Christopher Bailey, para Burberry, apresentou uma das coleção mais sensuais da marca até os dias de hoje. Com um leve toque de rock’n’roll, Bailey apresenta uma coleção chique, porém com ares de rebeldia. A peça chave da coleção – e do verão 2008 também – são os vestidos, aqui em sua maioria de chiffon, alguns em tiras, sempre com a cintura marcada e com meias pretas e sandálias plataformas da mesma cor. Os trenches vêm em menos quantidades e mais leves, e com aplicações de tecidos nos ombros, dando mais volume para região.

Plumas e passamanarinas trazem ainda mais ares de sofisticação para a coleção, assim como os looks pretos brilhantes – parecem maxi paetês nos vestidos – do final. Os coloridões, em azul e roxo já se aproximam um pouco mais da estética apresentada na coleção masculina.

E se a silhueta se ajusou para Bailey e Dell’Aqua, para Stefano Gabbana e Domenico Dolce, veio bem solta para o verão 2008 da D&G. Depois de algumas coleções com temas mais futurísticos e tecnológicos, a dupla opta por uma lado mais natural, com uma estética bem hippies. Não faltaram estampas florais, patches, jeans, couro, bababos, quase sempre em proporções bem afastadas do corpo, bem confortável. Claro que a coleção traz alguns looks mais sexys e sofisticados, como os looks com couro do começo de desfile, as peles e as peças em tons de bronze, afinal ainda é D&G.

Outro que apostou em formas mais soltas e fluídas foi Giorgio Armani. Olhando para o sul da Itália o estilista apresenta muitas bermudas e saias sempre mais soltas, com pequenos laços nas laterais, com topos ora mais próximos ao corpo ora mais soltos. No fim foram os tops que mais variaram, uma vez que as bermudas e saias eram quase sempre iguais, com sutis diferenças na modelagem, cor ou comprimento. Desde regatinhas de malha com aplicações de cristais, até jaquetas acinturadas, casacos desestruturados e mini blazers.

No meio do caminho entra uma silhueta mais justa e outra mais folgada – se bem que tendendo mais para esta última – ficou a coleção de Gianfranco Ferré. Para quem não sabe o “arquiteto da moda” (como Ferré era conhecido) faleceu em junho deste ano. Assim, que assinou a coleção para o verão 2008 foi a equipe de criação que já trabalhava com o estilista. Porém, daqui para frente, segundo o WWD, quem assumirá o posto de direção de criação é Lars Nilsson.

O verão 2008, apesar de não desapontar, não vem no bom e velho estilo Ferré. Ao invés dos looks mais estruturados, quase que esculturais, formas mais soltas, fluídas, tudo bem confortável. O que permanece do estilo original de Gianfranco Ferré são os elementos do guarda roupa masculino, mas ainda assim longe do que o próprio estilista costumava apresentar.

Coluna de segunda no BlogView

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Já está lá no BlogView, minha coluna desta segunda. E super dançante (ai, que medo)! É que o assunto de hoje foi o tecktonik, um tipo de dança que já dominou a frança e agora está começando a invandir a Inglaterra também. Quer saber mais? Vai lá no BlogView, tem até vídeo do povo dançando.

Já viu a capa do site do SPFW?

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É essa ai da foto do lado. Com chamada para matéria bem legal sobre blogs de moda e seu crescimento aqui no Brasil. Quem escreveu foi Duda Schneider com o Matheus Evangelista, que indicam alguns dos blogs nacionais mais interessantes. Vale a pena dar uma olhada.

O funeral de New Orleans

. NOTAS ., Aitor Throup No Comments »

Ontem falei do desfile de Aitor Throup, um dos integrantes do projeto MAN. Mas só fui descobrir hoje que seu desfile/coleção foi concebido em parceria com o SHOWstudio, que vez um vídeo incrível, deixando ainda mais claro toda a visão política que sempre permeia os trabalho do estilista. A funcionalidade – outra característica marcante de Aitor Throup – também ganha mais clareza, à medida que é mostrado exatamente como funciona.

O vídeo foi exibido junto com o desfile, intitulado “The Funeral of New Orleans”, e, ao som da marcha fúnebre de Nova Orleans, contava a história de cinco músicos e suas lutas para sobreviverem às devastações causadas pelo furacão Katrina. Uma luta onde além de protegerem à si mesmos, protegem também seus instrumentos.

Como já mencionei no posto anterior, os looks – quase idênticos uns aos outros – só de diferenciavam pelos ombros e golas, que ganhavam peças destacáveis, para proteção contra condições climáticas extremas. E estas mesmas peças, quandos destacada, servia para proteger os instrumentos, encapando-os por completo através de um engenhoso sistema de zíperes.

MAN - o masculino do Fashion East

. DESFILES ., Aitor Throup, Cassete Playa, Kim Jones, London Fahsion Week, MAN, TopMan, Verão 2008 No Comments »

Aconteceu ontem, no último dia da London Fashion Week, o desfile do projeto MAN, uma iniciativa do Fahsion East e da loja de moda masculina TopMan. É como se fosse a versão masculina das apresentações do Fashion East – só que ao meu ver, foram bem melhores. Afinal, é na moda masculina onde novos e talentoso estilistas encontram mais espaço para experimentações, e, por que não, inovações.

Quem abriu o desfile foi o estilista Kim Jones. Conhecido pela seus looks causais refinados – num perfeito hibridismo entre esporte e alfaiataria -, Jones desfilou pela primeira vez em 2003 na LFW, se apresentando depois nas semanas de Paris e NY. Foi ele o responsável por dar um ar mais fashion para a marca de sportwear Umbro, com sua linha Umbro by Kim Jones. Agora, como integrante do projeto MAN, Jones apresenta sua segunda linha, KY by Kim Jones, destinada à um público mais amplo que sua linha principal.

Todo em tons neutros e suaves, com muito branco, cinza, cáqui, e de silhueta levemente mais ajustada ao corpo, o verão 2008 da KY segue bem a linha da marca principal de Kim Jones. Embora mais comercial (entenda-se simples) e mais casual, a segunda linha apresenta boas peças de alfaiataria remodeladas, com penses deslocadas, proporções reajustadas e algumas desconstruções.

Em seguida foi a fez de Carrie Mundane, com sua marca Cassete Playa, numa coleção totalmente oposta a de Kim Jones. Sem muitas novidades na coleção, o verão segue no estilo divertido e descompromissado de Carrie, cheio de estampas que remetem à desenhos animados, imagens pixeladas, simbolismo, universo digital e até à um certo quê de arte tribal. Tudo no melhor street-style-gangsta-hip-hop, com muitas cores, proporções oversized e diversão.

E depois de uma explosão de cores, ares mais sóbrios voltam com o desfile de Aitor Throup. Já falei dele aqui e o Sylvain também já falou deste talentoso estilista aficionado pela anatomia do corpo humando, refletindo isso em peças incríveis e cheias de funcionalidades. Não é à toa que as principais revistas de moda masculina já o apontam como uma dos principais criadores deste segmento.

Ao invés de modelos reais (humanos), bonecos de tela branca, suspensos no ar como se fossem marionetes. As roupas, com fortes referências militares – fato super recorrente nas criações de Aitor -, ganham destaques pelo trabalho de alfaiataria. Moderna, precisa e com reconstruções super “fashion forward”. Os blazer vinham em comprimentos mais curtos, ou com ombros ou golas mais estruturadas ou volumosas. As calças, ora mais largas – lembrando as de Kris Van Asche para Dior Homme – ora mais curtas, apresentavam uma espécie de sapatilha embutida, ou ganhavam modelagens dhoti – mais largo na coxa e ajustado do joelho para baixo. O único porém, é que os bonecos acabou prejudicando o caimento das roupas.

E para finalizar aconteceu o desfile da própria TopMan, bem casual, leve, solto, esportivo e com toques de alfaiataria, mas sempre bem descontraído. Shortinhos e mais shortinhos (adoro!!!), com camisas ou camisetas sempre bem soltinhas, com cardigans de proporções mais alongadas, parkas ou balzers, tanto mais curtos como no comprimento convencional. Boa coleção, com certa informação de moda, visão moderna da moda masculina ainda que sem acrescentar muita novidade, e prontas para a loja.

Fashion East

. DESFILES ., Dr Noki, Fashion East, Henry Holland, London Fahsion Week, Louise Gray, Verão 2008 1 Comment »

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O Fashion East, iniciativa que tem como principal objetivo descobrir e lançar novos talentos no Reino Unido, vem cumprindo seu trabalho muito bem. Foi desta incubadora que saíram nomes como Gareth Pugh, Danielle Scutt, Louise Goldin e Richard Nicoll. Todos estes importantes e novos nomes agora já desfilam por conta própria, como integrantes individuais da London Fashion Week. Deixando o projeto em busca de talentos ainda mais novos.

Busca essa que não pareceu tão bem sucedida no desfile para o verão 2008. Não que os três atuais integrantes do projeto não possuam talentos, mas agora não foram capazes de injetar tanta novidade no mercado. Quem mais mostrou evolução ali foi Henyr Holland. Ele ficou conhecido com suas camisetas com estampas de rimas com nomes da moda (Uhuu Gareth Pugh, “Do me daily, Christopher Bailey”, lembra?). Agora, Henry vai adiante mostrando que é muito mais do que um camiseteiro.

Num estilo super fim de anos 80 e começo de 90 o estilista aposta pesado no couro, com muitas jaquetas tipo motqueiro, de preferências com taxas na lapela, gola, punhos ou até na peça inteira. Estampas de tigre em tons ácidos, silhueta ultra skinny e muita atitude punk.

Atitude essa que também apareceu no desfile de Dr. Noki, só que de forma muito mais literal e com muito mais apelo político. Sem muitas novidades, o estilista chama atenção para o ótimo trabalho de reciclagem de peças e desconstruções bem no estilo punk.

Diferente dos dois, Louise Gray, apresenta uma coleção mais calma, sem muita extravagância. Seu verão 2008 consiste basicamente em vestidinhos de chiffon coloridos, bem crus, decorados com diferentes materiais, de blocos de post-it à fios de telefones, que no fim acabam trazendo um ar meio étnico para os adorno.

British Romance

. DESFILES ., Gile, Nathan Jenden, Richard Nicoll No Comments »

Como a maioria já deve saber, junto com a semana de Londres teve início a exibição, “The Golden Age of Couture”, no Victoria and Albert Museum, com looks de alta costura do período do pós-guerra. Em seu blog, Cathy Horyn, editora do NY, escreveu que parece existir uma certa influência de tal exposição com algumas das coleções apresentadas nesta semana. E acabo concordando com ela.

Depois de duas temporadas onde toda agressividade dos anos 80, com toda sua extravagância e exageros, o verão 2008 vem bem mais calmo, suave e romântico. Até mesmo os estilistas que investiram em looks mais masculinos, com muita alfaiataria o fizeram de forma mais delicada e feminina. Basta olharmos para a coleção de Paul Smith, que além de suas clássicas camisas, calça pregueadas, apresentou peças leves, em tons de rosa, vermelho, tudo de forma bem feminina.

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Outro exemplo foi Richard Nicoll, numa das melhores coleção desta temporada. Dando continuidade a seu trabalho de misturar elementos masculinos com femininos, principalmente com alfaiataria e camisaria, Nicoll trabalha bem com camadas e transparências em seu verão 2008. Num look meio Amish sofisticado, o estilista australiano faz uso de matérias leves como chiffon e organza para dar toques de delicadeza e leveza nos seus looks de silhueta solta, lembrando muito os trabalhos dos estilistas japoneses na década 80. Camisas de chiffon, com lenços que se assemelham à gravatas, com blazer todo desestruturado e calça de organza e saias plissadas, ou com várias camadas junto com blusas de ombros estruturados evocam elementos masculinos, mas sempre submetidos à um forte romantismo.

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Este também foi o clima na coleção de Giles Deacon. Já nos primeiros looks mais sóbrios, em preto e cinza, Giles começa dar sinais de romantismo, com volumes arredondados e estampas de rosas. Aos poucos alguns laços vão ganhando espaço, até chegar nos vestidos brancos, com saia volumosa e estampa de Bambi sangarando – ok, isso não tem muito romantismo, mas contribuiu para manter a coleção fiel ao universo do estilista. Dai para frente, com os looks em tons de rosa, lilás e até verdes, marrom e cinzas, quase sempre com saias volumosas, forradas por camadas de tule, babados, plissados e adornos feitos de tecido recordado só contribuíram para dar ainda mais romantismo para a coleção. O interessante é notar como o estilista consegue dar romance para suas criações de forma moderna, sem deixar seu estilo de lado e cair em clichês.

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Outro que soube fazer isto muito bem foi Nathan Jenden, só que de modo muito mais maximalista e exagerado do que Deacon. Nathan, que também responde pela direção de criação de Diane Von Furstenberg teve o hibridismo entre a moda americana – onde mora e trabalha desde 1999 – como uma forte característica de seu trabalho. Porém, para o verão 2008, suas raízes britânicas falaram mais alto. Tão alto quanto os enormes volumes nas saias balonês ou forradas por camadas e mais camadas de tules, os infinitos babados, plissados, fuxicos e laços.

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