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Ok, o desfile da Prada é sempre o que causa mais frisson durante a semana de Milão, mas para mim, o maior destaque de ontem foi a coleção para o verão 2008 da Jil Sander, assinada pelo estilista belga Raf Simons. Para quem não sabe, Simons assumiu o posto de diretor de criação da marca há dois anos atrás, ficando responsável por reinventar a clássica silhueta minimalista assim como a famosa alfaiataria da marca. E até então, o estilista vêm mostrando sucesso em sua tarefa, re-erguendo o status da grife, para uma das mais prestigiadas dos dias de hoje.
Sem cair em clichês minimalistas dos anos 90, Simons tem conseguido modernizar itens clássicos da marca, assim como a própria silhueta Jil Sander, sem perder por completo a assinatura e características essenciais da grife. “A quiet revolution”, como foi publicado na i-D, é o melhor termo para definir com o belga vem fazendo com a Jil Sander.
Para o verão 2008 essa “revolução silenciosa”, não foi tão silenciosa assim. Simons parece dar uma alavancada com essa coleção, experimentando com novas formas, proporções e cores para além da monocromia minimalista que marcou a grife na década passada. Qualquer um mais interessado em moda sabe do bom e velho truque de proporção: justo em baixo, solto e compridinho em cima e vice versa.
Simons usa e abusa deste recurso com expertise. Encolhendo os clássicos blazers Jil Sander até virarem boleros sobre blusas justas e alongadas até os quadris, com calças mais soltas e amplas. Ou alongando a parte de cima ou deixando-as bem fluídas sobre calças ultra justas. Os vestidos também são ponto forte da coleção. Cheio de camadas de tecidos leves, Simon também brinca com transparências, revelando algumas partes do corpo de forma sensual e totalmente nova para a mulher Jil Sander.
September 26th, 2007 at 7:57 pm
amei o post! textinho incrível e super didático! ameeeeeei! =)