Entre o masculino e feminino em Paris
. DESFILES ., Benhard Wilhem, Dior, Kris van Assche, Rick Owens, Verão 2008, Yohji Yamamoto Add comments[slideshow 144115188087806464]
Reta final para a temporada de moda do verão 2008. Domingo começou a semana de moda de Paris, uma das mais esperadas do calendário internacional. No primeiro quem teve destaque foi o desfile/instalação de Benhard Whilhem, com suas modelos maquiadas como se fossem manequins vestindo suas roupas sempre bem coloridas e com um quê lúdico.
Teve também a elegância e extrema sofisticação avant garde de Rick Owens. Depois de um inverno de formas soltas, muitas camadas, o estilista californiano opta por um verão mais estruturado. Mas não pense em tecidos duros e rígidos. Owens mostra excelência ao estruturar e dar formas – que chegam até a desconfigurar a silhueta feminina – à tecidos finos e leves. Os drapeados também merecem destaque, desde o vestido que abre o desfile até as calças com cavalo mais baixo. Tudo em branco e preto. Começando com os brancos lisos, passando para looks listrados e terminando com os negros.
No segundo dia de desfiles teve o tão esperado desfile da Dior, por John Galliano. E algo parecido com o que aconteceu na Prada, foi visto neste desfile da grife francesa. Depois de um inverno ultra fashion, com looks extremamente trabalhos e decorados – já prenunciando o que estava por fim no desfile de alta costura -, de uma comemoração de 60 anos da marca no palácio de Versailles e de uma das melhores cruise collections da temporada, foi mais do que compreendido que Galliano deixa-se as odes ao New Look de lado e aclama-se um pouco os ânimos.
Assim, o verão 2008 da Dior vem bem mais simples e bem mais comercial que a coleção passada. Mas mais do que simplicidade, o que chama mais atenção nesta coleção, é que ela vem bem mais Galliano do que Dior. Já fazia umas boas duas coleções onde o nome do grande estilista que dá nome a casa falava mais alto nas passarelas de Paris. Agora, depois de tanta comemoração em seu nome, vemos Galliano dando o tom para o desfile, e no seu melhor e mais elegante estilo.
Dos clássicos vestidos em viés, às calças de alfaiataria e aos looks com referências ao japonismo – lembra da coleção do Madame Butterfly? -, Galliano revisita suas peças chaves, viajando entre fins da década de 20 e e anos 40, o que tornou impossível não ver Marlene Dietrich na coleção. A atriz, musa do estilista, foi ponto de partida para vários looks, principalmente os mais andróginos ternos e fraques, sempre dotados de extrema elegância e sofisticação.
A androginia também foi ponto alto – de novo - no desfile de Yohji Yamamoto, com destaques para os vários macacões e os incríveis vestidos drapeados, volumosos ou soltos sobre o corpo, quase sempre com uma jaqueta ou blazer desconstruído.
A alfaiataria também aparece como elemento importante na coleção de Kris Van Asche – já cansei de falar que ele é o substituto de Hedi Slimane na Dior Homme. Com o mesmo fundamentos do masculino, onde já é nome de peso, Van Asche traz influência mexicanas – vide as estampas gráficas e as saias longas, num estilo meio faroeste -, mas são os elementos da alfaiataria masculina que ganham mas destaques. Diferente da Dior, aqui eles ganham ares mais esportivos, aparecendo de forma mais despojada e leve
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