Pense Moda - Gareth Pugh

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Foto por Fernanda Resende

Hoje também foi o dia em que o novo enfant terrible, o estilista inglês Gareth Pugh, apresentou sua palestra no Pense Moda. Acho que todo mundo já ouviu falar sobre este novo designer, que se tornou um dos principais nomes da moda britânica, e até um dos principais novos talentos da moda como um todo. Mas se você por acaso nunca ouviu falar, ou está com a memória falha, tem mais sobre ele aqui.

Em meio que um bate-papo com Camila Yahn, a idealizadora do Pense Moda, Pugh contou como começou sua carreira, como que foi sua entrada no meio da moda, formação, inspiração e tudo mais. Bem legal os comentários feitos por ele, que mostram que também lá (em Londres, para um estudante da Saint Martin, uma das mais conceituadas faculdades de moda do mundo) acontece a frustração dos estudantes ao se formarem.

Ouvi muito por aqui estudantes de moda que ao se formarem se depararam com um mundo totalmente desestimulante, competitivo e com perspectivas de crescimento muito restritas. E foi justamente isso o que Pugh disse ter passado logo que saiu da faculdade.

Outro ponto interessante tocado por ele, foi como o ambiente que em que ele vive é de extrema importância para seu trabalho e processo criativo. Os mais antenados no mundo da moda, sabe que Pugh é freqüentador assíduo – e meio que um dos fundadores – da festa Boom Box, onde aparecem algumas das montações (dress ups) mais incríveis dos últimos tempos.

Não que suas inspirações ou temas de coleções venham de looks das pessoas excêntricas que freqüentam a festa, mas que o convívio com tais pessoas e em tal ambiente, é sem duvido alguma muito inspirador, e para qualquer pessoa como ele mesmo disse.

Antes da Boom Box, o grande fenômeno “clubber” da noite Londrina era a Cash Point, onde a cada fim de semana de moda de Londres, aconteciam os Vogue Balls, com espécie de desfiles não só de freqüentadores montados, como também de novos estilistas que ainda não tinha estrutura para montar uma coleção completa e se apresentar num grande evento de moda.

E Gareth Pugh foi um desses estilistas que lá se apresentaram e acabou caindo – e não à toa – nas graças de jornalistas e editores de moda que também freqüentavam a festa, entre eles, Nicola Formichetti, editor de moda da revista Dazed and Confused, um dos editores que mais apoiou este jovem estilista (foi nessa mesma revista que saiu o primeiro editorial com roupas de Gareth Pugh).

Pugh ainda falou sobre sua parceria com o Rick Owens, que o apóia dando estrutura para fabricação de produtos – a mesma fábrica que produz as roupas de Ownes, produz a de Pugh – e também vendendo as coleções de Gareth em sua loja em Paris.

O estilista, em resposta à pergunta de Lilian Pacce, diz que suas coleções estão longe de sem comerciais, e de fato estão mesmo. O que acontece, é que como o estilista começou recentemente à vender mais produtos, surgiu a necessidade – por demanda de consumidores mesmo – de peças mais usáveis e menos fantasiosas. Mas mesmo assim, estão longe de serem consideradas peças comerciais.

Ainda bem, porque, como disse Jackson Araújo em sua pergunta ao estilista, em tempos onde quase tudo na moda segue uma fórmula pasteurizada, sobressai aquilo que é diferente, com um quê de unicidade.

One Response to “Pense Moda - Gareth Pugh”

  1. Danny Says:

    oi fashionista, tenho um blog nuevo! comenta la! http://vamosapimentar.blogspot.com/ bjo

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