E diz que a Topshop – será que ela vem para o Brasil mesmo? - já está preparando uma lista de colaboradores para o ano que vem. Já em janeiro a loja fast-fashion irá lançar duas coleções limitadas assindas pelos estilistas britânicos Jonathan Saunders e Louise Goldin. A linha de Saunder vai vir cheias de blusas e vestidos em jersey, na sua maioria em cinza e preto, decorados com sua clássicas estampas geométricas em vermelho e turquesa. Já na de Goldin o foco vai ser em vestidos de tricô em tons claros de azul, vermelho e laranja.
Looks de Jonathan Saunders e Louise Goldin, ambos verão 2008
Vale lembrar que a Topshop é um dos principais patrocinadores de talentos (alguns super novos) da moda inglesa. É ela que banca boa parte dos desfiles de Gareth Pugh, Christopher Kane, Mairos Schwab e todos os outros integrantes do projeto New Generation.
Na próxima temporada de desfiles, Jonathan Saunders abandona as passarelas da London Fashion Week, para apresentar sua coleção na semana de moda de Nova Iorque. Mas segundo porta-voz da Topshop, a marca continuará patrocinando o estilista, mesmo com ele desfilando do outro lado do atlântico.
Diz também que durante e semana de moda de Londres, a Topshop vai lançar ainda mais coleções limitadas de estilitas hypados da Inglaterra, como Christopher Kane, Marios Schwab, Todd Lynn e Richard Nicoll.
Capa da última coletânea, a Kitsuné BoomBox
Maison Kitsuné Compilation 5. É a nova coletânea do selo francês Kitsuné. Para quem não sabe a Maison Kitsuné é um coletivo de moda e principalmente música, criado por Masaya Kuroki, Patrick Lacey, Gildas Loaec, Benjamin Reichen, Kajsa Stahl and Maki Suzuki.
O selo é responsável por lançar alguns dos principias da cena eletrônica atual. Boys Noize, Gossip, Rex The Dog, Simian Mobile Disco e Digitalism são apenas alguns deles.
Todo ano a Kitsuné lança uma coletânea, sempre cheio de hypes e remixes incríveis das melhores músicas, bandas e djs do momento. A Compilation 5, não é diferente. Num line-up que mistura chicosidades, bafos e muita novidade.
O track list conta com a nova de Fischer Spooner, The Best Revenge - já do seu novo álbum -, um remix bem legal de Homecoming, dos Teenagers, pelos Gentlemen Drivers, M.I.A, Does It Offend You Yah, com Let’s Make Out, Pin Me Down, Big Face e até um remix do CSS (Cansei de Ser Sexy) para Fuck Friend, do Bitchee Bitchee Ya Ya Ya. Resumindo, está muito bom! Corre fazer o download que já vazou na internet!
Segundo matéria publicada no jornal The Guardian, o diretor britânico, Ridley Scott pretende fazer um filme sobre a ascensão e queda da dinastia de moda da família Gucci. O filme irá abordar a história glamourosa, e ao mesmo tempo conturbada, da família no auge do sucesso da marca entre as décadas de 70 e 80.
Os membros da família, apesar de não possuírem mais autoridade sobre a marca – sob o comando do grupo PPR desde 2004 – não gostaram nada da idéia. Acham que o filme vai se focar no lado “negro” da família e na fase em que a Gucci ainda era administrada por membros familiares.
Ainda segundo o jornal, diz que o enredo do filme irá se concentrar em Maurizio Gucci, o último membro da família à administrar a grife, e assassinado à mando de sua esposa, Patrizia Reggiani, em 1995.
Se rolar mesmo, o filme tem tudo para ser super interessante, já que Ridley Scott é excelente diretor e a história da Gucci é uma das mais fascinantes do mundo da moda, “justamente por envolver elementos como prestígio, poder, intrigas, cifras bilionárias, vaidade, beleza, consumo e até mesmo morte” (Dicionário da Moda, por Marco Sabino).
Um pouco de história
A Gucci foi fundada em 1921 por Guccio Gucci (já dá para saber de onde vem o logo da marca, né?) em Florença, após voltar de Londres onde, trabalhando no Hotel Savoy, perceber a crescente necessidade e uso de malas e valises de luxo utilizadas por viajantes de elite.
Assim em 1921, em Florença, abriu-se a primeira loja Gucci, que logo ganhou novos pontos: primeiro em Roma, em 1938, em Milão, em 1949 e em 1960 já vendia em cidades como Paris, Tóquio, Chicago e Hong Kong.
Já na década de 50 celebridades Sofia Loren, Ingrid Bergman, John Kennedy e sua então esposa Jaqueline Kennedy eram alguns dos fiéis clientes da marca. Eram constantemente fotografados portando artigos clássicos da marca, como a bolsa com alça de bambu ou o mocassim com bridão.
Os membros da família Gucci, em sua maioria, sempre tiveram envolvidos com os negócios da empresa, causando muitas disputas e intrigas internas. Sucedendo o fundador Guccio, veio Aldo e em seguida Maurizio Gucci, os dois principais responsáveis pelo crescente sucesso da marca na década de 60 e também pela sua queda, já nos anos 80, devido a divergências familiares.
Em 1989, quando a imagem da marca começava a se deteriorar no mercado de luxo, Domenico Del Sole, funcionário de um dos escritórios de advocacia americanos que prestavam serviços à Gucci, foi indicado para moderar e buscar soluços para as divergências internas da empresa.
No mesmo período a Investcorp adquiriu 50% do capital da empresa com a saída de Aldo Gucci. Maurizzio, o último membro da família na marca, acabou vendendo sua parte das ações em 1993 por não se entender com o grupo de investidores. Com Maurizzio fora, a Gucci passou a ser liderada por Domenico Del Sole, que transferiu a sede da empresa de Milão para Casellina e nomeou Tom Ford – que já trabalhava na grife desde 1990 – diretor de criação.
Começava aí a nova fase da Gucci. Além do relançamento das bolsas com alças de bambu e dos mocassim com bridão, Tom Ford passou a assinar todas as coleções, escolher os fotógrafos, decidir o tema das campanhas e até escolher a arquitetura e decorações das lojas da grife.
Os rostos nas campanhas também mudaram. Audrey Hepburn e Grace Kelly deram lugar à Madonna e Tina Turner. As coleções cheias de sensualidade eram bem acolhidas pela imprensa especializadas e um investimento milionário em campanhas para lá de provocativas foi realizado. Vide as fotos de Mario Testino para a Gucci em 2000, produzidas pela agora editora de moda Vogue Paris, Carine Roitfeld.
Em 2000 a Gucci pertencia a um grupo de acionistas entre eles Bernard Arnault (dono do grupo de luxo LVMH – Louis Vuitton Moët Hennessy) e François Pinault (atual dono do grupo PPR). Embora Arnault quisesse aumentar suas ações para ter mais controle sobre a Gucci, Del Sole e Ford conseguiram privilegiar Pinault, que através de negociações meio que impostas, foi aumentando seu capital dentro da empresa até tornar-se o único proprietário da Gucci em 2004.
No mesmo ano, Del Sole e Ford saíram da empresa e Frida Gianini passou a responder pela direção de criação da marca.
Tem que ler o post que o Romeuuu escreveu na sexta (14/12), em seu blog Something to Talk About. Lá o super talento da internet e do jornalismo de moda fala da exaustiva repetição da Gisele Bündchen nos desfiles e campanha da Colcci. “Há seis temporadas (sim, seis) Gisele vem desfilando, posando e virando, a cada temporada, estrela da mesma marca. Tudo bem que ela vende milhões por coleção só pelo fato dela ser o rosto, corpo e alma da grife. Já ta ficando chato e cansativo. Afinal, tudo que é demais enjoa né não?”
É sim, quando mal usada. E disso Romeuuu bem sabe. Só para ilustrar ele deu exemplo da Kate Moss que estrela pela quinta vez a campanha da Longchamp. A marca “sabe usar bem a imagem da Kate dentro do conceito das coleções e cria a cada temporada uma imagem digna de dizer: tomara que ela continue!”, escreveu ele.
O que acontece aqui com a Gisele é bem diferente. Apesar dos bons fotógrafos e stylists chamados para as campanhas, a imagem da nossa super top não consegue ser bem aproveitada para dar um “up” na cara e estilo da Colcci. “Aqui no Brasil, a imagem que se tem da Colcci é uma marca jovem que deu uma reviravolta e que ficou stuck in a moment a partir da segunda temporada de Gisele como garota propaganda. Não estamos falando de coleção, mas de como anda a carruagem da imagem. Na ultima campanha, o que se viu foi uma busca por uma pose nova e infelizmente, uma vulgarização da imagem dela.”
A repetição, ou melhor, continuidade é um fator essencial para uma marca consolidar uma imagem, conceito, estilo e definir quem é seu público alvo. Acontece que essa continuidade não pode vir sem uma evolução, sem uma dose de novidade, nem que seja pequena. Senão acaba caindo em clichês e mesmices fashions, não?
E na Colcci é justamente essa novidade/evolução que está em falta. Quer dizer, como o Romeuuu mesmo já disse – e eu até citei acima -, esta evolução foi buscada de certo modo, o que resultou naqueles looks à lá funkeira que Gisele desfilou e na campanha que imprimia vulgar.
Todo mundo sabe que a Gisele vende, que 90% das pessoas que lotam a sala de desfile no Fashion Rio estão ali para ver a modelo e não a nova coleção da Colcci. E aposto que o mesmo acontece na hora que as consumidoras finais vão a loja. Querem o look da Gisele.
Enfim, concordo em gênero, número e grau com Romeuuu: “não adianta ter uma modelo internacional (precisa mesmo ser internacional e celebridade?)pra trazer $$$ pra marca, tem também que saber aproveitar ela pra criar imagens incriveis pra quem ta vendo.”
Com certeza os mais interados na internet (e moda também) já devem estar sabendo. A Zapping já está com seu blog no ar, e com bastante coisas super interessantes sobre arte, música, design, tecnologia e, é claro, moda.
No primeiro post de moda, Mauricio Ianês, o escolhido para comandar a marca, conta direitinho qual é o foco da grife a partir de agora. Lá ele diz ser curador da Zapping, já que a marca vai trabalhar com várias colaborações super legais, cabendo a ele escolher quem serão esses colaboradores. Maurício também conta um pouco do histórico da grife. “A marca tem um histórico bastante interessante e ousado, sempre vinculada aos movimentos de rua - que eu tanto gosto - com apresentações que quebraram muitos paradigmas da moda, e é para renovar esse espírito, trazê-lo pros dias de hoje, que eu entrei na equipe.”
“A idéia principal da marca é de aproximar o público da nossa criação, criar uma turma que gosta do que a gente gosta, que usa roupas pra se expressar e que conversa com o mundo através delas.”, explica. Lembra daquela história dos micro-grupos? Então, é bem isso.
Outra coisa legal que Mauricio contou, foi que os colaboradores não vão ser sempre ou necessariamente do meio da moda. Exemplo disso fica claro já na primeira colaboração, esta assinada pelos integrantes da banda Cansei de Ser Sexy (CSS).
E nunca duvidei, mas agora ficou ainda mais claro que a Zapping está voltando com tudo.
Resolvi fazer das sextas um dia de videoclipes. Pois é, estou me propondo aqui de toda sexta-feira postar algum clipe que seja fashion, moderno ou apenas interessante e legal. Não necessariamente clipes novos ou super conhecidos, basta ter algo de interessante ou fashion. Então se tiver alguma sugestão pode mandar para falecom@aboutfashion.com.br
E para começar hoje, videoclipe de “Let Me Know”, música do novo álbum da mais nova diva Fashion, Róisín Murphy (pronuncia-se “Rosheen”). Acho que todo mundo já viu, mas eu acho tão legal que resolvi inaugurar o ABOUT CLIPS com ele.
O figurino da cantora no filme é super moderno, começando com uma capa de plástico do estilista britânico Gareth Pugh, sobre capa com obreira de ninguém menos do que Martin Margiela.
Um post recomendação rapidinho em meio a muita correria. O filme de Julie Taymor, “Across the Universe”. Um musical só com músicas dos Beatles que conta a história de amor entre o inglês de Liverpool (qualquer semelhança com a banda britânica e seus integrantes não é mera coincidência), Jude (Jim Sturgess) e a estadunidense Lucy (Evan Rachel Wood).
Olha que eu não sou muito fã de musicais e também não sou muito chegado nas musicas dos Beatles (reconheço todo o mérito deles, respeito, mas não faz muito meu gosto) e adorei o filme. Tenho que concordar Stephen Holden, critico de cinema do New York Times: “Em algum momento no meio do filme, “Across the Universe” capturou meu coração e eu percebi que se apaixonar por um filme é como se apaixonar por uma pessoa. Imperfeições, embora brilhantes, se tornam encantadoras quando você se deixa levar.
Essa entrega é o tipo de compromisso que o Sra. Taymor, um verdadeiro crente na magia da arte, pede do público. E conforme o filme vai se intensificando, ela traz uma fantástica série de bonecos, máscaras e efeitos sinérgicos, que fazem você se sentir num estado emocional elevado”.
Ao todo são 33 músicas dos Beatles, sendo que só duas são instrumentais. As outras 31 foram todas re-gravadas e cantadas pelos próprios atores. E cada uma delas se encaixam perfeitamente no contexto da história tanto pessoal (dos personagens e também dos Beatles) quanto históricos (fim dos anos 60, protestos anti-guerra do Vietnã, movimento hippie, sexo, dorgas e rock’n’roll). O que só deixa ainda mais claro o quão atemporal e ao mesmo tempo atual são as músicas dos Beatles.
…escreveu o Prof. João Braga em seu livro Relfexões Sobre Moda I. E não é que é verdade? Não excesso no sentido de exagero, num look ou roupa muito detalhada, volumosa ou qualquer coisa de mais. Mas excesso no sentido de ter aparecido de mais, ou como diriam, ter virado “carne de vaca”, sabe?
E hoje isso faz super sentido, não é mesmo? O exemplo mais próximo e atual (ao meu ver) são as calças skinnies. Há mais ou menos um ano e meio atrás as calças skinnies começaram a ganhar espaço, sendo até então item indispensável para fashionistas, modernos e alguns grupos estéticos (extintas tribos) mais undergrounds. Algum tempo depois a calça foi ascendendo ao mainstream ganhando mais espaço em mais lojas e também mais consumidores.
No inverno deste ano a peça virou hit, aparecendo aos montes em absolutamente todas as lojas, até nas grandes magazines ou lojas de departamentos como C&A e Renner, grudando nas pernas de ainda mais gente. Hoje as peças continuam sendo sensação de muitas pessoas, apesar de sua morte anunciada. Não só fashionistas já começam a apostar em modelos mais soltinhos, como algumas lojas já começam a disponibilizar as tão faladas pantalonas em sua araras.
Coisa parecida já está começando à acontecer com os Raybans Wayfarer e com os lenços palestinos.
“Não entre 2008 com…
Óculos Ray Ban Wayfare - sugeri na semana passada mas volto atrás. Se
comprou, ok. Guarda aí ou dá pra uma prima do interior! E, se vc não
comprou, não compre. Estes óculos são muito “eu sou fashion“.
Lenço palestino - já deu, infelizmente. Guarda, é lindo.” Escreveu Alexandra Farah em sua última coluna no Glamurama.

Aí fiquei eu aqui pensando. Antes, mas bem antes mesmo, tipo começo do século passado e também bem antes disso lá pelo Renascimento, quando o conceito de moda começava a se moldar de um jeito mais similar ao de hoje, a moda era quase que sinônimo de distinção de classe. Quando as classes mais baixas começavam a imitar o modo de se vestir da nobreza, era tempo de mudar o look. Costurar novos vestidos, novos modelos para se diferenciar das massas.
Com a democratização de moda, essa distinção de classe foi perdendo sentindo, principalmente depois do surgimento do ready-to-wear (ou prêt-à-porter). E se não perdeu sentido só mudou de certo modo. Não mais distinção de classes sociais, no sentido entre ricos (nobres) e pobres. Agora essa distinção se dá mais no sentido de trendsetters e fashion victims (e também de algo que já virou carne de vaca).
Quando algum item começa a aparecer de mais nas ruas já é sinal para fashionistas mais avant-gardes e trendsetters buscarem um novo look que em certo tempo será eventualmente assimilado pelo resto dos consumidores. Dando assim, continuidade ao ciclo da moda e à busca pelo novo.






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