Herchcovitch vende sua marca para holding IM
Durante o Pense Moda, na palestra do estilista Alexandre Herchcovitch, José Gayegos perguntou para ele se um dia ele venderia sua marca para um grupo gestor de marcas, tipo à HLDC, que tem a Zoomp e Zapping. A resposta, obviamente foi que sim, já que um dos principais assuntos da palestra foi a atuação de tais empresas na indústria da moda nacional. Alexandre elogiou e chegou até a dizer que se juntar a tais grupos é o único modo de sobreviver no super competitivo mercado da moda de hoje.
É não é que ele vendeu mesmo sua marca. Ou melhor, suas duas principais marcas. Segundo matéria publicada hoje na Folha de S. Paulo, o estilista vendeu a Herchcovitch; Alexandre e Herchcovitch Jeans para o holding IM (Identidade Moda), do qual a HLDC também faz parte. Para quem não sabe Alexandre é diretor criativo não só da Zoomp, como de coordena todo ramo criativo de moda da HLDC.
Graças aos investimentos da IM, a nova coleção do estilista irá conter 700 itens, ao invés dos habituais 250, também há planos para uma loja em Nova Iorque, no molde da inaugurada ano passado em Tóquio e também novas lojas aqui em São Paulo.
Aqui tem mais sobre todo esse assunto de grupos gestores na moda, e principalmente no Brasil.
Não te dá medo de “roubarem” todas as marcas legais do Brasil?
Eu acho excelente. Marcas como LV, Gucci e etc não chegariam onde chegaram senão fossem estes grupos financeiros investindo nelas.
Pensando como um criador, é excelente para a empresa, o Herchcovitch chegou a dizer que iria realizar os sonhos dele com isso, falando das possibilidades com essa injeção de dinheiro na marca dele.
Para nós consumidores é bom porque as empresas exigirão uma gama de produtos e irá abranger uma parcela maior da sociedade.
De certa forma democratizando a moda, já que nem todos poderão pagar uma roupa, mas com certeza poderão se imbuir do espírito da marca consumindo acessíorios mais baratos. Como acontece na Europa e EUA.
Na minha opinião, acho que o futuro promete por tornar a moda um negócio e não somente um devaneio criativo sem lucratividade para o estilista. Afinal, escolhemos uma profissão para ganhar dinheiro e ter uma vida boa.
Ai falei demais.
Abração.
Enfim…
E viva a “madura” moda brasilera.
Por um lado eu fico triste, as marcas depois de vendidas costumam perder um pouco da identidade.
Mas esse é o preço para o “amadurecimento”( como disse o comentário a cima)da moda brasileira.
Se já somos reconhecidos com nossas marcas mesmo sendo marcas “pequenas” e que vem de negócio familiar, imagina agora com tanto poder aquisitivo.
BOA SORTE PARA O ALEXANDRE.