Super atrasado com os posts de Nova Iorque, eu sei… É que decidi tirar o fim de semana de folga total, já que semana passada deveria ter sido de férias e eu meio que não parei. Mas enfim, vamos lá para não começar encavalar mais do que já está encavalado com trabalho e outras coisas.
Para ir mais rápido vamos direto ao que interessa: a semana de NY foi marcada por coleções bem fraquinhas que olharam basicamente para o passado, apresentando versão calcadas em épocas passadas, sem ter aquele apelo de novidade que a moda tanto preza. Outra coisa que apareceu aos montes foram as estampas, principalmente as corridas, sempre num estilo meio retro. E teve também uma coisa meio campestre, mas também com clima antinguinho.
Essa onda vintage/retro/antiga/velha também pegou uma das coleções mais aguardadas de toda a semana, de Marc Jacobs. Desfilando em novo horário, e por incrível que pareça (pelo menos foi o que eu li) sem seu costumeiro atraso gigante, o inverno 2008 de Jacobs vem bem mais calmo que seu verão, mas nem por isso menos bom.
Olhar para o passado e usar um estilo retro não é novidade para o estilista, que de certo modo sempre fez isso em seus trabalho. E agora que isso virou meio que “tendência” Jacobs tem um prato cheio. A década para que olha e usa de referência é basicamente os anos 80, mas sem caracatices, misturando com um leve toque anos 30 e mais leve ainda de anos 20 – talvez resquícios da sua última coleção.
Mas o foco mesmo estava no sportwear, principalmente pelos tecidos que Jacobs escolheu para sue inverno 2008, com muito moletom, veludo, plush e até feltro. A silhueta predominante é casulo, que aparece em muitos casacos – a maioria mais estruturados -, peça chave da coleção, junto com os vestidos mais soltinhos.
Não faltaram também trabalhos em modelagem, desconstruções e as clássicas sobreposições de camadas que sempre marcam os desfile da marca. A cartela de cores, com muito tons pastéis e neutros também foi muito importante para trazer esse espírito de calma desta coleção.
Mas para mim o melhor desfile e coleção de toda NY Fashion Week é de um brasileiro. Ok, de um brasileiro numa marca super americana – a Calvin Klein. Ao invés de ficar preocupado com o passado, tentando recriar looks super datados, o Francisco Costa pegou tudo o que a marca é conhecida, o que sabe fazer melhor e apresentou uma coleção totalmente dedicada ao futuro, e se isso é pretensão de mais, pelo menos bem de acordo com o presente e com os desejos da mulher atual.
Que a Calvin Klein sempre prezou por uma estética minimalista não é novidade, muito menos que Costa vem fazendo um excelente trabalho em prezar tais conceitos. O inverno 2008 tem como principal foco a alfaiataria, de linhas puras, agora com formas bem estruturadas quase que espelhando as formas do corpo feminino. E ao mesmo tempo que Costa dá quase que solidez para as roupas, não esquece que embaixo delas há uma mulher, e ressalta suas curvas e desenhando, ou melhor, esculpindo seu corpo, como uma verdadeira obra arquitetônica.


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