Impressões #1

inverno 2008 Add comments

Super atrasado com os posts aqui. Não esqueci, muito menos abandonei o blog não. Só estou passando por um pequeno grande problema de tempo e para ser bem sincero também meio que de sem saber o que postar.

É que as minhas análises de desfiles que sempre fiz aqui agora estão subindo direto no portal SPFW. Todos os destaques das semanas de moda do planeta fashion estão lá, e a maioria assinada por mim.

Então ao invés de falar sobre os desfiles em si, resolvi falar agora um pouco do mood que está surgindo nesta temporada de moda. O primeiro, que começou a aparecer na NY Fashion Week, ficou um pouco quieto em Londres e agora voltou bombando em Milão é esse clima retro, austero.

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Looks Dolce&Gabbana e Burberry

Quando vejo coleções como a da Dolce&Gabbana – que sempre prezou por roupas super sexy e luxuosas - que aconteceu ontem (21/2) em Milão entrando de cabeça nessa onda fica claro que a festa acabou. É meio como se a moda estivesse temendo ou antevendo um período de recessão. Até porque esteticamente, as cores, tecidos e formas das coleções que cabem neste grupo lembram muito os utilizados em tempos em que a economia global andava em baixa – tipo as grandes guerras.

Não há nenhuma dessas acontecendo agora, tudo bem que tem todo o problema do Iraque, Oriente Médio, Quênia e tudo mais, mas não chega a ser como as grandes guerras – não desconsiderando as gravidades dela -, mas isso já começa a abalar os “donos” do dinheiro. Aí quando se soma as eleições americanas, a crise financeira lá e o baixíssimo dólar, já dá para entender um pouco o que está sendo mostrado nas principais passarelas do mundo.

Não é o fim do glamour, mas apenas uma mudança na forma como o percebemos. As roupas continuam sofisticadas, continuam com seus preços exorbitantes, mas a estética é outra. Mas será que é uma grande mentira essa preocupação, já que o que mudou aparentemente está só por fora?

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Diane Von Furstenber

Junto com isso vem aquela vontade meio campestre. Não vou falar que as roupas são bucólicas ou para uma mulher rural, porque isso simplesmente não exsite, ou melhor, não é verdade. As roupas são feitas para as cidades, onde são de fato usadas.

Mas não podemos ignorar que tudo remete à uma imagem mais campestre, mais country side. E isso foi bem forte na temporada de NY, principalmente nas coleção de Diane Von Furstenber, Oscar de la Renta e Proenza Schouler por exemplo.

Enfim, ainda é muito cedo para tirar conclusões sobre as coleções apresentadas até agora, mesmo porque a temporada ainda não acabou. Mas estas são as principais impressões “so far”.

Fotos por Marcio Madeira

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