Jackie O do século XXI?

Carla Bruni Sarkozy 3 Comments »

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Tudo começou há muito tempo, ainda nas campanhas eleitorais para a presidência da França, quando a então namorada de Nicholas Sarkozy, a italiana-ex-supermodelo-cantora-de-folk, Carla Bruni apareceu de Prada ao lado do então candidato e atual presidente.

Desde então todas suas aparições em público são sempre sucedidas por comentários sobre suas roupas e estilo. Fazia tempo que a gente não via uma primeira-dama gerar tantos comentários sobre moda. Tanto tempo que alguns jornais ingleses chegaram a compará-la a Jaqueline Kennedy. E de fato, acho que Carla Bruni Sarkozy é sim a Jackie Kennedy do século XXI.

Semana passada, em uma de suas primeiras viagens diplomáticas junto com seu marido, Carla mostrou que não é apenas uma primeira dama fashionistas, amante dos grandes estilistas. Mais do que isso, mostrou que sabe usar a moda para expressar não só sua personalidade e vontade, mas também para evidenciar pontos de vistas políticos.

Isso me lembra um pouco o que Vivienne Westwood me disse quando entrevistei ela para o site do SPFW, Janeiro, já que ela falava muito sobre isso e como a moda é uma ótima ferramenta para tal.

032808_09.jpgEnfim, apesar de ter ido para Inglaterra com a mala cheia de roupas das mais importantes e conhecidas marcas francesas, Carla praticamente só vestiu Dior. E não foi por acaso, ou por gostar mais da marca ou das roupas. Sua escolha foi uma verdadeira prova de que a ex-supermodelo sabe fazer da moda um political statement.

A Maison Dior é uma das mais tradicionais casas parisienses. Seu fundador, o estilista Christian Dior, apesar de fazer uma moda extramente francesa, flertou muito com o estilo britânico, buscando lá muitas referências, principalmente quando assunto é alfaiataria. E mais importante ainda, hoje o diretor criativo da Dior é o John Galliano, que é inglês (no wonder, né?) e por mais que tente se ater ao estilo parisiense, não consegue deixar a excentricidade da moda britânica de lado.

Já entendeu, né? Um dos principais motivos da viagem de Nicholas Sarkozy para Inglaterra foi para tentar re-forçar, ou melhor, criar uma aliança política mais forte entre os dois países. Aliança que pode se exemplificada pela união de estilos, tão bem representada com Galliano na Dior.

Já entre um dos maiores ícones fashion do século XXI, Carla Bruni Sarkozy realmente merece respeito. Segue tendência sem deixar isso estampado em sua cara, gosta de luxo e roupas das principais marcas do planeta fashion, mas não ostenta demais. Possui uma elegância low-profile como poucos, sabe se vestir para transmitir a imagem e mensagem correta para cada situação. E melhor ainda, é natural, não parece se esforçar demais em nenhum sentido, é original, possui personalidade e reflete isso não só nos seus atos como também em suas roupas.

Sleeveface yourself

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Videozinhos

Hot Chip, Urban Outfitters, Yelle 9 Comments »

Dois videozinhos incríveis que estavam rolando na net faz um tempinho já mas só fui ficar sabendo ontem.

O primeiro é o clipe da música Je Veux Te Voir, da francesinha mais legal do momento, Yelle.

Se não me engano a roupa amerla simle/abelinha é do Jean-Charles de Castelbjac… not sure…

Mas enfim, o outro vídeo, todo em stop motion, é a campanha da Urban Oufitter com trilha de Hot Chip (Shake a Fist).

Via Untitled.

a tão falada venda da Forum

AMC Têxtil, Forum 3 Comments »

E daí que a Forum, ou melhor, todo o Grupo TF (Forum, Forum Tufi Duek, Tufi Duek e Triton) finalmente foi vendido. Finalmente, porque já faz mais de seis meses que há rumores sobre esta venda. O comprador foi ninguém menos que a AMC Têxtil – mesmo grupo da Colcci, Sommer, e Coca-Cola Clothig –, que agora passa a ser o maior grupo de moda do pais.

E hoje de manhã teve coletiva da imprensa para explicar direitinho todo o processo da compra, como que fica a situação da marca e tudo mais. Está tudo aqui, para quem possa vir a interessar. O que eu quero falar aqui é só um apanhado de impressões.

Saindo do Hotel Renaissance, onde aconteceu a coletiva, o André Rodriguês, editor do portal SPFW, me perguntou o que eu achava disso tudo. Na hora não soube bem responder, porque tendo em vista o que aconteceu com a Colcci e com a Sommer após terem sido adquiridas pelo grupo catarinense, eu tenho um pouco e preconceito em especial com eles. Eu sei que é feio, sei que é errado, mas o que posso fazer? Eu tenho, e juro que estou tentando de tudo para me livrar disso.

O André chegou até a comentar que aqui no Brasil ainda há uma mentalidade de que a compra de marcas por grupos gestores de moda é algo errado, tipo o demônio do capitalismo acabando com toda a criatividade – que já não anda muito em alta na moda brasileira – na moda. Não que isso não tenha sua parcela de verdade, mas já está começando a mudar.

Tempos atrás eu mesmo tinha essa mentalidade. Até porque a atuação dos grupos gestores no Brasil não tinham sido muito diferentes deste estereotipo. Foi a própria AMC Têxtil que deu início em todo esse processo aqui no Brasil, comprando a Colcci, depois a Sommer. Ambas as marcas eram super legais, bem descoladas, com um design de certo modo diferenciado para um público quase que bem específico. Acontece que depois da compra – não vou nem entrar na questão da troca de diretor de criação, mesmo porque isso só foi acontecer na Colcci depois de muito tempo – as marcas começaram a ficar tão focadas no comercial, que chegaram a ficar chatas. Sem novidade alguma, só preocupadas em gerar mais lucro, e atingir um público cada vez maior.

Lógico que para aumentar o público alvo, o estilo tem que ser alterado, simplificado, e dado a cultura de moda nacional, tirar bastante de informação de moda das roupas ¬– sem falar na perda de qualidade que baratear o produto. Daí o meu preconceito.

Mas com a crescente atuação de tais grupos na indústria de moda nacional, e novos grupos chegando a coisa começou a mudar. Novos grupos chegaram com mentalidades diferentes. A I’M, apesar de todos os problemas financeiros que estão vindo a tona agora, é um bom exemplo. O grupo investiu pesado principalmente na Zoomp e Zapping, elevando o status das marcas, trazendo de volta todo o estilo e prestígio que elas desfrutavam. Coisa parecida está acontecendo com as marcas da Inbrands.

Sinceramente, não sei o que vai acontecer com a Forum. A curto prazo, nada vai mudar. As marcas do grupo continuaram desfilando no SPFW e Tufi Duek continuará respondendo pela direção criativa, acredito que por um bom tempo. Em termos de estilo também acho que não vai haver muitas mudanças. Tufi está atuando na área de moda já faz tempo, e não assinaria um contrato se não fosse bom negócio para ele, muito menos para a imagem das marcas que criou e cultivou com tanta dedicação.

to chocado

Paul&Joe, Pierre Cardin 2 Comments »

Gente, estou chocado com essa notícia que saiu no WWD hoje:

DO YOU COPY?: Space Age couturier Pierre Cardin, 86, may be the king of licenses — with some 900 agreements for products under his name, from socks to bottled water — but it’s not every day that the designer is asked to license his vintage fashions for reproduction. That’s exactly what French brand Paul & Joe has done. The company, run by designer Sophie Albou, has signed an agreement with Cardin to copy 10 of his vintage pieces each season for the next three years. Albou got the idea to start copying Cardin after buying some of his dresses at auction in Paris. The dresses will be available on a limited edition basis.

Para quem não entendeu é o seguinte: a marca francesa Paul & Joe assinou um contrato de licenciamento com um dos mestres do futurismo e space age dos anos 60, Pierre Cardin – que, btw, já tem mais de 900 produtos licenciado em seu nome, de meias à garrafas d’água –, para poder copiar literalmente (!!!) 10 peças vintages do estilista em cada coleção, durante os próximos 3 anos.

Segundo a nota, a estilista da marca, Sophie Albou, teve a idéia depois de comprar alguns vestidos vintages de Cardin em um leilão em Paris. Então quer dizer que agora basta um contrato de licenciamento para poder sair copiando? Tudo bem que é menos pior do que copiar livremente, sem nem pedir permissão, né? Mas, hello! Cadê a criatividade que é tão essencial para a moda?

Ainda não sei quem está pior na história. Se é a Paul & Joe, que pelo jeito está tão desesperada por atenção que vai literalmente reproduzir criações de Pierre Cardin em suas coleções; ou se é o próprio Pierre Cardin que assinou um contrato tão absurdo quanto esse.

Tem que ler…

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a matéria de Cathy Horyn publicada hoje no New York Times. Para quem não sabe a editoria de moda do jornal foi proibida de ir ao desfile de Giorgio Armani em fevereiro deste ano, depois de ter escrito uma crítica sobre o desfile de alta-costura que não agradou muito o estilista.

Esta não foi a primeira fez que Mrs. Horyn é banida de um desfile, nos anos noventa ela já tina sido proibida de assistir aos desfiles de Helmut Lang, depois de Carolina Herrera e também da Dolce & Gabbana.

Mas o interessante do assunto é quando ela cita a editora de moda do jornal britânico Guardian, Hadley Freeman. Depois de ser barrada em alguns desfiles e mais recentemente retirada da primeira fila do último desfile da Chanel, disse que hoje os desfiles não servem mais para os jornalistas verem as roupas, analisara a coleção, tendências e processos criativo. Os desfile hoje servem muito mais para ver e ser visto. Para ver onde fulano de tal está sentado, onde você está sentado. Ou seja, para ver quem é mais poderoso no meio da moda com base no seating.

Antes de mais nada acho meio absurdo essa história de barrar jornalistas nos desfiles, afinal a liberdade de imprensa está aí, e com todos os recursos da internet, se o jornalista quiser escrever uma critica com base em fotos online, não há nada que o impeça. Lógico que a análise não vai ser tão boa quanto ter visto à roupa mais de perto, em movimento, o que faz toda a diferença, podendo até prejudicar a critica e levar o jornalista a escrever algo que não escreveria se tivesse visto a coleção no desfile.

Em segundo lugar, todo mundo que freqüenta as semanas de moda sabe da disputa que é para conseguir um bom lugar num desfile. Aí que eu já não concordo totalmente com a editora do Guardian. Eu sei que rola sim essa hierarquização de seatings, que todo mundo sempre quer saber onde fulano e sicrano estão sentados, bla bla bla. Mas acredito, sim, que os jornalistas vão sim para ver as roupas. E nisso um lugar de primeira fila faz a total diferença.

Vale lembrar que o lugar não pertence à pessoa do jornalista e sim, ao veículo para qual ele trabalha, coisa que muita vezes o próprio jornalista não leva em conta, muito menos a assessoria de imprensa. Para quem está lá para analisar as roupas e coleção, sentar na fila A dá uma visão muito melhor de detalhes, tecidos, acabamentos e texturas, coisa que de longe não se pode ver muito bem.

Outra coisa que Cahty Horyn fala em sua matéria e que também não concordo é que os editores estão lá só para achar roupas bonitas para fotografarem. Lógico que existe editores que pensam assim. E estes não são os melhores, né? O papel do editor seria captar meio que o “zeitgeist” de uma coleção e temporada, selecionar determinadas peças para depois compor uma imagem de moda – com boa informação de moda – que se adeque ao público de sua revista.

Pheena

Róisín Murphy 4 Comments »

O que eu vou falar aqui não é muita novidade, mas eu preciso comentar isso. Roisin Murphy é definitivamente a cantora mais fashion dos dias de hoje. Tem gente até chamando ela de diva fashion, o que eu até concordo.

Para quem não conhece, ou não lembra, era ela a vocalista do Moloko. Mas naquela é poça seu “fashioin quociente” não era tão alto assim, apesar de todo o sucesso do grupo. Mesmo quando se lançou em carreira solo com o álbum Ruby Blue ainda era meio tímida em termos de excentricidade fashion.

Porém, com o novo álbum Overpowered, lançado em outubro de 2007 as coisas começaram a mudar. E não estou falando só dos figurinos IN-CRÍ-VEIS – que até já comentei aqui –, mas também de suas aparições público, festas e tapetes vermelhos a fora.

A cantora irlandesa, que atualmente mora em Londres – será que foi por isso que ela se tornou tão ligada à moda e tão fashion foward? – sabe como poucos utilizar a moda sem cair em erros, parecer forçado e nem muito clichês. Muita gente já sabe que ela sempre escolhe looks de estilistas considerados mais conceituais como Martin Marigela, Gareth Pugh, Bernhard Wilhelm, Vivienne Westwood, e looks que pouquíssimas pessoas usarariam para sair na rua ou aparecer num videoclipe.

E mesmo quando ela (ou seu personal stylists ou figurinista que eu não consegui descobrir quem é) opta por looks mais causais, ainda dá para perceber aquela vontade de sair do comum, do fashionfoward. Exemplo mais claro disso é seu novo clipe, da música You Know Me Better, com cara retro, mas com figurino incrível – com peças da Louis Vuitton e Marc Jacobs – que ainda que preso a certas características meio 60’s ainda é super moderno e para frente.

Incrível

Sex and The Cityt 2 Comments »

via Cajon DeSastre

Celebridades em capas de revista…

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Geralmente eu não compactuo muito com as idéias de Susie Bubble, mas não tem como negar que ela tem uma boa visão e em alguns post suas idéias fazem total sentido. Tipo neste último que ela fala da Gwen Stefani na capa da V Magazine.

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Ela fala bem rapidinho do debate já bem velho de celebridades em capas de revista de moda. Tem gente que abomina a idéia, tem gente que gosta, tem gente que não dá a mínima e gente que acha simplesmente ok. Que uma celebridade bombada na capa de qualquer revista, não só de moda, garante um maior número de vendas, não há como negar.

Mas nas revistas de moda, qual é o principal propósito: mostrar a celebridade/modelo ou a roupas, trabalho de styling e fotografia? E é justamente isso que a Susie fala com muita propriedade. Já que é a informação de moda que realmente importa, não faz diferença nenhuma se quem está lá “de cabide”, só vestindo e encenando é uma modelo ou uma celebridade.

“Se o efeito da capa é tal que você quase esquece a identidade da celebridade em questão, aí nós temos uma capa realmente de sucesso, e se é uma modelo ou celebridade, isso se torna irrelevante quando o styling/foto vira o centro das atenções”, escreveu a blogueira.

E a Gwen Stefani na capa da V é um exemplo disso, ou a Cate Blanchet naquela capa da i-D ou ainda a Lindsay Lohan na POP.

Long is cool

inverno 2008 3 Comments »

Lembra que nos últimos post eu falei dos novos comprimentos e silhueta? Então está aqui ó:

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Eu não acho que esse comprimento no meio da bata da perna, ou logo acima do tornozelo vai pegar logo de cara. Todo mundo sabe que não é assim que funciona. Na verdade a gente só vai saber se vai dar certo mesmo daqui alguns meses quanto as coleções começarem a chegar nas lojas.

Mas eu meio que concordo com a Sarah Mower. Se para gente que já está meio acostumado a ver coisas “estranhas” e diferentes nas passarelas, essa proporção “nova” começa a parecer interessante e ok, e o resto parece velho e batido, é porque algo já está acontecendo ou mudando.

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