Celebridades em capas de revista…

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Geralmente eu não compactuo muito com as idéias de Susie Bubble, mas não tem como negar que ela tem uma boa visão e em alguns post suas idéias fazem total sentido. Tipo neste último que ela fala da Gwen Stefani na capa da V Magazine.

vgwen.jpg

Ela fala bem rapidinho do debate já bem velho de celebridades em capas de revista de moda. Tem gente que abomina a idéia, tem gente que gosta, tem gente que não dá a mínima e gente que acha simplesmente ok. Que uma celebridade bombada na capa de qualquer revista, não só de moda, garante um maior número de vendas, não há como negar.

Mas nas revistas de moda, qual é o principal propósito: mostrar a celebridade/modelo ou a roupas, trabalho de styling e fotografia? E é justamente isso que a Susie fala com muita propriedade. Já que é a informação de moda que realmente importa, não faz diferença nenhuma se quem está lá “de cabide”, só vestindo e encenando é uma modelo ou uma celebridade.

“Se o efeito da capa é tal que você quase esquece a identidade da celebridade em questão, aí nós temos uma capa realmente de sucesso, e se é uma modelo ou celebridade, isso se torna irrelevante quando o styling/foto vira o centro das atenções”, escreveu a blogueira.

E a Gwen Stefani na capa da V é um exemplo disso, ou a Cate Blanchet naquela capa da i-D ou ainda a Lindsay Lohan na POP.

2 Responses to “Celebridades em capas de revista…”

  1. RICO Says:

    Luigi, mais uma vez adoro os seus temas!
    Acredito sim no poder da produção da foto de moda ao tentar demonstrar ao máximo a idéia da roupa ou dos produtos que nela veicula, ou seja, na busca pela despersonificação da modelo para o avivamento da idéia, do tema, da marca em si. Por isso, bem melhor seriam as modelos que se destinam especificamente a isso.
    No entanto, mesmo entre as modelos apenas, é possível hoje dissociar a imagem da pessoa? Eu pelo menos, toda vez que vejo a Gisele em uma foto, logo penso: “a loira, mais uma vez…”. Admito que me foje um pouco até mesmo o que é que ela veste (Colcci que o diga…), uma vez que ela por si já tem uma imagem extremamente forte. Assim também com várias outras, suscitei apenas um expoente.
    Nesse sentido, me pergunto também se talvez não seja justamente esse o propósito de certas fotos. Certamente muitas das imagens são feitas apenas com fundo imensamente comercial e que explora os olhos pela celebridade, outras tantas tentam completar com um rosto conhecido a falta de conteúdo que apresenta. Há outras, no entanto, que, penso eu, podem ter a verdadeira intenção de ligar o tema da foto à imagem da celebridade.
    Não defendo aqui a Gwen ou o editorial, tão somente dou um voto de apoio quando o “mote” da campanha, da capa, relaciona-se com a imagem ideológica do artista. Eles são ícones, um concentrado de atitude, estilo de vida, um feixe de personalidade em quem muitos se espelham (nós também, não?). Portanto, uma imagem que traz uma produção de moda forte aliado a uma celebridade envolta em sua ideologia, não seria uma imagem duplamente qualificada? Conquanto que não sejam excessivas ou a maioria a ponto de mudar o foco das divulgações, não vejo grandes problemas com esse estilo de capas.
    Fiz o expressivo, eu sei, mas não me contenho por aqui, rs.
    Parabéns pelo trabalho novamente muito bem selecionado!

  2. Márcia Mesquita Says:

    nossa, juro que nunca tinha parado pra pensar nisso: em capas e editoriais especificamente. porque o que me irrita, em relação a celebridades, é dar mais visibilidades ao que elas usam ou deixam de usar do que ao trabalho do povo ligado à área mesmo.

    Mas concordo com a susie… se a produção é boa, quem é o cabide é secundário… nem tinha reconhecido a Gwen na foto

    bjs

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