Fashion Rio – começou!

2008 June 8
by Luigi Torre

Nesta temporada não pude ir ao Fashion Rio novamente por causa de trabalho… Mas como sempre, vou me esforçar bastante para fazer uma cobertura a distância, tentando falar pelo menos o que teve de mais legal e relevante em cada dia. Nada mais justo para quem está cobrindo via internet, até porque como o próprio Oliveros disse, na cobertura via blog “você pode eleger sobre quais quer escrever. Penso que nem tudo o que está sendo visto deveria ser digno de nota. Uma boa crítica, muitas vezes, pode ser não escrever nada sobre alguma coleção muito ruim“. E isso faz ainda mais sentido quando não se está cobrindo in loco, já que não se tem acesso as mesmas informações, ao clima do desfile e, o mais básico, porque ver por foto não é nada igual ao ver real.

 


Mas enfim, o domingo começou pianinho, com a coletiva de imprensa, desfile da marca estreante Specular com suas roupas bem rígidas, de tecidos metalizados e de minérios de pedras. Enquanto a técnica parece legal, merece atenção e tudo mais, falta um pouco de moda mesmo. Como a Maria Prata disse no post dela, a coleção quase sempre na silhueta ampulheta do New Look, se repete quase que a exaustão, mostrando uma imagem forte, mas que na prática não sai muito disso, não chega à um consumidor final. E quando isso acontece o próprio ciclo da moda não se fecha.

 

Depois teve o desfile-instalação da Rita Wainer da Theodora, falando do tempo e para isso fazendo boas referências as Moiras da mitologia grega. Tenho que confessar que nunca fui muito fã da Theodora, mas quando Rita decidiu dar novos rumos para marca, que resultou até em desfilar sobre seu próprio nome e não mais o da loja, comecei a mudar minha opinião. Embora não tenha amado seu desfile da coleção passada, não tinha como não reconhecer o talento da estilistas, que conseguiu apontar sua grife para um novo rumo, injetando uma alta dose de novidade, mas sem perder sua essência.

 

 

Agora, para o verão 2009, o que era bom, ficou melhor ainda. Sai de vez aquela coisa de roupa de menina, para entrar roupas de mulher mesmo, adulta, mas que não esconde seu lado bem feminino. As modelagens ficam mais complexas – diz que Rita fez quase que a coleção toda em moulage – e mais bem trabalhadas, os volumes mais harmônicos e a própria coleção mais bem amarrada. Com a apenas 10 looks, Rita investe em bordados, justaposições e mix de estampas, que de certa forma sempre esteve muito presente em seus trabalhos. Super recomendo a leitura do texto que o Oliveros fez sobre o desfile no blog dele, o Fora de Moda.

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