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SPFW – Do Estilista e 2nd Floor

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O outro destaque do primeiro dia (sim, eu sei que estou atrasado) foi a Do Estilista, marca de Sommer. E fazia tempo que a gente não via o estilista no seu melhor estado criativo. Sua coleção para o verão 2009 foi uma deliciosa viagem por todo seu universo que de um modo ou de outro já apareceram em suas coleções passada. O tema desta vez era fantasia, no mais puro sentido, com look bem temáticos, como pirata, enfermeira, bruxa, índio e muito mais. O porquê desse tema? “Porque desfile é mesmo fantasia”, como o próprio estilista contou no backstage.

 

 

Tudo bem que fica difícil pensar num desfile fantasia quando a moda cada vez mais se foca no consumidor final, mas sonhar um pouco nunca é demais, não é mesmo? Tem aquela história de que se a roupa não chegar num consumidor final, o ciclo não se fecha, mas existe moda sem sonho, sem fantasia? E mesmo assim, se analisada direito, essa nova coleção da Do Estilista está cheio de elementos que chegam fácil, fácil na vida real… pelo menos para consumidores assíduos de Marcelo Sommer.

 

 

O shape da coleção varia basicamente sobre uma mesma formula, ou melhor, forma: o chemise – aquele vestido-camisa. O que muda, além do tema da fantasia, são as cinturas (marcada ou não) e os volumes, ora mais sequinho como no look índia, ora bem volumoso como no look de anjo com saia forrada, ou no de gasar rosa de Ana Claudia Michel. Por falar em gasar, este foi o tecido da vez para Sommer, dividindo espaço com muito tule, seda, georgete e organza.

 

Interessante notar também como Sommer amarra bem o desfile. Montando blocos de cores e formas que acabam se interligando, mostrando uma coleção muito bem editada.

 

 

Teve também o desfile mais comercial e menos underground da 2nd Floor (pena, né?) bem do jeito que a estação pede. Em sua terceira coleção para a marca Rita Wainter mostra um bom mix daquilo que tem tudo para virar hit da temporada. Começando com as estampas florais delicadas que aparecem nos vários vestidos bem sotlinhos, não muito acima dos joelhos. Vez ou outra, esses mesmos vestidos ganham golas com bordados de miçangas e canutilhos bem coloridos, trazendo aquele perfume étnico que acaba por permear toda a coleção.

 

Merecem destaque também os looks safáris, que quando ganham tons fluo ficam mais para o utilitário clubber do anos 90, mas nada muito literal ou clichê. Isso, pois a proposta inicial de misturar culturas e etnias, se traduziu bem no mix de formas, estampas, cores e como já mencionado, nas boas sobreposições.

Fotos Charles Naseh/Chic.com.br

 

Written by Luigi Torre

June 19th, 2008 at 12:40 pm

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