De terno, mas de short

Moda Masculina 4 Comments »

Super ineteressante a matéria que saiu hoje no NY Times falando sobre os homens que estão substituindo a calça do terno, por bermudas. Tudo bem que a mudança é super pouco, mas como Lula Rodrigues ensinou a gente nos posts no blog do Vior Ângelo, o Dus Infernus, temos que prestar atenção nos detalhes. São as pequenas mudanças que vão acabar impulsionando a moda e a sociedade de modo geral e ter uma visão diferente sobre o vestuário masculino.

 

 

O que me chamou mais atenção na matéria de Guy Trebay não foi nem tanto o fato dos short estarem sendo mais aceitos nos escritórios da Big Apple, mas a posição e opinião de muitos homens a respeito disso. Coisas do tipo “porque as mulheres podem variar mais e se divertir com seus looks e os homens, não?”, ou “porque ficar sofrendo com um terno desconfortável e quente?”.

 

A matéria tem tudo a ver com um monte de assuntos abordados por Vitor Ângelo e Lula Rodrigues na série de posts sobre moda masculina. Tanto na questão do unissex - só que aqui mais focado no corpo, na questão de até onde o homem pode mostrar seu corpo - como também na tentativa de “emplacar uma nova silhueta para o terno do homem de negócios, do estadista, do clero sem batinas e afins e não apenas nos fashionistas e modernos”, como disse Lula Rodrigues. Enfim, super vale a leitura.

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Bye-Bye Milan

Calvin Klein No Comments »

Diz que este foi último desfile masculino da Calvin Klein na semana de Milão. A próxima coleção para o inverno 2009 já vai ser apresentada durante a NY Fashion Week em Fevereiro do ano que vem. Uma pena…

 

Explico: as últimas coleções da Calvin Klein masculina, sob direção criativa de Italo Zucchelli, vem se dando super bem em Milão, sempre aparecendo entre as melhores coleções de cada temporada. E em NY, como é uma única semana de moda tanto para as coleções masculinas como para as femininas, os desfiles masculinos acabam sendo ofuscados pelos femininos.

 

 

Mas como as coleções da Calvin Klein irão celebrar o aniversário de 40 anos da marca, talvez não acabe se ofuscando tanto.

 

Para quem não sabe, apesar da marca ser americana, a maioria as negociações e produção das linhas da Calvin Klein acontecem em Milão, e segundo nota no WWD, mesmo com a mudança do desfile para NY, isso não irá mudar por enquanto.

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alta-costura reciclável

Martin Margiela, Reciclagem, alta-costura 1 Comment »

A semana que alta-costura já terminou faz um bom tempo, eu sei. Acontece que no meio da correria não tive tempo de olhar as outras coleções que por uma série de motivos acabam não sendo publicadas no style.com. É o caso do belga, Martin Margiela, um dos estilistas mais importantes da atualidade, um dos belgian six, e um dos responsáveis por empurrar a moda para frente.

 

Em 2006 o estilista que já vinha desfilando sua coleção de ready-to-wear na semana de moda de Paris foi convidado a desfilar também na semana de alta-costura. Só que suas roupas feitas a mão e sob-medida fogem um pouco do padrão convencional (ainda bem). Assim como os dadaístas, Marigela parte de roupas e objetos prontos para elaborar suas complexas construções, resultando em roupas totalmente diferentes das originais.

 

 

Exemplos clássicos é o vestido feito a partir de golas de pele removidas de casacos e jaquetas de épocas diferentes, o vestido de gravatas borboleta, e a calça e blusa feitas a partir de cintos de couro removidos de trentch-coats.

 

Em sua última coleção o estilista decidiu se inspirar em objetos que, de certo modo, contém elementos de diversão e brincadeira. Daí surgiram um vestido feito através de discos de vinil, um jaqueta de releases de impressa rasgados, ou uma jaqueta de balões de ar.

 

 

Uma visão bem diferente sobre a exclusividade e o luxo que a alta-costura representa. Praticamente uma adaptação a padrões mais elevados de toda aquela onde da reciclagem na moda que já falei aqui.

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Amonstro e-store - super vale a pena!!!

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Roisin Murphy canta para Gucci

Gucci, Róisín Murphy 1 Comment »

 

Que ela é uma diva fashion não é novidade para ninguém. Muito menos ela sempre arrasa nos videoclipes com figurinos de deixar qualquer fashionista de boca aberta. E tava mesmo demorando para que alguma grande marca percebesse seu potencial fashion, né?

 

Mas enfim, agora é oficial. A Gucci ouviu e gostou tanto de Roisin Murphy que decidiu colocar sua versão da música “Slave Love”, de Bryan Ferry como trilha da campanha do novo perfume masculino da grife, o Gucci by Gucci.

 

 

Segunda passada (23/07), a cantora apareceu na festa de lançamento do perfume onde cantou a música que vai servir de trilha para a campanha.

 

Não, Roisin não vai aparecer nem nada, só vão usar a música mesmo. Mas como ela não é boba nem nada, resolveu atrasar o lançamento de seu próximo single (Moive Star) para quando a campanha estiver sendo veiculada. E diz também que vai ter até um novo clipe – que se seguir a tradição dos outros, vai ser beeem legal.

 

Thanks Cin!

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maquiagem na música e sua evolução

Maquiagem, moda No Comments »

Eu já falei aqui e aqui sobre maquiagem masculina. Acho que nem preciso reforçar minha opinião de que não vejo nada de errado com isso e sou bem adepto ao uso de alguns produtos para esconder imperfeições e não deixar a gente com cara de acabado, ou todo brilhoso. Mas enfim, este post é para falar uma matéria super interessanta que saiu na i-D de agosto fazendo uma relação de maquiagem masculina e sua evolução junto com a música.

 

Não é novidade para ninguém que assim como a moda, a música também funciona como espelho da sociedade. Sendo assim, moda, música e comportamento são coisas que andam de mão dadas o tempo todo.

 

Quem escreveu a matéria foi ninguém menos que Princess Julia, renomada personagem a noite inglesa, o que dá ainda mais propriedade a matéria. Esta, por sinal, começa falando que destes os Teddy Boys, Mods, Hippies, Disco Freaks e os Galm Rockers dos anos 50, 60 e 70 a maquiagem masculina já desempenhava seu papel de embelezador aliado à um que de alternatividade, mostrando que você fazia parte de algo muito específico daquele tempo.

 

Nos anos 80 os delineadores e gels dos punks foram dando espaço as máscaras, aquelas pinturas na cara que iam desde o gótico-heavy-metal até os rostos cheios de pancake dos New Romantics.

 

Nos anos 90, com a ascensão do gunge veio aquela onde do look detonado-acabado. A cara de sujo, cabelo ensebado num coisa meio anit-glam com estética punk suave associados à bandas dos anos 70 como os The New York Dolls. O estilo era arrasado, mas se você não era muito adepto a alguns dias sem banho, o make fazia o trabalho por você.

 

Do Grunge surgiram os Emos – que dispensa qualquer comentário sobre a maquiagem, né? – e do gótico vieram os Cyber Punks, com seus batons fluorescentes e rostos pintados de branco.

 

Só para citar alguns exemplos, Brett Anderson, da Brit Pop tag Suede era super adepto do delineador; Jarvis Cocker, do Pulp seguido pelo Blur investiram nos rimmel e no look bonitinho, enquanto outras bandas como Primal Scream e Stone Roses mostram forma mais sutis de maquiagem.

 

No fim dos anos 90 a cena musical começou a muda com o sucesso de bandas indies e do electro. Fischerspooner, porta-voz do electro clash deu novo tom ao uso de maquiagem na cena musical, trazendo a teatralidade de volta para música influenciando uma séria de outras bandas. Até o Kiss que estava abandonando todo seu arsenal de maquiagem no começo dos anos 90, decidiram voltar com tudo.

 

Com isso, os clubbers se viram instigados a experimentar novos looks, o que não se restringiu apenas às roupas. Leigh Bowery e outras figuras da cena underground dos anos 80 eram suas principais fontes de inspiração.

 

Enfim, tentei reproduzir, bem resumidamente, aqui o que dizia a matéria, para mostrar com ainda hoje isso continua acontecendo. E apesar de toda a montação e teor de fantasia que a maquiagem representa nesses casos, não há como negar que é a partir daí que saem, bem mais diluídas, inspirações para a vida real. Afinal quantas coisas que vestimos hoje não surgiu em cima dos palcos, ou nas pistas de dança?

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Colette x GAP

Colette, GAP, moda 1 Comment »

Já ouviu falar na Colette, né? Então, a super loja de roupas, livros, cd´s… Enfim de tudo de mais legal que você pode pensar, se uniu a GAP para abrir seu primeiro ponto de venda nos EUA. É isso aí. Diz que a loja mais descolada ever, meca de fashionistas e aficionados por tudo que há de mais novo e interessante, vai abrir suas portas no dia 6 de setembro, na flagship da GAP em Nova York.

 

 

Na verdade é mais uma guerrilha store, já que a Colette x GAP só fica aberta até o dia 5 de outubro. O espaço, que já recebeu as parcerias da GAP com a Mulbery e com Pierry Hardy, vai ser desenhado por Kuntzel+Deygas e vai apresentar coleções que se renovam a cada semana, intercalando produtos de moda com outros mais culturais (leia-se música, arte e livros).

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agência de beleza não, de moda!

moda No Comments »

Acabei de ver no blog da Camila Yahn e achei super lega. A agência Gloss, que antes só cuidava de profissionais voltados para o segmento de beleza, ou seja, maquiadores, cabeleireiros, beauty artists e afins, agora amplia seu portifólio. A partir de hoje a Gloss passa a representar outros profissionais, mais precisamente fotógrafos e stylist.

 

Começando já com nomes de peso, a agência já conta com os stylists Paulo Martinez, Heleno Jr, Marcelo Hirata, Renata Correa, Letícia Toniazzo e Gi Macedo; e com os fotógrafos Rogério Cavalcanti, Cristiano, Fabio Bartelt, Pedro Molino e Rodrigo Marques.

 

Como disse a Camila, muito bom ver que a moda está caminhando cada vez mais para rumos mais profissionais.

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About Clip (o retorno)

ABOUT CLIP, música, video clipe No Comments »

O clipe nem é tão bom assim. Nem tem muita informação de moda – aliás o figurino super 80 é bem ruinzinho –, mas a música é bem legal (e super dançante-gay).

 

 

Para quem se interessar a música chama-se More Man Than Man (ótimo, né?) e ela Antigone, uma inglesa que está começando a aparecer agora mas que tem tudo para dar certo. É só esperar para ver.

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O que você faz pela moda masculina?

Moda Masculina No Comments »

“Se a gente não começar a falar, incentivar, a moda masculina nunca irá para frente”, disse Ricardo Oliveros, no mínimo umas três vezes durante e depois do desfile da Moshe Sport no sábado (01/07/2007), citando Lula Rodrigues, grande especialista e moda masculina. E no fim, a frase ficou o resto do fim de semana na minha cabeça, com algumas derivações.

 

Fiquei pensando bastante no que a gente faz para incentivar a moda masculina. Ir no desfile do Moshe, por exemplo, comentar, discutir as proposta de uma marca em ascensão, usar peças/roupas não tão convencionais para o guarda-roupa masculino - como shortinhos, calça adesiva (vulgo skinny, se for coloridos melhor ainda) e até saias… Enfim, resolvi consultar meus amigos BlogViewers e outros blogers sobre o assunto e ver o que cada um faz pela moda masculina.

 

A Biti disse admirar e apoiar quem tem coragem de sair do lugar comum, “seja estilista ou consumidor”. Afinal, ficar parado não ajuda em nada. No mesmo sentido, Oliveros, no seu lado consumidor diz: “procuro também incorporar peças mais difíceis dos estilistas, como maxi-comprimentos, bolsas masculinas, e no passado, saias também. Porque para estes avanços acontecerem nas linhas para homens, têm que existir um consumidor final, concorda?” Concordo!

 

Já como jornalista, Oliveros procura, tanto nos veículos em que escreve como nos que já escreveu (Caras, UOL e Fora de Moda), incentivar as editoras à darem um espaço maior para a moda masculina. Já no blog de Sylvain Justum, o Hypercool, este espaço é o que não falta. “Minha contribuição é tentar passar informação sem afetação para um público bem maior do que o do nosso mundinho”, conta Sylvain. “Entre matérias e editoriais nos mais variados veículos, até meu look pessoal entra na dança da catequização. Usando uma calça skinny bem combinada, dá pra ser fashion sem perder a masculinidade. É esse o maior dos problemas na cabeça dos homens hoje em dia. Ainda leva um tempo até a maioria dos brasileiros entender que macho que é macho gosta de mulher, futebol, música e TAMBÉM de moda, mas estamos num bom caminho.”

 

Fazer meio que uma vitrine pessoal, também é a contribuição do Glauco Sabino. “Gosto daquela montação, de sair na rua e dar uma chocada no povo… Sem querer ser presunçoso, mas parece que dá uma chacoalhada na mesmice, sabe?”. Sei sim, afinal até eu faço isso as vezes.

 

Glauco também use e abusa do seu blog para dar uma incentivada na moda masculina. “Gosto de usar meu blog pra mostrar idéias diferentes, looks que lá fora os meninos já estão super acostumados a usar, sem medo de serem tachados disso ou daquilo. A matéria sobre as bolsas masculinas é um exemplo. Depois que escrevi, recebi diversos e-mails de meninos falando que nunca tinha pensando no assunto, mas achavam a idéia interessante e usável”, conta.

 

Vitor Angelo Dus Infernus, por sua vez, olha com mais generosidade e menos críticas para os criadores de moda masculina - “além de consumir é claro, o que dá um aquesh pras marcas”, diz -, afinal este segemento da moda “se move em passos muito lentos, porque o comportamento dos homens é mais estático, mas isso tende a mudar, aliás já está mudando.”

 

E você, o que você faz pela moda masculina?

 

Post publicado orignalmente no BlogView em 03 de setembro de 2007

 

 

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