Logo mais, ou melhor, semana que vem (se eu não me engano) começa a temporada de moda internacional. Ou seja, mais uma maratona de desfiles e muita, mas MUITA informação. Daí que eu estava pensando que entre os fashionistas todo mundo meio que reserva um tempinho para dar uma olhada no que está sendo apresentado nas passarelas de NY, Londres, Milão e Paris.
Aquilo que vai ser mostrado por lá é material super importante para um monte de profissionais da moda. Muito alem dos jornalistas e críticos de moda, produtores, stylists, personal stylist, estilistas, compradores e até roteiristas ficam de olho nos desfiles para tirar inspirações, referências e tentar definir as principais tendências da temporada.
Cada um desses profissionais tem um olhar diferente sobre as coleções/desfiles. Cada um analisa e interpreta o que está sendo mostrado de acordo com o que sua profissão pede. A roteirista do GNT Fashion – e blogueira -, Laura Artigas, por exemplo, conta que olha o desfile de um panorama geral, mas sempre levando em conta o olhar de sua chefe, a Lilian Pacce. “O mais difícil, como roteirista, é imaginar como falar em poucas palavras e também numa linguagem mais simples, para um público que não entende muito de moda”.
Já as personal-stylists Fernanda Resende e Cristina Zanetti, da Oficina de Estilo, ficam de olho em “elementos que podem fazer diferença no guarda-roupa não só das nossas clientes, mas também de pessoas reais”. Além disso elas também prestam bastante atenção nos truques de styling, sempre pensando em como funcionam na vida real e também estudam como coisas aparentemente difíceis podem chegar num consumidor final.
Trabalho parecido é o da editora de moda Regina Guerreiro (aka a “legendária”), que busca em primeiro lugar a novidade. “Mas isso não significa loucura, coleções muito conceituais, mas sim inovações em termos de silhueta, proporção e principalmente nos tecidos. Busco aquilo que vai desenhar o futuro das pessoas, o que desperta desejo”.
É a novidade também que pega a atenção de Heleno JR, stylist e produtor de moda. “Quando vejo um desfile levo em conta a característica da marca, como isso é mostrado na passarela”. Daí, garimpa peças e idéias para depois de dissolvidas serem usadas no seu trabalho (e também no seu guarda-roupas).
Já para a estilista da C&A Gleice Pedra, os elementos mais técnicos, como formas, cores e tecidos chamam mais sua atenção. É dali que capta as principais vontades que irão ser hit em cada estação.
E para terminar, Karina Mota, da Surface2Air, conta que olha uma coleção pensando não só na consumidora da loja, mas também naquilo que considera mais relevante para cada temporada. “Eu vou para um desfiles com vontades prévias”, conta ela, daí vai vendo o que se encaixa nessas vontades e também vai acrescentando novas idéias para depois vender em sua loja.
Fotos por Rogério Cavalcante para o site do SPFW
Tags: moda, verão 2009


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