London Fashion Week – Paul Smith
Confesso que tenho, ou melhor, tinha um pouco de preguiça da coleção feminina de Paul Smith. Reconheço seu ótimo trabalho na re-edição do universo masculino para o feminino, na sua impecável alfaiataria e tudo mais. Acontece que nas últimas coleção sempre achava o feminino meio que uma adaptação, sem nada de muito interessante, daquilo que vimos no masculino, que é sempre muito bom.
Mas nessa coleção me surpreendi. Parece que Paul Smith decidiu dar uma suavidade nos looks. Diz que sua inspiração foi uma exposição de arte oriental que estava no Tate Modern. Daí vieram as peças mais soltas, as calças bem volumosas, de pernas amplas, os vestidos de seda estampados, os lenços e as rendas.
Fiquei impressionado como Smith conseguiu migrar bem para uma maior fluidez e leveza sem perder a mão, e mais ainda, sem perder seu estilo. Sua clássica alfaiataria encontrou um bom caminho, na combinação trendy de vestido com blazer. Lógico que uns looks de terno acabam aparecendo esporadicamente na coleção, mas sempre em perfeita harmonia com os demais looks.
