Milan Fashion Week – Prada
E a Prada, hein gente? Era um dos desfiles mais esperados do dia junto com o da JIl Sander (já já eu falo dele). Mas depois que rolou… Sei não, parece que não foi tudo isso. Eu, minha pessoa, logo minha opinião, não gostei muito não. Mas não sei bem explicar porque, questão de gosto mesmo. É que achei tão bom e tão forte aquelas imagens das rendas da coleção passada que agora, essa exploração das obsessões femininas, pareceu um pouco fraca.
No masculino, o tema – que era quase o mesmo, vai? -, que veio para explorar essa onda de homem mais feminino, se saiu melhor. A imagem era bem mais forte, provavelmente pelo contraste. Obsessão femininas num roupa que veste um homem. Mas agora, não sei…
Tudo bem, tem aquela estranheza que sempre aparece nas coleções da Dona Prada, que agora vem na questão dos tecidos super amassados, na assimetria disforme, no uso de estampas de cobras – cafona? -, na barriga de fora que é considerado crime dos graves entre os fashionistas, na ausência de sutiã em alguns looks.
Tem a questão do foco estar agora no colo, que assim como no masculino, vem meio emoldurado por alças ou pelo modo como as modelos vestiam os casaco, meio caindo nos ombros. As fendas, que na verdade não eram fendas e sim uma assimetria proposital na modelagem das saias e no jeito “desleixado” como foram vestidas, revelavam quase a perna toda das modelos de um modo sexy, que embora bem calculado, parecia um mero acidente. O mesmo quando os tops mais soltinhos revelam os peitos com ou sem sutiã. E sexo é um tema mais do que recorrente nas coleções de Dona Prada, não é mesmo?
Mas não vamos ser ingênuos e achar que só porque não causou muito impacto a coleção não vai ser um hit. Afinal, a Prada não é a marca mais copiada no mundo? Talvez eu não tenha entendido direito a coleção, talvez Dona Prada vai ser responsável por trazer as barrigas de fora de volta. O que é certo é que suas coleções sempre nos faz pensas, e isso é sempre bom na moda.

