A cada coleção Raf Simons, na Jil Sander, eleva a marca à um novo patamar. Sem perder de vista tudo aquilo que a marca é (sua identidade, estilo e público), Simons consegue injetar uma alta dose de inovação a cada coleção. E é justamente isso que faz no seu verão 2008, misturando anos 20, Man Ray e o começo a arte modernista em Paris.
Num primeiro olhar a coleção pode parecer bem simples, minimalista ao extremo como a Jil Sander sempre foi. Talvez o que chame mais atenção assim de primeira, seja o trabalho com franjas – que talvez seja para esta temporada o que as rendas da Prada foram para temporada passada. Simons usa finas franjas de seda, drapeando-as, amarrando-as, enrolando-as no corpo ou até mesmo soltas – e até em acessórios, vide a bolsa com franjas que de tão longas arrastavam o chão – num trabalho que mistura leves referências com um dose bem elevada de sensualidade que há tempos não se via numa coleção da Jil Sander.
As franjas dispostas bem próximas umas das outras, tanto quando caiam soltas sobre o corpo ou quando se drapeavam na forma de um vestido, revelavam e escondiam pedaços de pele com o caminhar de modelo.
Mas o que mais importante está nos detalhes. Na construção de linhas puras e perfeccionista de Smions. Assim como em sua coleção masculina, o estilista belga propõe aqui um estudo sobre a alfaiataria, alterando suas proporções, seus tecidos e formas. A diferença é que enquanto lá formas rígidas, numa estética mais agressiva, davam tom à suas experimentações, na Jil Sander Simons trabalha de forma mais delicada, com formas que vão desde as mais estruturadas até as mais soltas, numa simplicidade sofisticada que mostra a grande habilidade, potencial e visão deste estilista.


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[...] lendo o blog da Cathy Horyn, o On The Runway, onde ela falava que as fotos do desfile da Jil Sander não tranmistem nem metade do efeito incrível que as franjas tinham sobre o corpo e sobre outros [...]
[...] isso que a Jil Sander empolgou tanto, enquanto a Prada desanimou. Porque as roupas apresentadas por Miuccia eram até que [...]
[...] vamos lá. Fiquei bem em dúvida sobre o primeiro lugar. Estava entre a Jil Sander e a Dries Van Noten. As duas apresentaram coleções super criativas, autênticas e ambas [...]
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