Não é de hoje que o assunto de consumo consciente está em pauta. Desde que toda essa onde de sustentabilidade começou a ganhar relevância, vem se falando em formas de comprar menos compulsivas. Daí que agora, mais do que nunca, é hora de prestar atenção em como gastamos nosso dinheiro, principalmente com moda.
Com a crise financeira os mercados ficam malucos e super oscilantes, o que dificulta previsões precisas sobre o que vai acontecer no futuro. O jeito é tomar bastante cuidado com o nosso dinheirinho. É hora de re-pensar toda e qualquer forma de consumo e não só até a crise passar, mas para sempre. Afinal, a gente não quer que isso tudo aconteça de novo, né?
As meninas da Oficina de Estilo já disseram, o Style.com também, assim como Sarah Mower. Definitivamente não é hora de investir em looks muito trendy, que vão durar apenas uma temporada e depois nunca mais vai sair do armário. Muito menos de baixa qualidade. É melhor gastar um pouco mais numa peça de melhor qualidade, corte e formas mais tradicionais e cores mais discretas – assim dá para usar mais vezes sem ficar muito marcado. Desse modo a gente gasta uma vez só. Afinal peças que se encaixam nesse perfil tendem a durar mais de uma estação, além de poderem ser repetidas mais vezes.
E isso bate de frente com todo o fundamento fast-fashion que hoje vai além das redes tipo H&M e Zara, afetando do o ciclo da moda. Pensando sob esse ponto de vista, não é de se espantar a afirmação de Suzy Menkes que o fast-fashion tem seus dias contados. Afinal, não dá mais para ficar gastando $10 numa camiseta que a gente vai jogar fora depois da terceira lavagem, né?
A Ale Farah colocou um vídeo faz pouco tempo no FilmeFashion falando que ultimamente as redes de fast-fashion abaixaram ainda mais os preços, só que levando a qualidade lá para baixo também.
O tema é bem paradoxal mesmo. Em tempos difíceis é natural a gente querer gastar o mínimo possível, logo comprando roupas mais baratas. Mas as vezes o preço mais baixo nem sempre vale a pena. Tem que prestar muita atenção na qualidade das roupas, no acabamento nos tecidos de quais são feitas. Caso contrário, é bem capaz que a peça não dure muito mais de umas três lavagens – por mais cuidadoso que você seja.
Sinceramente, não acredito que o fast-fashion vá desaparecer. Ao meu ver foi o ponto máximo da democratização de moda que começou lá na década de 60 com a popularização do prêt-à-porter (graças ao mestre Saint Laurent e sua Rive Gauche). E apenas uma pequena parcela dos consumidores leva em conta toda essa questão de qualidade, durabilidade e também de produção mais ética – sem trabalho escravo, sabe? Porém, isso tudo promete mudar agora com toda essa turbulência na economia.
De qualquer forma, ainda é muito cedo para dizer com certeza o que vai acontecer, e avaliar tudo de forma mais clara. Como dizia na matéria do Style.com, a gente só vai ver os reais efeitos dessa crise na moda, na próxima temporada, lá para janeiro. Afinal, por mais que sinais já tenham aparecido nesta estação, as coleções começaram a ser produzidas meses antes de tudo isso explodir.
7 Comments
É uma verdade… de que adianta também ficar mega investindo em peças de má qualidade e que, acima de tudo, não colaboram com a sustentabilidade do planeta – seja ela de qualquer área?!
http://www.lemousse.com.br
AHHH! Agora que vi o link do Le Mousse aqui =D
Obrigada!
Beijos
http://www.lemousse.com.br
hm, tb acho que as fast-fashion não acabam não…
mas acho também que nao só as fast têm má qualidade. vamos combinar que aqui não é só fast-fashion que é de péssima qualidade… tenho blusa da Myth, que é uma marca mas popular aqui do rio com malha da santa contanza que duram à beça e de outras lojas de marcas desfiláveis que esgarçaram muito rapido…
acho que na crise meeesmo, a grande massa nem compra roupa ehehe
bjs
no Brasil você encontra lojas que estão investindo pesado na qualidade e no diferencial, minah referencia disto é a Renner, esta semana encontrei pessas lindas com tecidos tecnologicos, ecologicos e básicos é claro que você tb encontra itens de preço baixo mas 80% é ótimo
confira os vestidos em 100% SEDA PERFEITO!!!!!!
Não acho que as fast-fashion acabem, mas com certeza ocorrerá uma mudança no cenário,um reposicionamento por parte das cadeias de departamento se adequando às novas necessidades e ao novo consumo.
olha eu também não acho que as fast-fashion tão com dias contados, não aqui no BR. a mulherada quer se sentir bonita NA HORA e cinquenta contos todo mundo tem, todo mês. é fácil suprir tudo num lugar só.
Conheço gente que praticamente só compra em fast-fashion, coitado deles se esse mundinho acabar.
Abraços.
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