traje passeio completo?
Tudo mundo conhece o Prêmio Moda Brasil, né? Aquele que vai eleger os melhores profissionais da área aqui no Brasil. Enfim, esse post não é para falar do prêmio em si. Mas sim do dilema que está me causando, por conta de sua premiação no próximo dia 29.
Explico: o evento que vai acontecer no Teatro Municipal de São Paulo pede traje passeio completo. Pois é, um evento de moda – veja bem, MODA – resolveu restringir o traje de seus convidados. Mas enfim, vamos ao que interessa.
Eu sempre achei essas ocasiões que especificam trajes um pouco démodé, sabe? Coisa do passado mesmo. Acho que o principal motivo disse, é o fato de eu não simpatizar muito com os ternos. É que no final todo mundo – pelo menos os homens que não tem muito como variar – ficam sempre meio uniformizados. O Sylvain Justum, do Hypercool também pensa mais ou menos assim. “Acho tão antigo, mas tão antigo, que chega a me dar bode.”
Já o Ricardo Oliveros, do Fora de Moda pensa diferente, “pense comigo: o convite está escrito “passeio completo”. As pessoas deveriam entender isso como um facilitador e não como uma prisão. A Gloria Kalil respondeu para mim numa entrevista que quando um homem é confrontado com outros homens com o mesmo tipo de roupa, é sua atitude que vai ser notada e ele vai se diferenciar dos outros.”
Mas apesar de achar essas convenções um pouco ultrapassadas, não me sinto muito a vontade em desconsidrá-las. Então o jeito é arranjar um terno para o evento. Na verdade eu até tenho um terno, só que com o Glauco Sabino, do Descolex disse, “é um evento de moda” – leia-se não serve qualquer terno.
Em primeiro lugar passeio completo significa um costume (terno), geralmente em tons escuros, tradicionalmente composto por três peças (calça, blazer e colete). Hoje o colete já é dispensável, mas de toda a forma é uma traje para ocasiões formais, então a grava é meio que indispensável.
Ok, só que qual o melhor estilo de terno? Os mais tradicionais, ou esses mais contemporâneos? E se que quiser variar, como faço? Achei melhor ir logo perguntar para quem entende – e muito – do assunto. Oliveros acha que quem quiser ser chic mesmo deve apostar no traje passeio completo tradicional: “terno (paletó+colete+gravata) com camisa com punho duplo com abotoaduras.”
Para ele, as variações ficam por conta dos detalhes. “Um homem mais jovem pode usar uma silhueta mais rente ao corpo, usar um paletó de dois ou de um botão que é super update, abusar de cores mais fortes na camisa, usar contrastes interessantes como o padrão da camisa x padrão da gravata.”
Sylvain também vai pelo mesmo caminho, apostando nos detalhes como cores mais claras, “de repente, com camisa branca SEM gravata e com dois botões abertos”. Outr dica dele para quebra o conservadorismo do conceito de vestir é trocar os sapatos pretos por marrons escuros. “Tênis flats, discretos, podem ser o passo que falta em termos de ousadia fashion.”
Vale lembrar que as regras estão aí para serem quebradas, não é mesmo, ainda mais na moda. Só que como bem lembrou Sylvain, “arrisque se estiver seguro”. Afinal qualquer diferençazinha vai fazer você se destacar entre um monte de gente quase igual. E principalmente por isso E Oliveros alerta: “Para quebrar uma regra, tem que se conhecer muito bem todos os códigos envolvidos para que a ruptura aconteça. Se não, é só mais um rebelde sem calças. Isso me dá mais preguiça do que o exercício da criatividade dentro das normas estabelecidas.”
Enfim, ainda não sei o que vou vestir, mas pelo menos já tenho umas boas idéias na cabeça. E prometo que assim que for resolvendo meu dilema vou contando tudo por aqui.
A Biti escreveu um post ótimo- tem-que-ler, sobre os finalistas do Prêmio Moda Brasil.
Poxa, a organização do evento deveria aproveitar e deixar os convidados - que, com certeza, em sua grande parte são pra lá de criativos - bem à vontade. A noite seria um verdadeiro show de irreverência, bom gosto (e mal gosto também), estilo e bla bla bla. Iria ser uma atração à parte… Beijo!
http://www.lemousse.com.br
Eu acho que a elegância é relativa e sempre deve ser pensada para o ambiente em que estará inserida.
Em uma premiação formal com dress code estabelecido, qualquer tentativa de ruptura é uma deselegancia… você pode estar super moderno, super fashion, super sexy… mas não estava na proposta do evento.
O grande lance é conseguir ser diferente sem contradizer o que foi pedido.
A gravata é obrigatória.
menino, uma loucura isso de traje! também ainda não sei o que vestir, mas imagino que isso de traje seja um pouco flexível, não? quero ver se eles vão barrar alguém na porta =)
bjobjo
Adorei o post! Já estava sabendo da sua noia com o traje pelo twitter haha
O que ficou na minha cabeça desde que vi o convite foi exatamente o que você disse: ” um evento de moda – veja bem, MODA – resolveu restringir o traje de seus convidados”. Pra falar a verdade achei um tanto quanto “broxante”, mesmo sendo mulher e tendo mais opções de traje nessas horas.
Agora só falta fazerem uma versão feminina desse post né?
Como eu disse,sou super favorável ao dress code. Vou ao Prêmio para ver a Maria Bethania e concordo com todas as palavras do post da Biti. Anyway, vai ser ótimo ver como o povo que mexe com modas resolve o dress code. Vou adotar o look mais clássico possível, mesmo porque já usei saia, vestido, já fui super montado, então este tipo de look parace uma montação às avessas, entende?
Desculpe o abuso, vou sugerir um traje:
Terno completo, só que no lugar da calça uma saia a lá Marc Jacobs.
bjos
vai montada de mulher, toda traveca que não é de rua, usa traje de passeio completo… veja a Donatella Versace!
De fato, devo concordar com alguns comentarios…se o evento é de moda,de pessoas que vivem de moda ou adoram moda,este evento é uma otima oportunidade de poder ser criativo,expor seu estilo propprio…(assim como mtos dos indicados)…ao meu ver, moda é isso, evento de moda é para isso…!!!expor, se expor…
mas, mesmo assim ainda nao sei q roupa vou!!!
bjos
Vou para uma festa de 15 anos traje passeio completo,mas quero ir com vestido acima do joelho de tecidos finos não quero fazer feio tem pessoas da alta sociedade.