Moda Masculina Paris Inverno 2009
Nos desfiles de masculinos de Paris aqueles mesmos fundamentos da sobriedade, dos tons escuros e de um ar quase agressivo continuam valendo. O mesmo para os clássicos e básicos que aparecem aos montes, principalmente na alfaiataria. A diferença é que para as marcas de Paris, esta ganha algum frescor ou interesse de forma bem discreta, sempre restrita a detalhes.
Isso fica bem evidente na coleção de Dries Van Noten, onde pequenos detalhes altera a modelagem e proporção da alfaiataria. Calças mais folgadas, com uma simples pregas, terno com apenas um ou dois botões, mas mais deslocados para dentro, cortes circulares e um despojamento calculado resultam numa coleção quase minimalista, sóbria, mas com uma boa dose de conforto.
Lucas Ossendrijver, na Lanvin, também conseguiu um bom trabalho dentro da alfaiataria, sempre bem atento aos detalhes. De um jeito bem menos agressivo, ainda que sóbrio e escuro, que as outras coleções, o estilista consegue um toque suave nos seus looks com aparência confortável, silhueta solta em tecidos desestruturados e leves. Aliás, foi pela boa pesquisa têxtil que Ossendrijver conseguiu boa parte dos efeitos em seus looks. A proporção também é bem interessante, aquela coisa da calça mais volumosa, com blazer mais ajustado e um pouquinho desestruturado. As camisas e camiseta são sempre bem leves, caindo soltas sobre o corpo, de um jeito bem delicado. Interessante como a grife conseguiu uma imagem mais masculina do que antes, mas ainda bem delicada.
Olhando mais para o universo do sporstwear, Kris Van Ache propõe uma alfaiataria bem confortável, repleta de elementos esportivos. Sem grandes novidades, acerta ao dar atenção a pequenos detalhes, como na boa proporção da camisa ou blusa mais longa e leve sobre o blazer mais estruturado, ou então substituindo o abotoamento deste por uma fivela e as golas de camisas por golas volumosas ajustáveis, tipo em parkas.
Em uma das melhores apresentações dos desfiles masculinos de Paris, Rick Owens foi um dos poucos que conhseguiu conseguiu pegar toda essa estética sóbria, escura, quase agressiva e dar a ela um certo romantismo – bem ao seu jeito. Peças de aspecto bem pesado como as botas em coruo de cano alto, casacos pesados em lã ou couro, vinham combinados com peças mais delicadas em algodão bem fino ou numa lã mais leve, sempre desestruturada. Misturando tudo num bom jogo de sobreposições Owens consegue dar um certo frescor e até mesmo emoção a um look fechado, sóbrio demais.
Também aposta na alfaiataria, que se destaca pelos detalhes, ora mais sutis como uma modelagem mais seca ou desestruturada, um abotoamento um pouco deslocado, ora mais forte como nos paletós que parecer ser enrolados no corpo, as vezes combinados com saias – elas estão super aparecendo – ou peças mais volumosas em pele.
Outro que também fez isso com grande sucesso foi Raf Simons. O foco foi também na alfaiataria, aqui numa silhueta mais próxima ao corpo, bem seca, mas não tão skinny como antes. As formas são bem enrijecidas, dando estrutura as jaquetas, que ficam bem moldadas ao corpo.
Isso tudo é quebrado por formas arredondadas nos ombros – que ainda bem moldadas e estruturadas – em boleros de neoprene. Ou então acinturando os paletós e até mesmo colocando neles mangas e costas em tecidos mais leves em cores vivas.
O dois em um e os efeitos trompe l’oeil – dois temas que estão super em alta e que vimos bastante aqui no SPFW – também aparecem em Paris. Como nas boas coleções da Comme des Garçons e Junya Watanbe. Dando o nome de Fashion Illusion a sua coleção, Rei Kawakubo transforma essa desconstrução-reconstrução quase que num patchwork, a medida ternos de aparência bem sóbria ganhavam aplicações e recortes de tecidos em outras tonalidades a padronagens como xadrez, listra e onça.
As vezes essas aplicações vinham na forma de sobreposição da mesma peça, as vezes na junção de duas, ou então apenas como uma decoração com tecido de outras textura e cor. Sempre com um bom jogo de ilusão, que conseguiu trazer um pouco de alegria e fantasia para uma coleção composta basicamente de looks sóbrios. Ah, isso e as saias plissadas, combinadas ou com blazers, colete e camisa, ou então com malhas de tricô mais leves.
Junya Watanabe foi outro que trabalhou com o tema, só que misturando elementos do universo da caça com sua alfaiataria de perfume retro, mas super moderna. Daí que os ternos vinham cheios de elementos de outerwear, com patches de lã ou feltro típico de roupas de caças, recortes xadrezes, ou então sobrepostos a jaquetas de nylon em matelassê. Conforme o desfile vai evoluindo, Watanbe começa a mixar esses dois universos – alfaiataria e caça – numa mesma peça, apresentando blazeres ou coletes em nylon matelassado, ou então em lã bem grossa. Ou então nas jaquetas e peças mais de outerwear, aplica padronagens e tecidos típicos da alfaiataria.
ESTRÉIAS
Essa semana de moda masculina de Paris também foi marcada por algumas estréias. Duas delas que eu achei bem interessante foram a da Hugo by Hugo Boss e do estilista inglês Gareth Pugh.
Na Hugo, o estilista belga Bruno Prieters, misturou um certo futurismo tecnológico do século XVI, com a cena e escolas artísticas da Alemanha nos anos 30. O resultado foi uma imagem consideravelmente forte – tudo bem que não muito nova -, com ternos de corte extremamente preciso e geométrico, e modelagem mais ajustada ao corpo.
As calças skinny vinham com ternos de proporções reduzidas, tanto no comprimento como na modelagem em geral, acinturando levemente, com mangas mais estreitas, e lapelas bem fininhas, as vezes até sem a parte de cima. Muitas vezes os ternos viram quase boleres bem geometrizados, com cortes angulares. Mas é mais para o final, quando o estilista dá um pouco de respiro para as formas – principalmente nas calças – e começa a brincar com estampas xadrezes e listradas que o desfile ganha mais força e frescor.
Já Pugh, dá continuidade a sua estética, com aquela profusão de formas extravagantes, muito vinil e clima bem underground. E ainda que sem mostrar nada de realmente novo, Pugh conseguiu provar que tem muito potencial também no masculino, apresentando boas versões de ternos e blazers, sempre numa silhueta mais justa, com aplicações de materiais sintéticos, como ele bem gosta da trabalhar. Não foi a toa que representantes importantes do grupo LVMH estavam na primeira fila e foram cumprimentar o estilista no backstage. Tem até rumores que Pugh pode vir a substituir Kirs Van Assche na Dior Homme. Será?
Tem mais de temporada de moda masculina aqui.
Tags: Comme des Garçons, Dries Van Noten, Gareth Pugh, Hugo by Hugo Boss, inverno 2009, Junya Watanabe, Kirs Van Assche, Moda Masculina, Raf Simons, Rick Owens









adorei sao lindas adoro modas eo aos meus 15 anos pretendo ja sequir uma carreira stilita!
respondendo o comentario de cima!!!
Isso é por que vc é novo ou vc é gay!!!!!
Não é preconceito mas essa moda não ta com nada
os stilistas so criam pra ganhar dineiro e ainda fazem mal feito…
QUem ia querer ir em uma festa chique vestido de Ozzy (vocalista da banda black sabbath)
Ou com uma plasta preta na cara junto com uma maquiagem de difunto?
Ou melhor com um cabelo de palhaço…
aaaah poupeme se isso ai for moda eu sou a mandante da Prada
Concordo…
desculpe mais os dois estão certos … essa moda não é a melhor a se seguir!!
por que não são roupas tão bem feitas
é baseado em edward maos de tesoura e nao em black sabbath
e sao desconstruidas propositalmente, nao é mal feito… a maquiagem é efeito de passarela, nao é p sair usando igual na rua…
Da um tempo ess moda só pega em época de carnaval ! Falo!!!!!!!!!!!
af vocês não tem estilo, e pra constar eles fazem o modelo, depois adaptam para todos usarem, é claro que não vai ser assim —’ ignorância mata colegas
Pode ter certeza que a roupa que vocês estão usando saiu de uma passarela, de alguma roupa que voce viu e disse ‘nossa nunca vou usar’ , ‘ isso é ridículo’ se informem primeiro ta legal.
É isso ai se infermem primeiro, adorei as roupas