Lady Noire Affair – curta-campanha-metragem
Lembra que eu postei aqui um trailer falando sobre o curta da Dior, o The Lady Noire Affair? Então, o filme finalmente foi liberado na íntegra. E para falar bem a verdade não achei nada demais. Ok, a fotografia é bem bonita, a luz meio sem cor com os tons bem apagados dão um arzinho de filme mais antigo e o figurino é incrível – o que já era de se esperar. Mas o filme em si e a história/roteiro deseja muito a desejar, vai? Ou eu que estou sendo meio amargo hoje?
Aí eu fiquei aqui pensando nessa história de marcas fazerem filmes com “cara de cinema” para internet. É algo meio que novo, não? Porque os comerciais estão ai já faz muuuuuito tempo, mas esses vem com uma carinha diferente. Até por serem chamados de curtas-metragens. Só por isso eles já assumem (ou fingem assumir) um papel totalmente diferente. Vem mesmo parecendo um mini filminho de cinema. A diferença é que o protagonista não é só Marion Cotillard, como nesse caso. Mas também a própria marca Dior e a bolsa que é o produto principal dessa campanha.
Mas no fundo esse filminho pouco se difere de uma campanha publicitária em vídeo. A essência é a mesma. A finalidade também: vender a bolsa Lady Dior. Daí cria-se um roteiro, um diretor é chamado para dar vida (e imagem) a história do papel e o resto são os passos comuns de uma produção de filme. A diferença é que esses vídeos, já que se tratam de marcas de luxo, ganham um toque mais “sofisticado”. Tanto os responsáveis pelo roteiro como o próprio diretor devem ter uma maior liberdade para explorar imagens e toda uma estética própria para determinado filme – o que nem sempre acontece em campanhas publicitárias comuns -, eles podem ser um pouco mais longos e contam com toda uma estratégia de marketing que fazem com que filme ganhe essa cara de cinema.
Parece mais uma caricatura de filme do que um filme de fato.
Eu achei legal!