Paris verão 2010 – Chloé
Com extremo foco na simplicidade, Hannah McGibbon na direção criativa da Chloé, parece estar levando a marca para novos territórios. Deixando para trás aquela feminilidade delicada dos tempos de Karl Lagerfeld, Stella McCartney e Phoebe Philo, o foco agora são em roupas práticas para do dia-a-dia da mulher contemporânea.
Nessa temporada isso significou uma adequação do guarda-roupa masculino para o universo Chloé, sob o ponto de vista de McGibbon. Com quase nenhum acessório ou decoração mais marcante, a silhueta é simples, reta, levemente afastada do corpo. Blazeres de proporções mascuilnas se sobrepõem a leves camisas presas dentro de calças de alfaiataria. Com uma cartela de cores neutra, repletas de tons terrosos, a onda naturista que vem com força total nessa coleção, aparece não só no uso predominante de tecidos naturais, como também nas capas e ponchos, sugerindo proteção para momentos fora do escritório e da cidade.
Pode não ser a Chloé feminina e delicada que deu fama a grife. Mas depois de um período conturbado, com a identidade da marca se enfraquecendo após a saída de Phoebe Philo em 2006, esta coleção parece um novo começo para a marca, bem mais próximo daquele estilo pelo qual a grife ganhou notoriedade, só que adaptados para uma nova realidade.
