Estou um pouco chocado…
Fiquei um pouco chocado com esse comentário da Donna Karan:
“Nós precisamos de desfiles, mas é para a indústria, não para o público generalizado. Toda comunicação deve parar. Não precisa ir para o noticiário, não precisa ir para internet, não precisa chegar aos varejistas para cópias. O que quero dizer, é que estamos matando nossa própria indústria… Tem informação demais lá fora. Temos que aprender a palavra restrição”. via Fashionologie
Juro gente, parece um discurso medieval. Desde os anos 60 a tal democracia fashion vem sendo batalhada custosamente. Aí, com o boom das mídias digitais a informação de moda finalmente começa a circular de maneira mais livre e menos elitista (mesmo que de uma maneira meio maniqueísta).
Só que então, os “big players” da indústria perceberam que o que pode ser uma poderosa ferramenta da marketing, estava também ameaçando algumas garantias e privilégios que, vamos combinar, não fazem mais sentido hoje em dia.
Preciso confessar que sempre tive uma certa admiração por Donna Karan. Tanto pelo que ela representou e fez pelas mulheres lá nos 80, dando um guarda-roupa poderoso àquelas que estavam adentrando o mercado de trabalho pau-a-pau com o sexo masculino; como pelas suas reivindicações por alterações no calendário e lógica de apresentação de coleções.
Já faz um bom tempo que ela vem pedindo para reduzir o intervalo entre os desfiles e a época em que as roupas chegam às lojas de fato – coisa que eu acho super válido como já falei aqui. Só que aí, semana passada num evento da Parson School of Design, enquanto ela argumentava isso, deixou escapar que não é por mera adequação ao imediatismo que pauta os dias de hoje.
“Ok, chega de entregar roupas de inverno em julho e junho para que estejam em liquidação em setembro quando o clima ainda nem mudou de fato. Nós temos que entrar num sistema em que falemos de acordo com a estação que estamos. (…) Nós condicionamos o consumidor a comprar na liquidação – eu não quero comprar com preço cheio, porque posso comprar em promoção… Nós transformamos nosso negócio, num mercado de liquidações”. via Fashionologie.
Só eu que achou todo esse pensamento um tanto quanto retrógada?
Nossa, muito século passado esse pensamento. É uma pena que ainda existam pessoas assim no mundo da moda, que é super inovador e liberal na sua essência.
Nossa concordo plenamente e admito que fiquei um pouco chocada com as declarações!
Oi meu nome é Alessandro, eu trabalho com a Flávia na Franceschini que fez ano passado uma entrevista sobre o Avenida Q.
Neste momento estamos realizando uma importante pesquisa para a indústria automotiva conhecer melhor os seus consumidores e desenvolver veículos que melhor atendam às suas necessidades, precisamos entrevistar pessoas que morem no Rio de Janeiro e tenham compraram carro 0Km em 2009.
Reiteramos que entre os 1500 respondentes desta pesquisa serão sorteados dois netbooks SONY VAIO VPC-W160AB (com processador intel, memória de 2 Gigabytes, Tela de 10 polegadas), entre as pessoas que responderem as duas pesquisas na integra. Ao final da segunda entrevista o sr(a) receberá um número com quatro dígitos (milhar) para concorrer ao sorteio pela extração da loteria federal, que ocorrerá no dia 7 de abril de 2010. A ordem de premiação respeitará do primeiro ao quinto prêmio e havendo necessidade se utilizará o próximo sorteio de 10 de abril (sábado).
Caso conheça alguém nesse perfil peça que envie nome e telefone para luciana@franceschini.com.br, para que possamos entrar em contato e esclarecer qualquer dúvida.
Conto com sua colaboração.
Luciana 11 5099-6510.
Realmente ela foi bastante radical!
Meio egoista da parte dela.
É decepcionante ler declarações como essas, vindas de alguém como a Donna Karan. Além de retrógrada, essa visão contém um ranço extremamente elitista, ignorando que o grande “público generalizado” é que sustenta a indústria da moda. Em tempos em que o mercado da moda começa a aceitar o poder das novas mídias, como os blogs de internet, como divulgadores de tendências e formadores de opinião, afirmar que é preciso se restringir informação soa medieval, beirando o ingênuo.
Nós sempre vamos ouvir posicionamento retrógrados.. outro dia foi um CEO não me lembro de que empresa, organismo ou impensa americana, que detonou a internet… isso sempre vai haver, o pensamento retrógrado e elitista. Apenas alguns têm coragem para falar… ou vcs estão esquecidos de dona Glória Coelho dizendo que as clientes dela não querem mais modelos negras (ou seria a ela que isso não interessaria)?!?!… normalmente isso indica (não sempre) esse posicionamento tem o quê de decadência). Bjssss