Paris Fashion Week - Alexander McQueen

Alexander McQueen, Paris, Paris Fashion Week, verão 2009 No Comments »

De certo modo o tema esteve bem presente nas coleções para o verão 2009. Geralmente em inspirações mais étnicas, como África e Egito. Porém, para Alexander McQueen não foi preciso nenhum outro desdobramento sobre o tema. Natureza, pura e simples, em suas cores e texturas foi o que serviu como fonte de inspiração para o estilista, que a partir daí tomou um cunho mais ambientalista falando da espécies ameaçadas e também relembrando os conceitos de evolução natural da Charles Darwin.

O cenário já dizia bastante, uma projeção do globo em rotação, que as vezes morfava para um grande olho, sob réplicas de animais em extinção, como tigres, elefantes, girafas e urso polares. Agora bem menos agressivo em suas abordagens sobre os temas, McQueen se foca nos detalhes, ressaltando ainda mais suas habilidades dignas de alta-costura. Um lado muito mais romântico e delicado (detalhista) que no fundo é um dos pontos mais altos em seus trabalhos aqui.

Para o verão 2009, além de construções mais estruturadas se foca nas estampas, em referências as madeiras das árvores ou às peles dos animas, ou as vezes num hibrido entre os dois. Estampas de ossos, de um jeito nada literal, já vêm pendendo mais para o lado subversivo do estilista, assim como os looks bem estruturados em preto, com estampas suaves em tons de cinza, mostrando seios e outras curvas do corpo humano.

Darwin também serve como deixa para McQueen trabalhar suas influências eduardianas que sempre estiveram bem presentes em suas coleção. Aí dá um verdadeiro show de acabamento e de habilidades de alta-costura. Nos looks mais romântico, com volumes um pouco maiores, mais cheios de delicadeza e suavidade. Vestidos com estampas florais delicadas, vem aqui com cintura bem marcada por espécies de corsets de couros.

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McQueen para Target???

Alexander McQueen, McQ, Target, moda 1 Comment »

 

Diz que Alexander McQueen, um dos estilistas mais revoulicionários-importantes-contestadores, está para lançar uma linha suuuper barata em parceria com a rede de super-mercados Target.

 

Pois é, McQueen, que além de sua marca principal tem uma segunda linha mais focado no jeanswear e uma colaboração super legal com a Puma, pode seguir os passos de Isaac Mizrahi e dos meninos da Proenza Schouler, que também já desenharam coleções limitadas para a Target.

 

Não é nada certo ainda, mas os rumores parece ser um dos mais quentes do ano. Vamos torcer para que seja verdade. E para ser bem sincero, fiquei super curioso para ver como McQueen ia traduzir todo seu universo tão subjetivos e subversivo para um coleção bem popular e massificada. Ruim não deve ser, já que na McQ, sua segunda linha, o estilista consegue diluir bem o conceito de sua marca principal sem ficar naquela chatice extrema do comercial. É esperar para ver…

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moda performática

Alexander McQueen, Uncategorized, moda, performance 6 Comments »

Para começar essa matéria, vamos analisar a etimologia da palavra desfile, só que em inglês. Na língua da Rainha Elizabeth, desfile = fashion show (drama!). E show em português, todo mundo bem sabe, pode ser traduzido como espetáculo, palavra que facilmente se relaciona com o teatro. E moda e teatro muitas vezes falam a mesma língua, bebem da mesma fonte, servem de inspiração um para o outro e até se utilizam de elementos dos dois universos.

 

Não foram poucos os estilistas que já colaboraram com figurinos de peças teatrais - em sua maioria balés ou musicais. Jean Paul Gaultier com Régine Chopinot, Christian Lacroix com a Ópera de Paris, Yohji Yamamoto com Pina Bausch e Issey Miyake com Willian Forsythe, são apenas alguns exemplos de colaborações de estilistas com o mundo do teatro e/ou da dança.

 


 

Aqui no Brasil essas parcerias são mais discretas e ainda não foram muito exploradas, talvez pela falta de recursos ($$$) da indústria teatral. Ronaldo Fraga já chegou a assinar o figurino para trabalho Grupo Corpo, além de Isabela Capeto, Samuel Cirnansck e a marca Patachou que também já trabalharam com figurinos teatrais.

 

Mas tudo o que vai, volta, não é mesmo? Por isso muita vezes os desfiles de moda acabam tomando proporções bem teatrais, com direito à performances e danças, para fugir daquele formato batido do simples desfilar ao som de uma música modernete.

 

Já vimos desfiles com danças, projeções holográficas, roupas que se transformavam, bandas, e até uma apresentação de ballet - pense em Issey Miyake, que botou os modelos como os próprios bailarinos do balé de Forsythe.

 

 

Em território nacional, Lino Villaventura, Ronaldo Fraga, Karlla Girotto e Adriano Costa talvez sejam os estilistas que mais apostaram no formato teatral para apresentar suas coleções. No exterior não resta dúvida: Alexander McQueen e Hussein Chalayan sabem como poucos explorar formas performáticas para substituir a tradicional passarela.

 

 

“Na exposição Vizinhos, que procurava evidenciar o legado de Leonilson no jovem artista, realizada na Galeria Vermelho, em São Paulo, tiveram lugar as performances de moda, sob o título Corações ex-postos. A idéia era usar a moda para restabelecer a ponte–que Leonilson tanto buscava – entre o desejo do movimento, mesmo que fugaz, e a obra de arte. A escolha dos estilistas repousou na observação de quem na moda estabeleceria um diálogo com Leonilson. A escolha recaiu sobre Karlla Girotto, Raquel Uendi, Priscilla Darolt e Adriano Costa, que de diferentes formas responderam à questão, mas que tinham pelo menos um traço comum: formação ou ligação com artes plásticas, ocupando de certa forma um“não-lugar”no mundo da moda, talvez porque cada uma das produções representa uma antítese do caráter modal, do cíclico, das tendências gramáticas tão caras ao mercado fashion”, escreveu Ricardo Oliveros para a Revista Cult.

 

 

O assunto é bem polêmico já que esbarra na eterna discussão da pergunta: moda é arte? Será que um desfile, ou melhor, a moda como linguagem, tem a capacidade de produzir imagens que revelam o espírito e vontades de determinado tempo? “Talvez isso explique porque cada vez mais galerias e museus dão espaço para as relações que ela propõe”, responde Oliveros.

 

E não vamos esquecer o questionamento que começa a surgir hoje sobre a importância dos desfiles. Estes acontecem duas vezes ao ano, mais ou menos a cada 6 meses, com o intuito de apresentar/divulgar para compradores e imprensa as novidades de uma coleção. Antigamente, no começo do século XX, eram apenas com os próprios desfiles que as roupas podiam ser encomendadas pelos consumidores mais ávidos e, posteriormente, pelos compradores que revenderiam as criações.

 

 

Hoje em dia já não é bem assim. Pode-se tranquilamente comprar e encomendar diversas peças de uma coleção sem assistir ao desfile. E isso graças aos showrooms. Com isso, o que era de se esperar e que de fato aconteceu durante algum tempo, foi que os desfiles assumiram a forma de performance, de show. Quem viveu nos anos 80 aqui no Brasil deve se lembrar dos mega desfiles orquestrados por Paulo Borges (hoje diretor artístico do SPFW) e o estilista Conrado Segreto. A coisa era tão artsy que inclusive tinha atrizes no lugar das modelos, caso de Deborah Block.

 

Daí aquela idéia de se esperar algo mais elaborado de um desfile de moda, algo que encante, fascine, como que um ato teatral, ou como um happening contemporâneo, como explica Oliveros: “Têm vários autores que defendem esta tese que é meio polêmica. Mas se considerarmos que a performance é uma linguagem que reúne várias outras em uma ação, alguns desfiles, como os supracitados, podem receber esta leitura crítica, sim. O problema é a generalização, todo desfile é uma performance? Não. Mas alguns desfiles pode ser considerados como tais? Sim.”

 

Texto publicado orignalmente no site do SPFW

 

 

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SURF À LA MCQUEEN

. DESFILES ., Alexander McQueen, Moda Masculina, Verão 2008 No Comments »

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Fotos por Marcio Madeira

Do glamour extremo aos esporte radicais, o verão 2008 começou focado no homem que trabalha duro no seu gabinete e se diverte no seu yatch particular”, escreveu Suzy Menkes em sua primeira matéria sobre as primeiras coleções desta semana de moda masculina, em Milão.

Já faz umas duas estações que o sportwear vem aparecendo com considerável força, ganhando cada vez mais espaço na moda. Marie Rucky, na sua passagem por São Paulo, também já cantou que a tendência na moda é cada vez mais conforto e, vamos combinar, roupas esportivas sabem bem como fazer isso. Tudo isso para falar que as referências e elementos do sportwear estão mais presentes do que nunca nas passarelas internacionais. Principalmente esportes aquáticos – afinal é verão – e radicais.

No primeiro dia quem melhor aproveitou tais referências foi Christopher Bailey, na Burberry, com seus surfistas ultra coloridos e tecnológicos. E esse mesmo universo surfer é o que dá o tom na coleção de Alexander McQueen. Aparentemente, é estranho pensar em McQueen, que sempre teve uma maior predileção por temas obscuros ou subversivos, fazendo uma coleção mias voltada para o surfwear. Mas no fim, a combinação parece perfeita, com tudo que McQueen tem de melhor.

À começar que a inspiração não foi puramente o surfe, e sim uma imagem de LeRoy Grannis, de 1961, de um garoto surfando com um terno perto e camisa branca – entendeu o porquê dos looks finais, molhados, né? Depois, os modelos vinham com cabelo todo jogado para trás, num mega topete, meio rockabilli anos 50, com aquele ar rebelde que o estilista tanto gosta.

As referências ao esporte também não são nada clichês e literais, prevalecendo o que McQueen faz de melhor: a alfaiataria. Os blazers vêm em proporções mais oversized, bem quadradrões, combinados com bermudas mais soltas ou calças curtas, terminando no tornozelo. As camisas e camisetas tem caimento mais despojado e solto, assim como os maxi pulls bem estampados e divertidos. Os tecidos high-tech não ficam de fora, aparecendo em algumas leggins, como referências mais óbvias aos wetsuits dos surfitas e em algumas parkas ou camisas e camisetas.

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