oscar, tapete vermelho e figurino
Across the universe, Desejo e Reparação, Elizabeth, Figurino, Oscar, Tapete Vermelho 6 Comments »Ontem teve Oscar, acho que todo mundo já deve estar sabendo, né? Achei a cerimônia em geral bem fraquinha em comparação aos eventos anteriores e principalmente à edição passada. Esta que foi a 80a edição, pretendia (ou deveria, em tese pelo menos) se super comemorada, afinal são 80 anos de Academy Awards.
Mas não. A festa e apresentações foram bem fraquinhas mesmo, sem nada de mais, com piadas quase que sem graças, sem grandes atrações. Talvez o motivo tenha sido todo aquele problema gerado pela greve de roteiristas que deixou todo mundo morrendo de medo de não ter cerimônia nenhuma e os vencedores serem anunciado numa conferência, tipo o Globo de Ouro.
Até o tapete vermelho – que eu já falei aqui – foi mais fraco, sem nenhum vestido realmente incrível, digno de entrar para a história do tapete vermelho. Tiveram bons looks, como o de Cameron Diaz (um dos meus preferidos), Hedi Klum e Lanvin de Tilda Swinton, que na minha opinião foi O vestido desta edição. A atriz nunca tinha sido nomeada ao Oscar (e ganhou o prêmio por melhor atriz coadjuvante) – não sei se ela já tinha ido a cerimônia antes, mas acho que não – e arrasou com um vestido que apesar de preto, cor meio coringa, se destacou de todos os outros pela simplicidade, assimetria e informação de moda.
E já que o blog é de moda vamos ao prêmio que tem mais a ver: o de melhor figurino. Quem ganhou foi Elizabeth – The Golden Queen, o que já era super previsível, já que o Oscar tem tradição de premiar figurinos históricos. Confesso que ainda não assisti ao filme, mas pelo pouco que vi em trailers e fotos, o figurino é realmente incrível.
Mas já deu, né? O primeiro Elizabeth já ganhou o prêmio de melhor figurino, ano passado foi Maria Antonieta e agora Elizabeth de novo. Não desmerecendo as prêmios, pois todos os figurinos são impecáveis, não só em questão estética mas em adequação ao contexto do filme e da época em que a história se passa.

Mas será que não é hora de mudar um pouco? O Across The Universe, outro concorrente ao melhor figurino (meu favorito) que tem muito mais a dizer do que Elizabeth. Não só por ser menos datado, mas por expressar muito mais a mensagem do filme e de seus personagens. As roupas do filme comunica-se muito mais com o público do que em Elizabeth, onde as roupas não saem dali, ficam presas naquela década.
Em Across The Universe, ou até mesmo em Desejo e Reparação – que também concorria ao prêmio, junto com Sweeny Todd e Piaf – o figurino tem uma linguagem muito mais real e com apelo para a realidade de hoje. Por mais de época que Desejo e Reparação seja, seu figurino tem uma força e uma capacidade de ser adaptado para a vida real imensa, ao mesmo tempo que faz todo o sentido dentro do contexto histórico e narrativo do filme.
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