Archive for the ‘inverno 2009’ Category

Os Acessórios da Chanel Inverno 2009

Monday, May 11th, 2009

Sobriedade, simplicidade e austeridade foram algumas das principais palavras que marcaram as coleções internacionais para o inverno 2009. A tal da “nova modéstia” que pede um look sem muita decoração ou frivolidades: leia-se ausência quase que total de babados, plissados e outras decorações que antes vinham marcando as coleções com valores bem femininos. É a vez do monocromia, da alfaiataria e de um look mais fechado, com corte preciso e caimento sem muito movimento.

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E numa temporada onde os tailleurs e vestido-blazeres estavam no topo de qualquer wish-list, a Chanel apresentou algumas das melhores versões. Mas o mais interessante não estava nas roupas em si, e sim nos acessórios. Meio que uma versão simplificada daquelas formas à la origami que Karl Lagerfeld apresentou na coleção de alta-costura da marca.

Nesse fim de semana fiquei revendo as coleções e cheguei a conclusão de que eles são uma ótima saída para dar uma quebrada na sobriedade ou “masculinidade” dos looks dessa estação. No desfiles pareciam que essas decorações faziam parte das roupas, quando na verdade são todos removíveis. Golas e punhos em vinham com plissados, babados, lacinhos de cetim e até camélias em chiffons. Em parte como clara referência ao pai do dandy, Beau Brummel – inspiração declarada de Karl Lagerfeld para esta coleção – em parte para dar uma aliviada na austeridade dos looks.

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E vamos combinar que por mais andrógino que fosse o look de Coco Chanel, nunca faltava um singelo elemento em seu visual que exalasse delicadeza e valores mais feminino de um jeito bem sutil, porém extremamente sofisticado e elegante. Vide as pérolas, a profusão de pulseiras e a incansável paixão por camélias.

E sabe o que é melhor? São o tipo de acessórios que super dá para gente fazer sozinho. Basta um pouco de tecido ou qualquer outro material para usar como decoração e uma boa costureira. E se as golas podem parecer um pouco exageradas para a vida real, os punhos são ótimas opções para dar um toque mais sofisticado e elegante ao look. Se for usado com peças mais sóbrias como as do desfiles melhor ainda.

Ombreiras -Um Caso De Amor E Ódio

Thursday, May 7th, 2009

Olha, a cada dia que passa eu chego a conclusão que as pessoas de uma idéia de anos 80 totalmente equivocada. Sim, eu sei que a moda dessa época tem lá seu grau de exagero extremo, beirando muita vezes a cafonice ou o brega. Não faz muito tempo que me vi numa conversa com umas amigas que iam numa “festa brega” e estavam discutindo no que vestir. Eis que uma delas me vira e fala: “Ah, é só ir bem anos 80, com qualquer coisa com ombreiras”.

Gente, ombreiras não são tão demoníacas assim, vai? Eu sei que muitas daquelas usadas na década de 80 eram bem feias, quadradonas, gigantescas e nada favoreciam a silhueta feminina – afinal essa não era a intenção mesmo, né? Daí que as pessoas ficam com essa concepção de ombreiras totalmente errônea, achando que é mais um retorno de um elemento horrendo dos anos 80.

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Blzares com ombreiras - Calvin Klein, Martin Margiela em Carine Roitfeld e Stella McCartney

E aí quando a gente fala que as ombreiras estão ganhando cada vez mais força – tanto que já até começam a cansar -, todo mundo acha que é loucura de fashionista. Tudo bem, até pode ser um pouco, afinal apesar de adorar um look com ombrinhos estruturados e marcados, eu não acredito que a gente vá ver muita gente assim na rua.

Enfim, desde de o verão 2007 as ombreiras estão tentando fazer seu tão esperado “come back”. Foi uma temporada que super se inspirou nos anos 80, principalmente no seu lado mais futurista. Assim era meio difícil passar com ombros desapercebidos. Desde então as ombreiras vem aparecendo de forma bem esporádica em várias coleções do planeta fashion.

Balmania!

Balmania!

Daí no verão 2009 elas voltaram novamente, e ainda com mais força, o que persistiu no inverno 2009, que veio cheio de referências 80’s novamente – pense em Marc Jacos, Louis Vuitton, Calvin Klein, YSL, Stella McCartney e muitas outras. Depois da Balenciaga e Martin Margiela com seus ombros pontudos e estruturados, veio a epidemida Balmania (da Balmain) instaurando o look tough-chic de Christopher Decarin, com aquele estética rock’n’roll cheia da glamour, onde os ombros ganhavam toda atenção.

Não teve jeito, depois disso as ombreiras começaram a migrar das passarelas para os guarda-roupas dos mais antenados e fashionistas com muito mais freqüência. E vamos combinar que essas “novas” são bem diferentes daquelas dos anos 80. A maioria delas – e quase sempre as mais indicadas – são bem menos exageradas. Em vez de dar um super volume nos ombros, elas só marcam a região de forma mais angular ou geométrica, ou então mais arredondadas. Até mesmo as mais pontudas, tipo as da Balmain não são tão maxi assim. Tem uma certa curvinha mais arredondada que dão um pouco mais de suavidade aos ombros.

O momo como o resto do look é composto ajuda também a não dar uma impressão muito exagerada. Como o casaco, blazer, jaqueta ou qualquer outra peça com ombreiras chama mais atenção, é melhor optar por peças mais simples, tipo uma camisa ou camisetainha simples, uma saia lápis ou mais ajustadas ou uma calça sem muito volume. Cores neutras ou escuras também ajudam. E ao marcar bem os ombros a cintura afina (de modo ilusório) quase que instantaneamente.

Ombros marcado: Louis Vuitton, Balenciaga e Marc Jacobs

Ombros marcado: Louis Vuitton, Balenciaga e Marc Jacobs

E as vezes nem precisa ser ombreiras propriamente ditas para marcar os ombros. Nessa última temporada a gente viu um monte de jeitos super interessantes de chamar a atenção para essa região do corpo. Algumas blusas vem com mangas mais volumosas nos ombros, ou com pregas, costuras e construções mais delicadas que funcionam do mesmo jeito, só de forma mais delicada.

Sem contar que o look super tem a ver com nosso tempo. Dá uma quebrada naquela estética mais feminina que vinha dominando há algumas temporadas, trazendo ares mais austeros e sóbrios. Enfim, é deixar o preconceito de lado apostar nos ombros marcado.

Luvas De Um Jeito Quase Tropical

Wednesday, May 6th, 2009

Eu sempre tive muito preconceito e olhei feio para quem usava luvas no inverno aqui em São Paulo. Sério, acho que por mais frio que possa fazer, achava um tanto quanto exagerado o uso desse acessório. Mas ainda assim, foi meio que impossível não reparar a constante aparição delas nas coleções desta temporada (inverno 2009). Tinham de todos os jeitos, curtinhas, de lã, de couro, com dedos de fora, com aplicações de taxas e principalmente longas. Mas como achava meio inapropriado para nosso clima tropical não dei muita importância.

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Na Huis Clos tem algumas das melhores luvas da estação.

Aí no mês passado a Sissi Esamnhoto fez um post ótimo no blog dela falando que já estava mais do que na hora da gente rever nossos conceitos sobre esse acessório que marcou presença nessa temporada. Ela faz uma argumentação super válida, dizendo que com esse nosso clima maluco vale muito mais a pena a gente sair de casa com um bom par de luvas longas para aquecer os braços e mãos quando a temperatura cair um pouco mais do que o comum sem avisar. Afinal, é muito mais prático e fácil de carregar do que um cardigan ou outro casaco qualquer, né?

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luvas do Alexandre Herchcovitch com taxinhas pretas e coloridas

Luvas com dedos de fora do Reinaldo Lourenço

Luvas com dedos de fora do Reinaldo Lourenço

Ai você pode sair de casas com uma blusa ou camiseta de mangas curtas, ou até mesmo uma regata e arrasar nas luvas longas. Lógico que não precisa ser nenhuma luva mega quente. Aliás essas que as marcas nacionais fizeram são super adequadas ao nosso clima. Mesmo aquelas de lã da Huis Clos são mais fininhas e super dão conta desse friozinho que já está começando fazer.

Fiquei com o assunto na cabeça e então resolvi ir atrás de algumas opções. Além das da Huis Clos – tem de couro, veludo e lã -, que são as melhoras da estação, tem no Alexandre Herchcovitch umas em couro bem fininho com aplicações de taxinhas na mesma cor, que acabam por dar um toque um pouco mais chique. As clarinhas com tachas coloridas também são super fofas.

Luvas de moletom da Osklen, perfeita para nosso clima

Luvas de moletom da Osklen, perfeita para nosso clima

A Osklen também vez umas ótimas em moletom e devem ser super gostosas de usar. Lá tem também uma com os dedinhos de fora que são ótimas para nosso clima. Essas com abertura nos dedos, que tem ótimas também no Reinaldo Lourenço, funcionam super bem em sobreposições com mangas um pouquinho mais compridas, sabe? Tipo a luva já sai de baixo da manga – que se for mais volumosa fica ótimo – se ajustando um pouquinho mais no braço. Sem contar que é bem chique, né? As luvas longas por si só já acrescentam uma boa dose de sofisticação ao look. Agora só falta mesmo a gente se adaptar a esse novo conceito.

Eu e minha obsessão (ou quase) por camisas de flanela

Tuesday, May 5th, 2009

Já faz um tempo que eu ando meio obcecado por camisas de flanelas. Acho que já está até ficando chato de falar isso aqui, de tanto que estou repetindo. Mas enfim, parece que fui picado um tanto quanto tardiamente pelo mosquito do grunge/anos 90. Daí que eu não parava de pensar em lugares onde poderia encontrar uma boa camisa desse estilo, com aquela xadrez típico dos lenhadores canadenses ou do norte dos Estados Unidos.

Brechós seriam a primeira – e mais garantida – opção, mas por algum motivo bizarro ou força maior, sempre encontro alguma dificuldade com roupas de brechós. Ainda mais com camisas. Não por preconceito nem nada do tipo, mas é que simplesmente sempre parece haver alguma coisa de errado com elas. Não me caem bem, tem algum probleminha de proporção, a modelagem não funciona para mim… Enfim, brechó não iria funcionar.

Daí, no domingo passado (03/05) fui lá no Shopping Cidade Jardim para conhecer a loja nova da Ellus, a Ellus And Guests, e qual não foi minha surpresa quando me deparo com um monte de camisas super noventinha, no melhor estilo grunge? Na hora até me senti meio burro, afinal a coleção da marca veio repleta de referências a essa década e estilo, e eu nem me liguei.

Daí fiquei meio que passando todas as coleções na cabeça e me dei conta que boa parte delas deviam ter uma camisa desse tipo, ou pelo menos alguma versão dela. O masculino do Alexandre Herchcovitch, 2nd Floor, V.ROM e de repente até na Osklen que mostrou uma coleção super grunge.

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Mas voltando a Ellus And Guest. Lá tinha desde versões em algodão mesmo, mais fininho, mas com aquela típica estampa xadrez, como as originais de flanela – que são as mais legais. A única diferença – tirando o preço que achei bem carinho para uma camisa de flanela (R$284,00) era que essas tinha uma modelagem um pouco menos oversized. Com corte mais certinho e comprimento quase que padrão. Mas até aí, se a idéia é usar mesmo num estilo mais grunge, é só compra um ou dois números maior e arrasar com seu camisåo xadrez.

O mais legal é combinar ele com uma camiseta ou regata um pouco mais sequinha, de preferência lisa. Aquelas camisetas com aspecto podrinho, de envelhecido, com malha bem fininha, super funcionam. Estampas até que rolam, mas requerem um pouco mais de habilidade na hora de coordenar para não sair numa explosão de cores, né?

Se a camisa for mais largona na parte de baixo é legal compensar com alguma peça um pouco mais seca. Não precisa ser skinny – se bem que uma legging com um bom sapato pesado, ou até uma meia calça opaca com uma sandália plataforma bem pesada iria ficar incrível -, mas apenas mais seca. As boyfriend pants, também funcionam, mas se for jeans e muito detonada, fica quase uma fantasia grunge, sabe? Talvez seja só implicância minha, sei lá… Mas se for para usar com uma calça mais larga, eu prefiro usar com uma camisa um pouco mais ajustada ao corpo, ou não tão oversized.

Também é legal de usar sobrepondo um vestido, ou então, se o dia estiver mais quente, substituir a calça por um shortinhos jeans mais soltinho, por curto. Enfim, o bom da camisa de flanela é bem isso. É uma peça super versátil que dá para usar de várias formas, adaptando-a a cada situação. Agora é só achar um modelo ideal.

As Campanhas Nacionais De Inverno 2009

Thursday, April 23rd, 2009
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Quem é aficionado por blogs já deve ter reparado que não param de aparecer boatos sobre as campanhas internacionais para o inverno 2009, né? Pois é, lá fora o verão mau começou e logo mais já vão começar a aparecer as novas imagens das principais grifes do planeta fashion. Por aqui, a gente já tem um bom material de publicidade das nossas marcas. E como quase ninguém acaba falando das nossas campanhas resolvi fazer um apanhado de todas elas.

E sabe o que? Tem bastante coisa boa, viu? Não sei se é a crise ou apenas um bom senso repentino que fez com que todo mundo ficasse um pouco mais pé no chão, mas as campanhas nacionais para o inverno 2009 vieram de um modo geral mais simples. O que não significa imagens pobres ou sem muito informação. Mas sim uma estética mais limpa, sem grandes produções ou milhões de efeitos de pós-produção. De um modo geral, a maioria optou por cenários bem simples ou locações mais comuns, de modo que o foco vai mesmo para a roupa e não para todo o entorno.

Maria Garcia

Maria Garcia

Outra coisa bem recorrente é esse clima mais sombrio e escuro que domina quase todas as campanhas. Cores frias ou tons neutros e pastéis, as vezes com um certo aspecto envelhecido são cores e luzes que foram bastante usadas. Só de ser inverno tudo isso já faz um certo sentido, mas no fim essa temporada toda falou de sobriedade e austeridade e também dessa dita “nova simplicidade”.

Ah, foram poucas as marcas que decidiram usar celebridades em suas campanhas. Só aquelas que tem um apelo mais popular, como Hering, Osmoze e Mega Polo Moda que trocaram as modelos por nomes mais conhecidos. A C&A foi um caso aparte. A rede não usou nenhuma celebridade mas preferiu escolher modelos bem conhecidos, talvez por uma certa vontade de imprimir uma imagem mais de moda mesmo.

Minhas favoritas? Justamente as mais simples de toda, tipo da Maria Garcia, Osklen, Huis Clos e Ellus. Gosto desse clima bem limpo da Maria Garcia, com as modelos no cantinho das fotos, da coisa enevoada e super glamourosa da Huis Clos e da simplicidade básica da Ellus.

Entrevista com Sara Kawasaki – não é só rejuvenecer a marca…

Thursday, April 16th, 2009

Huis Clos- SPFW Inverno 2009

Na última edição do SPFW, uma das coleções que causou maior impacto, dividindo opinião de jornalistas e fahsionistas, foi a da Huis Clos. De um lado ficaram aqueles que dizia que a coleção veio jovem de mais ou sexy de mais para a mulher que consume a marca. De outro, aqueles que adorara a injeção de frescor na grife que desde que assumida por Sara Kawaski, vem buscando sutilmente atrair um público mais jovem a medida que vai inserindo elementos novos no repertório da Huis Clos.

Tendo como ponto de partido o livro “The Power of Glamour”, da Annetter Taert – sobre as divas de Hollywood como Marlene Dietrich, Gloria Swanson e Joan Crawford – o inverno 2009 da marca fala de anos 40 sem ser muito literal, fala de um luxo e glamour discreto, quase que intrínseco as roupas, ao mesmo tempo que carrega uma linguagem mais sensual. Tudo isso se traduz numa alfaiataria bem feminina, onde a extrema atenção aos mínimos detalhes faz toda a diferença. Aliás, são nesses pequenos detalhes que se esconde toda a grandiosidade da coleção. É aí também que todo esse glamour e luxo ganham maior expressão. Desde a esperta escolha e manuseio dos tecidos, a modelagem e proporção inteligente, confortável ao mesmo tempo que levemente sexy, até as aplicações bem localizadas de correntes, pele e outros detalhes como pregas, amarrações e alguns volumes bem discretos.

Na tarde dessa última quarta-feira (15/04) me encontrei com Sara Kawasaki, estilista da marca para falar um pouco sobre seu trabalho dentro da Huis Clos e sobre a coleção de inverno 2009. Para quem tinha alguma dúvida sobre os rumos da marca, no vídeo a seguir fica mais do que evidente o quão essencial é esse frescor que a jovem estilista está trazendo para a grife.

De Consultora à Diretora de Criação

Tuesday, April 14th, 2009

tito-regina_menorUi ui ui! Acabei de receber um comunicado da Duo Press dizendo que Regina Guerreiro agora passa a responder pela direção criativa da TNG. De agora em diante a legendária, como é conhecida por muitos, vai participar de todos os processos e etapas de criação da grife. Segundo Tito Bessa Jr, presidente da marca, “Regina está com a tng há várias estações, como consultora. O convívio foi ficando cada vez maior, assim como a relação dela com a marca. Achei que estava na hora de estreitar essa relação e contratei Regina para o cargo”.

E vamos combinar que Regina tem feito um ótimo trabalho nessas três últimas coleções que trabalhou como consultora, né? A última, para o inverno 2009 foi uma das melhores de todo o tempo da grife. O foco volta quase que totalmente para o jeans – afinal é no jeanswear que a marca ganha destaque. O tecido vem trabalhado em uma série de jaquetas, macacões, calças – desde as skinny até as mais largas que prometem ser hit nesse inverno – e numa séria de lavagens, tanto no clássico azul, como no preto. As formas variam bastante também, entre justas e mais soltas, o que fica sempre presente é uma certa desestruturação nos looks, uma assimetria delicada que ajuda a dar um toque mais contemporâneo para a coleção.

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A marca também apostada pesado no tricô, que acaba sendo outro ponto de destaque da coleção. Tanto as malhas como os vestidos, como os mais justo, tipo tubinho, com manga longa, que devem vender rapidinho, assim que chegarem as lojas. Bem interessante também essa alfaiataria mais despojada, tanto para os meninos, quanto para as meninas. Enfim, foi sem muitas repetições, com imagens simples, mas cheias de potencial, que Regina Guerreiro conseguiu cativar fashionistas que sempre torciam o nariz para coleções da TNG.

Efeitos da crise em fotos pelo Sytle.com

Monday, April 13th, 2009
Looks de YSL e Alexander McQueen

Looks de YSL e Alexander McQueen

Bem legal essa matéria do Style.com analisando algumas conseqüências das crise nessa última temporada de desfiles. Lá eles comparam tudo, desde as coleções em si, até o make, cenário, lista de convidados e celebridades na primeira fila. No geral, assim de forma bem resumida, é meio que uma divisão entre aqueles que tiveram posição mais realista ou moderada e aqueles que apostaram no lado sonhador, fantasioso e escapistas da moda.

Mas o mais legal não é nem sobre as coleções e desfiles em si. Mesmo porque disso a gente já fala desde que os desfiles estavam acontecendo. Tem aqueles que apostaram num estilo mais simples, prático e funcional, sempre pensando na vida real, e os que investiram em teatralidades, em apresentações marcantes. Respectivamente temos de um lado, Lanvin, YSL, Prada, Jil Sander, Calvin Klein e de outro Alexander McQueen, John Galliano e Gareth Pugh.

salas de desfile de Vera Wang e Chanel

salas de desfile de Vera Wang e Chanel

O que é bem interessante mesmo são os outros pontos de um desfile/temporada de moda que acabaram sofrendo com a falta de dinheiro e instabilidade econômica do mercado. Marcas que reduziram a lista de convidados, ou então que cortaram as celebridades da primeira fila, que mudaram o local do desfile para uma locação menor e mais baratas, diferentes tipos de castings de modelos, festas mais intimistas (quando tinham festas), e até o estilo das pessoas que freqüentam as semanas de moda passaram por avaliação, mostrando alguns looks naquele estilo recessionista e outros mais extravagantes.

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Legal também que mostra como algumas tendências recorrentes acabaram sendo trabalhadas também de formas diferentes. Umas mais discretas e simples, outras mais marcantes e modernas.

Looks da Balenciaga e Missoni

Looks da Balenciaga e Missoni

Enfim, é bem pertinente para gente já ficar esperto e prestar atenção nesses aspectos durantes as semanas de moda nacionais que já já vão começar. Os desfiles para o inverno 2009 foram os primeiros mesmo sobre os reais efeitos da crise. Mas muito mais lá fora, do que aqui. A gente que já vive meio em crise desde sempre ainda não estávamos sofrendo de fato com todo esse caos financeiro que tomou conta do mundo.

Na temporada passada, andei conversando com alguns estilistas e outros profissionais da área sobre os impactos da crise e todos disseram que ainda não haviam sentido nenhum efeito muito forte. Agora, com a temporada verão 2010, a situação já não deve ser tão calma sim. Hoje mesmo no caderno de economia (dinheiro) da Folha de S. Paulo tinha uma matéria falando como alguns setores da indústria de transformação (muitas delas fornecedoras de importantes grifes nacionais) viram seu numero de exportação despencar com a crise, que também afetou sua distribuição no mercado interno.

Ainda no mesmo dia, na coluna da Mônica Bergamo tem nota falando de como o mercado de luxo nacional também está sofrendo consideráveis reduções devido ao cenário econômico.

As pedras de Alexandre Herchcovitch

Thursday, April 2nd, 2009

inverno2009

Semana passada, ou melhor na sexta passada (27/03) aconteceu o lançamento da coleção inverno 2009 do Alexandre Herchcovitch, com um eventinho super legal com as meninas da Oficina de Estilo (faltou a Cris, que estava cuidando da Estelinha que nasceu não faz muito tempo). Mas o que eu quero falar aqui, é que pude ver de perto aquela bolsa-carteira meio de pedra que parece na campanha incrível da marca.

19v002_2No desfile, assim como na foto da campanha achei que a peça era simplesmente estampada de um jeito que reproduzia a textura de uma pedra cinza, meio um paralelepípedo ou tijolo de concreto. Mas não, é mesmo uma réplica de uma pedra – com textura e cor super fiel – adaptada para uma carteira.

O processo de desenvolvimento das peças durou menos que 60 dia. “Queríamos um acessório que exemplificasse o tema”, conta Herchcovitch. E a partir daí o estilista e sua equipe fizeram um “casting” de pedras pela acidade até encontrar os dois modelos que acabaram sendo reproduzidos na técnica de papier-machê.

19v087_1E no fim essas carteiras, além de serem incríveis, acabam fazendo perfeito sentido com o tema que fala do caos urbano, do crescimento desorganizado e sem planejamento, meio como que uma materialização de todo esse conceito. E justamente por isso, como o próprio Alexandre Herchcovitch conta “este acessório é o mais importante da coleção”.

Rober Dognani na Surface To Air

Wednesday, March 18th, 2009

Essa semana começou tão corrida que quase esqueci de fazer esse post. É que no sábado dei uma passada super rápida no lançamento da coleção invenro 2009 da Surface to Air e fiquei super impressionado com as peças do Rober Dognani. Se não me engano essa é a sua primeira coleção que vai a venda na loja, e o mais interessante é que não são aqueles looks de noite que a gente viu no desfile da Casa de Criadores. Bem pelo contrário, são super dia – mas também super fucionam para uma festinha ou jantar de noite -, em moletom ou malha bem fininha.

As peças continuam naquelas construções mais volumosas e amplas que Rober tanto gosta, algumas parecem até moulage (mas não são), cheias de assimetrias, costuras diagonais e recortes. Ali na arara me pareceram ter um caimento super confortável, mas ainda de um jeito mais moderno e com uma boa informação de moda. Ah, e tudo num off-white, cinza ou chumbo… Como estava super com preça não parei para tirar foto das peças, mas vou tentar conseguir umas imagens para postar aqui, ok? Bom, por enquanto é só, deixa eu voltar para a correria… É que tem um projeto novo rolando e está quase nos finalmente. Assim que puder conto aqui para vocês!

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