De volta pra casa

. NOTAS ., London Fahsion Week, Vivienne Westwood 1 Comment »

ms_westwood.jpgAs meninas da Oficina de Estilo falaram hoje da vinda de Vivienne Westwood para a SPFW, para o lançamento de dois sapatos da Melissa assinados pela mãe do punk em si. Elas também fizeram um históricozinho super bom para entender a importância da estilista na moda (aqui também tem um pouco mais sobre ela).

Eu já tinha dito por aqui que haviam boatos de que Ms. Westwood poderia voltar a desfilar na London Fashion Week, lembra? Enfim, os boatos se confirmaram. A estilista irá apresentar a coleção da sua linha Red Label já na próxima edição da semana de moda londrina, em fevereiro de 2008. Sua linha principal, a Gold Label, continua sendo desfilada na semana de moda de Paris, onde Westwood já desfile há 10 anos.

A volta de Vivienne Westwood a sua terra de origem faz para de uma ação do British Fashion Council para levar de volta à Londres grandes nomes da moda britânica. Tudo começou nos desfiles para o inverno 2007/2008 com o desfile de Marc by Marc Jacobs (tá, eu sei que a marca não é britânica, mas foi a grande expectativa de temporadao), seguindo com a volta de Luella Bartley para a capital inglesa.

MAN - o masculino do Fashion East

. DESFILES ., Aitor Throup, Cassete Playa, Kim Jones, London Fahsion Week, MAN, TopMan, Verão 2008 No Comments »

Aconteceu ontem, no último dia da London Fashion Week, o desfile do projeto MAN, uma iniciativa do Fahsion East e da loja de moda masculina TopMan. É como se fosse a versão masculina das apresentações do Fashion East – só que ao meu ver, foram bem melhores. Afinal, é na moda masculina onde novos e talentoso estilistas encontram mais espaço para experimentações, e, por que não, inovações.

Quem abriu o desfile foi o estilista Kim Jones. Conhecido pela seus looks causais refinados – num perfeito hibridismo entre esporte e alfaiataria -, Jones desfilou pela primeira vez em 2003 na LFW, se apresentando depois nas semanas de Paris e NY. Foi ele o responsável por dar um ar mais fashion para a marca de sportwear Umbro, com sua linha Umbro by Kim Jones. Agora, como integrante do projeto MAN, Jones apresenta sua segunda linha, KY by Kim Jones, destinada à um público mais amplo que sua linha principal.

Todo em tons neutros e suaves, com muito branco, cinza, cáqui, e de silhueta levemente mais ajustada ao corpo, o verão 2008 da KY segue bem a linha da marca principal de Kim Jones. Embora mais comercial (entenda-se simples) e mais casual, a segunda linha apresenta boas peças de alfaiataria remodeladas, com penses deslocadas, proporções reajustadas e algumas desconstruções.

Em seguida foi a fez de Carrie Mundane, com sua marca Cassete Playa, numa coleção totalmente oposta a de Kim Jones. Sem muitas novidades na coleção, o verão segue no estilo divertido e descompromissado de Carrie, cheio de estampas que remetem à desenhos animados, imagens pixeladas, simbolismo, universo digital e até à um certo quê de arte tribal. Tudo no melhor street-style-gangsta-hip-hop, com muitas cores, proporções oversized e diversão.

E depois de uma explosão de cores, ares mais sóbrios voltam com o desfile de Aitor Throup. Já falei dele aqui e o Sylvain também já falou deste talentoso estilista aficionado pela anatomia do corpo humando, refletindo isso em peças incríveis e cheias de funcionalidades. Não é à toa que as principais revistas de moda masculina já o apontam como uma dos principais criadores deste segmento.

Ao invés de modelos reais (humanos), bonecos de tela branca, suspensos no ar como se fossem marionetes. As roupas, com fortes referências militares – fato super recorrente nas criações de Aitor -, ganham destaques pelo trabalho de alfaiataria. Moderna, precisa e com reconstruções super “fashion forward”. Os blazer vinham em comprimentos mais curtos, ou com ombros ou golas mais estruturadas ou volumosas. As calças, ora mais largas – lembrando as de Kris Van Asche para Dior Homme – ora mais curtas, apresentavam uma espécie de sapatilha embutida, ou ganhavam modelagens dhoti – mais largo na coxa e ajustado do joelho para baixo. O único porém, é que os bonecos acabou prejudicando o caimento das roupas.

E para finalizar aconteceu o desfile da própria TopMan, bem casual, leve, solto, esportivo e com toques de alfaiataria, mas sempre bem descontraído. Shortinhos e mais shortinhos (adoro!!!), com camisas ou camisetas sempre bem soltinhas, com cardigans de proporções mais alongadas, parkas ou balzers, tanto mais curtos como no comprimento convencional. Boa coleção, com certa informação de moda, visão moderna da moda masculina ainda que sem acrescentar muita novidade, e prontas para a loja.

Fashion East

. DESFILES ., Dr Noki, Fashion East, Henry Holland, London Fahsion Week, Louise Gray, Verão 2008 1 Comment »

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O Fashion East, iniciativa que tem como principal objetivo descobrir e lançar novos talentos no Reino Unido, vem cumprindo seu trabalho muito bem. Foi desta incubadora que saíram nomes como Gareth Pugh, Danielle Scutt, Louise Goldin e Richard Nicoll. Todos estes importantes e novos nomes agora já desfilam por conta própria, como integrantes individuais da London Fashion Week. Deixando o projeto em busca de talentos ainda mais novos.

Busca essa que não pareceu tão bem sucedida no desfile para o verão 2008. Não que os três atuais integrantes do projeto não possuam talentos, mas agora não foram capazes de injetar tanta novidade no mercado. Quem mais mostrou evolução ali foi Henyr Holland. Ele ficou conhecido com suas camisetas com estampas de rimas com nomes da moda (Uhuu Gareth Pugh, “Do me daily, Christopher Bailey”, lembra?). Agora, Henry vai adiante mostrando que é muito mais do que um camiseteiro.

Num estilo super fim de anos 80 e começo de 90 o estilista aposta pesado no couro, com muitas jaquetas tipo motqueiro, de preferências com taxas na lapela, gola, punhos ou até na peça inteira. Estampas de tigre em tons ácidos, silhueta ultra skinny e muita atitude punk.

Atitude essa que também apareceu no desfile de Dr. Noki, só que de forma muito mais literal e com muito mais apelo político. Sem muitas novidades, o estilista chama atenção para o ótimo trabalho de reciclagem de peças e desconstruções bem no estilo punk.

Diferente dos dois, Louise Gray, apresenta uma coleção mais calma, sem muita extravagância. Seu verão 2008 consiste basicamente em vestidinhos de chiffon coloridos, bem crus, decorados com diferentes materiais, de blocos de post-it à fios de telefones, que no fim acabam trazendo um ar meio étnico para os adorno.

London follow up

. DESFILES ., Ann-Sofie Back, Basso&Brooke, Christopher Kane, Danielle Scutt, Gareth Pugh, Issa, Jonathan Saunders, London Fahsion Week, Louise Goldin, Luella, Marios Schwab, Verão 2008 2 Comments »

Como todo mundo já deve saber, a London Fashion Week começou no sábado. O grande nome que desfilou no primeiro dia foi a marca Issa, da brasileira Daniella Helayel. Super feminina e estampada como já estamos acostumado com a Issa, o verão 2008 vem bem leve, com formas amplas e soltas, muito jérsei intercalados com looks de praia e outro mais arrumadinnhos com shortinhos com pregas e camisas. A coleção em geral foi boa mas sem acrescentar nada de novo ou mais interessante.

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Domingo as coisas começaram a esquentar. Teve dois debuts de duas novas estilistas, que antes faziam parte do projeto Fashion East – foi de lá que saíram Marios Schwab, Giles Deacon e Gareth Pugh – Danielle Scutt e Louise Goldin. Scutt apostou nos looks “glamazons”, hit dos anos 80, que tem Azzedine Alaïa e Versace como seus principais percussores. E ainda que referências à tais criadores estejam bem claras, a jovem estilista conseguiu dar seu toque de modernidade, para seus looks cheio de tiras e estampas animais reconfiguradas.

Louise Goldin por sua vez apostou nos esportes aquáticos – natação para ser mais específico -, cores vibrantes e em tricô, sua especialidade. Cheio de recortes e super colorido, o verão 2008 de Goldin vem de cintura marcada e com formas que valorizam o corpo feminino.

pugh.jpgMas coube a Gareth Pugh – tema da minha coluna de segunda no BlogView – o melhor desfile do dia. Mostrando evolução, sem perder seu DNA e toda excentricidade que faz parte de suas coleções, Pugh consegue mostrar boa coleção, equilibrando peças mais conceituais – aquelas que só funcionam nas passarelas – com outras que podem facilmente serem adaptadas para a vida real.

Já na segunda, todas os olhos estavam voltados para Christopher Kane. Um dos mais falados nomes da moda britânica. O estilista que teve parte de sua coleção roubada pouco antes de uma semana do seu desfile, começou a chamar atenção com sua coleção para o verão 2007, super anos 80, com vestido ultra curtos e justo e em tons fluos. A coleção gritava Herve Leger, Alaïa e Versace. O inverno 2007/08, seguiu o mesmo fundamento, agradando as principais editoras do planeta fashion.

kae.jpgPara o verão 2008, Kane decidiu seguir em frente, deixando para trás os looks curtinhos e mais justos e apostando em formas mais soltas, fluídas e longas. Babados e mais babados ornamentavam suas saias, bluas e vestidos que tinham os filmes “Carrie, a estranha” e “Crocodilo Dundee” como inspiração. Agora fica fácil adivinhar de onde vem tanto babado, peças em chiffon, as estampas de pele de cobra e o jeans lavado. Mostrou evolução? Sim. Foi uma boa coleção? Sim. Despertou desejo? Em alguns. Eu gostei? Não muito, achei algumas coisas meio over the top, com babados de mais, mas isso é minha opinião pessoal.

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De quem eu gostei mesmo foi de Jonathan Saunders, além de agradar eu gosto pessoal, a coleção vem bem construída, toda geométrica, com algumas assimetrias e quase minimalista. Chic ao extremo, Jonathan Saunders vai além de suas clássicas estampas fazendo bom uso de blocos de cores, para trazer ainda mais a idéia de geométrica e assimetria para suas roupas com uma silhueta quase sempre mais ajustada ao corpo.

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Segunda também foi o dia do retorno de Luella Bartley para as passarelas londrinas. Depois de 6 anos sem apresentar uma coleção em Londres, a estilista volta com forca total, com uma coleção que apesar de super comercial e pronta para sua nova loja, é cheia de modernidade e sofisticação. Com quê meio nerd-subversivo Luella apresentou boas camisas, saias de cintura alta, vestidos meios anos 60, sempre com estampas florais ou de morcegos, meio bat-girl.

Outro destaque deste terceiro dia de desfile foi Marios Schwab. O estilista teve como objetivo para o verão 2008, fazer um mapa topográfico do corpo humano. Sem deixar suas clássicas peças estruturadas de lado, Schwab praticamente dissecou os vestidos, enrolando a camada exterior para revelar um interior estampado.

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Teve também o desfile do duo Basso&Brooke, que para o verão 2008 vêm menos extravagante em termos de estamparia, apostando em desenhos mais abstratos, quase que atrsy. Os volumes também vêm mais contidos, com muitos vestidos curtos, em sua maioria num silhueta mais solta e afastada do corpo. E Ann-Sofie Back, com sua coleção em tons pastéis, apostando em formas estruturadas – com destaque para os ombros -, e alfaiataria remodelada.

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