London Fashion Week - back to the future(ism)

Giles, London Fashion Week, Louise Goldin, verão 2009 No Comments »

Giles Deacon, na sua marca Giles, sempre se acaba por abordar temas que da cultura pop, subvertidos a sua estética que varia entre o underground e o gótico-dark-sinistro. Mas para o verão 2009, essa última parte parece perder relevância numa coleção que fala da grafismos, anos 80, futurismo, com pitadas de Courréges e Cardin, sportswears e até um pouco dos anos 90.

O ponto de partida foram artistas gráficos dos fins dos anos 80 e começo dos 90, como Ben Kelly, Peter Saville e Mark Farrow, que eram admirados por Giles em si. Junto com isso veio Pac-Man, um dos primeiros jogos de video-game, que sintetiza de certa forma toda estética desses artistas e também o que significava isso na época.

Os vestidos são quase sempre mais ajustados ao corpo, estampados – de camuflagens, à poás à mini ou maix pac-mans –, ou lisos em cores bem fortes e vivas. O futurismo fica por conta dos looks metalizados, ou com tecidos de aparência plásticas, e também pelos acessórios de cabeça simulado pac-mans gigantes ou os clássicos fantasminhas dos video-game. Ombros e formas mais estruturadas também reforçam esse lado que chega até a flertar de leve com o sci-fi, oferecendo um bom contraponto para os look que se ajustavam mais as formas do corpo.

Giles também não deixa seu lado mais romântico de lado, inserindo-o de forma bem harmônica ao tema da coleção. Vestidos de modelagens mais amplas, ou com saias mais volumosas – característica sempre presente em quase todas suas coleções – dão conta do recado, junto com looks à la Space Age, dos anos 60, com vestidos em A com aplicações de PVC nas barras, mangas e golas.

Um pouco de ficção científica também aparece na coleção da jovem Louise Goldin, conhecida por seu incrível trabalho com tricô. Em sua mais recente coleção, a estilista fala sobre o espaço, sobre como os satélites observam a superfície de terra, o que acabou derivando para um lado quase medicinal do corpo humano.

Fica fácil entender então de onde vem aquelas estruturas rígidas de tricô, num híbrido de armadura com esqueleto externo. Tudo numa cartela de cores que vai do branco, areia e bege para diversos tons de azuis, sempre de forma bem suave.

Para não ficar estereotipado de mais, a garantir uma certa vestibilidade e até mesmo realidade para suas roupas, Goldin faz um bom trabalho com transparências – tendência forte da estação –, brincando com bastante sobreposições entre as peças mais estruturadas, rígidas e opacas, com outras mais fluídas, leves e transparentes. Com isso mostra sua habilidade de manuseio de matérias e também de conhecimento de seu consumidor final, ao passo que atribui uma certa leveza e harmonia à looks que poderiam passar por conceituais de mais.

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LFW - de olho no futuro

Biba, John Rocha, London Fashion Week, Louise Goldin, inverno 2008 No Comments »

E se os estilistas da semana de NY olharam para o passado, os de Londres definitivamente estão olhando para o futuro. Bom, pelo menos Louise Goldin está. A recém formada pela Central St. Martin está em sua segunda coleção solo, mas ainda como integrante do projeto New Generation – o patrocínio que a Top Shop oferece para os novos e promissores estilistas britânicos.

Sua coleção para o verão 2008 foi uma das mais comentadas da London Fashion Week (LFW), fazendo com que a estilista se tornasse queridinha dos principais editores de moda do mundo. Mas não só pelo hype. Goldin sabe trabalhar com o tricô como poucos. Sua escola também não foi fraca além da St. Martin, a estilista já foi assistente de Tereza Santos, estilista brasileira também muito conhecida com seu trabalho com tricô.

Agora a assistente virou mestre. Já na coleção passada, surpreendeu ao mostrar vestidos deste material com aspecto levíssimo que pareciam tudo, menos tricô. Para o inverno Goldin decida mudar as coisas um pouco, afinal já que o frisson era tanto em torno do seu nome, era preciso causar um certo impacto. E foi o que vez.

Ao invés das formas mais soltinhas e das cores fortes do verão 2008, o inverno vem escuro e mais estruturado. O ponto de partida são os Inuits, ou esquimós e tecnologia. Inspiração que fica bem clara nas estampas. Os motivos são típicos dos esquimós, mas Goldin as estoura, como que pixelando-as, do mesmo jeito que acontece quando ampliamos uma imagem no computador.

A silhueta desta coleção é justa, respeitando e marcando bem as formas do corpo, vide os vários macacões que lembram bem aquelas roupas térmicas de mergulho. Mas o que mais chama atenção são as peças meio armaduras boticas, ou elementos disso que estruturam os ombros – quase sempre arredondados – dos bons vestidos de tricô da estilista.

Outro destaque da semana de Londres que ainda está em ritmo fraquinho, de começo, foi John Rocha. Focado na alfaiataria, trabalha bem coordenando cores. O estilista sempre gostou de trabalhar com preto e branco, mas agora injeta cores bem fortes, como violeta, azul e principalmente laranja. Sobreposição de camadas também aparece bem na coleção, sempre trabalhando com a dualidade de peças mais justas ao corpo com outros mais amplas, vide as saias evasês ou semi-godê.

A Biba, marca londrina que viveu seu auge nos 60 com o Swingin London, dá um up no seu estilo nesta sua terceira apresentação desde sua re-abertura. Agora sem Bella Freud na direção criativa, a criação passa a ser assinada por um coletivo de jovens estilistas britânicos recém formados.

Para o inverno 2008 o clima é de noite, glamour e sofisticação. Com um leve perfume de anos 20, a silhueta varia entre vestidos bem soltinhos que caem sem marcar o corpo, ou peças mais estruturadas, que aí já marcam a cintura e ressaltam os ombros – as vezes meio pontiagudos e angulares. Os tecidos são nobres, com destaque para as organzas que ganham vários babados e drapeados. Os ornamentos ficam por conta de chapéus e aplicações de paetês e plumas.

Colaborações na Topshop

Jonathan Saunders, Louise Goldin, Topshop 2 Comments »

E diz que a Topshopserá que ela vem para o Brasil mesmo? - já está preparando uma lista de colaboradores para o ano que vem. Já em janeiro a loja fast-fashion irá lançar duas coleções limitadas assindas pelos estilistas britânicos Jonathan Saunders e Louise Goldin. A linha de Saunder vai vir cheias de blusas e vestidos em jersey, na sua maioria em cinza e preto, decorados com sua clássicas estampas geométricas em vermelho e turquesa. Já na de Goldin o foco vai ser em vestidos de tricô em tons claros de azul, vermelho e laranja.

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Looks de Jonathan Saunders e Louise Goldin, ambos verão 2008

Vale lembrar que a Topshop é um dos principais patrocinadores de talentos (alguns super novos) da moda inglesa. É ela que banca boa parte dos desfiles de Gareth Pugh, Christopher Kane, Mairos Schwab e todos os outros integrantes do projeto New Generation.

Na próxima temporada de desfiles, Jonathan Saunders abandona as passarelas da London Fashion Week, para apresentar sua coleção na semana de moda de Nova Iorque. Mas segundo porta-voz da Topshop, a marca continuará patrocinando o estilista, mesmo com ele desfilando do outro lado do atlântico.

Diz também que durante e semana de moda de Londres, a Topshop vai lançar ainda mais coleções limitadas de estilitas hypados da Inglaterra, como Christopher Kane, Marios Schwab, Todd Lynn e Richard Nicoll.

London follow up

. DESFILES ., Ann-Sofie Back, Basso&Brooke, Christopher Kane, Danielle Scutt, Gareth Pugh, Issa, Jonathan Saunders, London Fahsion Week, Louise Goldin, Luella, Marios Schwab, Verão 2008 2 Comments »

Como todo mundo já deve saber, a London Fashion Week começou no sábado. O grande nome que desfilou no primeiro dia foi a marca Issa, da brasileira Daniella Helayel. Super feminina e estampada como já estamos acostumado com a Issa, o verão 2008 vem bem leve, com formas amplas e soltas, muito jérsei intercalados com looks de praia e outro mais arrumadinnhos com shortinhos com pregas e camisas. A coleção em geral foi boa mas sem acrescentar nada de novo ou mais interessante.

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Domingo as coisas começaram a esquentar. Teve dois debuts de duas novas estilistas, que antes faziam parte do projeto Fashion East – foi de lá que saíram Marios Schwab, Giles Deacon e Gareth Pugh – Danielle Scutt e Louise Goldin. Scutt apostou nos looks “glamazons”, hit dos anos 80, que tem Azzedine Alaïa e Versace como seus principais percussores. E ainda que referências à tais criadores estejam bem claras, a jovem estilista conseguiu dar seu toque de modernidade, para seus looks cheio de tiras e estampas animais reconfiguradas.

Louise Goldin por sua vez apostou nos esportes aquáticos – natação para ser mais específico -, cores vibrantes e em tricô, sua especialidade. Cheio de recortes e super colorido, o verão 2008 de Goldin vem de cintura marcada e com formas que valorizam o corpo feminino.

pugh.jpgMas coube a Gareth Pugh – tema da minha coluna de segunda no BlogView – o melhor desfile do dia. Mostrando evolução, sem perder seu DNA e toda excentricidade que faz parte de suas coleções, Pugh consegue mostrar boa coleção, equilibrando peças mais conceituais – aquelas que só funcionam nas passarelas – com outras que podem facilmente serem adaptadas para a vida real.

Já na segunda, todas os olhos estavam voltados para Christopher Kane. Um dos mais falados nomes da moda britânica. O estilista que teve parte de sua coleção roubada pouco antes de uma semana do seu desfile, começou a chamar atenção com sua coleção para o verão 2007, super anos 80, com vestido ultra curtos e justo e em tons fluos. A coleção gritava Herve Leger, Alaïa e Versace. O inverno 2007/08, seguiu o mesmo fundamento, agradando as principais editoras do planeta fashion.

kae.jpgPara o verão 2008, Kane decidiu seguir em frente, deixando para trás os looks curtinhos e mais justos e apostando em formas mais soltas, fluídas e longas. Babados e mais babados ornamentavam suas saias, bluas e vestidos que tinham os filmes “Carrie, a estranha” e “Crocodilo Dundee” como inspiração. Agora fica fácil adivinhar de onde vem tanto babado, peças em chiffon, as estampas de pele de cobra e o jeans lavado. Mostrou evolução? Sim. Foi uma boa coleção? Sim. Despertou desejo? Em alguns. Eu gostei? Não muito, achei algumas coisas meio over the top, com babados de mais, mas isso é minha opinião pessoal.

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De quem eu gostei mesmo foi de Jonathan Saunders, além de agradar eu gosto pessoal, a coleção vem bem construída, toda geométrica, com algumas assimetrias e quase minimalista. Chic ao extremo, Jonathan Saunders vai além de suas clássicas estampas fazendo bom uso de blocos de cores, para trazer ainda mais a idéia de geométrica e assimetria para suas roupas com uma silhueta quase sempre mais ajustada ao corpo.

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Segunda também foi o dia do retorno de Luella Bartley para as passarelas londrinas. Depois de 6 anos sem apresentar uma coleção em Londres, a estilista volta com forca total, com uma coleção que apesar de super comercial e pronta para sua nova loja, é cheia de modernidade e sofisticação. Com quê meio nerd-subversivo Luella apresentou boas camisas, saias de cintura alta, vestidos meios anos 60, sempre com estampas florais ou de morcegos, meio bat-girl.

Outro destaque deste terceiro dia de desfile foi Marios Schwab. O estilista teve como objetivo para o verão 2008, fazer um mapa topográfico do corpo humano. Sem deixar suas clássicas peças estruturadas de lado, Schwab praticamente dissecou os vestidos, enrolando a camada exterior para revelar um interior estampado.

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Teve também o desfile do duo Basso&Brooke, que para o verão 2008 vêm menos extravagante em termos de estamparia, apostando em desenhos mais abstratos, quase que atrsy. Os volumes também vêm mais contidos, com muitos vestidos curtos, em sua maioria num silhueta mais solta e afastada do corpo. E Ann-Sofie Back, com sua coleção em tons pastéis, apostando em formas estruturadas – com destaque para os ombros -, e alfaiataria remodelada.

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