Halston e a moda cada vez mais rápida

Halston, NY, Net-a-porter 5 Comments »

halston.jpgUm dos desfiles mais esperados desta semana de moda de NY é o do retorno da Halston, marca que foi hit entre modernos e fashionistas na década de 70. A grife, quase relançada, fechou uma mega parceria com site e e-store Net-a-Porter, que vai desde uma retrospectiva da grife até cobertura do desfile que acontece no próximo dia 4.

Mas o mais legal – e importante – disso tudo, é que no dia seguinte ao desfile, o Net-a-Porter vai vender dois looks desfilados pela Halston, com entrega para o mesmo dia se o comprador estiver em Nova Iorque ou Londres, ou em um dia para o resto do mundo.

A ação deve abalar alguns dos principais conceitos do ciclo da moda. A cada temporada de moda, o frisson que se causa em torno dos desfiles, marcas e estilistas é imenso. A velocidade e quantidade de informação que surge das semanas de moda é também assustadoramente crescente. Horas depois que um estilista aparece para os agradecimentos finais, já se pode encontrar fotos, informações e opiniões nos várias sites e blogues especializados no assunto.

Acontece que as roupas desfiladas nas passarelas de Nova Iorque, Londres, Milão e Paris só vão chegar nas lojas dois ou três meses depois, quando todo alarde da mídia já foi quase que apagado. O que dá tempo suficiente para as gigantes de fast-fashion “copiarem” as propostas em looks quase idênticos. Isso sem contar que as lojas estão pedindo por entregas cada vez mais cedo, dado a força das coleção intermediárias, como as cruise collectons.

Tudo isso está fazendo executivos da moda começar a questionar a validade das semanas de moda e toda “extravaganza” dos desfiles.

Agora com esta ação a Halston, uma marca de luxo, pode re-afirmar sua relação com o consumidor final, permitindo que alguns (dois no caso) deles possam adquirir peças logo depois que forem desfiladas. É como se aquela história de que primeiro vinham as celebridades e fashionistas e depois os consumidores. Agora, ganha que clicar mais rápido.

Amanhã o Net-a-porter já vai colocar no ar uma microsite com uma retrospectiva da Halston, com curadoria do historiador de moda Colin McDowell. O também escritor britânico vai disponibilizar uma narrativa com fotos dos arquivos da marca, passando por marcos históricos, como Jacqueline Kennedy, Liza Minelli e Lauren Bacall usando looks da grife e das modernas da épocas no Sutdio 54, clube super freqüentado pelo estilista da marca assim como por suas consumidoras mais fiéis.

Já no dia 5 de fevereiro, horas depois do desfile da Halston, o Net-a-porter vai apresentar um vídeo com entrevista do atual diretor criativo da marca, Marco Zanini falando sobre a importância da marca atualmente, além de comentários sobre a coleção para o inverno 2008. Tem também um vídeo com os melhores momentos do desfile.

Fashion needs heros

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Tentando entender Marc Jacobs

. DESFILES ., Marc Jacobs, NY, Verão 2008 2 Comments »

Na segunda (10/09) tudo que aconteceu antes das 23h (horário de NY) foi meio que ofuscado pela desfile divisor de opiniões de Marc Jacobs. Acho que nessa altura do campeonato todo mundo já sabe que depois de 2h de atraso o desfile aconteceu de trás para frente. Primeiro entrou Mr. Jacobs dando tchauzinho, depois a fila de modelos e depois o último look, seguidos por looks de festas/noite até os mais causais, que deveriam abrir o desfile se fosse na ordem convencional. Até ai nada novo. Martin Margiela já fez isso faz tempo e Viktor&Rolf também, na coleção do Upside Down, aquela em que tudo – até as roupas – vinha de cabeça para baixo, lembra? Para ser bem sincero, achei que o desfile de trás para frente fez muito mais sentido para o duo holandês do que para Marc Jacobs.

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E as roupas… Sinceramente, ainda não consegui formar uma opinião concisa sobre a coleção. Já olhei as fotos do desfile umas 50 vezes, já assisti vídeos… e cada hora acho uma coisa. Já gostei, já desgostei, já não achei nada… Enfim, o que eu posso dizer com certeza é que é uma das coleções mais fortes dessa semana de NY. Ok, pode não ser a melhor, mas tem um grau de importância bem alta. Acho que todo mundo aqui já deve ter lido as críticas do style.com, da Suzy Menkes que detestou a coleção – e eu entendo seu ponto de vista – e da Cathy Horyn que adorou – também entendo sua opinião.

Concordo com a Suzy Menkes, quando diz que tudo pareceu um pout-pourri de idéias antigas de John Galliano e Comme des Garçons. Marc vem mostrando um trabalho tão autoral nas últimas coleções, que podia ter utilizado referências e idéias de outros estilista de forma mais sutil. E não sei bem porque, se foi por causa do cabelo, ou da cartela de cores, mas esta coleção também me lembrou muito o inverno 2007/08 de Rei Kawakubo para Comme des Garçons.

Mas também concordo com a editora do NY Times, quando afirma que esta coleção de Marc Jacobs pode ser um novo jeito de ver o sexy. Achei incrível como ele conseguiu fazer o erótico/sexy com um jeito romântico – mesmo que com roupas não tão bonitas ou desejáveis - com as transparências, desconstruções, fendas e tudo mais. O tema de explorar os excessos da TV, as obsessão por celebridades e reality shows também foi bem trabalhado e talvez por isso tanta estranheza nas roupas. Não vai ser uma coleção fácil de transportar para vida real, se é que isso vai ser possível. Mas como Cathy Horyn disse a idéia já está solta.

Marc by Marc Jacobs

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Já na segunda linha do estilista, o verão 2008 não causou tanta polêmica. Num estilo bem retrô, meio aeromoça, Jacobs ofereceu uma versão bem mais simplificada do que sua linha principal. Estampas que remetiam à desconstruções e assimetrias e até um pouco desses dois elementos de formas mais concretas em algumas peças foi o que acabou salvando a coleção.

Alfaiataria e rebeldia sofistacada

. DESFILES ., NY, Ohne Titel, Phi, Threeasfour, Verão 2008 No Comments »

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No comecinho da semana passada, logo que começou a semana de NY, eu falei um pouco da Ohne Titel, marca novíssima com apenas duas coleções de idade. Falei do grande hype que crescia em torno de suas estilistas, Alexa Adams e Flora Gill, que esse hype não era a toa. Como já disse, as duas se conheceram durante a faculdade de moda, na Parsons School of Desing em NY e depois trabalharam juntas com Karl Lagerfeld, em sua própria marca. Quando o grupo Tommy Hilfiger – a qual a marca Lagerfeld pertencai – decidiu encerrar as atividade de grifes, as duas decidiram montar o próprio negócio.

No sábado (08/09) foi o dia do tão esperado desfile. Começando com looks branco e em tons pastéis, a dupla acerta ao evocar a tendência safári e remodelar tudo para o universo da marca. Os tricôs – ponto forte da dupla desde a época em que trabalhavam para o Lagerfeld – vem em forma de texturas e estampas tribais no verão 2008. Outras estampas geométricas – também com aquele quê étnico-tribal – aparecem primeiro em branco e off-white e depois voltam a aparecer com cores. Porém, no fim o que mais chama atenção é a boa alfaiataria da marca, que já rendeu até comentários de que Alexa Adams e Flora Gills são as sucessoras de Helmut Lang. Ora afastando a silhueta do corpo ora aproximando, a dupla apresenta boas peças em alfaiataria, com corte moderno e sofisticado. Alguns itens também ganham bons trabalho de volume como drapeados ou volumes laterais nas calças, o que acaba evocando referências dos anos 80.

phi.jpgA alfaiataria também foi ponto forte no desfile da Phi, com direção de criação de Andreas Melbostad. Com pegada rocker, Melbostad aumenta as proporções de blazers, coletes e cardigans, dando aquele ar de roupa emprestada do namorado. Só que aqui, ao invés de pegar emprestado um moletom ou uma camiseta, a mulher se joga em peças clássica, com bastante camisaria, bermudas de alfaiataria e calça skinny. Mais para frente, o estilista acrescenta zíperes e bolsos em jaquetas, saias, bermudas e calças, que junto com as botas de cano alto davam um ar meio motoqueiro para alguns looks.

E se a coleção da Phi fala de rebeldia de algum modo, a da Threeasfour, falava em conter a rebeldia. Se bem que no caso deles seria mais excentricidade e sofisticação ao extremo do que rebeldia. Para quem não sabe, A Threeasfour começou como um coletivo composto por quatro criadoras, conquistando o coração dos fashionistas com suas bolsas circulares que apareceram no seriado Sex and The City. Em 2005 Kai, uma das estilistas deixou o coletivo, que ficou sob o comendo de Ange, Andi e Gabi. Agora, a marca é uma das finalista do CFDA/Vogue Fahsion Funds, espécie de Oscar da moda.

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Já não é de hoje que o trio vem dando uma polida no seu estilo, descomplicando um pouco suas roupas e apresentando coleções mais fácil de se assimilar em NY, onde comercial é tudo. O inverno 2007/08 da Threeasfour já foi assim, e o verão 2008 está ainda mais claro. As costuras circulares, recortes e transferências de pences continuam, mas de modo mais calmo e contido. As roupas ainda estão longe de serem consideradas puramente comerciais e fáceis de consumir pelo grande público – ainda bem -, mas já vêm dotadas de um sofisticação mais clássica e menos excêntrica. Vamos torcer para que continue assim e não cair na banalidade pasteurizadas de muitas coleções de NY.

Evoluindo

. DESFILES ., Doo Ri, NY, Proenza Schouler, Verão 2008 No Comments »

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Desde que fez seu debut nas passarelas da semana de NY, Doori Chung, estilista da marca que leva seu nome, Doo Ri, vem mostrando evolução a cada coleção. A já finalista do CFDA/Vogue Fashion Funds e este ano vencedora do prêmio CFDA’s Swarovski Perry Ellis, ficou logo conhecida entre as principais editoras e compradores, por seus trabalhos arquitetônicos, principalmente em drapeados de jérsei.

Agora, para o verão 2008, os jérsei não são o bastante. Em busca de uma mairo sofisticação, Doori aposta – e acerta – no uso de outros materiais, combinando toda sua habilidade com drapeados e construções, com uma alfaiataria elegante e feminina. Assim, além dos clássicos vestidos em jérsei, Doori apresenta boas calças com cintura alta, combinadas com tops mais leves, com bustos mais reforçados por tecidos mais pesados como o tricô ou sob camadas de organza. Camadas estas recorrentes em vários looks da coleção, contribuindo para um ar de leveza e sofisticação.

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Evolução também é a palavra quando se fala em Proenza Schouler, marca de Lazaro Hernandez e Jack McCollough. Desde 2002, época em que a marca nasceu, o hype em torno dos meninos não pára de crescer, junto com seu talento. Recentemente, o grupo Valentino adquiriu 45% da Proenza Schouler, o que me deixou um pouco preocupado no começo, mas que por enquanto só veio ajudar a dupla, já que agora contam com um apoio financeiro maior.

O verão 2008 da marca vem basicamente de pernas de foras e cintura marcada. Levemente mais street do que as duas últimas coleções, a dupla investe em referências militares, elementos da guarda britânica – vida os chapéus –, com o high-low que vem aparecendo em quase todas as coleções. Peças mais clássicas acabam aparecendo juntas com outras mais modernas e ousada, como os blazers, jaquetas ou coletes sobre chemises balonês bem curtinhos. Os looks em couro e os dourados do final também merecem destaque, e servem de exemplo para mostrar o que o grupo Valentino – e principalmente suas clientes de mais alto nível – estão prestes a ganhar. Acabamentos e detalhes são também pontos altos recorrentes nas coleções da Proenza Schouler. Nesta não podia ser diferente, com pregas, plissados, amarrações e bordados, as peças aparentemente simples de seu status elevado.

Fotos por Marcio Madeira/Style.com

O melhor vem de fora

. DESFILES ., NY, Preen, Verão 2008 1 Comment »

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Preciso confessar que tenho um pouco de implicância com a semana de moda de NY. Acho tudo muito pasteurizado, tudo muito homogêneo e comercial demais. É tudo pronto para ir direto das passarelas para as grandes lojas de departamento como Barneys, Bergdorf Goodmann e afins. Por isso quando aparece uma coleção diferente disso tudo, sem muita preocupações com as tendências e com as exigências do mercado eu sempre fico mais contente.

Foi assim quando vi as fotos do desfile da Preen, marca do Reino Unido que fez seu debut na Semana de Moda de NY. Para o verão 2008 Justin Thornton e Thea Bregazzi, estilistas da marca, apostam em formas mais soltas, levemente mais volumosas, sempre com alguma coisa em moulage, com amarrações, recortes, e desconstruções. O ponto de partida foi Lauren Hutton, em “Gigolô Americano”, com seus looks meio safári, meio militar, mas sempre com um toque chic e sensual. Daí os vários verdes militares, cáquis, tiras, saias tulipas e referências à silhueta da década de 80 que apareceram numa das melhores coleções já apresentadas nesta semana de moda.

Surfando em novas proporções

. DESFILES ., Moda Masculina, NY, Thom Browne, Verão 2008 No Comments »

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O surfe definitivamente é o esporte da vez. Depois de ser referência em algumas das melhores coleções das semanas de moda masculina – Alexander McQueen e Burberry por exemplo -, o esporte aquático volta a dar as caras na semana de Nova Iorque, agora na coleção para o verão 2008 de Thom Browne, o nome mais promissor da moda masculina americana.

Mas apesar do surfe ter sido um dos temas escolhidos por Browne, as referências aos esportes quase que se resumespraticamente às pranchas e aos looks descaradamente esportivos (com direito até a touca). Na verdade, Browne fez como que uma ode ao famoso “american style”, tendo o surfe como segundo plano. Claro que esta homenagem não ia vir de forma pura, e sim sobre a ótica quase misteriosa e cheia de mensagens subliminares do estilista.

Foi uma coisa meio Ralph Lauren encontra Rei Kawakubo. Os ternos, os looks esporte fino, mesmo que com proporções que jamais se veria na Ralph Lauren, traziam claras lembranças da marca que foi uma das pioneiras em difundir o estilo americano. Já as experimentações com proporções e os looks com tiras chegam a lembrar trabalhos antigos de Rei Kawakubo na Comme des Garçons.

E é justamente essas experimentações em proporções que me chamam atenção no trabalho de Thom Browne. Ele logo ficou conhecido por encurtar a barra das calças de seus ternos, para logo acima do tornozelo. Agora Browne vai além, encurtando também as mangas dos blazers, para o meio do braço, como que uma camiseta da manga curta. E se as mangas dos blazers se encurtam, as das camisas se alongam, a ponto de serem amarradas atrás dos modelos – imagem super forte, e cheia de significados. As bermudas e shorts também se encurtam virando quase que hotpants masculinos. E o mais incrível – pelo menos para mim -, é que apesar de toda esquisitice que essas novas proporções possam suceder nas pessoas, Browne consegue manter a masculinidade de suas roupas intactas.

Globalizando um estilo

. DESFILES ., Carlos Miele, NY, Verão 2008 No Comments »

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Não é de hoje que Carlos Miele vem americanizando – ou seria globalizando? - os produtos da grife que leva seu nome. Já na coleção passada, para o inverno 2007/08, Miele já deixou de lado – restringindo a alguns poucos looks – suas clássicas explosões de estampas animal printis, florais e grafismos mais orgânicos. Até seus marcantes vestidos fluídos e esvoaçantes ficaram em sem segunda plano. No lugar disso tudo, entram peças e formas mais clássicas em tons mais neutros, de modo à agradar consumidoras em qualquer lugar do mundo.

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Agora, para o verão 2008, Miele dá continuidade a tal fundamento, porém lembrando um pouco mais daquilo que lhe deu fama no início de sua carreira. Apesar do foco principal estar nos looks de formas mais clássica, em tecidos planos, as estampas corridas e os vestidos esvoçantes ganham mais espaço que na coleção passada. Ainda que de forma bem contida, sem excessos, o que no fim acabou sendo uma coisa boa. E mais do que estampas, a coleção apresenta bastante peças texutrizadas e volumosas, com bastante renda, babados e drapeados. Sempre tudo bem solto, leve e em tons neutros. Entre looks bem casuais, como bermuda, camisa e balzer e vestidões de festa, o que chama mais atenção são os curtinhos, sejam lisos ou estampados.

Cause she ain’t no hollaback girl

. DESFILES ., Gwen Stefani, L.A.M.B, NY, Verão 2008 1 Comment »

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E a semana da moda de NY começa a esquentar aos pouquinhos. Ontem foi o primeiro dia com grandes desfiles, e um dos mais concorridos e esperados foi o da marca L.A.M.B. Nem tanto pela moda, mas por ser a marca de Gwen Stefani e também por atrair várias celebridades musicais e de hollywood para as tendas do Bryant Park. Um prato cheio para os paparazzis.

E depois de algumas temporadas (acho que foram duas) fora da semana de NY, Gwen volta mais madura e mais fashionable do que nunca. Diferente das outras coleções, o verão 2008 da L.A.M.B vem mais bem amarrado e com mais informação de moda, mas sem perder a forte ligação com a música e com o universo pessoal da Gwen. Claro que tem muito erro ai no meio, algumas peças justas de mais, estamapadas demais, com babados de mais… Mas comparando com que já vimos antes, houve uma evolução.

Sempre o que aquele quê de rebeldia e subversão presente, a aposta desta coleção começa com uma coisa meio colegial-fetichista-anos 60 com shorts e saias xadrezes de cintura alta, suspensórios, camisas, blazers e meias 3/4. Com babados e brilhos, a rebeldia vai ganhando toques de elegância, até chegar nos bons vestidos mais sofisticados do fim do desfile.

Fotos por Marcio Madeira/Style.com

Foi dada a largada

. NOTAS ., NY, Naoki Takizawa, Ohne Titel 2 Comments »

Passando por NY (04-12/09), Londres (15-20/09), Milão (22-29/09) e Paris (30/09-08/10), é quase um mês de muita moda, com início hoje em Nove Iorque – tudo bem que só vai começar esquentar mais para o meio da semana. Para ser bem sincero, ainda não decidi como que vou fazer aqui no blog para contar as novidades, o que está acontecendo e tudo mais. Não sei se vou falar apenas dos destaques, ou fazer um resumão do dia (to pendendo mais para essa opção)… Ainda tenho que pensar.

Mas enfim, já que estamos prestes a começar vamos falar do que tem de novo e imperdível nessa Semana de Moda de NY. Começando já amanhã, a gente tem que ficar de olho no desfile do Alexandre Herchcovitch. Na última tempoarada, com a coleção para o inverno 2007/08, Herchcovtich recebeu ótimas criticas sendo apontado até como a ponta do iceberg de uma das principais tendências da estação – o plástico ou PVC -, tudo graças ao incrível vestido saco de lixo, lembra?

Outro desfile que promete chamar bastante atenção Levi’s Andy Warhol, linha de jeans premium que volta ao circuito fashion com a assinatura do artista Damien Hirst. E já que estamos falando de novidades, Naoki Takizawa, ex diretor de criação e braço direito de Issey Miyake, aproveita a onda de volumes 80’s, para lançar sua própria marca. Depois de 25 anos na casa Miyake, Takizawa irá apresentar pela primeira vez sua coleção solo. Segundo matéria publicada no Sytle.com, a coleção promete ser simples, com detalhes divertidos e cheia de tecidos tecnológicos.

Ohne Titel (Sem Titulo, em alemão), é um nome para se guardar. A marca das estilista Alexa Adams e Flora Gill, promete dar o que falar nessa semana de moda. Já tem gente até apontando o duo como um possível sucessor do incrível Helmut Lang. Alexa e Flora, trabalharam juntas para Lagerld, na sua própria marca, mas quando o grup Tommy Hilfiger decidiu fechar as portas da grife, as duas decidiram montar seu próprio negócio. E parece que está dando super certo. Com uma alfaiataria inteligente, elementos tecnológicos, blocos de cores fortes e uma sensibilidade quase purista, a dupla, junto com os meninos da Proenza Shouler e Giles, de Londres, faz parte do novo hype da moda. E nesse hype dá para acreditar.

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