A calça da estação

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00020m.jpgLá para março deste ano, durante a semana de moda de Paris, quando a terceira modelo entrou na passarela no desfile do Balenciaga, todo fashionista já sabia que aquele look, com calça jodhpur cáqui, blazer azul marinho e estola de pele, era o look da estação. E mais ainda, que aquela calça mais volumosa na região das coxas e quadris, com bolsos amplos e mais ajustada do joelho para baixo, seria a nova “it-pants” de estação, dando um novo ar para a silhueta da temporada.

Bye-bye skinny! Aparentemente as jodhpur – como são chamadas tais calças – são bem mais fáceis de usar, sem contar que você não precisa ser dotada de certa magreza nem ter altura de modelo para usar. “Mesmo se uma mulher não for comprar o look inteiro, elas irão querer os jodhphurs. Por que? São fáceis. É uma nova silhueta. Estamos cansados dos skinny jeans”, disse Bridget Cosgrave, diretora de moda das lojas Matches, em entrevista ao jornal britânico Telegraph.

Na mesma matéria, Hilary Alexander, editora de moda do jornal, conta que as calças ainda nem chegaram às lojas da Inglaterra e as listas de espera já estão totalmente cheias. Já tem até lista para a segunda leva de pedidos. Lá, Hilary ainda dá dicas de como usar jodhpurs, afinal se usados de maneira errada, podem fazer o quadril triplicar de tamanho.

Um pouco de história

Os jodhpurs são de origem oriental e foram usados originalmente para equitação, como ainda são. O uso deste tipo de calça é bem recorrente na moda urbana e já conta com várias interpretações de diversos estilistas, tanto nacionais, como internacionais. Nesta mesmo temporada de moda internacional, a peça também apareceu na coleção de Roberto Cavalli, toda inspirada em filmes de Hollywood da década de 40, período em que os jodhpurs também estavam em alta.

Síndrome Balenciaga

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No começo do ano, lá para Fevereiro, durante os desfiles de Paris, Nicolas Ghesquière abalou o mundo fashion com sua coleção multi-étnica e super street, totalmente focada nas vontades de gente real para Balenciaga.

Pois bem, um dos acessórios mais usados nesta coleção – e um dos principais responsáveis pelo perfume étnico da coleção – foi um tipo de cachecol quadrado, quase um xale, só que menor, usado enrolado no pescoço. Daí, que estou andando por aqui e começo a notar uma série de gente usando o mesmo adereço de forma bem parecida, quando não idêntica.

Resolvi ir atrás de onde vinham esses cachecóis e acabei descobrindo que quase todas as lojas – desde as mais descoladas até super básicas como H&M – estavam vendendo o famosos cachecol à la Balenciaga. Algumas até davam um manualzinho com jeitos diferente de ser usar o acessório.

Confesso que fiquei bem tentado a ter um, mas estou resistindo e não sei bem porque. Mas enfim, quem sabe até o final dessa viagem eu não assumo meu lado fashion victim.

Gente, eu sei que isso não é um “cachecol Balenciaga”, uma coisa criada por ele! Sei muito bem de todo passado étnico e cultra que a peça tem, principalmente nas cultar do oriente médio e oriente. Mas não tem como negar, que depois que Ghesquière propôs a peça na última coleção para Balenciaga, justamente para dar um ar mais étnico, mais pessoas começaram a usar a peça em peso. Afinal, antes disso você dificilmente iria encontrar um desses numa H&M da vida.

FEELING BLUE

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Como parte de seus estudo de cores, o artista francês Yves Klein desenvolveu um tonalidade de azul, que em 1958 veio incorporar seu trabalho como elemento principal. Era a própria cor assumindo forma de arte. Desde então Klein ficou conhecido por seus trabalho monocromáticos – quase sempre no que ficou conhecido como Internation Klein Blue (IKB) no meio artístico – incluindo performances, como na qual pintou modelos nuas de azul e as fez desfilar por uma passarela.

Daí para frente o azul Yves Klein transcendeu das paredes das galerias direto para as ruas e passarelas mundo afora. A cor foi mega hit nos anos 80 e no início dos 90 – principalmente com a cena new-wave -, e agora com esse mega revival dessas duas décadas, o azul Yves Klein está de volta com força total.

Basta olharmos paras as passarelas internacionais e nacionais – se bem que por aqui a cor ainda não apareceu com tanto peso assim – para se ter uma idéia de como essa tonalidade de azul está por toda a parte. A cor começou a dar sinal de vida já nos desfile para o verão 2007, ganhando ainda mais força nas coleções de inverno 2007/08.

Com a cena new-rave ganhando cada vez mais adeptos, a cor também invadiu as ruas mais descoladas do mundo. Basta uma rápida olhada por sites de streetstyle gringos, que dá logo para ver alguma peça nesse tom azul elétrico. Aqui, em Toronto, o azul Yves Klein é item indispensável para o uniforme dos modernos – calça skinny em cores forte ou cinza, camiseta gola v, ultra decotada e tênis de cano alto por cima da calça.

QUAL A DIFERENÇA?

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Qualquer um que freqüente os famosos sites/blogs de streestyle, principalmente os que buscam estilos mais jovens e ousados, como Face Hunter, o de Helsinki, o Descolex nos seus posts voltados ao assunto, e alguns outros, sabe que os anos 80 estão com tudo. Tanto que as referências à esta década já vem aparecendo nas principais passarelas do mundo e também nas páginas das maiores e mais influentes publicações de moda já fazem umas duas estações.

Ok, até ai tudo bem. Mas fora os excessos demasiados que reinaram na década de 80, e que agora ganham versões mais sutis, o que realmente mudou de lá para cá? Antes de responder vale lembrar que foi nos anos 80 que todo o conceito de streetwear ganhou força, principalmente com o movimento punk que vivia seu auge no início de década. Depois vieram os diversos outros grupos, tribos, sub-cultura estética e musical, cada um com suas característica peculiares.

Hoje, estas características já não são exclusivas de grupos determinados. Como o Oliveros disse, vivemos na era do supermercado de estilos, onde é possível garimpar elementos de diversas sub culturas para formar um estilo pessoal, único. Mas este não é o assunto deste post.

Enfim, voltando a pergunta que fiz lá em cima, a principal diferença entre o que se via nas ruas dos anos 80 e agora, é que quase todos os looks agora vêm acompanhados do mais variados e tecnológicos gadgets. De iPods à celulares, agora, mais do que nunca, os gadgets ultra tecnológicos fazem parte do vestuário de qualquer um, dos mais modernos aos mais clássicos.

É que não parei para tirar foto, mas 8 em cada 10 pessoas que vejo andando nas ruas por aqui, estão com fones de ouvido, iPod ou qualquer outro mp3 player na mão ou no bolso, sem contar nos blackberrys ou telefones incríveis que estão sempre em uso, em qualquer lugar da cidade – ah, e nos óculos estilo Wayfarers que TODO moderno tem aqui, mas isso fica para outro post.

VERÃO NEGRO

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Preto e verão, aparentemente, são duas coisas que não combinam muito. Porém, nesta edição do SPFW o preto tem marcado presença em quase todas as coleções. Seja liso, estampado ou com aparência brilhosa (metalizados, vinil e plástico), a cor promete ser um hit do verão 2008.

Leia mais a respeio aqui.

. REAL WORLD .

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Paris acabou pondo fim a quase 7 semanas de desfiles – FashionRio, SPFW, NY, Londres, Milão e Paris, sem contar nas duas semanas de moda masculina que aconteceram junto com os evento nacionais. Anos 40, androginia, formas estruturadas, tecidos rígidos, silhueta mais ajustada ao corpo, anos 80, cintura alta e bem marcada, cinturões, corsets, ombros marcantes, túnicas e calças, estiveram presentes em quase todas as coleções. Mas, acertou mesmo quem olhou para rua e para as mulheres reais neste inverno 2008.

John Galliano fez um dos desfiles mais exuberantes desta temporada. Em verdadeira ode ao estilo da casa, re-visitando looks clássicos, com olhar sempre atual. McQueen, sempre performático, buscou novas silhuetas, experimentando com formas, volumes e texturas, enquanto Emanuel Ungaro levou suas mulheres para noite.

Todos lindos, maravilhosos… na a passarela. O foco desta estação estava no que era prático para vida real, nas influências em que o street-wear e a cultura urbana exerce sobre a moda. Não que isso signifique menos glamour, sofisticação ou coleções mega comercias, mas roupas possam ser facilmente assimiladas por gente real, e não apenas freqüentadores de red-carpets.


Nicolas Ghésquiere, na Balenciaga foi quem encabeçou esta tendência. Os blazers e jaquetas militares acinturados, as calças secas ou com a coxa mais solta, o mix de estampas étnicas nos vestidos e os sapatos ultra modernos, traziam um hibridismo perfeito do casual com o chic.

Na mesma linha temos Stella McCartney que parece entender perfeitamente o conceito de conforto, usável e sofisticação e Paulo Melim Andersson, em seu debut na Chloé. Apesar de se distanciar um pouco do estilo da marca, o estilista apresentou boa coleção em perfeita sintonia com a vida real, com boas referências do sport-wear.


O sport-wear também aparece na coleção de Dries Van Noten, que agora busca praticidade em formas orientais. E por falar em praticidade, Marc Jacobs simplificou a silhueta da mulher Louis Vuitton relembrando suas primeiras coleções para a grife.

Outra marca que passou por remodulações foi a Chanel, sob o comando do kaiser Karl Lagerfeld. Com bom perfume jovem, a coleção inverno 2008 vêm com silhueta reformulada e sobreposições, focada na praticidade e conforto da mulher real. Foi esta mesma mulher que Miuccia Prada buscou na Miu Miu, fazendo forte critica aos excessos e artificialidades com a qual é representada pela mídia.


E sem deixar o luxo de lado, Stefano Pilati traduziu elementos e tendências das ruas para uma coleção sofisticada e elegante, sem destoar do estilo da marca. De corte impecável e formas perfeitas, Pilati leva a grife para uma nova fase, onde o luxo e a praticidade convivem em total harmonia.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

. CONCLUINDO .

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Depois de assistir a muitos desfiles, observar várias pessoas, ler um tanto de análises e visitar algumas marcas, a Oficina de Estilo e o About Fashion conseguiram separar as principais tendências que apareceram no SPFW pro próximo inverno, tanto pras meninas quanto pros meninos!!! E primeiro as
femininas:

- cores? preto e cinza dominaram as passarelas

- o comprimento de saias, vestidos e shorts subiu, agora é tudo míni… ou no máximo logo acima do joelho

- vai ter muita, muita pele e pra quem é ecologicamente correto tem muita pele sintética também!

- a feminilidade mudou mas não foi embora, só não é mais tão girlie, é bem mais adulta com perfume rocker

- os vestidos que reinaram no verão continuam sendo peça-chave no inverno e os modelos evasê foram os mais desfilados

- tem quem ame e tem quem odeie, mas uma coisa todo mundo concorda… as ankle boots vêm com tudo

- o futurismo apareceu (bem mais tímido do que a gente tava esperando) de um jeito bem urbano… o melhor exemplo? Desfile da Zoomp!

- a moda está mais simples e bem mais limpa, o que importa é a forma!

- as sobreposições ficaram mais originais e peças como coletes, casacos de manga curta e pelerines se tornaram indispensáveis.

- quem gosta de estampa pode investir no xadrez.

- o caimento das roupas é levemente afastado do corpo, seguindo a silhueta, mas bem confortável

- couro e vinil apareceram em quase todos os desfiles… o segundo ainda não sabemos direito como vai funcionar na vida real

- o tricô também foi outro tecido que é hit no inverno 2007. De trama bem grande, tipo hand-made, ou a trama clássica, o material também esteve presente em quase todas as coleções, e principalmente sobre a forma de maxi pulls, outra grande tendência.

- vimos várias interpretações da idéia de mulher forte, independente, quase uma guerrilheira. Desde as chinesas de Ronaldo Fraga, passando pelas “viajantes no tempo” de André Lima, até “as mulheres da vida real” da Huis Clos

- meias opacas (algumas coloridas ótimas) e leggings acompanham os comprimentos que subiram

- brilho!!! pode ser tecido metalizado, paetizado, com cristais, com gliter, vinil (olha ele aí de novo)…
- cabelo preso todo puxado pra trás em rabos, tranças ou coques. Não sabemos se vai pegar, só que é chiquérrimo!!!

E agora as masculinas que seguem os mesmo fundamentos das meninas.

- A cor dominante é o cinza, seguido de perto pelo preto.

- As formas são mais contidas, sem muitos volumes, mas mesmo assim a silhueta se afasta um pouco do corpo.

- As peles também estão presentes no guarda-roupa masculino deste inverno. Seja cobrindo a peça inteira, como os moletons ou mantôs de Alexandre Herchcovithc, ou em detalhes como golas, capuzes e mangas.

- Para quem acha um pouco exagerado usar pele no Brasil, pode investir em estampas de pelos, como as do Mario Queiroz.

- O vinil vem forte para os meninos, em peças mais sóbrias como as da Zoomp, ou numa pegada mais new-rave como na Vide Bula.

- Como estamos em tempos de aquecimento global, bermudas também para este inverno.

- Mas se realmente fizer frio neste inverno, invista em parkas e jaquetas, que foram hit nas passarelas deste inverno.

- Os maxi-pulls de tricô também prometem ser uma grande tendência, apesar de achar difícil ser aceito pelo público masculino ainda receoso em inovar no visual.

- E finalmente as sobreposições. Estas estavam presentes em quase todos os desfiles masculinos. Vale tudo. Parkas sobre moletons com capuz ou malhas de tricô, sobre camisas.

Luigi Torre e Cristina Zanetti

. DO MASCULINO PARA O FEMININO .

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No comentário do post que fiz sobre o desfile do Marc Jacobs, a Cris da Oficina de Estilo, perguntou: “Sou só eu que acho ou a apropriação do guarda-roupa masculino está aparecendo cada vez mais nas últimas semanas de moda?” E a resposta rende um post inteiro.

As referências do vestuário masculino estão aparecendo com bastante força nessas coleções de inverno. A semana de moda de Nova Iorque começou à cinco dias e peças de alfaiataria e camisaria – clássicos do gurada-roupa masculino – passaram por re-modelagens para ganhar ares mais femininos.

O próprio Marc Jacobs fez uso desta tendência. Blazers, coletes e camisas vinham ajustados a silhueta feminina. Luella, que se inspirou em piratas, caçadores e militares, não teve como fugir. Alice Roi, logo no primeiro dia, também entrou na onda, com suas colegiais subersivas. Já para a estilista neo-zelandesa, Karen Walker, as referências masculinas vão além de mera tendência. São características marcante de seus trabalhos.

Aqui na SPFW, vimos esta tendência em algumas coleções. A Zoomp foi um delas, com bom trabalho de camisaria, em sua coleção “revival”. A Neon também aproveitou para inserir peças mais sóbrias em sua coleção. Mas nada se compara ao excelente trabalho da estilista Gloria Coelho, que re-visitou o guarda-roupa dos homens mais importantes do séc. XVI, XVII e XVIII, traduzindo suas roupas para um universo feminino e moderno.

. L .

. HOMME .

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Enquanto a SPFW tomava todo meu tempo aqui em São Paulo, em Paris acontecia a semana de moda masculina. Antes de todas – nacionais e internacionais – maratonas de desfile começarem eu postei aqui, falando sobre as principais tendências que prometiam vingar no inverno 2007/08. E a grande maioria realmente pegou. Pelo menos para os meninos.

. HERMÈS .

Antes de falar delas, o futurismo que estava no mainstream do verão 2007, se estendeu para o inverno. Vinil, couro, sintéticos, resinados e tecnológicos apareceram aos montes em quase todas as coleções. Alguns estilistas e marca, optaram por um futurismo tímido, sem exageros, apenas acrescentando os tecidos mencionados em peças clássicas, com linguagem mais moderninha, como foi o desfile da Hermès.

. YOHJI YAMAMOTO .

Outra tendência do verão que continuou, mas nem com tanta força assim foi a sobreposição de camadas. A Number (N)nine, Yohji Yamamoto e Comme des Garçons são ótimos exemplos. Aliás, essas duas últimas, também trouxeram ótimos trabalhos nas modelagens oversized, outra tendência para temporada.

. JOHN GALLIANO .

Mas não precisa ser tudo over, para o inverno 2007/08, as modelagens apenas mais afastadas do corpo já bastam e são mega hit. Assim, a imagem do homem vem mais madura e mais masculina também. Seja fortes e robustos como os Mad Max samurais de Galliano, ou com calça seca e jaqueta de couro desconstruída com os motoqueiros punks de Junya Watanabe.

. DRIES VAN NOTEN .

Conforto é a palavra para a próxima estação. E nada mais confortável do que o sportwear. Dries Van Noten se foca no estilo, trazendo linguagem moderna, futurista e, ao meso tempo, super sofisticada.

. MIU MIU .

Mas o hit mesmo foi o hibridismo entre o spotwear e a alfaiataria. Lanvin trouxe a tendência de forma tímida, deixando para Rei Kawakubo, na Comme des Garçons, e Miuccia Prada, na Miu Miu, expor a verdadeira essência desta tendência.

. BRUNO PIETERS .

. JEAN PAUL GAULTIER .

. DIOR HOMME .

Os destaques da temporada ficaram por conta da estréia de Bruno Pieters, misturando passado e futuro para atingir uma linguagem atual com perfume futurista, Jean Paul Gaultier, trazendo toda sua irreverência e criatividade nos seus caubóis urbanos e Hedi Slimane, na Dior Homme. Desta vez nada de skinny e fraques mega justos. Para o inverno 2007/08, Hedi investe em formas mais soltas, como nas ótimas sarouels e jaquetas com estampas gráficas.

. L .

Fotos por Marcio Madeira

. PRÉVIA .

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Neste domingo começa a maratona de desfiles do Fashion Rio, seguida pela SPFW (que vamos cobrir in loco). Ao mesmo tempo, no hemisfério norte, estarão acontecendo as semanas de moda masculina de Milão (durante o Fashion Rio) e de Paris (durante a SPFW), com os desfiles da alta-costura no meio.

Sobre os desfiles nacionais para o inverno 2007 muito já se falou das tendências que devem reinar nas passarelas: futurismo, cores fortes e brilhantes (new rave ainda está com tudo), e os comprimentos para lá de curto.

Mas e quantos aos meninos? O que deve aparecer aos montes nas passarelas de Milão e Paris?


O que tudo indica é que 2007 vai ser um ano onde veremos algumas mudanças em termos de proporção, com modelagens mais soltas, silhuetas mais folgadas, tudo bem confortável, em contraste ao império - muito breve, mas forte – do skinny.


Seguindo rumo ao conforto a união do formal com o sportwear promete ser uma das principais tendências para o futuro da moda masculina em 2007. Vide o desfile de Junya Watanabe para o verão 2007, onde simples peças típicas de esportes foram transfiguradas em incríveis blazers e calças de alfaiataria.

Uma moda mais ousa, no sentido de questionar e buscar soluções para alguns problemas dos dias de hoje, como violência, sobrevivência urbana, guerra e racismo, promete influenciar muitos criadores. Afinal, “a moda é o figuro da história”, não é mesmo?


A figura do “homem menino” já é coisa do passado. Hoje a imagem do homem é muito mais madura e até mesmo mais masculina. Com isso as coleções devem vir menos delicadas, com apelo mais viril e um pouco agressivas. Quer melhor representante para esse novo homem do que o novo James Bond, Daniel Craig?

. POR AQUI .

Aqui, em solo nacional, as grandes promessas para a moda masculina ficam por conta de alguns novos nomes da moda e também de alguns já mais tradicionais.

No Fashion Rio, os meninos da Reserva são a principal aposta, seguidos pela Chiaro e Redley.


Na SPFW, com a saída de Máxime Perelmuter e do O Estúdio, os reponsáveis por trazerem novidades para os homens são Alexandre Herchovictch, Lino Villaventura, V. ROM e quem sabe Cavalera.

. L .

Fotos por Marcio Madeira/Style.com
Erika Palomino
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