Paris Fashion Week - Vivienne Westwood e Yohji Yamamoto

Paris, Paris Fashion Week, Vivienne Westwood, Yohji Yamamoto, verão 2009 No Comments »

Não importa quais sejam as tendências do momento - mesmo que de alguma forma bem subjetiva elas possam aparecer na coleção -, Vivienne Westwood está sempre contanto uma história própria, que tem muito a ver com seu estilo e universo. E não importa qual seja esta história, todas as marcas registradas do estilo da “grande dama de moda” vão sempre estar impressos lá.

Sua última coleção não é diferente, com suas clássicas assimetrias, tecidos meio enrolados no corpo, proporções não muito convencionais e aquela postura super irreverente, subversiva. A mensagem Do It Yourself do desfile, que vinha em algumas camisetas, agora menos do que o punk, vem no sentido conservacionista, já que depois do seu manifesto contra o consumo desenfreada, a mão do punk se voltou para a causa ambiental - ao fim do desfile ela entrou na passarela com uma camiseta onde se lia “We need $30 billion per year to save the rain forest.

Essa mesma mensagem pode ser entendia nas roupas de tecidos de aspecto recicláveis. Nas roupas que pareciam ser feitas de toalhas de mesa, lençóis, colchas e cortinas. Tudo sempre bem equilibrado com peças mais vendáveis, mas que ainda sim vinham cheia de informação de moda e com as características clássicas de Mrs. Westwood.

E se agora não é hora de se arriscar, parece que uma das saídas que os estilistas da semana de Paris estão optando é uma visita à seu próprio passado, ou sob um outro ponto de vista, se focar naquilo que sabem fazer melhor - e vender melhor. De certo modo foi isso que Vivienne Westwood fez, assim como Martin Margiela, apesar do ensejo de comemoração de seus 20 anos de carreira. Também foi o que Yohji Yamamoto optou para seu verão 2009.

O desfile abre com seus clássicos looks de alfaiataria assimétrica, desconstruída, com costuras a mostra e, as vezes, inacabadas, proporções ampliadas e um certo minimalismo extremamente elegante, que tanto marcou sua trajetória. Balzers e jaquetas com lapelas desiguais, barras mais longas de um lado e mais curtas de outro, mangas que não se conectam ao resto da peça, camisas mais afastadas do corpo, saias longas e amplas - as vezes com um pouco de transparência, e vestidos com costuras irregulares e recortes em diferentes tecidos. Tudo no clássico preto e branco de Yamamoto, numa coleção bem nostálgica de seus trabalhos de fins dos anos 80 e começo dos 90.

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Mrs. Vivienne Westwood Compilation

Catwalk Breakdown, London Fashion Week, Vivienne Westwood No Comments »

Em janeiro deste ano, quando entrevistei Vivienne Westwood para o site do SPFW, conversei um pouco com ela sobre música. Afinal, não é da hoje que moda e música andam de mãos dadas, sem contar que a estilista, teve forte conexão com o movimento punk, responsável pelas roupas e visual de ninguém menos que os Sex Pistols.

 

Então, dificilmente o tópico música não seria abordado na entrevista. Lembro de ela ter me dito que é bem eclética, gosta de quase todos os gêneros, ouve um pouco de tudo, menos o que ela chamou de “pop junk” – que seriam aquelas músicas super pops que tocam à exaustão nas rádios.

 

Enfim, tudo isso para falar que durante a London Fashion Week a “grande dama da moda” vai lançar um álbum com compilação de tudo aquilo que ela mais gosta de ouvir. Diz que o Catwalk Breakdown, que vai ser lançado pela Mercury Records, foi todo conceitualizado, compilado e dirigido artísticamente por Vivienne Westwood em si, tsá?

 

Segundo ela mesmo disse a Vogue britânica, “essas são algumas peças que me ajudaram por todos esses anos – meus clássicos. Eles nunca me decepcionaram”. A compilação é super variada e nada previsível (pelo menos segundo a Vogue UK). Diz que tem coisas que vão desde Lãs Night Was Made For Love do Billy Fury, até a Tchaikovsky.

 

O lançamento oficial acontece no dia 15 de setembro, num evento exclusivo na Sefridges’ da Oxford Street.

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Post diário

Vivienne Westwood 7 Comments »

Não, ainda não vou comentar nem falar nada sobre os desfiles e as coleções deste SPFW. Mesmo porque tenho feito isso o dia todo, e quando chego em casa já de madrugada não tenho mais forças, nem ânimo algum para falar disso. Mas hoje o dia foi especial, e resolvi fazer um esforço para dividir isso aqui.

Acho que todo mundo já sabe que Vivienne Westwood está em São Paulo, por conta de um exposição de sapatos no SPFW e também pelo lançamento de dois sapatos seus na Melissa. Pois bem, não sei se todo mundo conseguiu ler lá no site do spfw, mas hoje rolou uma entrevista com ela, e fui eu quem teve a sorte, e honra, de entrevistar a grande dama da moda.

Eu já estava sabendo desta entrevista desde o começo da semana, e desde o primeiro segundo que o André Rodrigues, editor do site, e a Duda Schneider, decidiram que eu que iria fazer a entrevista, fiquei mega tenso. Mas com tanta correria acabei esquecendo rapidinho.

Isso até ontem quando vi Ms. Westwood em si na bienal. Foi bem assim, a porta da expo dela abriu (ela estava dando uma entrevista para o GNT Fashion) e de repente vi a cara dela lá dentro. Na hora me deu meio que um frio na barriga, tinha tanta gente atrás dela, tipo uma peregrinação mesmo, que acabou passando.

Enfim, quando estava voltando para casa ontem de noite, a ficha começou a cair de verdade. No dia seguinte eu ia estar sentado cara-a-cara com a pessoa que praticamente inventou o punk!

Desespero total, né? Cheguei em casa e peguei todas as revistas que eu tinha com entrevistas dela e comecei a ler uma por uma. Depois fui para internet ler o manifesto dela (que eu achei bem interessante btw), e depois o prefácio que ela escreveu para o livro de Lílian Pacce, e suas entrevistas no mesmo livro.

De madrugada já tinha a entrevista quase toda pronta na minha cabeça. Coloquei meio que um rascunho no papel e fui dormir. Dia seguinte acordei mega agitado, fui direto para o computador para botar a entrevista em ordem e ir para bienal. Chegando lá uma conversinha com o André, editor do site, e já era hora de ir para o Emiliano, hotel onde ele estava hospedada.

Chegando lá bateu uma mega ansiedade, nervosismo e medo, com direito até a uma mini tremedeira. Isso foi até a hora que eu entrei no quarto dela para entrevista. Ou melhor até começar a falar com ela.

Nos cumprimentamos, me apresentei e comecei logo a entrevista, sem muita enrolação. Logo na primeira pergunta, sobre seu manifesto, vi que ela começava a falar e parava. Fazia cara de concentrada, pensando numa resposta. Até que pediu um minuto porque tinha muitas luzes acesas e isso estava atrapalhando ela. “Não preciso de tanta luz”.

Depois de levantar e ir apagar as luzes que a incomodavam, sentou-se na minha frente, mas o mesmo problema aconteceu de novo. Eu comecei a ficar bem tenso, achando que minha pergunta tinha sido má feita, ou que ela não tinha gostado etc. Até que ela virou para as duas assessoras de imprensa da Melissa e pediu para elas irem passear. Assim mesmo. Pois bem elas foram e só ficamos eu, ela e sua assessora internacional. Que a pedidos de Vivienne ficou bem atrás dela, onde ela não podia a ver.

Daí para frente a entrevista fluiu perfeitamente. Vivienne Westwood se mostrou uma pessoa super simpática, fofa e com uma mente incrível e super inteligente. Saí meio catatônico de lá. Primeiro por ter falado, assim tête-à-tête com ela. Depois por que entrevista foi super cerebral, com ela discorrendo sobre seu manifesto, formas de arte, cultura, marxismo, idéias políticos e, como não podia faltar, moda. Mas moda relacionada a tudo isso. Enfim, foi incrível.

A entrevista está toda aqui.

De volta pra casa

. NOTAS ., London Fahsion Week, Vivienne Westwood 1 Comment »

ms_westwood.jpgAs meninas da Oficina de Estilo falaram hoje da vinda de Vivienne Westwood para a SPFW, para o lançamento de dois sapatos da Melissa assinados pela mãe do punk em si. Elas também fizeram um históricozinho super bom para entender a importância da estilista na moda (aqui também tem um pouco mais sobre ela).

Eu já tinha dito por aqui que haviam boatos de que Ms. Westwood poderia voltar a desfilar na London Fashion Week, lembra? Enfim, os boatos se confirmaram. A estilista irá apresentar a coleção da sua linha Red Label já na próxima edição da semana de moda londrina, em fevereiro de 2008. Sua linha principal, a Gold Label, continua sendo desfilada na semana de moda de Paris, onde Westwood já desfile há 10 anos.

A volta de Vivienne Westwood a sua terra de origem faz para de uma ação do British Fashion Council para levar de volta à Londres grandes nomes da moda britânica. Tudo começou nos desfiles para o inverno 2007/2008 com o desfile de Marc by Marc Jacobs (tá, eu sei que a marca não é britânica, mas foi a grande expectativa de temporadao), seguindo com a volta de Luella Bartley para a capital inglesa.

Voltando para casa

. NOTAS ., Vivienne Westwood 6 Comments »

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Há rumores que Vivienne Westwood, mãe do punk, faça um ou mais desfiles na próxima London Fashion Week, que acontece em fevereiro de 2008. Atualmente a estilista apresenta sua coleções durante a semana de moda de Paris, mas segundo nota publicada no WWD, Mrs. Westwood pode voltar a agraciar as passarelas de sua terra natal a partir da próxima temporada de moda.

Vivienne não seria a primeira celebridade fashion à voltar para Londres. Outros estilista ingleses como Matthew Willamson, Luella Bartley e Stella McCartney, que apresentavam suas coleções em outras passarelas do planeta fashion, voltaram recentemente para a terra da rainha.

Mais boatos

Diz que Vivienne Westwood vai lançar um livro com fotos que ela mesma tirou de celebridades como Helena Bonham Carter, Naomi Campbell e Kate Moss. Mas não é nada certo ainda sobre quando e se realmente o livro, chamada “Vivienne Westwood Opus” será lançado.

Meus preferidos, so far…

. DESFILES ., Martin Margiela, Verão 2008, Vivienne Westwood No Comments »

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Sou um pouco suspeito para dizer, pois sou bem fã dele, mas para mim, o melhor desfile até agora em Paris, foi da Maison Martin Margiela. Brincando com formas ajustadas ao corpo e formas mais soltas, Margiela apresenta uma das silhuetas mais originais desta temporada. Começando com looks em bege e preto, numa coisa meio trompe l’oeil – principalmente nas leggings que pareciam mais 7/8 -, bem justos no corpo, acrescentando elementos mais soltos e fluídos como caldas nas bluas e jaquetas ou saias mais compridas.

Sempre bem sexy, Margiela solta looks com suas clássicas ombreiras pontiagudas, à la Flash Gordon – em vestidos, blazers ou jaquetas. Estes vem sobrepor algumas vezes, micro shorts de jeans desfiados. O melhor de tudo, é que ao mesmo tempo que o estilistas consegue atingir e transmitir uma imagem única, totalmente adaptada ao seu universo, também apresente elementos da estação, como transparências, formas fluídas e soltas e até um pouco de ode ao estilo americano.

Outro destaque (pelo menos para mim) foi o desfile/manifesto de Vivienne Westwood. Não é de hoje que a estilista, mãe do punk utiliza a moda como forma de expressão política. De certo modo, suas visões sobre acontecimentos globais sempre esteve presente em todas suas coleções, só que em algumas de formas mais explícitas que as outras.

E o verão 2008 foi uma forma bem explícita, com estampas de “no propaganda” contra a decisão de estender o tempo que suspeitos de terrorismo podem ficar presos sem julgamento na Inglaterra. Fora isso, o que se viu na passarela foi Vivienne Westwood em seu mais puro estilo. Nos vestido e looks assimétricos, desconstruídos, elementos do masculinos re-editados e seus clássicos drapeados, que ora escondem, ora mostram partes do corpo.

Além dos looks mais difíceis de chegarem à um consumidor final, Westwood também apresenta boas opções comerciais, com vestidos mais românticos e comportados, assim como calças e camisas.

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