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	<title>About Fashion</title>
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		<title>O que vocês acham&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 22:38:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[moda]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; aqui no Brasil a gente paga preço de roupa de luxo, mas tem qualidade de fast fashion?</p>
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		<title>Lembra daquele último post?</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 11:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Então, o Bill Cunningham (fotógrafo e colunista do New York Times que começou a fotografar estilo de rua muito antes de todo esse boom dos blogs de street style) também acha. Olha só!

E aproveitando que falei nele, está para estrear nos EUA um documentário sobre seu trabalho. &#8220;Bill Cunnigham New York&#8221;, dirigido por Richard Press, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Então, o Bill Cunningham (fotógrafo e colunista do New York Times que começou a fotografar estilo de rua muito antes de todo esse boom dos blogs de street style) também acha. <a href="http://video.nytimes.com/video/2010/03/12/style/1247467342765/on-the-street-in-paris.html" target="_blank">Olha só!</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2010/03/3942260664_1e1b7c6631_b.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3458" title="3942260664_1e1b7c6631_b" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2010/03/3942260664_1e1b7c6631_b.jpg" alt="" width="590" height="496" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E aproveitando que falei nele, está para estrear nos EUA um documentário sobre seu trabalho. &#8220;Bill Cunnigham New York&#8221;, dirigido por Richard Press, vem colecionando excelentes críticas pelos festivais nos quais é exibido. Lá em Paris, diz até que Anna Wintour saiu correndo atrás dele no fim de um desfile para dizer que mal podia esperar para ver seu filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Cunnigham pode ser considerado um dos primeiros fotógrafos de estilo de rua do mundo. Foi no fim dos anos 70, em Nova York, que ele começou a fotografar as pessoas nas ruas da cidade, ganhando, não muito tempo depois, uma coluna especial só para isso. De lá para cá, seu trabalho virou verdadeiro registro histórico da moda americana e do mundo para muito além das passarelas.</p>
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		<title>Uma temporada feminista?</title>
		<link>http://www.aboutfashion.com.br/2010/03/13/uma-temporada-feminista/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Mar 2010 23:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[inverno 2010]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
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		<category><![CDATA[Prada]]></category>
		<category><![CDATA[Raf Simons]]></category>
		<category><![CDATA[Riccardo Tisci]]></category>
		<category><![CDATA[Stella McCaterney]]></category>

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		<description><![CDATA[Voltando de Paris fiquei pensando um pouco sobre as principais mensagens da temporada. Sobre a onda minimalista que tomou de assalto às coleções internacionais para o próximo inverno. Em como linhas limpas, ausência de decorações e design em seu estado puro conseguiram dar status cool à austeridade. Em como a manipulação tecidos e exploração de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Voltando de Paris fiquei pensando um pouco sobre as principais mensagens da temporada. Sobre a onda minimalista que tomou de assalto às coleções internacionais para o próximo inverno. Em como linhas limpas, ausência de decorações e design em seu estado puro conseguiram dar status cool à austeridade. Em como a manipulação tecidos e exploração de formas de maneiras quase modernista transformaram o básico em inusitado.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas talvez, para além de um visual que grite “direto aos negócios”, haja algo maior por trás desse novo minimalismo impulsionado pelo sportswear clean do <a href="http://www.aboutfashion.com.br/2009/10/05/paris-verao-2010-stella-mccartney-e-celine/" target="_blank">verão 2010 da Céline de Phoebe Philo</a>. Por um lado, como que se aquelas formas simples fossem versões atualizadas do “power dressing” que deu força ao visual feminino lá nos anos 80 quando as mulheres começavam tomar seus postos no mercado trabalho.</p>
<div id="attachment_3452" class="wp-caption alignnone" style="width: 600px"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2010/03/basicos-inverno-2010.jpg"><img class="size-full wp-image-3452" title="basicos inverno 2010" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2010/03/basicos-inverno-2010.jpg" alt="" width="590" height="439" /></a><p class="wp-caption-text">Chloé, Stella McCartney, Givenchy, Balenciaga e Celine inverno 2010</p></div>
<p style="text-align: justify;">Pensando por aí, tudo isso até faz certo sentido. Hoje, conforme indicam uma série de pesquisas publicadas no começo do ano, o sexo feminino já supera o masculino na força de trabalho de diversos países. As mulheres há tempos já são donas de seus próprios narizes e contas bancárias. Não precisam mais do apoio e sequer a aprovação do sexo oposto para qualquer decisão. E se antes, ela precisava subir em vertiginosos saltos, ousar na sensualidade ou então roubar do guarda-roupa masculino elementos de poder, hoje já não é mais bem assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez, sentindo a iminência de grandes mudanças sócio-culturais, estilistas estejam de fatos preocupados em como acompanhar tudo isso e encontrar seu papel no meio dessa silenciosa revolução. Para alguns a solução foi olhar para trás, para outro foi limpar a casa para dar novo “start” em seus negócios. Mas poucos, porém, parecem ter conseguido olhara além e percebido que nessa nova fase, seu trabalho não será apenas embelezar o guarda-roupa feminino.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando falamos que tecidos e roupas foram trabalhadas de maneira modernista, talvez não seja nem naquele modo de solução de problemas ou rompimento com o passado. Mas, sim, para levantar questões de realidade física ou até mesmo comportamental. Quem de fato foi moderno nesta temporada, foi quem conseguiu olhar para o futuro de maneira real, oferecendo roupas para realidade de fato (por mais que ainda distante ou reduzida) muito mais que para um futuro imaginado.</p>
<p style="text-align: justify;">Exatamente como aconteceu com Yves Saint Laurent e Coco Chanel. Ambos, grandes gênios da moda do século XX, conseguiram entender as reais necessidades das mulheres, quando a grande maioria delas sequer sabiam que de fato desejariam tais elementos.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, quem mais se aproximou de tal qualidade foi Nicolas Ghesquière, na <a href="http://ffw.com.br/desfiles/paris/inverno-2010-rtw/balenciaga/home/" target="_blank">Balenciaga</a>, Raf Simons, na <a href="http://ffw.com.br/desfiles/milao/inverno-2010-rtw/jil-sander/home/" target="_blank">Jil Sander</a>, Riccardo Tisci, na <a href="http://ffw.com.br/desfiles/paris/inverno-2010-rtw/givenchy/home/" target="_blank">Givenchy</a>, Alber Elbaz, na <a href="http://ffw.com.br/desfiles/paris/inverno-2010-rtw/lanvin/home/" target="_blank">Lanvin</a>, <a href="http://ffw.com.br/desfiles/nova-york/inverno-2010-rtw/marc-jacobs/home/" target="_blank">Marc Jacobs</a>, <a href="http://ffw.com.br/desfiles/milao/inverno-2010-rtw/prada/home/" target="_blank">Miuccia Prada</a> e as meninas de ouro da temporada: Hannah MacGibbon, na <a href="http://ffw.com.br/desfiles/paris/inverno-2010-rtw/chloe/home/" target="_blank">Chloé</a>, <a href="http://ffw.com.br/desfiles/paris/inverno-2010-rtw/stella-mccartney/home/" target="_blank">Stella McCartney</a> e Phoebe Philo, na <a href="http://ffw.com.br/desfiles/paris/inverno-2010-rtw/celine/home/" target="_blank">Céline</a> (por mais que essa última coleção tenha carecido da energia da passada).</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_3455" class="wp-caption alignnone" style="width: 600px"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2010/03/vui_fw10_397.jpg"><img class="size-full wp-image-3455" title="vui_fw10_397" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2010/03/vui_fw10_397.jpg" alt="" width="590" height="393" /></a><p class="wp-caption-text">Louis Vuitton inverno 2010</p></div>
<p style="text-align: justify;">Essas últimas, além de oferecerem algumas das melhores coleções de semana de Paris, são exemplos vivos dessa nova mulher. Todas na faixa dos 30, mães, trabalhadoras e com reais necessidades que pedem por um guarda-roupa que não grite apenas: fashion! E muito menos só “business”.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensando bem, talvez a mensagem principal do inverno 2010 seja mesmo sobre feminilidade. Sobre feminilidade em suas mais variadas formas. Sexy, trabalhadora, voluptuosa, jovem, adulta, para noite, para o dia, mas sempre possível. Sempre real e sempre com as rédeas de suas vidas. Não foi à tona que os anos 60 e 90 foram as duas décadas mais referenciadas nas coleções internacionais. Ambas, trazem importantes significados para a vida do sexo feminino. Primeiro por toda aquelas questões de liberação sexual e autonomia feminina, depois por uma postura mais business bem equiparada com os homens.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem contar que, pela primeira vez em muito tempo (acredito que desde os anos 60), o adjetivo “maduro” parece ter perdido qualquer conotação negativa. Supostamente, depois de anos em busca de juventude eterna, estilistas parecem ter percebido que suas consumidoras não são apenas garotas magrinhas de 20 e poucos anos. Não foi à toa que Miuccia Prada e Marc Jacobs para <a href="http://ffw.com.br/desfiles/paris/inverno-2010-rtw/louis-vuitton/home/" target="_blank">Louis Vuitton</a> trocaram as modelos skinny de 16 anos, por mulheres mais velhas (ou menos novas) e curvas mais próximas da realidade da mulher comum. Formas voluptuosas, bustos em evidência, quadris acentuados.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo bem, o conceito pode ter se mostrado mais interessante do que a roupa de fato – e principalmente na Vuitton onde as saias godês mega volumosas parecem retros demais para as atuais necessidades das mulheres. Mas, parece que a próxima temporada vem para legitimar (mais uma vez) a autonomia do sexo feminino.</p>
<p style="text-align: justify;">Legitimação, talvez, até mesmo sobre o poder de estilistas e editoras de moda. Afinal, o mar de roupas simples, cores neutras e peças básicas pode ser entendido como uma tela em branco, onde cada mulher pode criar seu próprio estilo ou visual. Uma temporada, então, onde o estilo fala mais alto do que a moda em si.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, apenas alguns pensamentos sobre a temporada. A cobertua completa para o FFW está toda<a href="http://ffw.com.br/noticias/tag/paris-inverno-2010/" target="_blank"> aqui</a>, e os desfiles <a href="http://ffw.com.br/desfiles//inverno-2010-rtw//" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Moda Modernista</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 22:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[inverno 2010]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[Sharon Graubard]]></category>
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		<description><![CDATA[A vida está corrida, gente&#8230; Mas não posso reclamar, porque é só coisa boa que anda acontecendo. Voltei da cobertura de Nova York com mil pautas para fazer lá no FFW e ainda fazendo a cobertura a distância das semanas de moda de Londres e Milão. E na reta final para o inverno 2010, embarco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A vida está corrida, gente&#8230; Mas não posso reclamar, porque é só coisa boa que anda acontecendo. Voltei da cobertura de Nova York com mil pautas para fazer lá no <a href="http://www.ffw.com.br" target="_blank">FFW </a>e ainda fazendo a cobertura a distância das semanas de moda de Londres e Milão. E na reta final para o inverno 2010, embarco para Paris na próximo terça (02/03) para mais uma cobertura internacional in loco.</p>
<p style="text-align: justify;">No meio disso tudo fica difícil deixar esse blog atualizado. Eu juro que tento, mas o tempo anda bem curto com planejamentos de pautas e todo resto&#8230; Sem contar que tenho aproveitado todo tempo livre para curtir um pouco da vida offline e off-fashion, porque no fundo é isso que vale a pena, né? Então para não deixar aqui de todo abandonado resolvi republicar aqui um trechinho de uma matéria que fiz na cobertura da New York Fashion Week, que resume bem tudo que anda acontecendo nas coleções internacionais. Olha só:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Assim como as artes, literatura e música, a moda também passa por diferentes movimentos estilísticos. Do Clássico ao Barroco e Rococó, do Surrealismo ao Futurismo. Segundo a analista de tendências globais do site Stylesight, Sharon Graubard, “estamos entrando num período Modernista”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nem tanto pelos desenhos abstratos que artistas desse movimento gostavam de explorar, mas sim pela extrema atenção ao trabalho com forma e materiais. “Para os Modernistas, o que importa no o conjunto final é a essência do material, a o trabalho de formas pura que explora toda qualidade da matéira”, explica Sharon. “E para o inverno 2010, os tecidos são os elementos mais importantes”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>As texturas, formas puras e tecidos dos mais elaborados possíveis (muitos conseguidos com tratamentos industriais e não manual) vem quase como uma metáfora sobre a ruptura de tradições e técnicas propostas pelos modernistas. Agora, essas características se fazem essenciais para dar um extra às roupas simples de formas básicas que se mostram como um dos principais rumos desta estação.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Queremos roupas de verdade, não mais aquele básico chato de antes, mas um novo &#8217;supe básico&#8217;”, comentou Sharon em entrevista ao FFW. “Roupas como as que Phoebe Philo mostrou na Celine no verão 2010, ou como Marc Jacobs apresentou em seu inverno 2010”.</em></p>
</blockquote>
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		<title>New York Fashion Week inverno 2010: tá tudo no FFW</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 16:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[inverno 2010]]></category>
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		<category><![CDATA[New York Fashion Week]]></category>
		<category><![CDATA[New York Fashion Week inverno 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Como vocês já devem ter percebido já estou de volta. A cobertura da semana de moda de Nova York para o portal FFW foi ótima &#8211; uma mega correria, mas no fim de tudo certo. E para quem não viu as matérias que subiram lá no site diariamente, ai vai um atalho para toda nossa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como vocês já devem ter percebido já estou de volta. A cobertura da semana de moda de Nova York para o <a href="http://www.ffw.com.br" target="_blank">portal FFW</a> foi ótima &#8211; uma mega correria, mas no fim de tudo certo. E para quem não viu as matérias que subiram lá no site diariamente, ai vai um atalho para toda nossa cobertura:</p>
<p><a href="http://ffw.com.br/noticias/nyfw-beleza-nao-e-o-suficiente/" target="_blank">Resenhas dos desfiles de Marc Jacobs, Zac Posen e Carlos Miele.</a></p>
<p><a href="http://ffw.com.br/noticias/nyfw-a-cidade-como-inspiracao-e-a-temporada-dos-casacos/" target="_blank">Resenhas dos desfiles de Narciso Rodriguez, Derek Lam, Rodarte e Marc by Marc Jacobs. </a></p>
<p><a href="http://ffw.com.br/noticias/estamos-entreando-num-periodo-modernista-diz-analista-de-tendeincias/" target="_blank">Resenhas dos desfiles de 3.1 Philip Lim, Jeremy Scott e Proenza Schouler.</a></p>
<p><a href="http://ffw.com.br/noticias/blogs-assumem-posto-de-celebridade-nas-semanas-de-moda/" target="_blank">Matéria sobre os blogueiros se tornando as novas celebridades dos desfiles.</a></p>
<p><a href="http://ffw.com.br/noticias/da-passarela-para-vida-real-balzeres-justinhos-e-calcas-curtas-tomam-conta-das-ruas-de-nova-york/" target="_blank">Radar de moda masculina nas ruas da Nova York.</a></p>
<p><a href="http://ffw.com.br/desfiles/nova-york/inverno-2010-rtw//" target="_blank">+ Fotos e Reviews dos principais desfiles da NYFW inverno 2010.</a></p>
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		<title>Fast Fashion rápido demais?</title>
		<link>http://www.aboutfashion.com.br/2010/02/21/fast-fashion-rapido-demais/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 03:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[fast-fashion]]></category>
		<category><![CDATA[H&M]]></category>
		<category><![CDATA[Topshop]]></category>

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		<description><![CDATA[Num dos raros momentos de tempo livre durante a cobertura da semana de moda de Nova York, resolvi fazer uma visita a H&#38;M mais próxima &#8211; quase em frente as tendas do Bryant Park, na esquina da rua 42 com a 5ª avenida. Afinal, é quase impossível ir para lá e não sentir um mínimo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Num dos raros momentos de tempo livre durante a cobertura da semana de moda de Nova York, resolvi fazer uma visita a H&amp;M mais próxima &#8211; quase em frente as tendas do Bryant Park, na esquina da rua 42 com a 5ª avenida. Afinal, é quase impossível ir para lá e não sentir um mínimo de tentação de entrar nessas lojas que parecem dominar toda esquina da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, como que uma punição fashion por ter me rendido as ofertas do fast fashion bem frente a sede de um dos eventos que compões a New Yoir Fashion Week, fui tomado por um misto de choque e depressão logo que entrei na loja.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2010/02/HM.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3438" title="US-ECONOMY-H &amp; M" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2010/02/HM.jpg" alt="" width="590" height="469" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Uma sensação de maltrato e descaso completo com as roupas. Pilhas delas amontoadas nas prateleiras, tudo amassado, peças caindo dos cabides, coisas fora de ordem&#8230; Como que se aquilo fosse um supermercado fashion recém saqueado por pessoas desesperadas pela última tendência do momento.</p>
<p style="text-align: justify;">E sim, tudo que há de mais atual na moda agora estava lá, de modo simples, as vezes quase certinho demais. As principais tendências das passarelas do verão 2010 tudo mastigadinho para o consumidor e a preços bem acessíveis (não chega a ser barato, mas também não é caro). Até mesmo elementos que estão sendo desfilado, como as referências militares, aquele leve clima bohêmio meio 70’s, já era possível ser encontrado.</p>
<p style="text-align: justify;">Só que o modo como tudo aquilo é apresentado é bem diferente daquelas imagens que chegam para gente aqui nas campanhas e vídeos promocionais. Quando paramos para olhar melhor as roupas com mais calma, percebemos que qualidade, modelagem e acabamento, ficam muito aquém não só do que se tem por aceitável, como também por correto.</p>
<p style="text-align: justify;">A própria coleção especial de tricôs da Sonia Rykiel. Nas imagens das vitrines, vestidos curtinhos listrados, com leve pegada parisiense parecem perfeitos para o verão que parece longe. Mas quando visto na arara, trazem uma certa pobreza (e não no sentido monetário) no visual. Modelagem descuidada, material de qualidade duvidosa, fazem de toda aquela ação quase uma propaganda enganosa.</p>
<p style="text-align: justify;">A última vez que tinha entrado numa H&amp;M foi em 2007 e o clima era completamente diferente. Tudo mais civilizado, roupas e loja mais apresentada e até uma certa adequação maior ao que (eu, pelo menos) entendo por aceitável no que diz respeito aos requisitos básicos para compra de qualquer peça de roupa. Aliás, tenho dois jeans de lá que são alguns dos que mais uso até hoje e continuam em perfeito estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas agora o cenário é um pouco diferente. Não sei se por uma maior demanda, a marca se viu forçada a produzir mais e menos tempo – deixando de lado alguns cuidados básicos. Mas que a qualidade caiu muito isso não tem como questionar.</p>
<p style="text-align: justify;">Só de tocar a peça já era possível prever o estrago que a primeira lavagem iria causar. Provando um blazer, um dos botões caiu só do movimento na peça. Numa japona de lã, três maxi botões já se penduravam prestes a entrar em queda livre.</p>
<p style="text-align: justify;">Tentei dar mais algumas chances para a rede de fast fashion em outros pontos da cidade, mas o resultado era sempre o mesmo. Nem mesmo a Topshop, rede britânica que chegou aos EUA há pouco mais de um ano, se salva. Apesar de melhor apresentada e roupas mais interessantemente trabalhadas, com tecidos de qualidade um pouco melhor, acabamento e modelagem deixam muito a desejar, pesando bastante no custo benefício da compra.</p>
<p style="text-align: justify;">A pergunta que ficou na minha cabeça depois de tudo isso, é que se com consumidores ficando cada vez mais conscientes (e talvez até exigentes) quanto a qualidade, bom acabamento e materiais empregados, não estaria chegando o momento das redes de fast fashion reverem seus conceitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sou daqueles que acredita no fim desse mercado. Muito pelo contrário, vejo sua clientela crescendo cada vez mais. Só que não seria agora, depois de toda essa instabilidade pela qual a moda passou, um bom momento para pisar no freio (de produção em larguíssima escala e ultra-veloz) para atender melhor tais requisitos básicos para uma boa roupa. Ou será, então, que os consumidores dessas lojas não ligam de fato para isso?</p>
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		<title>@ NYC via FFW</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 12:59:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[moda]]></category>

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		<description><![CDATA[Então gente, sei que andei meio ausente do blog esses dias. Começou a semana de moda de Nova York, já até rolaram alguns desfiles bem importantes e eu nem falei nada por aqui. Mas calma, tudo isso tem uma explicação  bem boa. É que dessa vez vim cobrir in loco a New York Fashion Week [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então gente, sei que andei meio ausente do blog esses dias. Começou a semana de moda de Nova York, já até rolaram alguns desfiles bem importantes e eu nem falei nada por aqui. Mas calma, tudo isso tem uma explicação  bem boa. É que dessa vez vim cobrir in loco a New York Fashion Week para o <a href="http://ffw.com.br/" target="_blank">portal FFW</a>. Algumas das <a href="http://ffw.com.br/desfiles/nova-york/inverno-2010-rtw//" target="_blank">resenhas de desfiles</a> já estão no ar lá, e a partir de hoje outras matérias relacionadas a tudo que acontece por aqui devem começar a aparecer.</p>
<p>Vou tentar escrever um pouco aqui, mas a correria é tanta que não garanto. Mas prometo me esforçar. Enquanto isso é só acompnhar tudo por<a href="http://ffw.com.br/" target="_blank"> aqui</a>.</p>
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		<title>Alexander McQueen e sua genialidade além da moda</title>
		<link>http://www.aboutfashion.com.br/2010/02/11/alexander-mcqueen-e-sua-genialidade-alem-da-moda/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 18:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[Alexander McQueen]]></category>

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A temporada de moda de inverno 2010 começou em luto. Enquanto Nova York se desenterrava da nevasca da última terça-feira (10/02) para mais uma fashion week, o mundo da moda entrou em choque com a notícia da morte de Alexander McQueen.
Numa época em que o adjetivo “criador” dificilmente se aplica a algum profissional da área, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="455" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/uoURAoMIWJo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="455" src="http://www.youtube.com/v/uoURAoMIWJo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">A temporada de moda de inverno 2010 começou em luto. Enquanto Nova York se desenterrava da nevasca da última terça-feira (10/02) para mais uma fashion week, o mundo da moda entrou em choque com a notícia da morte de <a href="http://ffw.com.br/noticias/alexander-mcqueen-pode-ter-cometido-suicidio-diz-jornal-ingles/" target="_blank">Alexander McQueen</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa época em que o adjetivo “criador” dificilmente se aplica a algum profissional da área, Lee Alexander McQueen era um dos poucos merecedores de tal qualificação. Vanguardista, anárquico, subversivo, rebelde. Não tinha medo de ousar, buscava o novo, desafiava paradigmas e propunha uma visão livre cheia de questionamentos relevantes para sua época. Não se contentava com o óbvio e imperfeições e o acaso eram sempre bem-vindos. Criatividade e genialidade que extrapolavam os limites da moda.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="455" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/reK0A1XIjKA&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="455" src="http://www.youtube.com/v/reK0A1XIjKA&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="455" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/M5gY5DXrb48&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="455" src="http://www.youtube.com/v/M5gY5DXrb48&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">McQueen foi um dos primeiros a se conscientizar que esta (a moda) por si só não bastava. Roupas incríveis, com qualidade impecável digna de quem foi treinado pelos tradicionais alfaiates de Savile Row, não eram suficientemente relevantes para se comunicarem com seu público. Foi então buscar<a href="http://www.aboutfashion.com.br/2008/07/17/moda-performatica/" target="_blank"> na arte, no teatro e na tecnologia</a> formas de transformar suas roupas e desfiles em meios e não em mensagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Entendeu desde cedo que a moda precisava se ligar as outras áreas do conhecimento para ganhar força e relevância. Colocou fogo na passarela, cobriu outra de água, fez chover, nevar, transformou seu desfile num grande e vivo jogo de xadrez, amontoou uma pilha imensa de lixo no centro de sua apresentação, soltou lobos para caminhar com as modelos, as fez flutuar dançando no ar, prendeu-as em um aquário de vidro que fazia as vezes de um manicômio, utilizou robôs para jogar jatos de tina em suas roupas, projetou Kate Moss numa imagem holográfica e utilizou gruas gigantes para proporcionar uma visão 360º de seu desfile transmitido ao vivo pela internet.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="455" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/8p6N_Ow5xRg&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="455" src="http://www.youtube.com/v/8p6N_Ow5xRg&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Alexander McQueen deixou para trás um legado riquíssimo. Material do mais importantes para moda deste começo de século. Com sua perda a moda ficou mais pobre. Míope sem aquele olhar apurado para o futuro, sem aquela visão contestadora que explorava acontecimentos sociais, culturais e econômicos através da roupa.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Texto publicado originalmente no <a href="http://www.ffw.com.br" target="_blank">site FFW</a>.</em></p>
</blockquote>
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		<title>Estou um pouco chocado&#8230;</title>
		<link>http://www.aboutfashion.com.br/2010/02/06/estou-um-pouco-chocado/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 22:25:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[Donna Karan]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei um pouco chocado com esse comentário da Donna Karan:
“Nós precisamos de desfiles, mas é para a indústria, não para o público generalizado. Toda comunicação deve parar. Não precisa ir para o noticiário, não precisa ir para internet, não precisa chegar aos varejistas para cópias. O que quero dizer, é que estamos matando nossa própria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei um pouco chocado com esse comentário da Donna Karan:</p>
<blockquote><p>“<em>Nós precisamos de desfiles, mas é para a indústria, não para o público generalizado. Toda comunicação deve parar. Não precisa ir para o noticiário, não precisa ir para internet, não precisa chegar aos varejistas para cópias. O que quero dizer, é que estamos matando nossa própria indústria&#8230; Tem informação demais lá fora. Temos que aprender a palavra restrição</em>”. <a href="http://www.fashionologie.com/7293694" target="_blank">via Fashionologie</a></p></blockquote>
<p>Juro gente, parece um discurso medieval. Desde os anos 60 a tal democracia fashion vem sendo batalhada custosamente. Aí, com o boom das mídias digitais a informação de moda finalmente começa a circular de maneira mais livre e menos elitista (mesmo que de uma maneira meio maniqueísta).</p>
<p>Só que então, os “big players” da indústria perceberam que o que pode ser uma poderosa ferramenta da marketing, estava também ameaçando algumas garantias e privilégios que, vamos combinar, não fazem mais sentido hoje em dia.</p>
<p>Preciso confessar que sempre tive uma certa admiração por Donna Karan. Tanto pelo que ela representou e fez pelas mulheres lá nos 80, dando um guarda-roupa poderoso àquelas que estavam adentrando o mercado de trabalho pau-a-pau com o sexo masculino; como pelas <a href="http://www.aboutfashion.com.br/2009/07/31/tempos-de-mudanca-2/" target="_blank">suas reivindicações</a> por a<a href="http://www.aboutfashion.com.br/2009/09/14/uma-questao-de-timing/" target="_blank">lterações no calendário e lógica de apresentação de coleções</a>.</p>
<p>Já faz um bom tempo que ela vem pedindo para reduzir o intervalo entre os desfiles e a época em que as roupas chegam às lojas de fato – coisa que eu acho super válido como já falei aqui. Só que aí, semana passada num evento da Parson School of Design, enquanto ela argumentava isso, deixou escapar que não é por mera adequação ao imediatismo que pauta os dias de hoje.</p>
<blockquote><p>“<em>Ok, chega de entregar roupas de inverno em julho e junho para que estejam em liquidação em setembro quando o clima ainda nem mudou de fato. Nós temos que entrar num sistema em que falemos de acordo com a estação que estamos. (&#8230;) Nós condicionamos o consumidor a comprar na liquidação – eu não quero comprar com preço cheio, porque posso comprar em promoção&#8230; Nós transformamos nosso negócio, num mercado de liquidações</em>”. <a href="http://www.fashionologie.com/7293694" target="_blank">via Fashionologie</a>.</p></blockquote>
<p>Só eu que achou todo esse pensamento um tanto quanto retrógada?</p>
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		<title>O que realmente queremos?</title>
		<link>http://www.aboutfashion.com.br/2010/02/05/o-que-realmente-queremos/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 22:12:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[Balenciaga]]></category>
		<category><![CDATA[Celine]]></category>
		<category><![CDATA[Chloe]]></category>
		<category><![CDATA[Dior]]></category>
		<category><![CDATA[inverno 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Viktor&Rolf]]></category>

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		<description><![CDATA[
Estou um pouco confuso&#8230; Não sei bem o que esperar dessa temporada de desfiles internacionais que está para começar no próximo dia 11 com a New York Fashion Week.
Quais são os reais desejos de moda que vão movimentar o mercado? O que fará sentido em nossas vidas nessa segunda década de século 21? O que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2010/02/vik_ss10_176.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3412" title="vik_ss10_176" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2010/02/vik_ss10_176.jpg" alt="" width="590" height="393" /></a></p>
<p>Estou um pouco confuso&#8230; Não sei bem o que esperar dessa temporada de desfiles internacionais que está para começar no próximo dia 11 com a New York Fashion Week.</p>
<p>Quais são os reais desejos de moda que vão movimentar o mercado? O que fará sentido em nossas vidas nessa segunda década de século 21? O que vai se destacar mais nas passarelas do planeta fashion: criatividade explosiva ou extrema adequação às reais necessidades dos consumidores de moda?</p>
<p>Alguém aí sabe a resposta para alguma dessas perguntas? Porque, sinceramente, eu ainda não consegui chegar a nenhuma conclusão precisa. Já aqui, durante o Fashion Rio e SPFW, vimos uma divisão até que bem definida entre as marcas que se aventuraram por delírios fashion com imagens cheias de força, e uma atenção maior ao lado comercial.</p>
<p>Por mais instigante e inspirador que seja assistir a apresentações inventivas, cheias de criatividade, será que ainda há espaço para uma moda conceitual ou extravagante em nossas vidas – pelo menos nos dias de hoje? E se não há, então não seriam essas coleções de imagens marcantes ideais para quebrar o padrão?</p>
<p><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2010/02/phoebe-philo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3411" style="margin: 0pt 10pt 10px 10px; float: left;" title="phoebe philo" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2010/02/phoebe-philo.jpg" alt="" width="135" height="467" /></a>Não sei bem porque, mas cada vez mais e desde a última temporada de verão 2010, foram justamente as roupas e coleções de visuais mais simples, quase minimalistas que me chamaram mais atenção. Roupas fáceis de usar, prontas para vida real, dotadas de imensa versatilidade e praticidade, adaptáveis ao dia-a-dia do consumidor comum e em diversas situações. Não aquele mar de cocktail dresses e roupas para noite que dominaram a última temporada como se vivêssemos numa festa sem fim.</p>
<p>Roupas que você bate o olho e vê que ali foram empregados reais valores de design, tecidos de qualidade, bom acabamento e que apesar de aparentemente simples, trazem cortes, proporções e modelagens atuais, que parecem perfeitamente corretos para os dias de hoje.</p>
<p>Ok, elas não são lá bem o que se entende por inventivas e pode até ser meio contraditório já que a priori não trazem a novidade que a moda tanto busca. Mas e se essa simplicidade funcional for a novidade? E se essa ausência de extravagância, essa moda discreta e silenciosa for o novo da vez?</p>
<p>Lembro que adorei a coleção de verão 2010 de <a href="http://www.aboutfashion.com.br/2009/10/03/paris-verao-2010-viktor-rolf/" target="_blank">Viktor &amp; Rolf</a>. Junto com a do <a href="http://www.aboutfashion.com.br/2009/10/07/paris-verao-2010-alexander-mcqueen/" target="_blank">Alexander McQueen</a> foi um dos poucos respiros fashion da temporada. Imagem poderosa, trabalho técnico apurado e conceito super bem amarrado. Mas como isso se relaciona com as nossas vidas? Alguém viu algum daqueles vestidos incríveis fora das passarelas e editoriais de revistas (não estou contando os tapetes vermelhos, tá?). Alguém se imagina em alguma daquelas peças fora de festas e ocasiões sofisticadas e que permitam (ou exigiam) um dress code mais ousado?</p>
<p>Enquanto isso coleções como da <a href="http://www.aboutfashion.com.br/2009/10/06/paris-verao-2010-chloe/" target="_blank">Chloé</a>, <a href="http://www.aboutfashion.com.br/2009/10/05/paris-verao-2010-stella-mccartney-e-celine/" target="_blank">Celine </a> &#8211; agora sob comando de Phoebe Philo (foto) &#8211; e boa parte das de pre-fall 2010, como Gucci, Balenciaga e Prada se mostram muito mais próximas da realidade do consumidor. E aí que fica minha pergunta. Sou super a favor de toda aquela explosão criativa dos desfiles mais conceituais, mas será tudo aquilo em vão? Para onde vai toda aquela técnica, todo aquele pensamento traduzido em imagens de moda? Sim, eles inspiram, mas cada vez mais me parecem mais distantes do que realmente queremos no nosso guarda-roupa e dia-a-dia.</p>
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