de casa e roupa nova - Alexandre Herchcovitch mostra sua nova coleção e fala de projetos futuros

Alexandre Herchcovitch, InBrands, verão 2009 1 Comment »

 

Os consumidores fiéis e também os fashionistas mais atenados já devem saber que a loja de Alexandre Herchcovitch ficou fechada durante duas semanas no mês de julho. O motivo era uma reforma para expandir o espaço interno da loja, que já não estava mais acomodando todos os itens da marca Herchovitch;Alexandre e Herchcotich (antiga Herchcovitch Jeans).

 

Depois que o estilista fechou pareceria com a holding InBrands – a mesma que recentemente se associou à Luminosidade, empresa do SPFW, e que já detinha parte da Ellus, 2nd Floor e Isabela Capeto – as coleções das duas marcas cresceram e o espaço foi logo ficando pequeno. Daí surgiu a necessidade da reforma.

 

Hoje (28/08) aconteceu lá um brunch para apresentar a nova loja e também a coleção verão 2009 que acaba de chegar às araras. Mas vamos por parte. Primeiro sobre o projeto da loja.

 

 

Na verdade, não houve nenhuma mudança radical, já que segundo o próprio Alexandre, não era essa a intenção. A loja cresceu para os fundos, separando as peças das duas marcas em duas salas. Para quem já conhecia, aquela passagem para os provadores dá entrada à uma nova sala onde ficam exposto os produtos da marca Herchcovitch, com produtos mais acessíveis e que seguem os mesmo conceitos da marca principal, só que de forma mais diluída.

 

Vale lembrar aqui que agora a Herchcovitch Jeans, passa a se chamar só Herchcovithc. O conceito de uma segunda linha também foi deixado para trás, já que agora são duas marcas independentes, embora complementares. “Tentamos não fazer produtos concorrentes ou conflitantes. Se por exemplo na Herchcovitch;Alexandre a gente faz um festido com paetês de folhas, aqui (na Herchcovitch) a gente tem uma estampa camuflada”.

 

 

Segundo Alexandre, a idéia é de separar mesmo as duas marcas. Ainda nesse ano há projetos de abrir uma loja independente da Herchcovtich aqui em São Paulo. “Vai ser a primeira tentativa, se der certo, outras virão também. Talvez com uma loja independente o público que não entra na loja, entre na outra com produtos mais acessíveis”, conta ele para explicar que com essas lojas pretende atingir um outro público.

 

Mas voltando para a loja… Na parte da frente, que agora ganha no piso, um pouco mais elevado, ficam só as peças da Herchcovitch;Alexandre, a marca principal, com peças de desfiles e mais elaboradas.

 

Os provadores também foram renovados, ficaram bem maiores e com um piso de taquinhos de madeira incrível.

 

COLEÇÃO VERÃO 2009

 

 

A coleção já está quase toda lá. Das duas marcas. Só no feminino que algumas itens ainda não estão disponíveis, pois estão em NY por conta do desfile que acontece no dia 6 de setembro.

 

Fora isso dá para ver claramente que a parceria com a InBrands já surtiu alguns efeitos nas coleções. O espaço novo e maior, já está praticamente todo cheio. Além das peças desfiladas no último SPFW tem também algumas peças do alto-verão, junto com outras que acabaram não entrando na edição dos desfiles.

 

 

Tem desde aquelas bem Alexandre Herchcovitch, super a cara do estilista, até outras mais sintonizadas com as principais tendências da estação, como o tie-dye, renadas, aquele perfume 70’s, mas lógico que nada literal – ainda bem. Tudo bem adapto ao universo e identidade da marca.

 

Fotos Francio de Holanda

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moda e fetiche - entrevista com Ricardo Oliveros

Ricardo Oliveros, fetiche, moda 2 Comments »

Lembra que eu republiquei aqui uma matéria que escrevi para a Revista Catarina sobre moda e fetiche? Então, quando estava preparando-a entrevistei o editor de moda e blogueiro Ricardo Oliveros, do Fora de Moda. Daí que hoje ele colocou lá no blog dele a entrevista que fiz com ele na íntegra. Super vale a pena ler, passa lá!

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fashion guide para a temporada de desfiles

. DESFILES ., moda, verão 2009 No Comments »

Bom, vamos lá. Dando continuidade a preparação para a temporada de desfiles internacionais. É meio que sabido e estabelecido no meio da moda, embora nada seja dito por elas oficialmente, mas cada semana de moda Nova York, Londres, Milão e Paris tem um característica bem definida, e logo, um papel dentro de toda essa indústria.

 

E para quem trabalha com moda, em qualquer área, é super importante saber bem essas diferenças para poder entender bem as coleções e o contexto que elas se inserem. Não adianta esperar uma coleção super inovador, ou um desfile super show em NY que não vai acontecer, nem esperar algo pronto para o consumidor final em Londres.

 

Cronologicamente falando o roteiro é o que já disse acima, NY, Londres, Milão e Paris, mas se pensarmos sobre outra perspectiva pode se alterar um pouco. Em termos de criatividade e infra-estrutura da marca Londres seria o começo.

 

 

É lá onde a criatividade e excentricidade dos estilistas encontram mais espaço e liberdade para serem apresentadas. Os desfiles são sempre marcados por algo que foge do padrão ou do convencional atraindo atenção da mídia. É lá também onde novos e jovens estilistas começam a ser observados e apontados como os próximos talentos de moda. Vide Jonathan Saunders, Marios Schwab, Christopher Kane, Roksanda Ilinic e Gareth Pugh.

 

O próximo passo seria a NY Fashion Week. E na Big Apple tudo se resume a negócios e dinheiros. Lá se apresentam aqueles que buscam apoio financeiro e boas vendas para as grandes lojas de departamento como Barneys e Bergdorf Goodman. Não é à toa que as roupas apresentadas lá são bem mais simples e usáveis do que em Londres. É muito mais vida real, do que moda conceitual. É roupa para sair da passarela e ir direito para as araras das lojas.

 

Depois vem Milão, num esquema bem parecido com NY. Só que aqui os estilistas geralmente já estão mais bem estabelecidos, com bom apoio financeiro e buscam aumentar ou melhar sua produção. Milão é mundialmente conhecida por seus tecidos de ótima qualidade, por possuir os melhores profissionais de confecção manufatureira e também como o lugar onde as roupas de melhor qualidade são produzidas. Não é à toa que algumas das principais marcas do planeta fashion concentram toda sua produção na Itália.

 

E para finalizar temos Paris. Capital mundial da moda, do mais alto luxo e glamour no mundo fashion. É o patamar mais alto entre as semanas de moda. Com uma tradição e história super vasta e cheio de marcos históricos é lá onde se apresentam os estilistas mais consagrados, com marcas e negócios bem estabelecidos.

 

Lógico que isso não é uma regra super fechada. Existem várias exceções, e nem é todo mundo que faz esse percurso. Tem quem pule algumas etapas, tem quem faça o caminho contrário, sempre de acordo com a estratégia de cada marca. Exemplo? Gareth Pugh, que migrou direto da London Fashion Week para Paris, Luella Bartley que migrou de NY para Londres e até Vivienne Westwood que desfila sua linha principal em Paris e passou a apresentar sua Red Label em Londres.

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diferentes olhares

moda, verão 2009 No Comments »

Logo mais, ou melhor, semana que vem (se eu não me engano) começa a temporada de moda internacional. Ou seja, mais uma maratona de desfiles e muita, mas MUITA informação. Daí que eu estava pensando que entre os fashionistas todo mundo meio que reserva um tempinho para dar uma olhada no que está sendo apresentado nas passarelas de NY, Londres, Milão e Paris.

 

Aquilo que vai ser mostrado por lá é material super importante para um monte de profissionais da moda. Muito alem dos jornalistas e críticos de moda, produtores, stylists, personal stylist, estilistas, compradores e até roteiristas ficam de olho nos desfiles para tirar inspirações, referências e tentar definir as principais tendências da temporada.

 

 

Cada um desses profissionais tem um olhar diferente sobre as coleções/desfiles. Cada um analisa e interpreta o que está sendo mostrado de acordo com o que sua profissão pede. A roteirista do GNT Fashion – e blogueira -, Laura Artigas, por exemplo, conta que olha o desfile de um panorama geral, mas sempre levando em conta o olhar de sua chefe, a Lilian Pacce. “O mais difícil, como roteirista, é imaginar como falar em poucas palavras e também numa linguagem mais simples, para um público que não entende muito de moda”.

 

Já as personal-stylists Fernanda Resende e Cristina Zanetti, da Oficina de Estilo, ficam de olho em “elementos que podem fazer diferença no guarda-roupa não só das nossas clientes, mas também de pessoas reais”. Além disso elas também prestam bastante atenção nos truques de styling, sempre pensando em como funcionam na vida real e também estudam como coisas aparentemente difíceis podem chegar num consumidor final.

 

Trabalho parecido é o da editora de moda Regina Guerreiro (aka a “legendária”), que busca em primeiro lugar a novidade. “Mas isso não significa loucura, coleções muito conceituais, mas sim inovações em termos de silhueta, proporção e principalmente nos tecidos. Busco aquilo que vai desenhar o futuro das pessoas, o que desperta desejo”.

 

 

É a novidade também que pega a atenção de Heleno JR, stylist e produtor de moda. “Quando vejo um desfile levo em conta a característica da marca, como isso é mostrado na passarela”. Daí, garimpa peças e idéias para depois de dissolvidas serem usadas no seu trabalho (e também no seu guarda-roupas).

 

Já para a estilista da C&A Gleice Pedra, os elementos mais técnicos, como formas, cores e tecidos chamam mais sua atenção. É dali que capta as principais vontades que irão ser hit em cada estação.

 

E para terminar, Karina Mota, da Surface2Air, conta que olha uma coleção pensando não só na consumidora da loja, mas também naquilo que considera mais relevante para cada temporada. “Eu vou para um desfiles com vontades prévias”, conta ela, daí vai vendo o que se encaixa nessas vontades e também vai acrescentando novas idéias para depois vender em sua loja.

 

Fotos por Rogério Cavalcante para o site do SPFW

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para mudar o olhar

Danielle Jensen, Maria Bonita, Ronaldo Fraga, Zara, Zero Maria Cornejo, Zoomp, Zulupapuwa, moda, moda regionalista 1 Comment »

 

Há alguns anos deu-se início a uma série de discussões sobre o que seria a identidade brasileira na moda e no design. Como transpor características marcantes de nossa cultura para nossa roupa, sem deixá-la com cara de fantasia de carnaval ou de folclore, sem caricatices e clichês. Uma roupa que falasse nossa língua, se motrando adaptada ao nosso cotidiano e nosso tempo.

 

Não foram poucos os estilistas que descobriram fórmulas mágicas em elementos puramente brasileiros. Provavelmente o mais conhecido e bem sucedido seja a Osklen, que tirou do estilo de vida carioca e da vibe naturalista, que começava a ganhar força, os fundamentos de suas coleções. Resultado: aliado a uma modelagem feita para o brasileiro, sucesso garantido e vendas no exterior.

 

Mas temos que admitir que a Osklen não faz uma moda muito regionalista, apesar de estar cheia de brasilidade. Principalmente quando olhamos o trabalho de Ronaldo Fraga, ou da última coleção da Maria Bonita - que, por sinal, estabeleceu novos parâmetros para toda discussão sobre identidade brasileira.

 

Danielle Jensen (Maria Bonita) apresentou um verão cheio de referências tipicamente brasileiras, trouxe o minimalismo do universo das ribeirinhas, e com matérias tipicamente regionalistas (como redes de pesca) apresentou uma moda nacional aliada à vontade internacional.

 

União que poucos conseguem fazer. O maior problema não está na roupa em si, mas no olho do consumidor. Segundo o estilista Ronaldo Fraga: “Temos uma olhar muito provinciano sobre esta questão (a moda regionalista, no caso)”. Para ele, “vivemos admirando e adorando os estilistas belgas e japoneses, achando seus trabalhos incríveis, quando, na verdade, são extremamente regionalistas”, completa.

 

 

O que acontece no caso dos belgas e dos japoneses é que, assim como Ronaldo e Danielle Jensen, na Maria Bonita, eles conseguem aliar o regional às vontade internacionais, sem descaracterização marcante ou clichês.

 

“O estrangeiro valoriza muito mais nossa própria cultura, do que nós mesmos”, afirma Ronaldo. “Achamos que é coisa de pobre, varremos para debaixo do tapete”.

 

Não é de se espantar que a moda regionalista venda muito mais no exterior do que no próprio Brasil. Tem até quem argumente que uma moda regionalista não faz mais sentido quando o mundo inteiro caminha para a globalização, para a formação de uma “aldeia global”. Mas, como bem disse Danielle Jensen, “olhar para coisas ao seu redor, próximos de você, é olhar para o mundo também”.

 

Mas não pára por ai, conforme Ronaldo Fraga disse, “hoje as pessoas se vestem igual no mundo todo. O que traz a verdade local é o que vai ganhar valor daqui presente”.

 

“Deveria existir um compromisso civil do designer brasileiro tentar entender aquilo que temos mais bem resolvido, que é a cultura brasileira”, finaliza.

 

Matéria publicada originalmente no site do SPFW

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amor, vamos cuidar da horta?

comportamento 4 Comments »

Gente, por favor me avisem se eu estiver sendo muito radical, ou muito chato, mas veja se isso que eu recebi não o cúmulo do ridículo e absurdo. É um lote residencial em soracaba, chamado Season. Meio que um clube de campo, com várias opções de lazer e entretenimento e tals.

 

Até aí tudo bem, né? Acontece que eu abro o livrinho que veio dentro da caixa e me deparo com a seguinte foto:

 

 

(Mas a pior de todas é essa)

 

 

Já comecei a ficar incomodado de pensar na idéia de um condomínio fechado voltado para o público GLS. Sempre fui super contra esses projeto que se dizem voltados ao público gay, que apóiam a causa, mas que no fundo só acabam segregando mais, tratando os homossexuais como seres de outra espécie, porém que geram bastante lucro.

 

Continuei fuçando o kit de apresentação procurando alguma explicação melhor sobre o loteamento, mas eis que nada é dito sobre ser algo realmente voltado ao público GLS. Apenas as fotos e um textinho que eu achei péssimo, comparando as pessoas com as estações do ano e que termina assim: “o primeiro loteamento residencial planejado para a convivência perfeita entre todas as estações do ano.

 

Agora eu me pergunto, e pergunto também à vocês: precisava? Sério, já é ruim o bastante fazer um projeto desse, e ainda por cima usar umas metáforas super cafonas para “explicar” a proposta do projeto. É demais, né?

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tem que ler…

Chic, Gloria Kalil, Moda Masculina 1 Comment »

… o editorial que Gloria Kalil escreveu no seu site, o Chic, sobre os rumos e necessidade da moda masuclina. O Sylvain já falou do assunto no blog dele e também recomendeu a leitura. Enfim, é mais ou menos aquilo que falei aqui, aqui e aqui, e também muito do que foi abordado naquela série de posts que o Vitor Angelo fez com o Lula Rodrigues.

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por uma moda mais democrática

CASA DE CRIADORES, Semana Vivier Design, Viver Design 4 Comments »

Um pouco antes do último SPFW começar uma amiga minha que ia cobrir o evento pela primeira vez me perguntou porque o evento era fechado. Porque, quando a moda se propõem a ser cada vez mais democrática, o evento é restrito a convidados. E no fundo é bem verdade.

 

Tudo bem, quem trabalha lá sabe que não é nada glamuroso como muita gente pensa. É trabalho em dobro e uma correria louca que deixa todo mundo acabado ao fim do evento. Por isso que – assim como eu – muita gente que trabalha lá apóia o evento ser fechado, porque assim facilita nosso trabalho, já que diminui cofusões. Sério, se já tem dias que a bienal fica um inferno para trabalhar, devido a multidão que vai para alguns desfiles, imagina se o evento for aberto.

 

É bem válido aquele texto que a Erika Palomino escreveu durante um Fashion Rio, reclamando do barulho num dos lounges e falando que enquanto os eventos de moda não começarem a se ver menos como festa e mais como algo profissional, a moda não vai andar para frente.

 

Ao mesmo tempo tem a questão de que grande parte – a maioria na verdade – da nossa sociedade é super carente em informação e cultura de moda. E aí eu me pergunto se ao abrir os desfiles para o público não estaríamos ajudando a difundir a informação e cultura de moda. Lógico que não adianta só mostrar um desfile, tudo tem que vir bem acompanhado de uma divulgação e cobertura da mídia bem didática e expressiva, não voltada para o próprio meio, mas para o público leigo.

 

Por isso que achei bem interessante a iniciativa da Casa de Criadores, em pareceria com a semana Viver Design em São Paulo, de apresentar desfiles abertos ao público.

 

Ainda sabe-se pouquíssimo sobre o evento, ou melhor, os eventos, porque a Semana Viver Design vai unir 3 eventos: Casa de Criadores, um projeto em pareceria com o núcleo Habitar Design para a criação de um museu de moda internacional, e a mostra re(produzir) em que estilistas já reconhecidos criarão um look acompanhado de sua modelagem em papel para exposição e distribuição em lugares acessíveis da cidade de SP.

 

Parece bem legal, né?

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aproveitando a parceria do SPFW com a InBrands…

InBrands, moda No Comments »

Resolvi re-publicar uma matéria que fiz sobre a empresa no site do SPFW. Aí vai:

 

O recado já foi dado há tempos: moda é negócio. Prova disso foi a recente invasão das empresas gestoras no mercado nacional. Existem alguns bons exemplos de que moda e o business podem andar lado-a-lado, e mais importante, para frente.

 

É o caso da InBrands, holding do fundo PCP, administrado pelo UBS Pactual. Ano passado o grupo deu início às suas atividades no segmento de moda e consumo unindo três fortes marcas nacionais: Ellus, 2nd Floor e Isabela Capeto. O objetivo é potencializar o crescimento e rentabilidade dessas grifes. Como já é de costume, o dito DNA da marca e a independência criativa de cada uma delas serão totalmente respeitados e preservados. A Inbrands entra na jogada para oferecer suporte administrativo, financeiro e operacional, sem contar os projetos futuros para concentrar todas as negociações com fornecedores, coordenar e gerenciar a distribuição das marcas parceiras.

 

Falamos com o presidente da holding, Gabriel Felzenswalb, para saber um pouco mais sobre a InBrands e seus projetos futuros. Confira abaixo nossa entrevista:

 

Portal SPFW >> Qual é o trabalho da InBrands dentro das marcas que possui?

Gabriel Felzenswalb >> Investimento de capital para crescimento, contratação de novos profissionais, integração de sistemas, melhoria de processos administrativos e benchmarking das práticas de negócio.

 

Portal SPFW >> Como que funciona o processo de adesão/incorporação das marcas à Inbrands? Elas são compradas, ou seus donos formam sociedade com a holding?

GF >> Acreditamos tocar negócios com “cabeça de dono”. Gostamos que nossos colaboradores se sintam donos e não empregados, alinhando a remuneração e os incentivos aos resultados do negócio. Logo, não faz sentido transformar donos em empregados. Isto é, buscamos empreendedores que queiram participar de algo maior e enxerguem a associação com outras marcas e com um grupo gestor como um caminho para o crescimento. Em resumo, os sócios fundadores continuam sócios dos seus negócios e a InBrands é apenas um novo sócio.

 

Portal SPFW >> Atualmente, a Inbrands conta com quantas marcas? Quais?

GF >> Ellus, 2nd Floor e Isabela Capeto.

 

Portal SPFW >> Existem outras marcas do mercado nacional que já estão sendo estudas para incorporarem o portifólio da Inbrands?

GF >> Preferimos não alimentar especulações.

 

Portal SPFW >> E sobre os rumores de que Alexandre Herchcovitch teria se juntado a Inbrands? Ficamos sabendo que no showroom dele já é possível encontrar também peças da Isabela Capeto e 2nd Floor…

GF >> Conforme o próprio Alexandre divulgou, estamos em conversações. As duas partes estão muito otimistas, mas ainda não temos nada concreto.

 

Portal SPFW >> Quais os critérios para uma marca poder fazer parte do grupo?

GF >> Não há critério científico. Buscamos marcas fortes, com identidade definida, potencial de crescimento e principalmente buscamos sócios com mentalidade alinhada ao nosso modelo, sócios que entendem muito bem o que sabem e não sabem fazer, pessoas com ambição para crescer, mas com a humildade necessária para trabalhar em sociedade.

 

Portal SPFW >> Uma vez parte da Inbrands, quais são os benefícios que uma grife possui?

GF >> O benefício de trabalhar duro para participar de um projeto de crescimento. Ninguém vai trabalhar menos, mas todos trabalharão melhor: mais focados, com menor custo e com acesso às melhores práticas gerenciais. Por exemplo, a Isabela Capeto trabalhava com um sistema de gestão empresarial simples, adequado para seu tamanho. Agora, estamos implementando o mesmo sistema usado na Ellus, por uma fração do custo e com toda a customização e treinamento feitos pelas próprias pessoas que trabalham no dia-a-dia com o software. É um super atalho para a Isabela que lhe permitirá ganhar agilidade e precisão na tomada de decisão.

 

Portal SPFW >> Até onde a Inbrands interfere/atua dentro do planejamento, criação e estratégia de marketing de suas marcas?

GF >> A independência criativa e de estilo será sempre mantida, mas participamos de todas as discussões de planejamento e de estratégia. Acreditamos em autonomia com cobrança. Um sistema de gestão centralizado onde um punhado de pessoas controlem as decisões não funciona. É preciso delegar poder a quem está na ponta do negócio. Os gestores das marcas definem conosco as metas a serem atingidas e os planos para chegar lá. Dentro desse escopo, os executivos têm autonomia para atuar. A InBrands vai monitorando, provendo assistência quando necessário e acompanhando o trabalho.

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vendido!

InBrands, SPFW 2 Comments »

Os boatos já estavam correndo soltos, mas agora foi tudo confirmado: SPFW, revista Mag! SPFW Journal e portal SPFW – ou seja toda a Luminosidade -, agora fazem parte do portifólio de marcas da Inbrands – holding da UBS Pactual que também administra a Ellus, 2nd Floor, Isabela Capeto, e Alexandre Herchcovitch.

 

Pois é, não foi para Assolan (graças a Deus), mas o SPFW foi vendido. Segundo nota enviada pela assessoria de imprensa do evento, o presidente da InBrands, Gabriel Felzenszwalb disse que a parceria deve acelerar os projetos de disseminação do conteúdo da SPFW, sempre respeitando o modelo da empresa de não-interferência na identidade e na independência de suas marcas. “Estamos juntando uma gestão altamente qualificada a uma equipe sem paralelo, sob a liderança do Paulo Borges, conhecido internacionalmente por sua competência e conhecimento em moda”, diz Felzenszwalb.

 

Sinceramente, acho que a pareceria tem tudo para dar certo. Acredito que a InBrands vai respeitar bem a identidade e independência do SPFW. Como o próprio Paulo Borges disse no relase “gnharemos estrutura e recursos adicionais para concluir os planos iniciais de um projeto que foi pensado para se desenvolver em 30 anos”.

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